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A UNIDADE DO ESPÍRITO

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“… esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”. Ef 4:3

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Há muitas pessoas que buscam evidências, sinais e manifestações do Espírito Santo nos nossos dias. Geralmente, a ênfase recai sobre os dons espetaculares, como o falar em outras línguas, curas e milagres. Entretanto, creio que a maior evidência da ação do Espírito é promover a verdadeira unidade entre os cristãos.  Estou convencido de que essa é a grande necessidade da igreja, tantas vezes marcada por divisões, brigas internas, desavenças, falta de amor e ausência de perdão.  O que devemos saber e praticar sobre a unidade do Espírito?

Antes de mais nada, devemos reconhecer que a unidade é um dom, um presente, uma dádiva do Espírito à igreja. Não somos nós que criamos, geramos ou estabelecemos a unidade. Ela é obra do Espírito. E como Ele faz isso? Pela sua presença, pela sua habitação em cada pessoa que recebe e confessa Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.  Estamos unidos pelo mesmo Espírito que habita em cada um de nós. Trata-se de uma unidade espiritual, invisível, mas que deve se manifestar externamente, na prática diária da comunidade cristã. Cabe a nós, então, num primeiro momento, sermos gratos a Deus pela dádiva da unidade e pela benção de nós tornarmos participantes dela pelo Espírito.

Porém, ato contínuo, somos chamados a preservar, com esforço e diligência, “a unidade do Espírito no vínculo da paz”.  Aqui, inevitávelmente, tocamos no delicadíssimo tema dos relacionamentos interpessoais. Nessa área experimentamos muitas tensões e conflitos que ameaçam a unidade. Sabendo disso, o apóstolo Paulo nos mostra como podemos mantê-la e conservá-la: “com toda a humildade e mansidão, suportando-vos uns aos outros em amor” (Ef. 4:2).  É pelo exercício, pela prática dessas virtudes que preservamos a unidade. Portanto, no trato de uns para com os outros, não sejamos orgulhosos, mas humildes. Ao invés de sermos rudes e ásperos, sejamos mansos. Não sejamos impacientes e nem vingativos, mas longânimos e tolerantes. E, saibamos também, em amor, servir de suporte, de apoio para nossos irmãos, a fim de que eles vençam suas dificuldades e tentações.

Vamos, portanto, trabalhar incansávelmente pela preservação da unidade na igreja, sabendo que aquilo que nos une em Cristo é muito mais forte do que aquilo que pode nos separar, nos dividir ou nos afastar uns dos outros.

 

Rev. José Roberto Silveira

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