Igreja Presbiteriana | Editorial – Arquivo morto
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EDITORIAL

Seja fiel nas pequenas coisas!

Seja fiel nas pequenas coisas! 

Jesus disse: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?” (Lucas 16:10-12)

Deus não vai permitir que você cresça além do seu atual nível de comprometimento. Na verdade, Ele vai continuar batendo nessa tecla até que você entenda o que Ele está dizendo.

Durante sua caminhada com Deus, Ele aumentará sua fé testando-a em situações que exigem apenas uma pequena fé. E se você passa na prova, Ele o exporá a circunstâncias que exigem mais fé.

Cada vez que sua disposição de confiar em Deus for provada em um nível mais alto, Ele revelará um pouco mais de Si e lhe confiará uma medida maior de bênção.

É assim que funciona. Cada pequeno passo de fé leva a um relacionamento mais profundo, mais abundante e mais recompensador.

Enquanto pintava os afrescos da Capela Sistina, Michelangelo passava horas intermináveis deitado no andaime, aperfeiçoando os detalhes. Era um trabalho excruciante. Um estudante, curioso sobre como o renomado escultor suportava tamanhas dores dedicando-se a detalhes que só podiam ser vistos de perto, perguntou: “Quem vai saber se não estiver perfeito?” O mestre artista respondeu: “Eu!”.

E o seu mestre, Jesus, também! O que você está fazendo hoje importa. É o fator determinante para o que Deus o chamará para fazer amanhã. Por isso, seja fiel nas pequenas coisas.

Bob e Debby Gass –   A Palavra para Hoje

A verdade em nossa vida

A verdade em nossa vida

São nossos gestos, nossas atitudes,

Mais que a palavra que nos sai dos lábios

Que refletem maldades ou virtudes

Se somos tolos ou se somos sábios.

Se coerentes àquilo que afirmamos

Autênticos, sinceros, corajosos,

Seguimos pela trilha que abraçamos

Ou, se sombrios, dúbios, mentirosos,

Por atalhos, sem rumo, tropeçando,

Feridos, pela vida, em seus espinhos,

Frustrações e desgostos recalcando,

Enveredamos por falsos caminhos.

Se dos desejos, sonhos ou vontades,

Delineados em modelo incerto,

Não conseguimos ver prioridades

Nem percebemos se estão longe ou perto,

Verdades loucas, vãs, se evidenciam:

Metas distantes de um viver vazio,

Objetivos que se distanciam

Quais folhas soltas nas águas de um rio!

É que firmamos nossas esperanças

Em coisas, em pessoas, em ideias;

Sem alvo se tornaram as andanças

– atropeladas, tristes “odisséias”.

É tempo de traçar roteiro certo!

‘squeçamos tudo que p’ra trás ficou!

Jesus nos ama!  Ele  está sempre perto!

Ao nosso lado sempre caminhou!

Ele está perto! (assim nos prometeu)

Sua paz nos daria, ele falou;

Não como o mundo a dá ou já nos deu:

Passageira e fugaz, logo acabou!

Necessário é buscar essa presença

E dela fruir todo o amor, toda a paz.

Não mais procura, mas, certeza, crença,

Que extravasando em vida, satisfaz!

Conhecedores da verdade em Cristo

E por ela libertos, confiantes,

Olhemos para o alto!  Firmes nisto…

Sem vacilar, com fé, perseverantes.

Não mais a luta vã, intermitente…

Os desencantos, desacertos, dores…

Mas, um viver feliz e coerente,

Em nuances sutis ou vivas cores!

Lêda Rejane Accioly Sellaro

Completei a obra

“Completei a obra que Tu Me deste.” João 17:4

Assuntos não resolvidos sugam sua energia sem que você sequer perceba. William James disse: “Não há nada tão cansativo quanto uma tarefa não concluída”.

E a internet tornou o problema ainda maior, porque agora você recebe mais “mensagens” em um dia do que costumava receber em um mês.

Quando não se concentra em algo, você não o conclui. E você acaba se sentindo frustrado, como se “não tivesse feito nada”.

Se não assumir o controle do seu tempo, as pessoas mais enérgicas e as situações mais urgentes da sua vida o farão.

Antes de escolher os seus doze discípulos ou acalmar a tempestade na Galileia, Cristo passou a noite inteira em oração. “Ele afastou-se novamente para a montanha a sós” (João 6:15). Observe a palavra “novamente”. Jesus tinha o costume de se afastar da multidão a fim de determinar quais eram as suas prioridades.

 Mac Anderson disse as seguintes verdades:

“Algo mágico acontece quando assumimos a responsabilidade pelo nosso comportamento e os resultados advindos dele. Mas não é fácil…”

“…é da natureza humana responsabilizar outras pessoas. À medida que envelheço (e fico mais sábio), quando as coisas dão errado…fica mais fácil encontrar o culpado…no espelho. Em todos os casos tudo se resume à escolhas que fiz, e que me fizeram chegar exatamente onde estou hoje. Adotar uma atitude de responsabilidade pessoal significa ter maior controle sobre o seu destino”.

“…você se torna um cooperador em vez de um observador passivo…outros veem em você um líder…você passa a ser conhecido como alguém que soluciona problemas”.

“Você tem a satisfação que é fruto de concluir aquilo que começou… há menos ira, frustração e desamparo, o que por sua vez leva a uma saúde física melhor… Há um transbordamento para a sua vida pessoal e espiritual. Às vezes, vencer não tem a ver com terminar em primeiro lugar, mas com terminar e ponto final”.

Bob e Debby Gass – A Palavra Para Hoje

O maior presente

“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.” 1ª João 4:19

O apóstolo Paulo, em sua carta à igreja em Colossos, pede aos irmãos para que tenham “amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14). Esse amor inspira cristãos com diferentes pensamentos, ideias e opiniões a se auxiliarem, ensinarem, exortarem e se alegrarem.

O amor é o revestimento divino que nos une e também o motivo pelo qual vivemos e por qual viveremos eternamente em glória. Mais ainda, não é apenas o maior dos mandamentos e o maior dos dons; o amor é, também, o que mantém unidas todas as outras virtudes cristãs. É o vínculo da perfeição, é o laço firme e envolvente que preserva a unidade da igreja.

Recebemos em nosso aniversário também um presente que Ele derramou sobre nós nesses 5 anos como igreja: Seu amor. Que possamos neste aniversário (e todos os dias) encher nossos corações de gratidão, aceitar este presente com alma que anseia cada vez mais por Deus, e amá-Lo cada vez mais como Ele nos ama.

Que esse amor divino seja refletido cada vez mais em nós, refletido em todos os atos, palavras, pensamentos, e que esse reflexo possa ser visto por todos como parte de quem realmente somos. E que seja firme e ardente em nossos corações o desejo de sermos instrumentos desse maravilhoso amor que nos foi dado.

A Mocidade Moema está muito feliz por fazer parte desta história. Estamos em ritmo de festa, agradecendo a Deus por Seu amor e por todas as bênçãos derramadas desde o começo de nossa congregação até hoje. Deus tem abençoado essa igreja e seus ministérios com Sua graça, gentilmente fazendo com que nossa familia na fé cresça e gere frutos.
Somos nascidos de Deus e recebemos um novo nome, um novo coração, uma nova mente, uma nova família – a amada igreja de Moema é parte da nossa maior e mais bela família, a Igreja de Cristo.

Desejamos que o AMOR seja a marca da nossa Igreja!

Mocidade da Igreja Presbiteriana de Moema

Estamos alegres

“Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso, estamos alegres.” Salmo 126:3

Quando o Salmista declarou “com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”(Salmo 126:3), ele antecipou nossas palavras e nosso sentimento de profunda gratidão ao Pai pelas graças doadas e bênçãos derramadas desde os primórdios da Igreja Presbiteriana de Moema.

É com o maior júbilo que comemoramos mais um ano como Igreja, superando percalços e vencendo dificuldades porque o Senhor, sempre ao nosso lado, nos faz saber que, apesar de fazermos o que está ao nosso alcance, “Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham as que a edificam” (Salmo 127:1).

Ele está no controle, Ele está no comando e nós, sentindo a presença d’Ele, caminhamos com segurança, confiantes e certamente com a mesma alegria do Povo Hebreu quando, terminada a longa jornada, atravessou o Jordão rumo à Terra Prometida (Josué 3:17).

Sendo uma “Igreja que marcha de joelhos” – como nos lembra sempre o Reverendo Eudes –, nossa marcha, com Deus ao nosso lado, vem sendo abençoada.

POR ISSO ESTAMOS ALEGRES!!!!!

Yedda Borges Falzoni

PLANO B

“Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha […], pois espero que […] para lá seja por vós encaminhado […] Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos”. Romanos 15:23-35

Muitas vezes, meu plano A não acontece e tenho que seguir com o plano B. Antes de me formar, meu “humilde” plano A era primeiro pastorear uma igreja com 2 mil membros e seguir em frente a partir daí. Caí no plano B: uma igreja rural, com 38 membros. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, dando a mim e à minha esposa a oportunidade de nos concentrarmos em estabelecer nosso casamento.

Quando me aposentei, meu plano A era caminhar pelas trilhas da floresta do sul do Oregon. Então eu comecei a ter problemas nos pés. O plano B tornou-se um gratificante trabalho pastoral interino e a representação em tribunal de crianças vítimas de abuso.

O plano A de Paulo era plantar igrejas na Espanha. Ele acabou na prisão. Seu plano B: escreveu Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon na prisão, pelos quais milhões de pessoas têm sido abençoadas há séculos.

O plano A da moabita Rute era viver uma vida tranquila em Moabe com seu marido estrangeiro. Quando ele morreu, um  plano B apareceu e ela se mudou para Israel, tornando-se um antepassado de Jesus – sua fé e comprometimento tornaram-se inspiração para milhões de pessoas.

Todos nós fazemos planos e nos desapontamos quando esses planos não se concretizam.

Aprendi que, por mais grandiosos que sejam nossos objetivos, Deus pode ter oportunidades espirituais mais profundas reservadas para nós e que podem transformar nossa decepção em alegria.

Oração

Guardião de nossas vidas, em meio à frustração, ajuda-nos a crer que tu tens planos para nós maiores do que jamais sonhamos. Em nome de Jesus. Amém.

George Nye – extraído do Devocionário no Cenáculo (2015).

Índice de desenvolvimento espiritual

Segundo os últimos dados divulgados pela ONU, o Brasil registrou melhora no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em 2014. Três dimensões do desenvolvimento humano compõe o índice: longevidade, educação e renda.

Gostaria de convidá-lo a pensar agora num outro índice: o do desenvolvimento espiritual.Sim, como cristãos precisamos estar atentos se estamos ou não progredindo espiritualmente, se estamos estagnados ou avançando em nossa vida com Deus.

É na Palavra de Deus que encontramos as dimensões que compõe o Índice de Desenvolvimento Espiritual (IDE), por meio das  quais podemos avaliar se estamos ou  não crescendo.

Consideremos, primeiramente, o índice referente ao amor:   “ que o vosso amor aumente mais e mais…” (Fp 1:9);  “e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos…”(1 Tes 3:12). Estamos, de fato, crescendo na prática do amor fraternal?

Outra dimensão é o do crescimento na “graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3:18).Quanto mais nós conhecemos Jesus, mais nós compreendemos e vivenciamos a graça de Deus em nossas vidas. Tem sido a nossa realidade?

Podemos pensar também na dimensão do crescimento no serviço cristão e no exercício dos nossos  dons, visando a edificação dos irmãos: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu.. (1 Pedro 4:10). Estou envolvido em algum ministério na igreja?

Outras dimensões que constituem o Índice de Desenvolvimento Espiritual (IDE) poderiam ser evocadas. Contudo, ao concluirmos esta breve reflexão, queremos enfatizar o crescimento na prática da oração e da leitura e meditação diária das Escrituras Sagradas, a fim de que “não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina” (Ef 4:14).

À luz das dimensões acima, como você avalia o seu Índice de Crescimento Espiritual? Muito baixo, baixo, médio, alto ou muito alto? O que você vai fazer a respeito?

Rev. José Roberto Silveira

Ajuda, Senhor!

Senhor, nosso Pai! Tu nos dizes hoje como ontem; amanhã dirás como hoje fizeste: que sempre os amaste e que por isso nos levaste para junto de ti por tua bondade.

Nós te escutamos, mas faze com que escutemos corretamente! Acreditamos em ti, mas ajuda a nossa descrença! Queremos obedecer-te, Senhor, mas te pedimos que elimines tudo aquilo em nós que é demasiadamente fraco e demasiadamente forte para que possamos realmente te ouvir bem!

Confiamos em ti, mas pedimos que  expulses  todos os fantasmas de nossos corações e mentes, para que possamos confiar em ti com alegria e de forma plena! Fugimos a ti, Senhor, mas permite que deixemos para trás o que deve ser deixado pra trás e que possamos olhar para frente e seguir adiante, serenos e tranquilos. 

Ajuda, Senhor, a todos os que estão nesta casa – e também aos que se afastaram do bom caminho, aos aflitos, aos amargurados, aos que perderam a esperança nesta cidade e em todo o mundo – também aos detenos – aos pacientes hospitalizados – também aos que na política têm voz ativa e detêm o poder – assim como aos povos que clamam por pão, justiça e liberdade e que, de forma sensata ou insensata, lutam para tal fim – também aos professores e educadores e aos jovens e às crianças sob  todos os tipos e orientações: que guardem e proclamem a límpida luz da tua Palavra.

Vemos tantas coisas ao nosso redor e em locais distantes que nos entristecem e desanimam, mas também nos podem deixar enfurecidos ou indiferentes. Em ti, contudo, há ordem, paz, liberdade, alegria em plenitude.

No ano que passou, foste a esperança para o mundo e para todos nós; continuarás sendo também no ano vindouro. Erguemos nossos corações – não, ergue Tu os nossos corações a ti! A ti, Pai, Filho e Espírito Santo, seja a honra: hoje como ontem, amanhã como hoje e para todo o sempre. Amém!

Oração de Karl Barth para o Fim de Ano

Fim de ano

Antigamente era comum ver lojas e armazéns com uma tabuleta: Fechado para Balanço. Hoje, com o desenvolvimento da informática, os estoques são mantidos em dia e o movimento financeiro é atualizado automaticamente. Não há mais necessidade de fechar para balanço. Contudo, o fim do ano é propício para uma avaliação. Uma avaliação de ordem pessoal.

Que valor colhemos no decorrer deste ano em nossa prática cristã? De quanto cultos par­ticipamos? Quantas mensagens despertaram a nossa consciência e tocaram o nosso coração? Aprendemos mais da Escritura Sagrada na Es­cola Dominical? Colocamos em prática o que a Palavra de Deus nos ensinou? A quantas pessoas falamos do amor revelado no Natal e no Calvário? Conduzimos alguém à salvação em Cristo? Nos­so testemunho melhorou? Refletimos em nossas conversas e atitudes os ensinos de Jesus? Temos sido uma bênção no lar e em nosso ambiente de trabalho? Tornamo-nos degraus ao invés de pedras de tropeço?

Talvez esse balanço nos incomode um tanto quanto. É possível que nos sintamos deficitários na fé, na esperança e no amor. É possível que descubramos um superávit de desânimo, de inveja, de amargura e de frustração. Esperávamos mais e alcançamos menos.

Nesta transição de um ano vencido para um novo ano com suas incógnitas, somos desafiados não para ‘chorar o leite derramado’, mas para olhar para Jesus Cristo, cujo Natal acabamos de celebrar, e Nele investir a nossa fé, a nossa esperança, o nosso futuro. Sua Palavra se tornou presença e vida. “Incli­nai os vossos ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá”, convida e promete o Senhor através do profeta Isaías (55.3).

Fim de ano nos faz sentir que um pedaço de nossa vida terrena ficou irrecuperavelmente para trás. Contu­do, essa realidade nos deve impulsionar para a frente na firme convicção de que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (I Co 2.9).

Rev. Eudes Coelho Silva

"E agora, como vai ser o Natal?"

Essa foi a pergunta feita pela repórter a uma mulher que enfrentava a dramática situação de ter perdido praticamente tudo, devido às enchentes que costumam castigar a cidade de São Paulo, no mês de dezembro. Como seria possível para ela celebrar e festejar o Natal? Existiria ainda ambiente ou clima para tal comemoração?

Temos a impressão de que a festa do Natal não combina com tragédia, tristeza, sofrimento e carência. Isso porque as propagandas vendem um Natal perfeito, com gente feliz e sorridente ao redor de mesas fartas e árvores natalinas carregadas de presentes. Essa, porém, não é a realidade da grande maioria da população. Há muitas pessoas que estão vivendo situações terríveis, dramas pessoais, familiares e problemas insolúveis. Elas também estão a perguntar:  “Depois de tudo o que aconteceu, será possível celebrar o Natal”? “Tenho razões e motivos para isso”?

Quando nos voltamos para a Bíblia e consideramos o primeiro Natal, vemos que o nascimento de Jesus foi cercado por muitas adversidades, por uma dura e implacável realidade. A começar da notícia de uma gravidez que quase põe fim a um casamento previamente acertado. Depois, uma viagem em condições precaríssimas para uma gestante de nove meses, seguido de um parto em lugar totalmente inadequado. Mais tarde, a ameaça de morte para o bebê, forçando a família a se refugiar num país distante.

Apesar de tudo isso, encontramos  no primeiro Natal várias convocações e apelos ao louvor a Deus e à celebração da chegada do Redentor. Vemos anjos e pessoas erguendo suas vozes em adoração e exultação pela vinda do menino Deus. Esse é o verdadeiro Natal que comemoramos, o Natal que independe das circunstâncias.

Se Deus não precisou de um ambiente perfeito a fim de visitar os homens na pessoa de Seu Filho, nós também não precisamos de que tudo esteja em perfeita ordem para celebrarmos, com alegria e gratidão, a festa que se aproxima.

Voltemos, então, os nossos olhos para Jesus, aquele que é o principal motivo do Natal!

Rev. José Roberto Silveira

Dia da Bíblia

                 A mocinha pode dizer: “Li ‘O Pequeno Príncipe’”, assim como o homem sisudo pode dizer: “Li ‘Os Sertões’”, mas nenhum deles pode dizer: “Li a Bíblia”, porque esta não é uma leitura ocasional. Se alguém “leu” a Bíblia não extraiu dela o mais importante em todos os sentidos. Só mesmo quem a lê sabe da sua importância e torna-se escravo do seu conteúdo histórico e, principalmente, da sua essência espiritual. A Bíblia é eterna pelo que ela ensina e pela influência que exerce.

                  Voltaire, incrédulo por natureza, disse um dia: “Dentro de cinquenta anos, ninguém mais lerá a Bíblia”. Ironicamente, a história informa que, exatamente 50 anos após sua partida foi inaugurada uma exposição da Bíblia… na casa onde ele morreu!

                       É erro dizer que a Bíblia contém a Palavra de Deus. Milhares de obras literárias exercem essa tarefa. Importante é saber que a Bíblia É a palavra de Deus.

               Escrita em 16 séculos por mais de 30 homens, continua a exercer sua influência na história, na literatura, na televisão e no cinema. Impossível saber quantos milhões de pessoas foram influenciados e transformados por ela.

                   Mitso Fuchida, aviador japonês que em 07/12/1952 comandou o ataque japonês a Pearl Harbor e destruiu a importante frota americana, voltou posteriormente aos Estados Unidos… como colportor (distribuidor da Bíblia).

                 O monoteísmo dos judeus venceu o politeísmo dos babilônios, fenícios e egípcios confirmando a perenidade e a santidade da Bíblia; por isso nós a chamamos o Livro Santo.

                    A Bíblia revela o homem na história, revela o homem a si mesmo (Salmo 19:12) e dá à criatura humana a consciência da sua personalidade: “Quanto mais vale um homem do que uma ovelha”? (Mateus 12:12)

                          Tradicionalmente, o segundo domingo de dezembro é o Dia da Bíblia. Cumpre-nos eternizar esse dia, tornando o Livro Santo como o livro de cada dia.

                         Proponho ao meu irmão, nesta data, o desafio de ler a Bíblia inteira durante um ano: apenas três capítulos por dia útil e cinco aos domingos.

                            Com boa vontade e experiência próprias, você poderá dizer no próximo Domingo da Bíblia:

                            SIM, “A Tua Palavra é a verdade” (João 17:17).

Presbítero Jurandy Mendes (In Memoriam)

Da escassez à abundância

Dívidas! Eis o que mais anda afligindo boa parte das famílias brasileiras. Já perdi o número das reportagens que assisti nestes últimos dias sobre a inadimplência que inferniza a vida de milhares e milhares de pessoas.

No Antigo Testamento, encontramos a conhecida história  da viúva que vivencia um quadro de escassez e de endividamento (2 Reis 4:1-7). Ela corre o risco de perder seus dois filhos, pois eles seriam levados pelo credor como pagamento da dívida. É muito instrutivo atentarmos para o modo como essa mulher age diante de tal situação.

Em primeiro lugar, ela não ficou parada esperando que seus filhos fossem tomados como escravos. Ela não ficou trancada em casa e nem chorando pelos cantos. Ela foi à luta! Ela procurou Eliseu, o profeta de Deus, e lhe relatou a sua angústia.Devemos colocar diante de Deus todas as nossas necessidades e ansiedades, pois Ele tem cuidado de nós.

Em seguida, aquela mulher é levada a ver o que ela já tinha em casa. O profeta pergunta: “Que é o que tens em casa”? Ela responde: Apenas “uma botija de azeite”. Deus age a partir do que temos, ainda que seja pouco.

Depois, ela é instruída a ir às vizinhas e pedir, não azeite, mas vasilhas vazias. O azeite viria do Senhor. A provisão vem do Senhor.

Cabe a nós depositarmos nossas vazilhas vazias no altar de Deus.

Finalmente, quando não havia mais nenhuma vasilha para encher, o azeite parou e a viúva recebeu a última orientação: “Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto”. (2 Reis 4:7).Tendo recebido a provisão abundante do Senhor, devemos fazer a nossa parte: honrar os nossos compromissos e pagar o que estamos devendo.

Não importa qual seja a tua escassez. Deus pode supri-la. Confie N’Ele. Obedeça as Suas orientações. Faça aquilo que te compete fazer. Experimente o milagre de Deus.

Rev. José Roberto Silveira  

Sonho realizado

Hoje é um dia muito especial pra mim. Dia em que meu coração está transbordando de alegria. Dia em que estou realizando um sonho, o lançamento do meu CD com canções cristãs.

Esse projeto nasceu há muito tempo atrás (eu ainda era uma criança), quando acompanhei meu pai a um evento em que ouvi várias dessas músicas pela primeira vez. Seu impacto foi tão forte em minha vida que, desde então, várias delas têm me acompanhado em minha liderança nos louvores de minha igreja e como forma de minha adoração e meu diálogo com Deus.

Minha alma humana achava que este era um projeto meu, mas Deus me mostrou que eu era apenas um instrumento d’Ele. Então, este CD não é da Josani Pimenta, mas sim de uma serva de Deus que foi usada por Ele para levar a Sua palavra às pessoas. Meu desejo é que você ouça essas músicas e que elas tranquilizem, transformem, acalmem o seu coração como muitas vezes o fizeram com o meu.

Essa caminhada não foi uma caminhada solitária. Tive a bênção de ter vários amigos caminhando ao meu lado e me apoiando.

Obrigada, Alex Heinrich, pelos belíssimos arranjos!

Gravei minha voz no estúdio da casa de Débora e João Baptista, meus irmãos em Cristo. Gravar com todo aquele carinho deles, com papos gostosos, chás, cafés e bolos deliciosos foi inspirador. Com certeza minha voz ficou mais doce ao ser alimentada pelo seu carinho. Obrigada!

Obrigada à minha igreja tão querida, Igreja Presbiteriana de Moema, e ao pastor José Roberto Silveira. Ouvir suas vozes se juntando à minha nos cultos e formar um grande coral não tem preço!

Obrigada ao Pedro Cavalcanti, jovem talentoso que gentilmente me ajudou com a arte do CD.

Meu muito obrigado ao Ney Júnior e à Luciana Manhães que produziram esse lançamento. Obrigada às minhas queridas amigas Rosa Maria e Voluzi Vidal pelos vocais e aos músicos Rodrigo Branco, Izaías Amorim e Denis Cambalhota que aceitaram nosso convite para tocar conosco.

Obrigada à minha família, sempre pronta a ouvir e a abraçar meus projetos.

Obrigada aos meus filhos que conheceram cada nota do CD comigo. Obrigada ao meu marido, Marcelo Pimenta, que me dá forças, me apoia e me inspira com sua sensibilidade ao piano.

Obrigada a Deus por me usar como Seu instrumento.

Josani Keuncke Pimenta

Hora da morte!

“Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.”

1 Coríntios 15:16

A medicina luta contra a morte. A busca pela cura de doenças intensifica-se a cada dia. Milhões e milhões são gastos em pesquisas, e diversas doenças, que antigamente matavam, já têm cura. Deus deu inteligência ao homem para que usufrua dela e a use em benefício da humanidade, criando boas condições de vida.

Ainda assim, a morte continua sendo o grande desafio. Pessoas morrem e não há nada que se possa fazer. Mas também existem doenças tão agressivas que deixam o paciente com a aparência de quem já morreu, embora ainda esteja vivo. Podemos continuar falando de morte, mas e quanto à ressurreição, você acredita nela?

Talvez essa tivesse sido a pergunta mais difícil que os cristãos de Corinto teriam feito ao apóstolo Paulo. Afinal, falar em ressurreição parecia mais conversa de gente sem formação cultural. Todavia, o tema da ressurreição tem tudo a ver com o cristianismo. Sem esse conceito, o Evangelho não faz sentido.

A Bíblia insiste na  ressurreição de Cristo e de toda a humanidade. O argumento de Paulo é que, se Cristo não ressuscitou, somos merecedores da compaixão de todos os homens, pois cremos em algo que jamais aconteceu ou acontecerá conosco.

Talvez até hoje você tenha pensado no Evangelho como mero elemento religioso, mas ele é muito mais que isso. O Evangelho anuncia o poder de Deus sobre a morte. Por isso mesmo Evangelho significa “boas novas”.

É certo que os cristãos também morrem, mas não eternamente. Os que confiam em Jesus Cristo, e crêem de fato em sua ressurreição, ressuscitarão para a vida eterna.

Quando você ouvir aquele velho argumento de que, na vida, tudo tem jeito, menos a morte, responda imediatamente: “A solução para a morte está na ressurreição de Jesus. Porque Ele vive, eu também viverei”.

PÃO DIÁRIO:  O Livro de Devocionais Diárias

Somente Jesus

No próximo dia 31 de outubro, comemoraremos o 498º aniversário da Reforma Protestante do século XVI, um marco histórico e revolucionário no calendário da humanidade. Naturalmente, voltamo-nos para o passado. Falamos de Lutero, de Calvino e de outros reformadores que, há quase cinco séculos, levantaram suas vozes não só para protestar, mas para proclamar o Evangelho, numa época em que tradições e conceitos humanos vinham silenciando mais e mais a mensagem de Cristo.

É bom e necessário olharmos para o passado. Somos gratos aos servos de Deus que consagraram seu coração e seu cérebro para traduzir e interpretar a Bíblia, para afirmá-la como autoridade final e única da Igreja, para expor com clareza as bases da fé cristã e para deixar assentado que a Igreja é a comunhão de todos os crentes justificados pela fé em Cristo Jesus. Seríamos ingratos, se nos esquecêssemos dos esforços realizados pelos reformadores.

Entretanto, olhar para o passado encerra também um perigo: o de fixarmos tanto a nossa atenção em Lutero e Calvino e deixarmos de olhar para Cristo, para o único Senhor e Salvador, para o autor e consumador da nossa fé. Aliás, o mérito e o valor da obra desses reformadores residem justamente nisto: chamar, incisiva e constantemente, a nossa atenção para aquele que é o único fundamento da Igreja: Cristo! Daí entendermos a preocupação de Lutero quando propôs que, na sua morte, fossem queimados todos os seus livros (e são mais de cem volumes grossos, profundos e valiosos), e que em seu lugar se pusesse só a Bíblia, Bíblia que ele tinha traduzido, em 20 anos de trabalho, para a língua do seu povo.

Assim, como herdeiros dos grandes princípios que inspiraram e sustentaram a Reforma Protestante do Século XVI, voltemos nossos olhos para Cristo, renovando o nosso compromisso de amá-lO, obedecê-Lo e ser-Lhe fiel. Peçamos a Deus ousadia e intrepidez para anunciar a centralidade de Cristo e de Sua Cruz. Que não nos deixemos levar por falsos modismos, mas permaneçamos firmes Naquele que é O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

Rev. José Roberto Silveira

Sacrifícios espirituais

Como bem sabemos, a doutrina bíblica do sacerdócio universal de todos os crentes foi redescoberta pelos reformadores do século XVI. Em síntese, ela ensina que não há diferença de status entre os cristãos. Todos os verdadeiros crentes no Senhor Jesus são sacerdotes. Como sacerdotes, os crentes não só vivem na presença de Deus, com acesso pleno e imediato a Ele, como também lhe oferecem “sacrifícios espirituais agradáveis por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5). Mas, quais são os sacrifícios espirituais que devemos oferecer a Deus?

Primeiramente, os nossos corpos: “Rogo-vos, pois irmãos…que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). À semelhança dos sacrifícios de animais que eram totalmente queimados sobre o altar (holocausto), devemos oferecer a Deus o nosso corpo em completa consagração. Em termos práticos, o que significa esse sacrifício do nosso corpo? João Crisóstomo, um dos pais da Igreja, dá-nos belissima resposta: “Que os olhos não contemplem o mal, e isso importa em sacrifício; que a língua não profira nenhuma vileza, e isso será uma oferta; que as mãos não operem o que é pecaminoso – e isso equivale a um holocausto. Mais do que isso! Devemos nos esforçar arduamente em favor do bem: as mãos dando esmolas, a boca bendizendo aqueles que nos amaldiçoam, e os ouvidos prontos a dar atenção a Deus”.

O sustento da obra do Senhor é outro sacrifício espiritual que podemos oferecer a Deus: “… o que veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus” (Filipenses 4:18). Deus sente um aroma suave e gostoso quando o povo de Deus oferece dos seus bens para sustentar missionários, evangelistas e a Sua obra de modo geral. Quando damos dos nossos recursos para o avanço do Reino de Deus neste mundo, não só estamos exercendo a nossa tarefa sacerdotal, mas experimentamos também a promessa de que Deus suprirá as nossas necessidades (Filipenses 4:19).

A Bíblia também nos ensina que devemos oferecer a Deus, “sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13:15). Quando louvamos, agradecemos e adoramos a Deus, estamos oferecendo sacrifícios espirituais (Salmo 50:14,23). Jesus disse que o Pai está procurando adoradores (João 4:23). Deus tem encontrado em nós pessoas que oferecem sacrifícios de louvor com sinceridade e retidão?

Finalmente, não devemos negligenciar a prática do bem e da mútua cooperação, “pois com tais sacrifícios, Deus se compraz” (Hebreus 13:16). Praticamos o bem e a mútua cooperação quando atendemos alguém na sua necessidade, que pode ser financeira, espiritual, física ou emocional. Para oferecer ao Senhor esse tipo de sacrifício, precisamos ser sensíveis às pessoas nas suas necessidades.

Que possamos cumprir mais fielmente nosso sacerdócio, oferecendo a Deus tais sacrifícios.

Rev. José Roberto Silveira-

Coração de criança

“…se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no  reino dos céus”? Mateus 18:3

Em certa ocasião, os discípulos se aproximaram do Senhor Jesus dispostos a resolver, de uma vez por todas, uma questão pendente entre eles:”Quem é, porventura, o maior no reino dos céus”? (Mateus 18:1)

Para frustração dos discípulos, Jesus não respondeu diretamente a pergunta feita por eles. O Mestre chamou uma criança que estava ali perto, provavelmente sem que tivesse sido notada pelos doze, colocou-a no meio deles e, tomando-a como modelo, ensinou-lhes duas importantes lições. Lições que servem para nós também!

Primeira lição: Antes de se preocupar em ser o primeiro no Reino, é preciso “entrar” no Reino. E isso só é possível se nos tornarmos iguais às crianças. Em que sentido? Mediante a dependência humilde e a absoluta confiança. Sem essas atitudes, definitivamente não se entra no Reino.

A criança não pretende ter conquistado com suas próprias forças o que recebe. Ela se sabe dependente e confia de todo o coração. Assim, temos que acolher o Reino tal qual uma criança. Não como algo que se  merece, que se compra, que se alcança por méritos pessoais, mas que tão somente se recebe, porque nos é dado gratuitamente, como dom, como presente de Deus.

Segunda lição: Servir é o caminho para a verdadeira grandeza. Jesus se especializou em serviços humildes que todo mundo tentava evitar, como lavar os pés do próximo, tocar leprosos, dar atenção aos cegos etc. Nada era menos importante, porque Ele veio para servir e mostrar com seu exemplo que a verdadeira grandeza não consiste na quantidade de pessoas que nos servem, mas na quantidade de pessoas que servimos. Por isso Ele desafia a todos que querem ser “grandes” a prestar o serviço humilde de receber o pequeno, o desprotegido, o pobre, aqui simbolizados na figura da criança: “E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe” (Mateus 18:5).

Peçamos a Deus que nos dê um coração de criança, um coração que acolhe humildemente a dádiva do Reino e sempre pronto a acolher o próximo, como se fosse o próprio Cristo.

Rev. José Roberto Silveira

A chuva parou!

Eu, como todo cristão de fraldas, ainda tenho muitas dúvidas racionais e já me questionei por diversas vezes se Deus, de fato, ouve minhas orações… Acreditava por “N” motivos que Ele não desse ouvidos, talvez porque orasse errado ou porque deveria ter coisas maiores e mais importantes a se preocupar ou até coisas melhores a se fazer, talvez atendendo a algum filho “mais velho de casa” ou ainda aquele velho “calma, já já Eu vejo o seu caso…”

Então, numa das pregações, ouvi que alguém orava pedindo uma vaga de estacionamento para onde fosse… Oi? Uma vaga??? Então entendi que a oração pode e deve ser feita a qualquer momento e pelos mais diversos motivos.

No domingo passado, ao final do culto, chovia bastante. Eu resolvi “testar” a oração a Deus. Por favor, não me entenda mal. Nunca, em momento algum, num sentido pejorativo ou desafiador, mas num sentido de acreditar que Deus só olharia para grandes problemas, para assuntos realmente graves e não em pequenas perturbações individuais e cotidianas.

Mas aprendi que Deus conhece seus filhos pelo nome e sabe o que dirão antes mesmo que as palavras soem. E pedi a Ele simplesmente que desse uma pausa no temporal. Somente a tempo de chegarmos em casa, pois como é de costume vamos a pé à igreja. E não é que, ao colocar o pé na porta do hotel, a chuva deu seu último pingo e voltou com força total assim que entramos em casa?

A única aula da Escola Dominical que assisti (e não me orgulho disso, pois deveria frequentá-la mais vezes) tratava do “ponto de virada” de um cristão. Sempre procurei o meu ponto de virada, e esperava que fosse algo grandioso ou catastrófico, através do qual saberia que seria o meu. E o meu ponto de virada foi essa… chuva! Uma simples chuva!

Creio que não estou sendo prematuro ao dizer que, após esse momento, minha fé não somente se tornou mais forte, como pude comprovar, desde então, o poder absurdo e a imensa bondade de Deus, concedendo graças a todos os instantes. Percebi que não adianta racionalizar a fé. É perda de tempo. Fé é dom de Deus. É algo que se sente. Acredita-se e ponto. Só me resta dizer: “Obrigado SENHOR pelas graças que vemos e as que nem percebemos”

Fábio Akira, membro da IP Moema, casado com Patrícia Pitta, Executivo de Serviços em TI.

Testemunho de um vencedor

“…nasceram dois filhos a José…ao primeiro chamou de Manassés, pois disse: ‘Deus me fez esquecer’…ao segundo, chamou-lhe Efraim, pois disse: ‘Deus me fez próspero na terra da minha aflição’”  (Gênesis 41:51-52).

Vejo no texto acima o testemunho de um vencedor, de alguém que deu a volta por cima, que superou obstáculos, dificuldades e injustiças; de alguém que não se deixou abater, que não entregou os pontos, que não ficou lamentando, murmurando, reclamando  nem culpando este ou aquele, mas prosseguiu, foi em frente e venceu.

Na época do nascimento de seus dois filhos, José, filho do patriarca Jacó, era a segunda pessoa mais importante e poderosa do Egito. Ele alcançou essa posição permanecendo íntegro e fiel a Deus em todas as situações. O próprio Faraó reconheceu em José um homem sábio, ajuizado e cheio do Espírito de Deus.

Os nomes que José deu aos seus filhos revelam como Deus fez dele um vencedor – Manassés: “Deus me fez esquecer”. Esquecer todas as injustiças sofridas, pois faziam parte do passado. Não havia ressentimento nem amargura em seu coração. É fato que José não podia mudar o passado, mas podia olhar  diferente para ele.

Com Deus podemos aprender a lidar com o passado. Ele nos ajuda nesse processo. Sozinhos, será muito difícil. Se o passado não estiver curado, não viveremos bem no presente, pois toda a nossa energia será direcionada para o passado.

Efraim: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição”. A terra da “aflição” transformou-se na terra da bênção, da prosperidade, da paz e da abundância para José.

Se Manassés fala do passado que foi curado, Efraim fala do presente e do futuro que se abrem diante de nós, de uma nova fase, de uma nova etapa de nossas vidas. Em Cristo, “as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17).

Lembremo-nos, finalmente, do testemunho de um outro vencedor, cujo tema de vida era: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14).

Rev. José Roberto Silveira

Retrospectiva musical

Cantando no auge da primavera e no mês da Reforma Protestante do século XVI

O canto é uma característica da igreja cristã desde o seu início. Herança do culto judeu, o canto foi incorporado ao culto cristão e desenvolvido plenamente dentro do cristianismo ocidental.

Nós, cristãos do século XXI, nos reunimos para adorar nosso Deus semanalmente em cultos públicos, em encontros de oração, de estudo bíblico e, em todos eles,  cantamos. A música é parte integrante de nossos encontros.

Cantamos hinos tradicionais com séculos de história, com características de música erudita, de várias partes do mundo e de nosso próprio país, compostos por músicos e poetas.

Cantamos “corinhos” e cânticos espirituais, música de característica popular, escritos por leigos, poetas e músicos amadores – música e poesia, em sua maioria, simples e espontânea, facilmente assimilada por toda gente, e, como os hinos, hoje mais do que nunca, vindos de várias partes do mundo e de nosso grande país.

No dia 18 de outubro, Coro e Igreja de Moema elevarão ao Senhor, em uma retrospectiva musical, cânticos espirituais, aqueles que marcaram época, marcaram nossas vidas e nossas igrejas e estão guardados em algum lugar de nossos corações e memória.

Estamos tirando de nosso “baú musical” os mais antigos “corinhos” de que nos lembramos, passando pelas décadas de 60, 70, 80 e 90 do século passado, chegando até nossos dias. É claro que muitos ficarão de fora, e esses que cantaremos nos farão lembrar ainda de outros tantos. Quem sabe esse poderá ser apenas o primeiro encontro dessa natureza.

Nesses 2000 anos de história do cristianismo, o canto congregacional esteve presente. Em algumas épocas mais presente, em outras menos, porém jamais ausente. Junto com o ser humano o canto se desenvolveu, cresceu, tomou diferentes formas e alguns estão nas mentes e nos corações de cristãos pelo mundo há séculos.

Se você tem guardado discos (long plays) e fitas K7, partituras ou coletâneas de antigos cânticos, fotos dos grupos musicais das épocas citadas, traga e entregue para a Isabel, que está organizando uma exposição desse material que ficará disponível no salão do café. Quanto mais antigo, melhor!

Débora Baptista – Regente do Coro Moema

Entrar na casa do Senhor

“Tendo o rei Ezequias ouvido isto, rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco e entrou na casa do Senhor. “(2 Reis 19:1)

Entrar na casa do Senhor é muito mais do que ir à igreja, muito embora a ida à igreja possa favorecer ou provocar a entrada na casa do Senhor. Entrar na casa do Senhor significa entrar na presença de Deus. Não importa o lugar onde isso possa acontecer. Pode ser num templo, no alto de uma montanha, numa floresta, num jardim, no leito de um hospital ou na própria casa.

Entrar na casa do Senhor é um dos atos mais solenes e mais abençoadores que existem. Entra-se na casa do Senhor para chorar, para confessar, para clamar, para consagrar-se, para adorar, para abrir o coração, para acalmar-se, para expor todo o sofrimento, para resolver problemas, para pedir orientação, para parar de chorar, para alcançar graça, para obter vitória sobre o pecado, para descomplicar-se, para interceder por um ente querido.

Quando Davi soube que seu filho recém-nascido era morto, de algum modo ele sentiu necessidade de entrar na casa do Senhor e o adorar (2 Samuel 12:20). Quando Ezequias soube das ameaças do rei da Assíria, ele se cobriu de pano de saco e entrou na casa do Senhor (2 Reis 19:1).

A experiência mais notável é a de Asafe. Profundamente perturbado com a prosperidade dos ímpios e com as vicissitudes dos justos, já desejoso de romper com Deus e com seu passado religioso, Asafe entra no santuário de Deus, quem sabe para despedir-se dele ou para tentar, pela última vez, permanecer na fé. Então, é de tal modo alcançado pelo amor de Deus, que desiste da desistência de Deus e renova-se a ponto de declarar: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus;  no Senhor ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos” (Salmo 73:28).

O livramento tem tudo a ver com a iniciativa de entrar na casa do Senhor. É Asafe mesmo que conta: “Em só refletir para compreender isso [o problema da prosperidade dos maus], achei mui pesada tarefa para mim, até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Salmo 73:16-17). Graças a essa iniciativa ou a esse comportamento, Asafe não viu seus pés se resvalarem da fé!

Rev. Elben M. Lens César – (Devocionais Para Todas As Estações, p. 216)

Um hino contra a desilusão

Ouço, ao fundo, no prédio da escola ao lado, o Hino Nacional Brasileiro. Imagino que crianças, que não devem entender dez por cento da letra que arrastam, cantem a canção, talvez em pé e mãos nos peitos. Talvez aplaudam no final.

Pode não ser muita coisa, mas é algo que fazem com um sentido coletivo, porque, desde cedo, todos somos empurrados para a lógica irrefreável do “cada-um-por-si”.

Os estrangeiros no Brasil nos veem solidários, fraternais, grupais. Num restaurante, por exemplo, quando uma mesa canta “parabéns”, as outras fazem coro. No entanto, quando se trata de civismo, parece que o máximo a que chegamos é uma fugidia emoção durante o hino da Pátria. Aí somos o que somos:  totalmente “cada-um-por-sistas”. Um país não se faz sem o sentimento do grupo, da coletividade, da comunidade, da nacionalidade. E este nos falta.

Os segundos brasileiros (supondo que os habitantes primevos da terra brasilis foram os primeiros) vieram com a ilusão de que ficariam ricos aqui, mas aqui não ficariam. É possível que o gene “o-que-importa-é-eu-me-dar-bem” tenha sido transferido para outras gerações, começando nas famílias (o único lugar em que o sentido de grupo ainda permanece) e chegando aos palácios, lugares imaginados para serem ocupados temporariamente por uns em benefício de todos, mas que têm sido sonhados como espaços de fabricação de pés-de-meia próprios.

O resultado é que as pessoas em quem haja ainda algum sentido cívico (isto é, com interesses pelas coisas nacionais) procuram se afastar dos palácios. Secretamente, seus ocupantes aplaudem. Neste contexto, tem crescido o desdém pela obrigatoriedade da participação nas eleições. E pior: tem ficado mais forte, especialmente entre os jovens, o esforço pelo voto nulo. A derrama de promessas gera mais desilusão e mais apatia.

Só que a cidade (a nação) é de todos. A razão é simples: nós vivemos nela e nenhum de nós vive sozinho.

É por isto que a Bíblia nos diz para orarmos por nossa cidade (e, no contexto da ordem dada, cidade representava a nação). É também por isto que a Bíblia nos diz para orarmos pelas autoridades (num tempo em que essas autoridades perseguiam os que intercediam por elas). E é ainda por isto que a Bíblia nos concita a fazermos a nossa parte para que vivamos bem.

Só ora quem tem esperança. Sem oração não há esperança. Sem esperança não há ação.

(Terminou o canto ao lado. Não ouvi, mas espero que também tenham orado pela Pátria.)

Pr. Israel Belo de Azevedo (escritor e pastor batista)

"Eis-me aqui!"

 Havia três colaboradores que se chamavam: Todo Mundo, Qualquer Um e Alguém.

Um trabalho importante foi pedido para eles. Todo Mundo acreditava que Alguém iria executá-lo. Qualquer um poderia fazê-lo, mas também esperava que os demais o fizessem. Alguém ficou aborrecido porque entendia que a execução do trabalho era responsabilidade de Todo Mundo. Este, por sua vez, pensou que era um trabalho que Qualquer Um poderia realizar. E este último não tirava de sua cabeça que aquele trabalho era obrigação de Alguém.  No fim, nada foi feito.

Moral da história: todo mundo culpou alguém porque não foi feito o que qualquer um poderia ter feito!

A omissão é uma calamidade na vida de nosso país, mas é um desastre de proporções gigantescas na vida da Igreja. A omissão sepulta a missão da Igreja no cemitério da indiferença. As expressões “todo mundo”, “qualquer um” e “alguém” borbulham nos lábios dos cristãos quando o assunto é trabalho. Falta-nos o uso da primeira pessoa do singular e da primeira do plural, tão frequentes na Bíblia: “Eu farei”;“Eu pequei”, “Nós faremos” ; “Nós pecamos”.

A  Bíblia é muito clara ao qualificar o modo pelo qual o cristão deve agir. Vejamos algumas das muitas passagens sobre a ação humana:

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças…” Eclesiastes 9:10

“No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor.” Romanos 12:11

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.”  Tiago 4:17

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”  Colossenses 3:17

Que o Senhor toque o nosso coração e coloque em nossos lábios as palavras do profeta Isaías (6:8): “Disse eu: eis-me aqui…”

(Extraído e adaptado do Boletim da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo)

Coração tranquilo e corpo saudável

“O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos.”  Provérbios 14:30

A busca por uma vida mais saudável está no topo da lista de prioridades de muitos de nós.  Afinal, é ela que nos permite correr atrás dos nossos objetivos e sonhos. Como bem afirmou o filosófo Arthur Schoppenhauer, “saúde não é tudo, mas sem a saúde o tudo é nada”.

E foi pensando nessa busca  que me lembrei do dito proverbial acima. Ele fala de saúde. Só que ele contempla um aspecto nem sempre considerado pela maioria das pessoas:  A saúde tem tudo a ver com a nossa vida interior. Tem  a ver com um coração em paz, sereno e tranquilo. Se esse é o meu estado de espírito, então todo o meu corpo se beneficia, o meu sistema imunológico é fortalecido. Porém, se o meu coração é dominado pela inveja,  pelo ressentimento e pela insatisfação, o meu corpo adoece, pois um reflete no outro. Inevitavelmente, surge a pergunta: Como ter ou como cultivar um coração tranquilo, um espírito sereno?

À luz de todo o ensino das Escrituras Sagradas, entendo que, em primeiro lugar, um coração em paz é acima de tudo um coração confiante, um coração que tem aprendido a confiar dia a dia em Deus. O Salmo 37:5 nos exorta: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”. Entregar é confiar; confiar é entregar. À medida que entrego e confio, vejo Deus agindo na minha vida, dirigindo os meus passos e cuidando de mim. Então, eu posso “descansar no Senhor e esperar nele” .

Além de confiante, um coração em paz é também um coração satisfeito e agradecido. Seguindo o exemplo do apostólo Paulo, devemos aprender a viver contentes em toda e qualquer situação, pois é Deus quem nos fortalece (Filipenses 4:11-13). É  de Paulo que recebemos também o seguinte imperativo: “Em tudo dai graças…”(1Tessalonicenses 5:17). Agradecer faz bem à saúde! Os psicólogos têm dito que a gratidão é a emoção mais saudável que existe. O coração agradecido não alimenta ressentimentos nem invejas. A gratidão não convive com esses sentimentos. Onde um entra  o outro sai.

Tenha uma vida plenamente saudável! Cuide do corpo, mas sobretudo do seu coração! Confie em Deus, viva contente e seja sempre agradecido!

Rev. José Roberto Silveira 

Um sonho e um caminho

“Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nenhum um deles havia ainda.” Salmo 139:16

Desde criança sonhava em ser pediatra e que, de alguma maneira, pudesse usar a profissão como meio de levar pessoas a conhecer Cristo. Com o passar do tempo, fui amadurecendo na fé e na compreensão do papel que o cristão deve exercer no mundo: ir e pregar o evangelho a toda criatura.

Em 2013, Deus despertou em mim o amor por missões; foi quando surgiu a questão do que cursar primeiro, medicina ou teologia. Busquei orientação de Deus e descansei confiante de que me mostraria o caminho certo.

Neste meio tempo tomei conhecimento de uma faculdade nos Estados Unidos que oferecia os dois cursos simultaneamente. Senti que The Master’s College, localizada na cidade de Santa Clarita (Califórnia), era a resposta à minha oração e entrei em contato com a instituição, cujo diretor é o conhecido pastor e teólogo, Rev. John MacArthur.

Pela graça e misericórdia de Jesus fui aceita, após preencher os requisitos exigidos pela faculdade. Terei pela frente uma jornada de oito anos de estudo, sendo os quatro primeiros pré-medicina e teologia, e depois quatro anos de medicina.

Pude compreender que a vontade de Deus é realmente boa, agradável e perfeita. Agradeço primeiramente a Ele por sua fidelidade e sustento, à minha família pelo ensino da Palavra e apoio, e às igrejas de Vila Mariana e Moema que muito contribuíram para o meu crescimento espiritual. Louvado seja Deus por tudo que fez e fará em nossas vidas.

Vivian Cortes Borges

Pai que ora pelos filhos

   “chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos…” Jó 1:5

Jó era um homem muito rico. Inobstante, seus filhos eram alvo de suas orações toda madrugada.

Jó sabia que sucesso financeiro sem vida com Deus é fracasso consumado. Jó entendia que riqueza sem salvação é pobreza. John Rockfeller, o primeiro bilionário do mundo, disse que o homem mais pobre que conhecia era o indivíduo que só tinha dinheiro.

Os filhos de Jó eram ricos, mas isso não era tudo. Eles precisavam da graça de Deus.

Ainda hoje nós precisamos de pais que encontrem tempo para orar pelos filhos. Pais convertidos aos filhos.

Pais que não provoquem seus filhos à ira nem os deixem desanimados. Pais que criem seus filhos na disciplina e na admoestação do Senhor.

Precisamos de pais que ensinem seus filhos no caminho em que devem andar e não apenas no caminho.

Pais que amem a Deus e inculquem as verdades eternas na mente de seus filhos.

Precisamos de pais que sejam reparadores de brechas, intercessores fervorosos, que não abram mão de seus filhos.

Pais que orem pelos filhos e sejam exemplos para eles, cultivem a amizade entre os filhos e os apresentem a Deus.

Ó Deus bendito, que tu moldes homens mais comprometidos com a vida espiritual de sua família e mais interessados com a proclamação da tua glória infinita! Em nome de Jesus. Amém.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Bênçãos disfarçadas

Após o fim da 2ª Guerra Mundial, em 1945, a reeleição de Winston Churchill para o cargo de Primeiro-Ministro da Inglaterra era dada como praticamente certa. Porém, para surpresa geral e profunda decepção de Churchill, seu partido não obteve maioria na Câmara e, consequentemente, ele não foi reeleito. No mesmo dia em que eram anunciados os primeiros resultados desfavoráveis à Churchill, sua esposa, durante o almoço, fez o seguinte comentário: “É bem possível que seja uma bênção disfarçada”. Ele, prontamente, respondeu: “No momento, parece bem disfarçada mesmo”.

Normalmente, não temos dificuldades em reconhecer as bênçãos “não disfarçadas” na nossa vida. Elas se apresentam de modo muito claro como saúde, bem-estar, prosperidade, vitória, sucesso, entre outras. Nosso problema é com as bênçãos “disfarçadas”, aquelas que, num primeiro momento, quase nunca consideramos como bênçãos, sob pena de, em assim fazendo, sermos tidos por loucos ou masoquistas. Exemplos de bênçãos “disfarçadas”: uma doença, uma derrota, um fracasso, a perda de um emprego etc… .

 A questão é: Como é possível virmos a considerar essas coisas como bênçãos, ainda que “disfarçadas”?

Lembremo-nos da experiência do apóstolo Paulo com o seu espinho na carne (2 Coríntios 12: 1-10). O que teria sido tal espinho?  Uma doença, uma fraqueza, uma deficiência? Até hoje ninguém sabe ao certo do que se tratava. Esse espinho fora posto em Paulo por Satanás, mas debaixo da permissão de Deus. No início, Paulo se sentiu esbofeteado e humilhado, razão pela qual orou três vezes ao Senhor, pedindo-Lhe para tirar o espinho. Não foi atendido. Em contrapartida, ouviu da parte do Senhor algo que revolucionou a sua existência e a sua compreensão do agir de Deus: A graça de Deus lhe era totalmente suficiente, porque o poder de Deus se aperfeiçoava na sua fraqueza. Além disso, o espinho na carne haveria de mantê-lo na dependência de Deus, evitando que ele se exaltasse. No final, Paulo se alegra e se gloria nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo.

Poderíamos ainda evocar aqui outras “bênçãos disfarçadas” que foram experimentadas pelo apóstolo Paulo em sua vida e ministério. Como suas prisões, por exemplo, que, ao invés de prejudicar, contribuíram  para a expansão do evangelho (Filipenses 1: 12-18). Porém, precisamos concluir esta reflexão. E o fazemos, deixando um desafio para todos nós que amamos sinceramente a Deus e confiamos no seu caráter fiel e santo, que Lhe entregamos as nossas vidas e descansamos pela fé em Sua soberania.

Que estejamos atentos e agradecidos ao Pai por todas as bênçãos recebidas, sejam elas “disfarçadas” ou não, sabendo “que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8:28).

Rev. José Roberto Silveira

 

Ensina a criança - Parte 2

Na educação de nossos filhos

Todo exagero é negativo.

Responda-lhe, não o instrua.

Proteja-o, não o cubra.

Ajude-o, não o substitua.

Abrigue-o, não o esconda.

Ame-o, não o idolatre.

Acompanhe-o, não o leve.

Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.

Inclua-o, não o isole.

Alimente suas esperanças, não as descarte.

Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.

Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.

Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.

Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.

Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.

Não lhe dedique a vida, vivam todos.

Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.

E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra…

Ensina-lhe a viver sem portas.

Poema de Eugênia Puebla, professora argentina, especialista em Educação em valores humanos. Parte da Palestra apresentada pela educadora Rosa Maria Cavalcante Marcos, por ocasião do Culto do Bebê, em 28/06/2015.

Ensina a criança - Parte 1

Quando lidamos com crianças, mais aprendemos do que ensinamos.

Segundo os neurologistas, a fase dos zero aos seis anos é o período de maior aprendizado de uma criança. Senão, vejamos:

Elas nascem, aprendem a fixar o olhar, a distinguir cores e vozes, a identificar os cheiros, a balbuciar , a falar, a andar e há muitas delas que aprendem a andar de bicicleta sem as rodinhas até os seis anos.

Meu Deus! São as habilidades mais difíceis. Observem o idoso. Ele entra em um processo inverso ao da criança. Vai perdendo essas habilidades. E como a vida fica difícil, não é?

Pois bem, o que se percebe é que a criança aprende olhando, observando.

Daí nossa responsabilidade como educadores aumenta e muito. Pois não basta falar, temos de ser modelos a ser seguidos. Difícil, não?

Pois bem. O objetivo dos educadores (pais, professores e todo adulto que rodeia a vida de uma criança) não pode ser outro a não ser o de dar condições à criança de ser tornar pessoa. E quando somos pessoa? Quando agimos, interagimos, vivemos e convivemos em sociedade respeitando os valores morais e éticos.

Sendo assim, temos de ser éticos para que as crianças nos vejam agindo com ética. Temos de seguir os valores morais, para que nossas crianças nos vejam pela ótica da moral e dos bons costumes.

Já basta? Não! Temos de criar nossos filhos segundo os ensinamentos bíblicos.  Mas dar uma Bíblia a eles ou ler para eles a Bíblia, não é suficiente.

Temos de ser fervorosos e fazermos nossa profissão de fé todos os dias e todas as noites, pois a criança aprende vendo. Temos de viver essa verdade, essa vida de fé.

Queridos, criar filhos no mundo de hoje, não é tarefa para fracos. Mas, principalmente, não é tarefa para descrentes.

No versículo “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando velho, não se desviará dele” (Provérbios 22:6), o verbo ”ensinar”  vem do latim insignare e quer dizer, lá na sua origem, indicar, designar. Em designar há -signar, de signum, palavra.

Educar é dar subsídios para que as crianças possam transpor limites, ou, ao contrário, que elas possam reconhecer o limite que não devem transpor.

Resumo da palestra proferida pela educadora Rosa Maria Cavalcante Marcos, por ocasião do Culto do Bebê, realizado no dia 28/06/2105.

"Traze a capa"

  “Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo…” 2 Timóteo 4:13

O capítulo 4 da Segunda Carta de Paulo a Timóteo contém, provavelmente, as últimas palavras escritas pelo apóstolo dos gentios, pouco antes do seu martírio. Em tom de urgência, ele pede ao seu amado filho na fé que fosse logo encontrá-lo na prisão em que estava detido na cidade de Roma. Timóteo, porém, não deveria ir ao seu encontro de mãos vazias. Paulo lhe faz alguns pedidos, entre os quais o de levar a sua capa, que ele havia deixado na casa de Carpo, em Trôade.

Eram poucas as coisas às quais Paulo chamava suas. Sem dúvida, referia-se a essa capa como preciosa propriedade.

Paulo está velho e sente mais o frio. Aproxima-se o duro e rigoroso inverno, com a umidade que penetra até os ossos. As frias lajes da prisão jamais são visitadas pelo calor do sol. Por isso, pede: “traze a capa”.

Interessante é que Paulo não pede uma capa nova, mas a sua companheira de tantas viagens e cobertor de tantos invernos. Não quer outra, mas aquela que foi testemunha de pregações e conversões, milagres e prodígios. Acabou apegando-se a essa velha capa que também lhe amortizou tantas pedradas.

Paulo estava acostumado a viver na escassez. Sofreu necessidade de roupas em muitas ocasiões, mas, afinal, tem necessidade de uma simples e usada capa.

Que lição podemos extrair desse pedido de Paulo? Penso que uma simples e importante lição: ele mostra que, mesmo que tenhamos sido salvos e transformados por Cristo, aindo somos seres humanos com necessidades humanas.

Assim como Paulo tinha consciência de suas necessidades e não se envergonhava de revelá-las, assim também nós sabemos do que precisamos e não devemos nos envergonhar de mostrar nossas carências. Admitir que temos necessidades não significa que não somos espirituais – significa apenas que somos humanos!

Rev. José Roberto Silveira

Choro e alegria

 “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5)

O Salmo 30 nasceu de um profundo sentimento de gratidão. Nos versos iniciais, o salmista apresenta as razões pelas quais ele agradece a Deus. Ele foi acometido de uma grave enfermidade, a ponto de chegar bem próximo da morte. Foi um tempo de muita aflição e angústia. Mas ele clamou, implorou pelo socorro do Senhor. Deus o ouviu, curando-o e preservando-lhe a vida. Então, com a saúde restabelecida, ele se voltou para Deus com louvor e ações de graças.

É interessante notar, entretanto, que o salmista não se limita apenas a agradecer pela cura recebida. Nos versos seguintes, ele compartilha algumas lições preciosas que aprendeu com o Senhor, após refletir sobre tudo o que lhe acontecera. Vejamos quais foram essas lições, sem nos esquecermos, todavia, de que elas são válidas e mui importantes para nós também.

1) A falsa e a verdadeira segurança

Antes da crise, ele pensava que sua segurança estava em sua prosperidade. Era muito autoconfiante. Passou a se achar intocável, inabálavel, deixando de depender do Senhor. Porém, o surgimento da doença fez com que ele reconhecesse que tinha baseado a sua segurança em fundamento falso. Não há nada de errado em sermos prósperos. Contudo, cuidemos para que, na prosperidade, não proclamemos nossa independência de Deus.Que a prosperidade não gere em nós arrogância e orgulho, mas humildade e gratidão.

2) O choro dá lugar à alegria

O salmista aprendeu também que a dor e o sofrimento podem nos alcançar quando menos esperamos. É a noite que chega! Noite marcada pela tristeza, pelo choro e pelo silêncio de Deus. Mas a noite é também um tempo de clamor, de derramar a alma perante o Senhor. É um tempo de voltar-se de todo o coração para Deus. E louvado seja o Senhor! O amanhecer irrompe nas nossas vidas e, com ele, a alegria da ressurreição! Para o salmista, o amanhecer significou a resposta de Deus, a ação de Deus em conceder-lhe a oportunidade de uma nova vida.

Não devemos nos desesperar se estamos em meio à noite. Ao amanhecer, Deus converterá o nosso pranto em danças e mudará as nossas vestes de luto em vestes de alegria.

Rev. José Roberto Silveira

Mulheres que oram

Segunda-feira, dia 22 de junho, Mulheres Que Oram completa seu 3º aniversário.

 Às  catorze horas das sextas-feiras, as “meninas” vão entrando na sala 1307  do edifício da Rua Rouxinol 55 e, juntas, corremos para os braços do PAI! Chegamos alegres, aflitas, ansiosas, agradecidas, preocupadas, cansadas,… porém, todas confiantes no poder de nosso DEUS, SENHOR E SALVADOR!

Os motivos que nos levam a orar são diversos.  Começamos exaltando o nome do nosso DEUS. Agradecemos as bênçãos, depois pedimos socorro e alívio para nossos problemas, mas também para os de nossa igreja e queridos.

Orando uma pela outra exercitamos o amor ao próximo (movimento horizontal) e todas, olhando para Cristo (movimento vertical), completamos o símbolo da Cruz de Cristo.

Declaramos nossa imensa gratidão por tão grande amor por nós! Louvamos nosso DEUS e PAI pela sua presença entre nós, por Seus ouvidos atentos à nossa voz.

Mulheres alegres ou tristes, pecadoras que se lavaram no sangue de JESUS e por isso alcançamos a graça do perdão! Somos, também, carne e osso! Necessitadas do SENHOR. Levadas pelas ondas agitadas desta grande São Paulo que não para!

Sabemos, temos plena convicção, que nossos olhos não podem se desviar do nosso SALVADOR JESUS CRISTO (Hebreus 12:2). Colocamos nossos fardos em Suas mãos e descansamos em Seu sacrifício redentor por todas nós.

Ao final do encontro…a alegria surge em nossas faces! E sorrimos! E nos abraçamos! Acabou nosso momento de oração! Nos sentimos confortadas pelo PAI. Renovadas para mais uma semana … em que poderemos enfrentar ondas  gigantescas… porém, nunca ficaremos à deriva, pois nossa âncora é JESUS. ELE É A NOSSA VERDADE! (João 14:6)

Qualquer desvio da Sua Palavra, nossa vida sairá da rota  proposta por DEUS PAI. E, como um navio que se desvia  apenas um grau de sua rota, podemos  não alcançar o descanso do PAI. Temos paz em nossos corações apesar das aflições!  Orando nos movimentamos espiritualmente em direção ao SENHOR!

Exercício terminado! “Bora” pra casa! “A TI levanto as mãos em oração; como terra seca, eu tenho sede de TI” (Salmos 143:6-BLH).

Júnia Oliveira Machado

A bênção do perdão

“Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados, por causa do seu nome”.   1 João 2:12

Filhinhos! É deste modo afetuoso, carinhoso e terno que o apóstolo do amor se dirige aos seus leitores. Ao longo de toda a sua primeira epístola, ele assim o faz por sete vezes.

O que os “filhinhos” deveriam saber? Um novo ensino? Uma nova doutrina? Uma nova revelação? Não! João quer tão-somente lembrá-los de algo que já era deles, de uma bênção que estava à disposição deles. Que bênção era esta? A bênção maravilhosa do perdão dos pecados!

Assim como era importante para aqueles cristãos serem lembrados dessa bênção, muitos hoje precisam também ser consolados e encorajados pela recordação de que seus pecados são perdoados por causa do nome de Jesus!

Que grande bênção é saber-se perdoado, sentir-se perdoado, experimentar o perdão divino!

Que grande bênção é ter a certeza, a convicção espiritual de que todos os nossos pecados, do passado, do presente e do futuro são perdoados no nome de Cristo!

Que grande bênção é saber que essa nossa certeza, essa nossa segurança, provém tão-somente do sangue de Jesus, o único fundamento sobre o qual Deus perdoa pecados.

Que grande bênção é saber que o perdão dos pecados é a resposta eficaz de Deus, não só para os sentimentos de culpa, mas para a própria culpa, que tanto nos atormenta, nos acusa e nos adoece. O perdão dos pecados é terapêutico, é curador, é restaurador, é libertador. Um médico que trabalha em um hospital psquiátrico no Tennesse, EUA, afirmou o seguinte: “Metade dos meus pacientes poderia ir para casa em uma semana, se soubessem que estão perdoados”.

Segundo João Calvino, não existe felicidade sem a bênção do perdão dos pecados, pois “a felicidade dos homens consiste única e exclusivamente no gracioso perdão dos pecados”.

Se você tem experimentado a bênção do perdão de Deus em sua vida, então glorifique e exalte ao Senhor!

Rev. José Roberto Silveira

Riquezas de Cristo

“A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo”. Efésios 3:8

Nestes últimos dias, tenho meditado na Carta de Paulo aos Efésios. Embora já tenha lido essa epístola várias vezes, sempre sou surpreendido por algum versículo, ao qual antes não havia dado a devida atenção. É o caso acima, especialmente a expressão: “o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo”.

O primeiro pensamento que me ocorreu foi: “Em que evangelho eu tenho crido”? Qual o conceito ou a compreensão que tenho dele? Paulo tinha o evangelho em altíssima conta. Aos cristãos de Roma, ele declarou que o evangelho “é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Agora, aos efésios, ele afirma que o evangelho consiste nas “insondáveis riquezas de Cristo”, ou seja, as bênçãos espirituais decorrentes do evangelho de Cristo são tão abundantes e maravilhosas que não é possível sondá-las, no sentido de que não é possível explicá-las ou compreendê-las totalmente!

Paulo queria lembrar aos efésios quão ricos eles eram por terem crido no evangelho que ele lhes havia anunciado. E o mesmo vale para nós, hoje! Quais são as riquezas de Cristo a que temos acesso? Eis algumas delas, relatadas por Paulo nos capitulos 1 e 2 da epístola em questão: Fomos escolhidos por Deus, em amor e graça, antes da fundação do mundo; fomos feitos filhos adotivos de Deus, por intermédio de Jesus; fomos redimidos pelo sangue de Cristo; todos os nossos pecados são perdoados em seu nome; fomos selados com o Santo Espírito da promessa; somos herdeiros de uma rica esperança; fomos ressuscitados juntamente com Cristo e estamos assentados com Ele nos lugares celestiais; temos livre acesso a Deus pelo Espírito e pertencemos à sua família.

Muitos há que vivem uma vida cristã empobrecida, derrotada e infrutífera porque ignoram ou se esquecem das riquezas que têm, que já são suas em Cristo Jesus.

Por isso, peçamos a Deus que abra os olhos do nosso coração e ilumine o nosso entendimento, a fim de compreendermos quão ricos nós já somos, na medida em que, pela fé, nos apropriamos das “insondáveis riquezas de Cristo”.

Rev. José Roberto Silveira

A verdade em nossa vida

“… esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.” Efésios 4:3

Há muitas pessoas que buscam evidências, sinais e manifestações do Espírito Santo em nossos dias. Geralmente, a ênfase recai sobre os dons espetaculares, como o falar em outras línguas, curas e milagres. Entretanto, creio que a maior evidência da ação do Espírito é promover a verdadeira unidade entre os cristãos.  Estou convencido de que essa é a grande necessidade da igreja, tantas vezes marcada por divisões, brigas internas, desavenças, falta de amor e ausência de perdão.  O que devemos saber e praticar sobre a unidade do Espírito?

Antes de mais nada, devemos reconhecer que a unidade é um dom, um presente, uma dádiva do Espírito à igreja. Não somos nós que criamos, geramos ou estabelecemos a unidade. Ela é obra do Espírito. E como Ele faz isso? Pela sua presença, pela sua habitação em cada pessoa que recebe e confessa Jesus Cristo como seu único Senhor e Salvador.  Estamos unidos pelo mesmo Espírito que habita em cada um de nós. Trata-se de uma unidade espiritual, invisível, mas que deve se manifestar externamente, na prática diária da comunidade cristã. Cabe a nós, então, num primeiro momento, sermos gratos a Deus pela dádiva da unidade e pela benção de nos tornarmos participantes dela pelo Espírito.

Porém, ato contínuo, somos chamados a preservar, com esforço e diligência,  “a unidade do Espírito no vínculo da paz”.  Aqui, inevitavelmente, tocamos no delicadíssimo tema dos relacionamentos interpessoais. Nessa área, experimentamos muitas tensões e conflitos que ameaçam a unidade. Sabendo disso, o apóstolo Paulo nos mostra como podemos mantê-la e conservá-la: “com toda a humildade e mansidão, suportando-vos uns aos outros em amor” (Efésios 4:2).  É pelo exercício, pela prática dessas virtudes que preservamos a unidade. Portanto,  no trato de uns para com os outros, não sejamos orgulhosos, mas humildes. Ao invés de sermos rudes e ásperos, sejamos mansos. Não sejamos impacientes  nem vingativos, mas longânimos e tolerantes. E saibamos também, em amor, servir de suporte, de apoio para nossos irmãos, a fim de que eles vençam suas dificuldades e tentações.

Vamos, portanto, trabalhar incansavelmente pela preservação da unidade na igreja, sabendo que aquilo que nos  une em Cristo é muito mais forte do que aquilo que pode nos separar, nos dividir ou nos afastar uns dos outros.

Rev. José Roberto Silveira

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Chegou o Consolador!

A Igreja cristã celebra três grandes festas especiais durante o ano: Natal, Páscoa e Pentecostes.  A menos festejada das três é Pentecostes e domingo, dia 24 de maio, é o dia de celebrá-la. Vamos valorizá-la. Ela é dedicada a Deus Espírito Santo e à sua obra.

A festa de Pentecostes é celebrada cinquenta dias após a Páscoa, lembrando a maravilhosa manifestação do Espírito Santo, conforme prometida por Jesus:  “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (João 14:16-17).

O Espírito Santo, junto com o Pai e o Filho, criou o universo e suas criaturas. Em Gênesis 1:26, a expressão “…vamos fazer…” confirma as três pessoas na criação.

Em Mateus 28:19, a ordem de batizar inclui a terceira pessoa da trindade, portanto, sem ela não há Batismo.

O Credo Atanasiano diz: “O Pai é eterno, o Filho é eterno e o Espírito Santo é eterno…O Pai é Todo Poderoso, o Filho é Todo Poderoso e o Espírito Santo é Todo Poderoso…O Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus”.

O Espírito Santo nos chama através da Palavra divina, ilumina e santifica, criando em nós a fé no Senhor Jesus. Pela fé em Jesus sou perdoado, justificado e passo a ser filho de Deus e herdeiro da sua glória.

O Espírito Santo me dá nova vida, novo nascimento com novas ideias, novas esperanças, novas alegrias, novas forças, novos interesses.

Que mudança maravilhosa o Espírito Santo opera na vida! Por isso: Feliz Pentecostes com Deus Espírito Santo!

Castelo Forte – Meditações Diárias  

E as muralhas ruíram...

“Pela fé, ruíram as muralhas de Jericó, depois de rodeadas por sete dias” Hebreus 11:30.

O capítulo 11 da Carta aos Hebreus  nos apresenta uma visão bastante clara do que é a fé bíblica e dos seus efeitos para a nossa vida. Entre muitos exemplos do passado, de pessoas que, por sua fé, realizaram proezas para a glória de Deus, encontramos  a fantástica queda dos muros de Jericó.

Não foi devido à engenhosidade ou ao poderio bélico dos israelitas que as muralhas caíram, mas sim devido à fé no poder e na Palavra de Deus. Esta é a fé que derruba muralhas, que atravessa barreiras, que abre caminhos e que triunfa em meio aos obstáculos.

Ao lermos a narrativa da queda dos muros de Jericó, no livro de Josué, capítulo 6, somos informados que a cidade  estava rigorosamente fechada, intransponível, impenetrável (vr1). Paradoxalmente, Deus  diz a Josué: “Olha, entreguei na tua mão Jericó…” (vr 2). Era um convite, um desafio para que Josué exercitasse a sua fé, contemplando a vitória, a intervenção maravilhosa do Senhor, antes mesmo que ela tivesse ocorrido. Nessa hora, pela fé, Josué já não via as muralhas, as portas fechadas e as edificações imponentes, mas um montão de ruínas e restolhos.  Agostinho certa vez disse que “a exigência da fé é crer no que ainda não vemos, mas a recompensa da fé é ver aquilo em que cremos”.

Josué não foi desafiado apenas a olhar a vitória do Senhor, mas a crer, a confiar na promessa da ação de Deus, sendo obediente ao tempo e ao modus operandi divino, ainda que parecesse algo ilógico, absurdo.  Assim, durante sete dias, o povo rodeou as muralhas. E a vitória veio no sétimo e último dia.  A lição que aprendemos desse episódio é a seguinte: a fé que derruba muralhas é a fé que se mantém firme nas promessas de Deus, que  obedece às ordens de Deus, e que  sabe esperar o tempo de Deus.

Hoje, não temos diante de nós muralhas de pedra, mas de outros tipos:  a muralha do desânimo, do medo, da incredulidade, da amargura,  da falta de autoestima, do sentimento de inferioridade. Enfim, em nossas histórias pessoais há sempre uma Jericó  – uma Jericó com suas fortalezas  – que nos separa de uma vida vitoriosa e abundante.  Qual é a sua Jericó? Qual é a muralha contra a qual você tem lutado? Creia, confie, persevere, obedeça e firme-se nas promessas de Deus. As muralhas, certamente, caírão!

 Rev. José Roberto Silveira

Dia das Mães

Celebração que nasceu dentro de uma igreja cristã metodista, nos Estados Unidos, hoje utilizada e explorada pelo comércio, parece até que é fruto do marketing moderno. Parece, mas não é.

Talvez seja por causa das mães que o mundo não esteja pior. Talvez seja por causa das mães que ainda se encontra amor, carinho e dedicação sacrificial na terra. Tivessem elas desaparecido e já não haveria mais amor desse tipo em lugar algum deste planeta.

O profeta Isaías compara o amor de mãe ao amor Divino. Falando acerca da “prometida restauração de Israel”, ele destaca o amor de Deus como garantia da volta do povo para a sua terra: “Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti.” ( Isaías 49.15)

Dois aspectos aqui merecem ser salientados:

Primeiro, o amor de mãe é comparável ao amor de Deus por sua capacidade de sacrifício pelos seus filhos, por jamais esquecê-los e por eles sofrer mesmo quando rejeitada. E nisto há uma enorme e triste semelhança! “Ele veio para os que eram seus, mas os seus não O receberam…” Deus foi rejeitado em Sua encarnação, e continua sendo rejeitado por ignorância, soberba ou incredulidade.

 Segundo, o amor de Deus é maior do que o amor de mãe. A mãe ama; mas Deus não apenas ama – DEUS É AMOR! ( I João 4.8,16) Por isto precisamos ter cuidado ao exaltar as mães para não divinizá-las. A elas toda a nossa admiração e gratidão; a Deus, porém, todo louvor e adoração.

Dois tipos de amor ao mesmo tempo idênticos e diferentes, talvez mais por sua natureza do que por sua qualidade. Afinal de contas, é de Deus que procede o amor eterno; as mães são exemplos humanos desse amor maior!

Jovem ou idosa, parabéns Mamãe!

Rev. Eudes Coelho

Trabalho sob a bênção de Deus

  “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127:1).

O Salmo 127 trata de duas  importantíssimas áreas de nossa vida: trabalho e família. Tendo em vista a comemoração do dia 1º de Maio, nosso foco aqui será o trabalho, sobretudo aquele que é realizado sob a bênção de Deus.

Há dois grupos de pessoas: os que trabalham com Deus e os que trabalham sem Deus. Os que trabalham sem Deus consideram o seu labor, a sua profissão, a sua carreira, como um território só seu, onde Deus não entra, não interfere, não participa. Pensam que podem e devem fazer tudo sozinhos, sem o concurso divino, sem a necessidade da ajuda e da bênção de Deus. Afirmam que só o seu esforço basta, que só a sua inteligência e a sua capacidade são suficientes. Qual o resultado eles obtêm do seu trabalho? O salmista responde: nada! É inútil! É vão! O trabalho perde o seu sentido, o seu significado, a sua transcendência, gerando naqueles que assim procedem insatisfação, tédio e frustração.

 Há, porém, aqueles que trabalham em parceria com Deus e na dependência Dele. São os que submetem a Deus o seu trabalho, a sua profissão, o seu negócio porque confiam em Deus, porque creem que não há nenhuma área de suas vidas em que Deus não esteja interessado. São aqueles que entendem que o sentido maior do seu trabalho é glorificar a Deus e honrar o nome de Cristo. São aqueles que empregam todo esforço, estudo, dedicação, enfim, procuram fazer o melhor no seu trabalho, sem deixar de depender de Deus.

Qual o fruto que estes últimos colhem do seu labor? O salmista responde com uma promessa maravilhosa:  “…aos seus amados Ele o dá enquanto dormem” (vr. 2). Porque trabalham com Deus, porque edificam com Deus, porque confiam em Deus mais do que em si mesmos, sabem-se amados por Deus e alvos da sua provisão. Descansam, na certeza de que Dele vem a verdadeira satisfação, segurança e realização.  Cumpre-se assim a palavra de Isaías 64:4: “Deus trabalha para aquele que nele espera”.

 A que grupo você pertence? Qual é o lugar que Deus ocupa no seu trabalho? Convide Deus para ser o seu parceiro, busque cada dia a sua orientação, a sua capacitação, a sua sabedoria e, principalmente, a sua bênção!

Rev. José Roberto Silveira

 

Você não é descartável!

A ideia de que existem coisas que se pode usar e, logo depois, serem descartadas está bem enraizada na vida moderna. Usar e jogar fora não causa mais espanto. Ninguém nega que, em muitos casos, o descartável facilita a vida, economiza tempo e impede o aumento das contaminações (ex: seringas descartáveis). 

Entretanto, o problema surge quando a “cultura do descartável” afeta as relações pessoais. Pessoas podem ser “utilizadas” e “jogadas fora” sem nenhum peso na consciência. E há muitas pessoas que se encontram amarguradas, tristes e derrotadas porque sentem que foram “usadas” por alguém, pela empresa ou até mesmo por uma religião, e, depois, por razões conhecidas ou desconhecidas, foram simplesmente “descartadas”, pois já não eram mais consideradas úteis.

Quando lemos os Evangelhos e atentamos para a vida e o ministério do Senhor Jesus, aprendemos que Ele não nos descarta, não nos abandona, mesmo quando falhamos, mesmo quando fracassamos. Ele “não esmaga a cana quebrada e nem apaga o pavio que fumega” (Mateus 12:21).

A cana era uma espécie de planta que crescia à beira das águas (caniço). Ventos mais fortes ou as pisadas dos animais facilmente as quebravam. O pavio era um tira de linho embebido em azeite que, quando queimado, iluminava o ambiente. Com o tempo, fazia mais fumaça do que luz.  Que fazer com a “cana quebrada ou com o pavio que fumega”? Naturalmente, responderíamos: “joga fora”, “descarta”.

Essas duas figuras representam as pessoas que se encontram desamparadas, machucadas, desprezadas, desvalorizas e derrotadas. Para o mundo, não há esperança para elas. São “perdedoras”. Para a religião sem misericórdia e legalista elas estão sendo castigadas por Deus.

Para Jesus, porém, tais pessoas são alvo da sua compaixão e da sua bondade. Ele vai em sua busca. Ele não desiste delas. Ele não as despreza. Mais do que isso! Ele as transforma, Ele as recupera, Ele as restaura! A cana Ele põe de pé e o pavio Ele recupera a capacidade de iluminar!

Se você tem se sentido descartado, desprezado, vá a Jesus! Ele o recebe, Ele o acolhe, Ele o põe de pé, levanta a sua cabeça e lhe diz: “Você é precioso para mim”!

Rev. José Roberto Silveira

Superação

“da fraqueza tiraram força”  (Hebreus 11:34).

O Rabino Jonathan Sacks, em seu livro “Para Curar Um Mundo Fraturado”, narra o seguinte episódio: “O violinista israelense Yitzhak Perlman contraiu pólio quando tinha 4 anos de idade.  Desde então, teve de usar aparelhos ortopédicos e caminhar com muletas. Mesmo assim, tornou-se um dos grandes violinistas de nossa época. Conta-se que, uma vez, subiu ao palco, sentou-se, removeu as muletas, colocou o violino sob o queixo e começou a afinar o instrumento quando, com um ruído estridente, uma das cordas se rompeu. A audiência estava esperando que ele pedisse outra corda, mas em vez disso ele fez um sinal ao maestro para começar, e executou o concerto usando três cordas. No final, a audiência o ovacionou de pé e pediu que falasse. O que ele disse foi o seguinte: ‘Nossa tarefa é fazer música com o que resta’”. É claro que suas palavras foram muito além da ruptura de uma corda de violino. Falaram da sua paralisia e de todas as rupturas da vida.

Histórias como essa, de superação, de pessoas que não se deixam abater, que não se entregam à primeira dificuldade, me fascinam e me emocionam. Mas também me inquietam na medida em que me questionam quanto ao modo como reajo e enfrento os obstáculos que surgem no meu caminho. Murmuro, reclamo, culpo este ou aquele, desisto, ou agradeço, louvo, reafirmo a minha confiança em Deus e sigo em frente?

Nem sempre teremos todas as condições físicas, sociais e materiais para prosseguirmos. Basta, porém, sabermos que Deus está conosco, que sua graça é suficiente e que seu poder está à nossa disposição e se aperfeiçoa na nossa fraqueza.

Homens e mulheres da Bíblia experimentaram algo que nós também podemos experimentar hoje, dia após dia: “da fraqueza tiraram força”. Como conseguir isso? Vivendo e andando por fé, na depência Daquele que “faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” (Isaías 40:29). Que a minha história, que a sua história, sejam também histórias de superação, para a glória de Deus.

Rev. José Roberto Silveira

Grata memória

 “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20).

Até hoje recordo com alegria que todo dia, após tomarmos o nosso lanche noturno antes de dormir, tínhamos o nosso culto doméstico.

Meu pai trazia a sua Bíblia grande, que também continha uma chave bíblica, e sentava-se na ponta da mesa da cozinha. Minha mãe, minhas irmãs, meu irmão mais velho e eu também já vínhamos lanchar munidos de nossas Bíblias.

Meu pai sempre iniciava com uma oração e, após orarmos, líamos as passagens que ele havia indicado. Cada um lia um versículo – até mesmo eu, que, nas primeiras etapas da alfabetização, demorava muito mais a ler, para desespero de meus irmãos. No entanto, meu pai e minha mãe insistiam em minha participação como leitor.

Recordo que meu pai costumava apresentar um comentário sobre o texto lido e, muitas vezes, usava a sua chave bíblica para que a mensagem ficasse mais clara. Não somente o meu pai comentava, mas lembro que minha mãe também fazia os seus apartes.

Frequentemente, meu pai nos perguntava o que havíamos entendido e, nesses momentos, tínhamos que explicar com nossas próprias palavras a passagem lida. Antes de encerrarmos o estudo,  invariavelmente cantávamos um hino, algumas vezes acompanhado de piano, que era tocado por minha irmã mais velha.

Infelizmente, à medida que fomos crescendo, essa tradição foi desaparecendo, as tarefas escolares e os programas de TV tomaram o lugar do culto doméstico e perdermos essa disciplina.

Contudo, esses cultos domésticos foram fundamentais para meu crescimento espiritual e mesmo ainda criança tomei a minha decisão por Cristo, sem ter dúvida de que era o único caminho.

Hoje preocupamo-nos muitas vezes em como educar os nossos filhos de maneira que não se percam do caminho de Deus.

Acredito que uma boa maneira é começar através do estudo diário da Bíblia em família, conhecido também como culto doméstico.

 Alex Miguel Castilho Ferreira da Costa

Quem vai tirar a pedra?

            “E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo. Diziam umas às outras: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo”? (Marcos 16:2-3)

            Esta era a preocupação que rondava os pensamentos das mulheres naquela manhã. Como poderiam dar um enterro digno a Jesus, se não conseguissem remover a pesada pedra? Mas, para sua surpresa e espanto, o milagre já acontecera: “Ele (o anjo), porém, lhes disse: Não vos atemorizeis; buscai a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto” (Marcos 16:6).

            As mulheres foram testemunhas do maior acontecimento da história! Aos olhos de todas as pessoas, a morte havia vencido! A injustiça e a corrupção haviam celebrado o seu poder na cruz! Mas há algo novo que vem de Deus e que torna possível o impossível!  A pedra havia sido retirada!

            A pedra da injustiça, da opressão, da falta de amor, da violência, da violação da dignidade humana e da arrogância foi removida. O túmulo está vazio. É isso que resta para a morte: o vazio! Porque o Deus da vida manifesta-se com todo o seu poder para que as pedras dos túmulos sejam retiradas e a vida preencha a terra de alegria!

            Vida celebrada com renascimento, com força para encarar o túmulo vazio, vida que se ampara no amor de Deus. Essa vida causa espanto, surpresa e até medo! Por isso, as mulheres correm, estão atônitas com esta nova possibilidade de vida! Não há poder temporal nenhum que possa subestimar o poder de Deus! O poder do amor e da justiça, o poder da humildade e da libertação dos túmulos!

            É Páscoa! São as portas abertas de todos os túmulos que encerram a vida! É a eternidade que beija a terra pelos lábios de Deus. É o abraço de Deus que cerca toda a humanidade e lhe dá forças para, também, remover pedras! Cristo ressuscitou! Aleluia!

            Oração: Senhor Jesus! Nesta manhã gloriosa, celebramos a vida que vem das tuas mãos, cantando: “Cristo já ressuscitou! Aleluia! Sobre a morte triunfou! Aleluia! Tudo consumado está! Aleluia! Salvação de graça dá! Aleluia”!

(Adaptado – Castelo Forte- Meditações Diárias)

 

Alegria pela chegada do Rei

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marca o início das celebrações da Semana da Paixão. Os quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) relatam esse acontecimento.

O clima que predomina na chegada de Jesus à Cidade Santa é de festa, de alegria, de louvor e de esperança. Todos os detalhes ajudam, contribuem para reforçar esse clima. É um cenário impregnado de gestos e ações simbólicas tanto por parte de Jesus como das multidões. Vejamos alguns deles:

Primeiro, o pedido de Jesus aos seus discípulos para trazerem um jumentinho que jamais homem algum havia montado.Tal recomendação apontava para um direito reservado somente aos reis. Outro direito régio, conhecido em toda a Antiguidade, era o de poder requisitar o meio de transporte que quisesse. Jesus lança mão desses direitos. É claro que, depois de usá-lo, ele o devolveria ao seu dono.

Segundo, por que o jumento e não um cavalo de guerra ou uma carruagem, como os reis e os imperadores costumavam utilizar? Porque consciente e deliberadamente, Jesus queria cumprir aquilo que a seu respeito já estava escrito e profetizado em Zacarias 9:9. Um futuro rei de Judá entraria em Jerusalém trazendo vitória e salvação, não como um líder guerreiro e violento, mas como um rei humilde, manso, pacífico, montado em um burro. E, deste modo, ele proclamaria paz às nações. Além disso, o burro era um animal de serviço, dando a entender que a sua realeza não provinha da guerra ou do domínio, mas do serviço.

Terceiro, tanto os discípulos como as multidões que já vinham acompanhando Jesus desde a Galileia, respondem com mais gestos simbólicos: “ajudaram Jesus a montar”; lembra o episódio da unção de Salomão como rei (1 Reis 1:33-34). O próprio gesto de estender as capas está ligado a uma tradição na realeza de Israel (2 Reis 9:13). Os peregrinos deixam-se contagiar pelo entusiasmo dos discípulos e também estendem as suas capas na estrada por onde Ele passa. Cortam ramos das árvores e gritam palavras do Salmo 118, que nos seus lábios se tornam uma proclamação messiânica.  “Hosana! Dá-nos Senhor a tua vitória, a tua salvação! Bendito é o rei que vem em nome do Senhor!”

Se você reconhece sinceramente que Jesus é Rei e Senhor da sua vida, então anuncie com alegria, gratidão e muito louvor a mensagem do Domingo de Ramos: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”.

Rev. José Roberto Silveira

 

Sono reparador

Dormir e acordar bem são fundamentais para a nossa saúde. E a ciência muito tem contribuído para isso.  Devemos reconhecer seu esforço e lançar mão daquilo que ela coloca à nossa disposição, visando a melhor qualidade de vida. No entanto, apesar de todos os avanços  da medicina e da indústria farmacêutica, milhares de pessoas sofrem com noites mal dormidas e insônias crônicas,  como atestam inúmeras pesquisas e reportagens sobre o assunto.

As pessoas vão para a cama ansiosas demais, tensas, preocupadas, dominadas pelo medo e  pela insegurança. Viram-se de um lado para outro e não conseguem relaxar, descansar, dormir um sono reparador.

Deus está interessado no nosso sono. Ele quer que durmamos bem. Ele quer nos dar uma boa noite de sono e descanso. O Rei Davi sabia muito bem disso! Mesmo cercado por muitos inimigos e enfrentando terríveis adversidades dentro de sua própria família, conforme lemos nos Salmos 3 e 4, ambos de sua autoria, ele não perdia uma noite sequer de sono. Davi diz:

  “Deito-me e pego no sono; acordo porque o  SENHOR me sustenta”.  Salmo 3:5

  “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro”. Salmo 4:8

Ao nos deitarmos, devemos nos lembrar que, aconteça o que acontecer, somos sustentados e amparados por Deus. É Ele que nos guarda, é Ele que nos protege. Ele é o nosso refúgio, o nosso escudo, o nosso socorro bem presente nas tribulações.

Façamos esta experiência com Deus: antes de irmos para a cama, entreguemos a Ele nossas ansiedades, nossas preocupações, nossos temores, nossas decepções e nossas tristezas. Peçamos a Ele que guarde nossos sonhos e nos conceda um sono reparador.

Rev. José Roberto Silveira

Clamor e lágrimas

“Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade …” Hebreus 5:7

Jesus foi homem de oração. Os Evangelhos no-lo apresentam orando em diferentes ocasiões. Porém, há uma situação em especial que chamou a atenção do autor da Epístola aos Hebreus: foi quando o Senhor Jesus orou ao Pai com forte clamor e lágrimas.

Certamente, o escritor bíblico estava se referindo à experiência de Jesus no Jardim do Getsêmani, na noite anterior à sua morte na cruz. Ali Ele se encontrava tão angustiado e triste que Lucas, o médico amado, registrou: “E, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra”. Lucas 22:44

Com lágrimas, Jesus clamou fortemente ao Pai para que, se fosse possível, Ele fosse poupado de beber aquele  cálice.  “O cálice que Jesus desejou ardentemente evitar não foi nem a dor física da crucificação nem a angústia mental da deserção por parte de seus amigos, mas o horror espiritual de carregar sobre si os pecados do mundo.” John Stott

Contudo, o autor da Carta aos Hebreus prossegue dizendo que Jesus teve sua oração respondida: “e tendo sido ouvido por causa da sua piedade”. Em que sentido isso aconteceu?

Num primeiro momento, ali mesmo no jardim Jesus teve sua oração respondida. Após declarar sua obediência irrestrita e voluntária à vontade do Pai (“contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua”. Lc 22:42), logo em seguida Deus lhe enviou um anjo do céu para o fortalecer, para o confortar (Lc 22:43). É como se o Pai dissesse a Jesus: “Minha decisão não mudou. O plano de salvação vai se cumprir. O cálice da minha ira não será afastado de você. Você deve bebê-lo até a última gota. Porém, Eu te fortaleço para ir adiante!”  Depois disto, Jesus se levantou e, fortalecido pelo Pai, caminhou resolutamente até a cruz.

O segundo modo pelo qual Deus respondeu à oração de Jesus, feita com forte clamor e lágrimas,  aconteceu três dias depois, ao ressuscitá-lo dentre os mortos. Foi uma resposta gloriosa! A morte não teve a última palavra! Ela foi vencida!

No Getsêmani, Jesus orou com forte clamor e lágrimas. Sua oração foi ouvida!  Hoje, Jesus está revestido de glória e majestade, assentado à direita do Pai. Ele vive e reina eternamente! É lá, agora, que Ele ora por nós. Ele ora por nós noite e dia. Ele não ora mais com forte clamor e lágrimas. Ele não ora mais em fraqueza e angústia. Tudo isso já terminou para Ele. Hoje, Ele ora na alegria de sua vitória. Se sua oração foi ouvida no Getsêmani, não será ouvida agora que Ele está no céu, intercedendo por mim e por você?

Então, aproximemo-nos com confiança diante do trono da graça de Deus, para recebermos o perdão e encontrarmos graça para ocasião oportuna. Deus ouve as orações que fazemos na autoridade e no nome de Jesus!

Rev. José Roberto Silveira

Um modo diferente de ver a mulher

UM MODO DIFERENTE DE VER A MULHER

Comemora-se neste domingo, 8/3, o Dia Internacional da Mulher. Muito já se escreveu sobre  o longo percurso histórico trilhado por sucessivas gerações de mulheres que experimentaram, por vezes, a ausência ou a contínua luta pelo reconhecimento de sua dignidade pessoal, no âmbito da família e diante da sociedade.

Todavia, pensei para este curto espaço, convidá-los a refletir comigo acerca de uma das mudanças de paradigmas sociais mais significativas relativas à dignidade da mulher, a qual foi alcançada pelo cristianismo.

A mulher vista como pessoa e, portanto, digna das mesmas condições de desenvolvimento humano, foi um legado introduzido pelo cristianismo, o qual propiciou e fortaleceu a igualdade e a reciprocidade entre os gêneros, instaurando uma simetria no relacionamento entre homem e mulher. O lugar que as mulheres ocupam no Novo Testamento mostra o efeito igualador do Evangelho: “Em Cristo não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher, porque todos somos um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

Então, ao comemorarmos o Dia da Mulher, eu quero dignificar um grande homem, que viveu impregnado de afetividade e que exerceu um papel social de relevo. Quero destacar o fato de que esse homem tão apaixonante valorizou o outro ao ponto de construir com esse inúmeros laços de amizade. É fundamental mencionar sua abertura e ressaltar sua coerência e sua generosidade no pensar, que foi em direção oposta às atitudes altamente machistas e hierarquizadas de sua época.

Nas relações cotidianas, esse homem aliviou a angústia de muitos, negou-se a si mesmo e consentiu em ser desprezado, vivendo dos despojos de sua própria humanidade. Por amar incondicionalmente, experimentou a dor e o sabor amargo da cruz.

Como consequência de seus atos, muitas mulheres, em diversas ocasiões, foram absolvidas e justificadas, pois eram discriminadas em sua cultura. Ele permitiu-se ser tocado por uma e perdoou o seu pecado (Mateus 9:19-22). Aproximou-se sem preconceito de outra, que era samaritana, e lhe ofereceu vida eterna (João 6:6-42). Absolveu uma mulher apanhada em flagrante adultério e lhe concedeu perdão (João 8:1-11).

Por isso, com certo alívio alegre, posso me identificar com cada uma dessas mulheres e aproximar-me Dele, tocá-Lo e sair curada. À semelhança da mulher samaritana, ele se encontra comigo e sacia a minha sede espiritual. Nele tenho a salvação e a certeza da vida eterna.

Jesus, “que veio em carne e é Deus” (1 João 4:2), me reconhece pelo nome, faz-me sentir amada como pessoa, valorizada como mulher e anistiada por seu perdão.

Isabel Orestes Silveira

Não choveu naquele lugar!

NÃO CHOVEU NAQUELE LUGAR !

Nos dias 7 e 8 de fevereiro, falando em nossa igreja, o cientista e preletor Dr. Adauto Lourenço discorreu brilhantemente sobre a grandiosidade de Deus na criação do universo e também do homem e da mulher. Levou-nos a considerar tanto o macrocosmo com suas distâncias estelares contadas em milhões de anos-luz; das infinitas galáxias existentes; da perfeição no sincronismo de funcionamento entre os astros e a relação com nosso planeta Terra, e depois mergulhou no microcosmo, fazendo-nos refletir também na complexidade e perfeição dos componentes criados por Deus (átomos, neutrons prótons, elétrons, quarks), que constituem a matéria visível a nossos olhos. Vimos ainda o filme do funcionamento do “motor da salmonela” e nos deliciamos em saber que tudo funciona e foi criado intencionalmente por Deus.

Crendo nesse Deus maravilhoso e soberano que a tudo dirige e controla, passo a relatar a seguinte experiência de fé: estou participando de um trabalho voluntário na construção de um muro de arrimo, e por diversas vezes nosso trabalho já havia sido perdido devido aos sucessivos desmoronamentos provocados pelas chuvas.

No dia 11 de fevereiro, uma quarta-feira, negras nuvens se formaram por duas vezes sobre o local da construção e já davámos nosso trabalho novamente por perdido. Foi quando, num ato de fé, pedimos ao Senhor do Universo, este mesmo que construiu tudo, da maior galáxia ao menor componente atômico, que interviesse na natureza criada  por Ele mesmo para que a chuva não caísse naquele dia sobre aquele lugar. Não choveu, glória a Deus! Por sua maravilhosa graça Ele atendeu o nosso pedido diante daquela necessidade. A lógica humana empregada para formalizar o pleito era a de que, se Deus pôde fazer tudo o que fez na criação, também poderia reter a chuva naquele momento, como também reteve as chuvas por três anos (I Reis 17:1; I Reis 18:1, 41) a pedido de Elias e depois deu a chuva também sob o pedido do mesmo Elias para que o nome do Senhor fosse engrandecido frente às nações que procuravam intimidar o povo judeu.

Muitas vezes pensamos em não incomodar o Senhor com “pequenas coisas”. É melhor dizer a Ele tudo o que precisamos, pois Ele é nosso Pai e sabe o que nos convém. Sou grato a Deus pelas bênçãos que percebo e ainda mais grato por todas as coisas pequenas ou grandes que acontecem em minha vida e a meu redor, por sua intervenção, e que nem me havia dado conta de que tinha sido pela ação Dele. Louvado seja o Senhor!

Diácono Eduardo Fávero

Crescimento saudável

 “A Igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judéia, Galiléia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número.”  Atos 9:31

Eis um quadro bonito e inspirador da igreja primitiva. Uma igreja que crescia em qualidade e quantidade, de forma saudável e equilibrada.

Nem sempre o crescimento da igreja ocorre dessa maneira. Falando da realidade brasileira, o pastor, teólogo e escritor  Paulo Romeiro afirma: “A maioria das igrejas cresce por competição e não pela evangelização e, com isso, o Reino de Deus não cresce. Só se muda o peixe de aquário”.

Ao completarmos nosso 4º aniversário como igreja organizada, queremos crescer, mas não a qualquer custo nem de qualquer maneira!

Olhando mais de perto o texto bíblico acima, percebemos que o crescimento numérico acontece num contexto de paz. “A Igreja…tinha paz”. Uma igreja dividida, atravessada por disputas doutrinárias, de liderança, ou mesmo entre seus membros, dificilmente crescerá, pois como ela poderá anunciar o “evangelho da paz”, se ela mesma estiver em guerra?

Outra característica de uma igreja que cresce de modo saudável é a consciência da mútua edificação. Cada membro contribui com seus dons e talentos para a edificação de todos.

Cada um faz a sua parte. Cada um ocupa seu lugar no Corpo de Cristo. Ninguém preenche todos os espaços, ninguém é descartável. Todos estão empenhados e comprometidos com o crescimento da igreja.

Por fim, vemos também que o crescimento se dá enquanto a igreja caminha no temor do Senhor e sob a ação, a direção e o poder do Espírito Santo. O crescimento se deve, antes de tudo, à ação de Deus. O crescimento vem Dele. Portanto, a glória pertence somente a Ele.

Que a IP Moema continue crescendo em número e em espiritualidade, em quantidade e qualidade, tudo para a glória do nosso Deus e para a edificação da sua Igreja aqui neste bairro e nesta cidade.

Rev. José Roberto Silveira

 

Valores cristãos

VALORES CRISTÃOS

“E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”.  (2 Timóteo 2:2)

O que passar para frente?

Meu nono tinha o hobby de trocar relógios com seus amigos italianos, e já ia planejando como iria “passar uma máquina recém-adquirida para frente…” Bons tempos aqueles, pois ninguém pensava em passar o outro para trás, eram só os aparelhos que iam pra frente.

Quantas coisas nós também passamos para frente em termos de costumes, tradições, receitas, ordens, jeito de fazer ou portar-se. E tudo isto sem nenhum esforço aparente, um quase “pega no tranco”, como se diz popularmente.

Difícil, no entanto, é quando queremos passar nossos valores cristãos para frente. Há uma resistência enorme a eles, implícita ou explicitamente. Os amigos param de lhe procurar, parentes deixam de visitar e a conversa logo muda de rumo quando insistimos em falar desses valores essenciais.

Relembrando um dos conceitos da Física, me vem à cabeça o que aprendi e pode se aplicar a esta situação: “A tendência natural das coisas é para a desordem, para o caos”, e a tentativa de se falar de valores cristãos logo é abafada pela oposição a isso, o laissez faire, e, assim, as piadas são bem-vindas, as fofocas, a murmuração, as gozações com o time alheio etc., menos falar de coisas que realmente importam…

Pela graça de Deus, Paulo, Pedro, João, Tiago e tantos outros, apesar das incontáveis dificuldades, passaram para frente o que receberam, e a nós nos cabe fazer o mesmo, pois, afinal, da mesma forma que fomos alcançados, precisamos propagar esses valores cristãos às pessoas que ainda não os conhecem.

Nestes 2000 anos de cristianismo, leigos, pastores, líderes religiosos, missionários, enfim, cristãos de todas as raças e nações, tocados pela Grande Comissão (Atos 1:8; Mateus 28:19) e com a indispensável ação do Espírito Santo, não falharam ao enfrentar os obstáculos acima mencionados. Vamos em frente!

Diácono Eduardo Fávero

Consolados para consolar

Há momentos em que necessitamos ser consolados, encorajados e reanimados. Há, também, ocasiões em que somos chamados e desafiados a consolar e a encorajar outros. Essas duas experiências fazem parte da nossa vida. Parafraseando o sábio Salomão, podemos dizer que “há tempo para consolar” e  “há tempo para ser consolado”.

Na introdução de sua segunda carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo nos fala de um modo muito pessoal a respeito dessas duas experiências (1:3-11). Primeiramente, ele nos lembra que por trás de toda a consolação, seja ela recebida por nós, seja ela comunicada através de nós, está Deus. Ele é a fonte, a origem de toda consolação verdadeira, profunda e eterna. Dele emana toda sorte de consolo para a nossa vida. Por isso, o apóstolo irrompe em louvor, bendizendo a Deus por meio da belíssima doxologia: “Bendito seja o Deus e  Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação” (vr 1).

Em segundo lugar, Paulo ensina que há sempre um  propósito na consolação. Ele diz isso no vr. 4: “É ele (Deus) que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus”. Na medida em que somos confortados devemos procurar outros para passar essa consolação. O consolo de Deus é realizado em nós, mas não pára em nós. Tornamo-nos instrumentos, agentes do conforto divino, pois o encorajamento que recebemos em nossas próprias tribulações serve de estímulo e exemplo para os demais que estão passando  por lutas e provações.

Você está enfrentando situações difíceis na sua vida? Você está carente de encorajamento e ânimo para prosseguir? Certamente a consolação virá! É promessa de Deus! Esteja, porém, atento e aberto para receber a consolação divina, porque ela pode chegar a você através de meios e de modos que talvez você nem imagina.

Você tem sido abençoado com o conforto da parte de Deus? Você tem pelo menos um testemunho para contar acerca de um consolo recebido em meio a uma circunstância difícil pela qual passou? Então, olhe ao seu redor. Talvez haja alguém precisando do seu encorajamento, da  “sua força”. Talvez essa pessoa não esteja precisando tanto das suas palavras, mas muito mais da sua presença, do seu olhar, do seu abraço, do seu ombro amigo, do seu colo. Não fuja do chamado que Deus lhe faz para ser bênção na vida de outros. Que seja esta a sua oração hoje: “Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar do que ser consolado” (trecho da Oração da Paz, de origem anônima, atribuída popularmente a Francisco de Assis).

Rev. José Roberto Silveira

Uma Igreja alegre!

 “Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres”. Salmo 126:3

Iniciamos no domingo, dia 1º de fevereiro,  as celebrações do 4º aniversário da nossa querida Igreja Presbiteriana de Moema. O texto bíblico acima resume e traduz muito bem o sentimento que reina em nossos corações diante de tantas manifestações da bondade e do amor de Deus para conosco. Sim, estamos alegres! Mas queremos que a alegria do Senhor continue sendo uma das marcas da nossa comunidade. Como identificar então os sinais de uma igreja alegre?

Uma igreja alegre é simpática, atraente, contagiante, convidativa. Vemos essas características na vida da igreja primitiva: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo” (Atos 2:46-47). Ao comentar esses versos, o Rev. John Stott afirma: “Sem dúvida aquela era uma igreja alegre. A palavra grega agalliasis no versículo 46 denota uma exuberante manifestação de alegria, pois o fruto do Espírito é alegria, e às vezes uma alegria mais desinibida que aquela que nossas tradições eclesiásticas encorajam”. Esse renomado estudioso das Escrituras complementa:  “O Cristianismo é uma religião alegre, e toda reunião ou culto deveria ser uma celebração de alegria” (A Bíblia Toda, p. 310).

Uma igreja alegre é também uma igreja que evangeliza, pois o evangelho que ela vive e proclama “são boas novas de alegria para todo o povo” (Lucas 2:10). Por isso, ela não se intimida, não se acovarda, mas anuncia a tempo e a fora de tempo a única mensagem que pode trazer ao homem pecador a verdadeira alegria da salvação, a saber, a reconciliação com Deus mediante a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Podemos ainda identificar uma igreja alegre pela sua capacidade de acolher, de receber bem as pessoas, independentemente de suas diferenças (Romanos 15:7). Ela não se fecha em si mesma, mas abre-se para os de fora, proporcionando um clima agradável e acolhedor a todos quantos vão se achegando a ela.

Por último, uma igreja alegre é uma igreja solidária, uma igreja que sabe não apenas se “alegrar com os que se alegram”, mas também “chorar com os que choram” (Romanos 12:15). Uma igreja que se dispõe a orar, a interceder pelos que sofrem (Tiago 5:13). Nesse sentido, ela é um lugar de cura, um lugar de ajuda, um lugar de refúgio para aqueles que foram machucados pela vida e que se encontram feridos espiritual e emocionalmente.

Possa a Igreja Presbiteriana de Moema, sob a bênção e a unção de Deus, ser esta igreja alegre no meio de uma cidade entristecida, atraindo muitos por sua simpatia, palavra, acolhimento, solidariedade e fé.

Rev. José Roberto Silveira

São Paulo é a minha paróquia

SÃO PAULO É A MINHA  PARÓQUIA

A propósito do  461º aniversário da cidade de São Paulo, que comemoramos neste domingo, dia 25 de janeiro, gostaria de parafrasear a célebre expressão de John Wesley, “o mundo é a minha paróquia”,  e declarar em alto e bom som que “São Paulo é a minha paróquia”!

São Paulo é a minha paróquia” porque aqui cheguei com 20 anos de idade, vindo do interior, desejoso de servir ao Senhor nesta assustadora, mas ao mesmo tempo acolhedora, metrópole;

“São  Paulo é a minha paróquia” porque aqui sou chamado a exercer a cidadania responsável e participativa, tendo como base os valores do Reino de Deus;

“São Paulo é a minha paróquia” porque aqui devo buscar, pela graça de Deus, viver a fé cristã autêntica;

“São Paulo é a minha paróquia” porque aqui devo desempenhar, na dependência de Deus, o ministério para o qual fui chamado;

“São Paulo é a minha paróquia”, porque aqui sou convocado a me colocar na  brecha da intercessão,  orando pela “paz na cidade”;

“São Paulo é a minha paróquia”  porque aqui sou desafiado a ser “sal  e luz”;

“São Paulo é a minha paróquia” porque aqui devo manifestar o  grande e maravilhoso amor de Deus;

Por fim, “São Paulo é a minha paróquia” porque  tenho uma “divída” para com esta cidade, isto é,  a dívida de pregar o evangelho a tempo e a fora de tempo, pois sobre mim “pesa esta obrigação”.

Por acaso, São Paulo é também a sua paróquia?

Rev. José Roberto Silveira  

Fazendo-se de surdo

FAZENDO-SE DE SURDO

“Mas os filhos de Belial disseram: Como poderá este homem salvar-nos? E o desprezaram e não lhe trouxeram presentes. Porém Saul se fez de surdo”. 1 Samuel 10:27

Quando o profeta Samuel tornou pública a escolha de Saul como o novo rei de Israel, diz o texto bíblico que “todo o povo rompeu em gritos, exclamando: Viva o rei!” (1 Samuel 10:24).  Entretanto, os filhos de Belial não compartilharam dessa alegria, mas subestimaram e desprezaram Saul.  Ele, por sua vez, “se fez de surdo”, fez de conta que não ouviu tais palavras.

Essa atitude de Saul me fez lembrar da história de dois sapos que, certa vez, caíram no fundo de um poço. Logo eles começaram a saltar o máximo que podiam para sair dali. Um deles, porém, cedo desistiu porque outros sapos na beira do poço gritavam: “Não adianta tentar, é muito alto, vocês não vão conseguir sair!” O sapo que havia desistido morreu de desânimo. Mas o outro continuou tentando, e a cada salto chegava mais perto da beira, até que finalmente conseguiu sair. Por que este sapo sobreviveu? Porque ele era “surdo”.

Não poucas vezes, ouvimos palavras e comentários que nos desestimulam, nos desencorajam em relação aos projetos e sonhos que acalentamos e nas oportunidades que recebemos. Experimentamos, como Saul, o desprezo e a indiferença daqueles que, movidos por inveja ou por puro despeito, subestimam nossa capacidade e duvidam da nossa coragem e determinação de levar adiante os compromissos assumidos e de cumprir a missão para a qual fomos chamados. Por isso, é importante sabermos nos fazer de surdos, quando necessário.

Faça-se de surdo quando alguém lhe desprezar por causa da sua fé em Cristo;

Faça-se de surdo quando alguém lhe desencorajar a permanecer firme no caminho de Jesus;

Faça-se de surdo quando alguém rir do seu propósito de viver uma vida de santidade na presença do Senhor;

Faça-se de surdo quando alguém lhe estimular a abandonar a comunhão da igreja e o culto a Deus.

Só não se faça de surdo para o Pai e Sua Palavra, o qual deseja que você viva o melhor que Ele tem para você nesta vida e na por vir.

Rev. José Roberto Silveira  

Salto para a qualidade

SALTO PARA A QUALIDADE

Aprendi no colégio que a história é feita de saltos. E assim, lendo a narrativa de Gênesis sobre a criação, logo somos impactados com o “antes” e o “depois”. Foi um enorme salto.

Desse modo, seguindo os fatos conforme nos ensina a Bíblia, vem o pecado, um salto para baixo. Segue-se com o dilúvio, depois a decepção de Deus com o homem e os dias são encurtados para 120 anos (Gênesis 6:3).

Ainda nos primórdios acontecem as grandes mudanças através das descobertas dos minérios;  assim, o bronze, o ferro, o ouro, o cobre, o estanho e as ligas metálicas formadas por eles proporcionaram enormes saltos de qualidade para a vida humana – salto para cima.

A vinda de Jesus, enviado de Deus Pai para resgatar o homem, foi, sem dúvida, o salto mais importante de toda a história. Em Jesus tudo muda para melhor, e a qualidade de vida supera tudo e ainda transcende para a eternidade.

Outras descobertas também permitiram ao homem saltar para uma qualidade de vida melhor por um período e, depois, dado ao seu uso indevido, provocado pela ganância, transformaram-se em maldição. Assim relatamos o caso da dinamite, das experiências nucleares, da medicina quando direcionada para a destruição  etc.

Há duas semanas, no Rio de Janeiro, foi criada uma plataforma para saltar no Corcovado, aos pés do Cristo. As pessoas saltam e a energia proporcionada por estes saltos são armazenadas e iluminam o Cristo posteriormente. Esses saltos não nos levam para uma vida melhor, não são saltos para a qualidade.

Cristo espera de nós outro tipo de salto. Precisamos saltar para um patamar mais elevado, através de nossa aproximação e relacionamento com o Pai. Este salto sim muda a história de nossa vida, nos eleva para melhor qualidade de vida, nossa e de quem está a nosso lado.

Eduardo Fávero

Diácono da Igreja Presbiteriana de Moema

Se o Senhor quiser

SE O SENHOR QUISER

Estamos em 2015! Muitas pessoas já definiram seus alvos, metas e objetivos para o novo ano. Outros ainda estão a fazê-lo. É bom começar de novo, de outro jeito, de novas formas, com inéditos vigores e renovadas intenções.

A Bíblia não é contra fazermos planos para o futuro (Provérbios 16:1). Porém, ela nos orienta e nos instrui quanto aos princípios e às verdades que devemos ter em mente e no coração ao estabelecermos o que desejamos e pretendemos realizar no ano que ora começa. Tiago nos lembra alguns desses princípios (Tiago 4:13-17).

 1) Humildade na hora de planejar (vrs 13 e 16)

“Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos e teremos lucros”. “Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões…”

2) Não controlamos o futuro (vr 14 a)

“Vós não sabeis o que sucederá amanhã…”

3) Considerarmos a brevidade e a fragilidade da vida (vr 14 b)

“Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”.

4) Incluirmos Deus em todos os nossos planos e projetos de vida (vr. 15).

“Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo”.

“Se o Senhor quiser”! É claro que Tiago não está incentivando a repetida verbalização dessa expressão, a qual pode ser facilmente banalizada e perder todo o seu significado.

Se o Senhor quiser” significa submeter todos os nossos planos e projetos à soberana vontade de Deus.

 “Se o Senhor quiser” significa admitir que Deus é o Senhor de todas as coisas, que tudo está debaixo de seu domínio, que nada lhe foge ao controle.

 “Se o Senhor quiser” significa confiar que o nosso presente e o nosso futuro estão nas mãos de Deus. Por isso, não devemos ser dominados por medo, insegurança ou ansiedade quanto ao amanhã, pois Ele é a forte âncora no meio dos sofrimentos e incertezas da vida.

Se o Senhor quiser” significa depender totalmente de Deus, o nosso desejo verdadeiro, a nossa disposição autêntica para que se cumpra o Seu querer em nossas vidas.

 Rev. José Roberto Silveira

A Oração do Novo Ano

A Oração do Novo Ano

No desabrochar deste novo ano, elevo a ti, Senhor, minha súplica:

Que eu ande fielmente em tua presença, jamais me afastando de Ti, momento algum, circunstância alguma;

Que neste mundo tenebroso, violento e instável resplandeça em mim Jesus, a luz do mundo;

Que eu me conserve puro, jamais me atole nesse tremendo lamaçal de imoralidade em que se afunda o mundo em volta;

Que, confiando plenamente em Ti, meus temores todos se dissipem, e nada me assuste, nada me faça recuar, nada me intimide;

Que eu jamais me envergonhe de ser teu filho, eleito e agraciado, mensageiro do reino;

Que eu jamais esmoreça no exercício da missão que me confiaste. Que me mantenha resoluto e firme, dinâmico e incansável, aceito por Jesus Cristo como servo bom e fiel;

Que eu te ame em primeiríssimo lugar, depois a mim mesmo e ao meu próximo. Que nenhum ressentimento encontre guarida em meu coração. Que eu perdoe sempre, “setenta vezes sete” ou quantas vezes for preciso;

Que, embora não saiba quando Jesus voltará, eu me mantenha sempre alerta, aguardando o noivo com lamparinas sempre abastecidas. Todavia, se te convier levar-me antes que o teu Filho volte, também nisto seja magnificado o teu nome;

Que, enquanto eu viver, eu ajude meu semelhante a minorar as desditas da sociedade onde existimos e na qual vivemos. Que o mundo ao meu redor seja, pelo menos, um pouco melhor;

Que, exaltando-te, possam todos dizer:  “Tenho certeza de que esse homem que vem sempre aqui é um santo homem de Deus.” (2 Reis 4:9, Bíblia na Linguagem de Hoje)

Extraído e adaptado do livro “Devocionais para todas as estações” – Meditações Diárias – Ultimato Editora.

Deus nos amou! Deus se encarnou!

Deus nos amou! Deus se encarnou!

É muito interessante observarmos como os quatro evangelistas iniciam suas respectivas narrativas sobre a vida de Jesus. Marcos apresenta Jesus já adulto, no início de sua vida pública, a partir do batismo de João. Mateus e Lucas, ao contrário, dedicam os dois primeiros capítulos de suas obras para falar sobre o nascimento e a infância de Jesus. João, porém, retrocede ainda mais no tempo e faz uma afirmação importante: O Filho de Deus, que se fez homem em Jesus, existia já antes que o mundo fosse criado. Ele chama o Filho de Deus de “Verbo”.

O que significa esse nome, bastante estranho para uma pessoa? “Verbo” quer dizer “Palavra”. E a palavra serve para que? Serve para comunicar alguma coisa aos outros, isto é, aquilo que temos na mente e no coração chega à mente e ao coração dos outros mediante a palavra. Deus, sendo amor, queria nos dizer de forma clara, concreta e visível que Ele nos ama. Eis como Ele fez isso: Enviou-nos a sua “Palavra”. Jesus é a Palavra do Pai.

Há mais de 2000 anos a  Palavra de Deus se fez carne, tornou-se homem como nós, falou a nossa língua, pôde dizer-nos quem é o Pai, o que somos nós para Ele e qual é o projeto dele para nós. Para conhecer o Pai, portanto, não devemos recorrer à filosofia nem divagar por sutis elocubrações a respeito de Deus. É suficiente contemplar Cristo, observar o que Ele faz, o que diz, o que ensina, como se comporta, como ama,  a quem acolhe, com quem anda, com quem come e bebe, a quem adverte, a quem defende… porque é assim que o Pai procede.

Deus não pode ser visto: nenhum homem jamais viu Deus. Pode, entretanto, ser encontrado, ouvido, tocado com as mãos na pessoa de Jesus. Ele torna visível o Pai. Daí a palavra de Jesus a Filipe: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9). Jesus é a revelação mais sublime, mais transparente e mais eloquente da pessoa do Pai.

 Que neste Natal muitos possam ter um encontro verdadeiro e transformador com o Pai e com o seu amor na pessoa do Verbo encarnado. E, se você já teve tal experiência, maravilhe-se novamente com essa mensagem e responda a ela com muito louvor e gratidão em seu coração.

Rev. José Roberto Silveira

Dia da Bíblia

DIA DA BÍBLIA

“A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança”. Lucas 8:15

O versículo de Lucas acima é parte da parábola do semeador, sobre a semente que cai sobre quatro tipos de terreno, mas só frutifica perfeitamente quando cai em boa terra. O verso indica também o modo como ocorre a frutificação: “com perseverança”.

Neste domingo, 12 de dezembro, comemoramos mais um Dia da Bíblia, e é um bom momento para recordarmos das verdades que o Senhor Jesus ensina, na obra do primeiro tradutor das Escrituras, das línguas originais para o português: João Ferreira de Almeida.

Vivendo em condições adversas no sudeste asiático, Almeida não se deixou desanimar pela oposição da Inquisição católica, pelas dificuldades do clima e das doenças tropicais, dos poucos recursos e conforto, da situação política (ele era um português vivendo numa colônia recém-conquistada pelos holandeses) e da oposição do próprio clero reformado à sua tradução: a permissão para a publicação dela fora negada ou convenientemente esquecida algumas vezes.

Isto nunca arrefeceu sua determinação de entregar uma versão das Escrituras àqueles que falavam português. Ele morreu em campo, quando traduzia Ezequiel 48.21 (Akker, um colaborador, terminou sua tradução), depois de já ter traduzido todo o Novo Testamento.

Um lema típico de Almeida era “Quem persevera, alcança”. Hoje, somos testemunhas desta semente que frutificou com perseverança: sua versão é a mais conhecida entre os falantes de português nos vários continentes.

Jairo Cavalcante 

Previna-se contra a TPN

PREVINA-SE CONTRA A TPN

Você sofre ou já sofreu de TPN , isto é, Tensão Pré-Natal? Milhões de pessoas sofrem disso todo ano, e cada vez mais cedo. Ela se caracteriza pelo surgimento de sentimentos como ansiedade, irritação, uma certa melancolia e cansaço só de imaginar o que está por vir: preparar a ceia, arrumar a casa, enfrentar shoppings lotados, trânsito caótico, fazer a lista de presentes (quem entra, quem sai), gastar mais do que o previsto, contornar as desavenças familiares,e por aí vai…Segundo Isabel Labate, Professora do Depto. de Psicologia da PUC-SP, é justamente nesta época do ano que os consultórios ficam mais cheios.

Como prevenir-se contra a TPN? Penso que a resposta está em fazer algo de que muitos se esquecem ou simplesmente ignoram por completo: Aproveitar este período litúrgico que antecede o Natal, o qual chamamos de Advento (vinda, chegada), e cuidarmos da nossa vida interior, mediante a prática diária de exercícios espirituais. Gostaria de sugerir alguns deles:

1) Leia, sem pressa, os textos que tratam da natividade, o nascimento de Jesus, o Messias, especialmente os relatos de Mateus e Lucas. Medite, por exemplo, na “anunciação”, no “Cântico de Maria”, na “obediência de José”, “no nascimento virginal”, “na mangedoura”, na “visita dos pastores” etc. Escolha um tema por dia e procure tirar dele lições preciosas para o seu coração.

2) Dedique-se à oração. Comece agradecendo e louvando a Deus por sua bondade, por sua graça e por tantas outras bênçãos. Interceda por você, por sua família, por sua igreja e por todos quantos Deus colocar em seu coração para interceder.

3) Nesse período de Advento, não deixe de ir aos cultos dominicais. Reunido com a família da fé, entoe os belos hinos e cânticos natalinos e guarde, como Maria, a Palavra lida e pregada em seu coração.

Tenho certeza de que, praticando esses  exercícios espirituais, não  sofreremos a TPN  nem caíremos na superficialidade do Natal secularizado, mas celebraremos com alegria e gratidão o verdadeiro Natal de Jesus!

Rev. José Roberto Silveira

É tempo de Advento!

É TEMPO DE ADVENTO!

A partir deste domingo (30/11), começamos a celebrar o Advento (vinda, chegada) de Jesus. Este período litúrgico é constituído pelos quatro domingos que antecedem o Natal. É, sobretudo, um tempo de preparação espiritual, visando à restauração do sentido bíblico do Natal.

Tal preparo ajuda-nos também a não nos deixarmos levar pelo espírito consumista da época nem pelo superficialismo que tem sido a tônica dos festejos natalinos de grande parte da humanidade.

Guiados pelas Escrituras Sagradas, compreendemos que a verdadeira comemoração  do Advento nos conduz ao encontro salvador e transformador com Jesus de Nazaré, o Messias Prometido, o Príncipe da Paz.

Quando esse Messias é crido e aceito, temos a reconciliação entre o ser humano e Deus, bem como a reconciliação de cada pessoa consigo mesma, com o próximo e com tudo ao seu redor.

De modo prático, temos a reconciliação do marido com a esposa, dos pais com os filhos, de irmãos com irmãos e assim por diante.

Nossa oração é que este “tempo de Advento” não seja simplesmente mais um Natal na vida de cada um de nós, mas a realização do verdadeiro Natal de Jesus, na beleza de sua humildade e mansidão.

Que Jesus Cristo encontre lugar em cada um de nós, a fim de que, como Messias e Senhor, governe e dirija nossas vidas, dia após dia. Que nossos corações se abram para recebê-Lo. Que nossos lares O acolham como o Príncipe da Paz. E que a nossa igreja O adore com todo entusiasmo, alegria, reverência e gratidão.

Rev. José Roberto Silveira

Agradeça!

AGRADEÇA!

A propósito do Dia Nacional de Ação de Graças, que será celebrado na próxima quinta-feira, dia 27/11, este Editorial não poderia ter outro tema que não o da GRATIDÃO.

Todas as pessoas, indistintamente, deveriam ser pessoas agradecidas. Entretanto, como bem alertou o apóstolo Paulo, “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão…ingratos…” (2 Timóteo 3:1-2). Será cada vez mais raro encontrar pessoas  que praticam a virtude da gratidão.

Como cristãos, porém, não temos desculpas. Temos inúmeros motivos e razões para sermos continuamente gratos a Deus. Temos sido ricamente abençoados pelo Pai, sendo que a maior de todas as bênçãos é a salvação que nos foi dada gratuitamente na pessoa bendita de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Por isso, somos encorajados a  “em tudo dar graças” (1 Tessalonicenses 5:18), e  a “sermos agradecidos” (Colossences 3:15).  Ser agradecido é reconhecer os benefícios recebidos. Em outras palavras, a nossa resposta às dádivas recebidas é a gratidão!

A pessoa que tem um coração agradecido aprecia a gratuidade de tudo na vida. Não considera nada como um direito que lhe é devido. A minha própria existência é um dom. Eu não criei a mim próprio. Eu nunca poderia ter ganhado, merecido ou conquistado a minha existência humana. Tudo o que eu tenho é um dom.

Quando aprendemos a ver tudo na vida como um dom gratuito, deixamos de andar com o rosto carrancudo de quem vê a vida como uma escravidão, como uma luta enfadonha, com problemas infindáveis uns atrás dos outros. Em vez de nos queixarmos constantemente, cheios de pessimismo e sem nunca nos satisfazermos com nada, sentimo-nos felizes, contentes e gratos por aquilo que temos. Em vez de sermos cínicos, vendo apenas o lado negativo das pessoas e dos acontecimentos, aprendemos a apreciar o que as outras pessoas têm de bom.

Encerro esta breve reflexão, citando dois mestres da espiritualidade cristã:

“Se a única oração que eu fizesse fosse Obrigado…isso seria suficiente” (Mestre Eckhart).

“Ser santo é ter por combustível a gratidão, nem mais, nem menos”. (Ronald Rolheiser).

Rev. José Roberto Silveira

Religiosidade mecânica

RELIGIOSIDADE MECÂNICA

Até onde nosso relacionamento com Deus não está, muitas vezes, limitado a repetições de costumes herdados ou criados por nós mesmos? A citação de Jesus para que não usemos de vãs repetições ao orarmos (Mateus 6:7) já nos indica que nosso Pai está atento ao nosso pensamento e entrega do coração e não a automatismos de nossos procedimentos falados ou mesmo de postura.

Ouvindo o pastor Marcelo Gualberto, que pregou em nossa igreja por ocasião do Wi-Fé, no final de 2012, fiquei bastante interessado com uma das expressões que ele utilizou, e, diga-se de passagem, com muita propriedade: “Não coloque Deus na caixinha”.

Ele comentou que Jesus teve diferentes formas de ação para situações semelhantes, não se prendendo a formas repetitivas. Assim, para o cego Bartimeu que implorava por ajuda, Ele simplesmente disse: “Você está curado porque teve fé”, enquanto que para outro cego ele fez barro para que a pessoa passasse nos olhos para recuperar a visão.   Nas curas de pessoas possuídas de espírito maligno Ele também agiu de formas distintas, não se preocupando com a forma de operar o milagre, mas com o ensinamento que queria mostrar à pessoa necessitada e também a seus discípulos.

Atos mecânicos em nosso proceder em relação a Deus nos fazem perder o sentido do culto racional, como nos ensina Paulo em Romanos 12:1.  Não devemos nutrir expectativas de respostas de Deus semelhantes à nossa forma de proceder, esperando que Deus faça o milagre da maneira que imaginamos, pois Ele conhece todas as coisas e tem toda liberdade de agir, sempre procurando o melhor para nós.

Ninguém pode esperar agradar a Deus somente por orar todos os dias sempre pela manhã e em jejum, nem por assistir a programas evangélicos na televisão ou presencialmente, nem por ler capítulos da Bíblia sem o propósito de conhecer a Palavra de Deus para pautar sua vida e conduta. É comum ouvir testemunhos de pessoas que afirmam ter recebido a graça de Deus depois que passaram a praticar, automaticamente, sem pensar, estas últimas “ações religiosas”.

O próprio conceito de “Graça de Deus” já seria suficiente para anular esta atitude de tentativa de troca de favores com Deus, pois a graça de Deus é de graça e é um ato da iniciativa de Deus, que se agrada de nosso culto racional.

Eduardo Fávero, diácono da IP Moema

Ó vem Emanuel

Ó VEM EMANUEL

Mais uma vez está chegando a época de celebrarmos a chegada da verdadeira Luz ao mundo, que ilumina a todo homem: o nosso famoso e querido Natal!

O Coro Moema está se preparando para cantar nossos queridos cânticos de Natal na igreja e nas ruas de São Paulo.

Vamos seguir o calendário cristão tradicional e esperar pelo Natal cantando a chegada da Luz – o Advento: os quatro domingos que antecedem o Natal.

Como se estivéssemos nos tempos que antecederam ao nascimento de Jesus, vamos cantar com contrição e esperança que precisamos de luz, de perdão do Príncipe da paz, do Emanuel, Deus conosco: Ó Vem Emanuel, liberta o povo de Israel.

Vamos nos preparar espiritualmente para o Natal e também enfeitar nossa casa, colocar guirlandas nas portas, adornar árvores, comprar presentes, escrever cartões, e, CANTAR – tudo na santa intenção de mostrar ao mundo um Natal diferente, de introspecção, comunhão, paz, amor e alegria.

Vamos contar ao mundo mais uma vez e com muito amor e interesse que o Natal é tempo de amar e de receber de Deus o amor que Ele nos ofereceu: Deus  se encarnou, Deus enviou Cristo Jesus Filho amado. Nosso mundo precisa de boas notícias e nós as temos.

Venha cantar conosco neste Natal. Mesmo não fazendo parte do Coro Moema venha somente para o Natal. É uma excelente oportunidade que você abre para convidar seus amigos – “Venha com sua família ver o Coro do qual estou participando neste Natal, cantamos lindas músicas que vão alegrar ainda mais seu Natal”. Que tal?

Temos as músicas gravadas para ajudar no aprendizado e faremos cerca de 14 ensaios, dois por semana. Passa rápido, é agradável, aumenta a comunhão e ainda dá uma enorme satisfação!

Natal é só uma vez por ano. Vinde, cantai: Jesus nasceu!

 Debora Barros BaptistaRegente do Coro Moema

Além da Vida

ALÉM DA VIDA

Comemora-se dia 2/11 o dia de Finados. O tema da morte vem à tona. Viver muito ou pouco, não importa. O que vale é viver intensamente, saboreando o bem de cada instante e enfrentando com coragem a adversidade de muitos momentos.

Em face da morte, irrevogável, há três alternativas:

Primeira alternativa: “Recuso”! Atitude ingênua e comum. Ninguém aceita o final da vida, da própria vida ou, principalmente, o de pessoas queridas. “Eu não posso morrer”, “ela não pode morrer”. Com isso, a angústia aumenta, a esperança se esvai. Muitos protestam contra o fim inevitável.

Segunda alternativa: “Aceito”! É o fatalismo ou a obediência. Todos morrem, bons e maus, jovens e anciãos. A conformidade com os desígnios de Deus produz alívio. Por que morrem crianças e pessoas inocentes? Por que sobrevivem criminosos ou incuráveis? Só Deus sabe. Humildemente, me coloco aos pés do trono sagrado e digo: “Seja feita a Tua vontade”.

Terceira alternativa: “Desejo”! Quando o sofrimento se torna insuportável ao físico ou ao espírito, reconhecemos que a morte não é o fim, mas o início da vida melhor para os que permaneceram firmes na fé e só aguardam a “coroa da vida”.

Finados: muitas flores, muitas missas, não apenas a clássica de “sétimo dia”. Leio em necrológio recente: “missa de 43º ano”. Essas missas alteram a vontade celestial?

Não se trata de conformismo, mas de submissão à Vontade Divina, que apenas vislumbramos.

“Deus o deu, Deus o levou” não é promessa bíblica? Fomos dados ao mundo e dele seremos retirados.

Sabedoria popular: “Viver como se fosse o último dia “.

“Deito-me e pego no sono; acordo porque o Senhor me sustenta” e “em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só Tu me fazes repousar seguro” (Sl 3:5 e 4:8).

O sempre lembrado Rev. Antonio Elias disse uma vez: “Se eu acordar, Ele estará comigo. Se não acordar, eu estarei com Ele”.

Presbítero Jurandy Teixeira Mendes – (In memoriam)

Finanças de Deus

FINANÇAS DE DEUS

Ao Deus Todo-Poderoso pertence todo o dinheiro que há no mundo. É Ele quem tem o controle desse lastro.

Ele tem conta em todos os bancos do mundo. Não há agência no mundo inteiro, modesta ou importante, da qual Ele não seja correntista.

MAS, Ele não dispõe de talões de cheque. Ele dispensa esse detalhe.

Quando decide ajudar alguém ou a Instituições, Igrejas, Movimentos ou Campanhas – enfim, algo justo cujo amparo é indispensável, Ele se serve dos talões daqueles a quem Ele vai encaminhar a se engajarem ao movimento em questão e essas pessoas vão se sentir sensibilizadas a comparecer e ajudar. Há juros decorrentes das ofertas, juros que atendem pelo nome de Entusiasmo, que é sempre crescente.

A Mini-Campanha-Pró-Fundos para tirar nossa Igreja do Hotel instalando-a em endereço próprio, ainda que obedecento às nossas ainda parcas possibilidades – porém, NOSSAS – agradece imensamente a todos quantos se sensibilizaram e ajudaram a lançar a pedra fundamental da Campanha.

Como nosso tema é “Tudo posso Naquele que me fortalece”, não esmoreceremos e partiremos para a viga-mestra da Campanha.

Jânia Lomônaco, Mariluce Borges, Valéria Yagui, Vivian Borges e Yedda Falzoni.

PROFESSOR: Profissão ou Missão?

PROFESSOR: Profissão ou Missão?

Ambas! Quem escolhe essa profissão tem, de fato, uma tremenda missão. A missão de “ensinar o caminho em que deve andar”; fornecer, desde a mais tenra idade, bases e informações para crianças, adolescentes, jovens e até adultos sobre diversas temáticas que os auxiliam na tomada de decisões, seja na escolha de uma profissão, seja no processo de aperfeiçoamento de suas funções.

Alguém afirmou que a profissão de professor é “a mãe de todas as profissões”, haja vista que é necessário alguém ensinar e outro aprender.

É obvio que alguém, para ensinar potenciação, geometria, sinédoque (lembra disso?), história geral, geografia brasileira, física, química, filosofia, precisa conhecer do assunto; mais do que isso, possuir didática para transmitir o conteúdo.

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida como Cora Coralina, escreveu: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

Na sua sabedoria, o Professor Jurandy Mendes sempre me dizia que quem mais aprende é o professor, quando se prepara bem uma aula. Portanto, cabe a esses profissionais, professoras e professores, a responsabilidade do ensino dos futuros profissionais de qualquer nação.

Entretanto cabe ressaltar que nem sempre eles são valorizados como deveriam ser. Não somente na questão de ordem monetária, mas também na prática do respeito. Algo que a sociedade (e não somente os agentes políticos) deve discutir, avaliar e estabelecer normas de conduta e relacionamento.

Está no “DNA” do cristão o ato de ensinar. Ou deveria estar, pois é uma ordem do Nosso Senhor Jesus Cristo:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mateus 28: 19-20).

Podemos concluir que todos nós cristãos temos essa missão? Estamos preparados para o exercício dessa profissão? Oportunidade de aprender já temos com os cultos e com a Escola Dominical. Desafio a que coloquem em prática a essência da evangelização: transmitir as boas novas através do ensino e do nosso testemunho.

Beto Guedes compôs em sua música Sol de Primavera que “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.

Registro minha homenagem e gratidão a todas as professoras e a todos os professores que escolheram essa profissão e missão, e em especial aos que atuam ou atuaram voluntariamente na Escola Dominical.

Prof. Orlando Silva França Jr. Superintendente da Escola Dominical da Igreja Presbiteriana de Moema

Infância roubada

INFÂNCIA ROUBADA

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas próprias de menino.” I Coríntios 13:11

Comemoramos neste domingo o Dia das Crianças. Infelizmente, muitos pais, sem perceber, têm encurtado esta fase tão importante da vida de seus filhos:
•Comprando roupas que são modelos de adultos;
•Ensinando atitudes de adultos para as crianças;
•Permitindo e incentivando “namoricos” e até incentivando beijos;
•Ensinando apenas músicas e danças de adultos para elas;
•Entregando nas mãos das crianças responsabilidades que não são delas e de sua idade;
•Crianças muitas vezes ficam no meio de separação dos pais e, não raro, são elas que tentam unir os mesmos; com certeza não conseguem e se frustram;
•Não dando oportunidade de momentos de lazer e brincadeiras para elas;
•Programando tantas atividades para os filhos que, em suas agendas, não sobra tempo para serem crianças, para serem elas mesmas.
Nossas crianças muitas vezes falam como adultas, sentem como adultas e pensam como adultas. A infância lhes foi roubada.
Esquecemos que são momentos tão rápidos e que ficam para sempre em nossas mentes. É necessário deixar que essa fase seja a mais longa possível; depois eles terão os outros momentos de suas vidas, e, tenho certeza, sempre recordarão da infância.
Criança corre; criança grita; criança suja; criança chora; criança é egoísta; criança pede; criança pergunta; criança quebra; criança machuca; criança reclama; criança tem vontade própria; criança esconde; criança não sabe ainda; criança ama; criança sorri; criança aprende; criança abraça; criança quer ser criança; criança é presente de Deus.
Criança deve ser amada e respeitada, e viver o mais possível essa fase da vida. Por isso, não antecipe o melhor da vida de seu filho.

Rev. Josué Alves Ferreira
Capelão do Instituto Presbiteriano Mackenzie

Precisa de Calculadora?

PRECISA DE CALCULADORA?

O conhecido hino evangélico “As Muitas Bênçãos” (Hinário Novo Cântico, nº 63), nos convida ao seguinte exercício:

Conta as bênçãos, dize quantas são,

Recebidas da divina mão!

Vem dizê-las, todas de uma vez,

E verás, surpreso, quanto Deus já fez!

Tal exercício de gratidão já indica uma operação aritmética, a qual todos fazem, sem mesmo se dar conta da matemática envolvida.

Mesmo aqueles que mantêm uma distância respeitosa dessa matéria disciplinar que envolve cálculos numéricos, na hora de “cacifar” as bênçãos não apresentam qualquer problema com a operação de SOMAR.

Imaginem só:  se Deus nos agracia com Sua poderosa mão a cada instante, nos propiciando a proteção e a manutenção da vida, e se sabemos que dentro de cada instante são milhares e milhares de segundos, então a “soma aritmética” já não basta, e necessitamos agora de “usar POTÊNCIA” para tentar expressar as maravilhas de Deus em nossa vida.

Não se intimide, MULTIPLIQUE os agradecimentos a Deus por Seu cuidado, DIVIDA a tua preocupação com Ele, DIMINUA o fardo de suas costas e você vai sentir que a RAÍZ de suas angústias vai ZERAR.

Uma homenagem a Aurora Favero (+ 12.09.2104, 85 anos):  “Mãe, você efetivamente SOMOU muito e ainda fez uma enorme DIFERENÇA”!

Texto de Eduardo Fávero – Diácono da Igreja Presbiteriana de Moema e Engenheiro Mecânico por profissão.

VOTO: O poder em suas mãos

VOTO: O PODER EM SUAS MÃOS !

O povo brasileiro dá mostras de que anseia por qualidade dos políticos e do sistema político. Para aprimorar a organização política são necessárias mudanças nas leis – uma reforma política, que, porém, encontra resistências no Congresso. Mas, nas eleições, o cidadão tem o poder de escolher os representantes capazes de mudar as leis e a estrutura política.

É o voto que fará a diferença. Se, porém, cidadãos comprometidos com o bem derem de ombros às eleições, aquilo que é ruim pode ficar pior. Ainda que decepcionado com os políticos, o eleitor sábio aproveitará a ocasião democrática para escolher bons representantes para as funções de governo e legislativa.

As eleições possibilitam a escolha estratégica de deputados e senadores,  já que são estes os que fazem as leis (= estruturas). Se algo está ruim, não é assim por natureza ou acaso; alguém organizou as coisas para ser como são (os legisladores do passado). E, para mudar a legislação em vigor, alguém terá de eleger novos representantes, que criarão novas leis, para que a estrutura política funcione de um modo novo. Presidentes e governadores administram segundo suas prioridades, mas dentro dos limites da estrutura legal.

Aproveite bem o seu voto. A inspiração que vem do céu é para buscar sempre o que é bom, por todos os meios disponíveis, inclusive pelo voto.  A participação consciente é fundamental para reformar a política e construir uma sociedade justa, tendo em vista a coletividade, consolidando instituições humanas à luz dos valores do Reino de Deus.

Texto adaptado do Pr. Christian Gillis, pastor da Igreja Batista da Redenção em Belo Horizonte, extraído da Revista Ultimato (setembro-outubro de 2014, pg 54)

Esperar em Deus

ESPERAR EM DEUS

Tempos atrás, meu carro “quebrou” no elevado Costa e Silva, mais conhecido como “Minhocão”.  Era a hora do rush,  final de tarde. Um verdadeiro transtorno. Após acionar a seguradora solicitando o guincho, fui informado de que o mesmo levaria entre 40 a 60 minutos para chegar ao local. Ali fiquei eu, “esperando” o socorro chegar, sob os olhares curiosos de alguns e de indiferença de outros.

Esperar não é algo fácil e nem agradável. Decididamente, não gostamos de esperar. Temos a terrível sensação de que estamos perdendo tempo, de que poderíamos estar fazendo tantas outras coisas, mais urgentes e necessárias. Por isso, penso que teríamos dificuldade em encontrar algum benefício na espera.

Mas como reagimos diante das reiteradas exortações bíblicas para que “esperemos no Senhor”?  Crer em Deus, andar com Deus, viver com Deus implica, muitas vezes, na arte de esperar em Deus. Contudo, sabemos esperar em Deus? Sabemos fazer isso com confiança, pacientemente, sem desisitirmos e não nos irritarmos? Conseguimos ver os benefícios da  espera em Deus?

Se houve alguém na Bíblia que aprendeu a esperar em Deus, esse alguém foi Abraão.  Ele chegou ao ponto de “esperar contra a própria esperança” (Rm 4:18). Esperou 25 anos para ver o cumprimento da promessa que Deus lhe havia feito, ou seja, a de que teria um filho com sua mulher Sara, que era estéril. Certamente, foi uma longa e difícil espera. Mas foi também uma espera que lhe trouxe benefícios inestimáveis, que foram muito além do próprio nascimento do seu filho Isaque. Enquanto esperava em Deus,  Abraão desenvolveu um relacionamento profundo e íntimo com Deus. O tempo de espera foi um tempo em que Abraão se tornou amigo de Deus (Is 41:8). Cada dia, mês e ano, aguardando em sua presença, ele aprendeu a confiar num Deus que é fiel e poderoso para cumprir cada uma de suas promessas.

Será que já não nos perguntamos por que Deus nos faz esperar? À semelhança de Abraão, creio que Deus utiliza a espera para nos aproximar D’Ele e nos levar a depender cada vez mais da sua graça, poder e amor. Vamos, pois, aproveitar esse tempo de espera e permitir que Deus trabalhe em nossas vidas, nos aperfeiçoando, nos santificando e nos conduzindo à maturidade espiritual. Que, ao final de tudo, possamos dizer como o salmista: “Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação”. (Sl 62:1)

Rev. José Roberto Silveira

A Bíblia e o Celular

A BÍBLIA E O CELULAR

Já imaginou o que aconteceria se tratássemos a nossa Bíblia do jeito como tratamos o nosso celular? E se sempre carregássemos a nossa Bíblia no bolso ou na bolsa? E se déssemos uma olhada nela várias vezes ao dia. E se voltássemos para apanhá-la quando a esquecemos em casa, no escritório…? E se a usássemos para enviar mensagens aos nossos amigos? E se a tratássemos como se não pudéssemos viver sem ela? E se a déssemos de presente às crianças? E se a usássemos quando viajamos? E se lançássemos mão dela em caso de emergência? Ao contrário do celular, a Bíblia não fica “muda”: é só abri-la e Deus fala contigo… Ela pega em qualquer lugar.

Não precisa “pagar” para ter créditos; automaticamente ao ler e praticá-la, os créditos caem em sua conta, porque Jesus já pagou a conta e os créditos não têm fim. E o melhor de tudo: não cai a ligação e a carga da bateria é para toda a vida.

A Bíblia é uma forma de estar sempre perto de Deus –  “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.”  (Isaías 55:6)
TELEFONES DE EMERGÊNCIA

Quando você estiver triste, ligue João 14.
Quando pessoas falarem de você, ligue Salmo 27.
Quando você estiver nervoso, ligue Salmo 51.
Quando você estiver preocupado, ligue Mt 6:19-34.
Quando você estiver em perigo, ligue Salmo 91.
Quanhdo Deus parecer distante, ligue Salmo 63.
Quando sua fé precisar ser ativada, ligue Hebreus 11.
Quando estiver solitário e com medo, ligue 1 Coríntios 13.
Para saber o segredo da felicidade, ligue Colossenses 3:12-17.
Quando você sentir-se triste e sozinho, ligue Romanos 8:31-39.
Quando você quiser ter paz e descanso, ligue Mateus 11:25-30.
Quando o mundo parecer maior que Deus, ligue Salmo 90.

Anote em sua agenda. Um deles pode ser IMPORTANTE a qualquer MOMENTO em sua VIDA!!! Repasse para seus contatos…Pode ser que um desses números de emergência salve uma vida!!!

Autor desconhecido –  (Colaboração de Yedda Falzoni)

O poder de atração de Jesus

“Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para

o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas,

dizendo: Este recebe pecadores e come com eles”. Lucas 15:1-2

Por que os publicanos e pecadores se sentiam tão à vontade diante de Jesus? Por que Jesus exercia sobre eles uma atração tão forte, tão irresistível?  Será que aqueles que se relacionam conosco sentem-se, de alguma forma, atraídos para o Jesus que professamos crer e conhecer, e para a Igreja a qual dizemos pertencer e afirmamos ser o seu Corpo aqui na terra?

Creio que as respostas a essas indagações podem ser encontradas no modo como Jesus se relacionava com tais “publicanos e pecadores”. Em primeiro lugar, Jesus os acolhia e oferecia sua amizade e sua companhia. Ele foi chamado de “amigo de publicanos e pecadores”. Jesus não os rejeitava, como faziam os fariseus e os escribas. Ao serem acolhidos e recebidos por Jesus, os pecadores sentiam que estavam sendo recebidos pelo próprio Deus. Eles aprendiam que nós não nos aproximamos de Deus através de um sistema rigído de regras, cerimônias e ordenanças difíceis e insuportáveis de serem observadas; mas por meio de um relacionamento vivo, intímo e pessoal com Jesus.

Em segundo lugar, as pessoas eram atraídas a Jesus pelo que Ele falava e ensinava. Jesus falava do amor, da graça e do perdão de Deus. Ele falava com simplicidade, contando histórias, parábolas e utilizando exemplos da vida cotidiana. Hoje, precisamos falar mais da graça do que da lei, mais de Cristo do que da igreja, mais de Jesus do que de íderes. Além disso, não deve haver dissonância entre aquilo que pregamos e aquilo que vivemos. Se pregamos o amor, não podemos nutrir o ódio em nossos corações. Se pregamos o perdão, não podemos ser vingativos. Se pregamos a alegria do Evangelho, não devemos viver com cara de funeral. Se pregamos a esperança, não podemos viver derrotados e pessimistas.

Finalmente, Jesus mostrava aos publicanos e pecadores que eles podiam experimentar verdadeiramente uma nova vida. Ele os recebida como estavam, mas não os deixava como estavam. Ele propunha a eles a chance de começar de novo. Ele lhes falava da necessidade de arrependimento, de conversão e de mudança de vida.

Que Jesus em nós e através de nós continue atraindo homens e mulheres para a salvação, para uma nova e abençoada vida com Deus.

Rev. José Roberto Silveira

Teoria e prática

“Tornai-vos, pois, praticantes da palavra

e não somente ouvintes”. Tiago 1.22

Amados, neste domingo (16/3) teremos o início do ano letivo regular de nossa Escola Bíblica Dominical em 2014; e cordialmente convoco a todos os irmãos para orar por esse ministério que tem como alvo buscar o nosso crescimento espiritual e fortalecer a nossa capacidade de testemunhar na prática o que aprendemos na teoria acerca dos ensinamentos bíblicos.

O versículo acima nos alerta que devemos nos tornar praticantes da Palavra de Deus; o tempo que temos na Escola Bíblica Dominical serve para avaliarmos assuntos que conhecemos e discutirmos as nossas experiências: praticamos o que defendemos? É fácil ou encontramos dificuldades?

Essa “discussão” deverá ocorrer em todas as salas de aula, independente da idade, pois precisamos, desde a tenra idade, inculcar os ensinamentos da Palavra de Deus.

Esses ensinamentos nos dão as diretrizes teóricas de como devemos agir, porém nem sempre agimos como devemos agir. Cristo nos exorta a sermos coerente, mas Ele sabe das nossas dificuldades em colocar plenamente em prática os seus ensinos, pois somos discípulos (aprendizes, alunos).

Creio, firmemente, que a EBD pode oferecer o espaço para continuar nosso aprendizado e propiciar a troca de experiências cotidianas.

Deixo registrada a minha gratidão às irmãs e aos irmãos que se colocaram, voluntariamente, à disposição da EBD para atuarem como professores ou auxiliares. Deus há de recompensar a todos.

Agradeço também aos que responderam a enquete proposta no domingo passado, pois as respostas serão levadas em consideração para o desenvolvimento da EBD.

Finalmente, convido a todos os irmãos que participem de nossa Escola. Que Deus nos abençoe!

Orlando Silva França Junior –  Superintendente da Escola Bíblica Dominical

Mulher: sexo frágil?

“Muitas mulheres estavam ali, observando de longe. Elas haviam seguido Jesus desde a Galiléia, para o servir.” (Mateus, 27:55)

Sempre me impressiona a capacidade que as mulheres têm de negar-se a si mesmas e de servir a seus semelhantes. Vejo isso em mães, irmãs, professoras, líderes de departamentos de igrejas, esposas etc., enfim, mulheres que se dedicam ao bem-estar daqueles que lhes estão ao alcance. Pessoas que, em matéria de servir, longe de merecerem ser classificadas como sexo “frágil”, apesar da fragilidade física que possam apresentar, podem ser descritas como verdadeiras guerreiras.

O texto bíblico acima, que faz parte dos relatos da crucificação de Jesus, chama nossa atenção para pontos importantes a respeito da atuação dessas heroínas. Ele destaca que havia muitas mulheres acompanhando Jesus naquele momento trágico. Algumas, inclusive, se achegaram tão perto da cruz que ouviram suas últimas palavras (João 19:25-27).

Mostra ainda que elas não estavam ali por acaso, mas vinham acompanhando o Mestre desde a Galileia, numa viagem difícil e perigosa. E mais, para mim o ponto principal, elas não foram a Jerusalém a passeio ou turismo religioso, para, quem sabe, apreciar as belezas da Cidade Santa. Não, elas estavam lá para servir Jesus em suas necessidades, o que faziam de muitas maneiras, assim como já haviam feito em outras viagens dele, conforme nos relata o evangelista Lucas (8:1-3).

Elas estavam dispostas a servi-lo até mesmo após a sua morte, pois arrumaram forças, não sabemos como, para acompanhar o sepultamento e, ainda, preparar especiarias para ungir o corpo sem vida do Salvador (Lucas 23:55-56).

Com certeza, a força do sexo nada frágil se evidencia em mulheres como estas que dedicam suas vidas no serviço a Jesus e ao próximo.

Olhemos para elas com gratidão e aprendamos as lições que nos ensinam por meio de suas ações.

Acima de tudo, lembremo-nos de que o amor a Jesus e ao próximo demonstrado por elas é um bom exemplo que todos devemos seguir.

No amor a Jesus está a base para a superação de qualquer suposta fragilidade”.

Texto extraído do Devocional “Pão Diário”em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

Somos nossas ações e nossas atitudes

É comum ouvir daqueles que procuram definir-se certas expressões iniciais como: “Eu sou um ser humano …“ ou “Eu sou alguém …”, “Eu sou pura emoção…” ou, ainda, “Eu sou uma pessoa …” e por aí vai.

Na realidade, há grande diferença entre se ser um ser humano, ser alguém, ser um sentimento ou ser uma pessoa.

Somos todos criaturas de Deus e nascemos como seres humanos. Enquanto seres humanos, somos dotados de raciocínio, de sentimentos e de sensações. Podemos possuir sentimentos, mas não podemos ser um sentimento, pois a criação de Deus é muito mais que um sentimento.

Então, podemos pensar na diferença que há entre se ser um ser humano e se ser uma pessoa.  Sabemos que a palavra pessoa nos veio do latim “persona” que significava máscara, figura, papel representado. Daí, podemos pensar que pessoa é quem se preocupa  com o outro. Indo além, somos pessoas quando agimos, interagimos, vivemos e convivemos em sociedade, respeitando valores morais, éticos.

Estamos fartos de assistir a verdadeiras barbáries causadas por seres humanos que não podem ser considerados Pessoas. Seres humanos que vivem pensando em levar vantagem, que passam por cima de qualquer coisa para conseguirem o que desejam. Seres humanos que só se preocupam com o outro com o intuito de fazer críticas destrutivas. Seres humanos que  se acham acima do bem e do mal, que não conseguem enxergar no outro uma vida diferente da dele próprio.

Jesus sim nasceu como pessoa e,  como pessoa, viveu uma vida de doação, de amor ao próximo. Pregou a harmonia, a obediência ao Pai, a tolerância, a humildade. Jesus foi, é, e sempre será o maior doador universal. O derramamento do sangue dele nos dá a oportunidade de sermos pessoas.

Busquemos a vida de Jesus como o maior exemplo de Pessoa e sigamos pedindo a Deus Pai e no nome de Jesus que acalme nossas emoções, nossos anseios; que desacelere a nossa mente, para que possamos visualizar melhor os caminhos a seguir, que permita que  possamos agir de forma responsável e assertiva, e que a nossa fé na providência dele possa bastar para nosso ser entender que quem está no controle de toda situação é ele, o Senhor Deus.

Rosa Maria Cavalcanti Marcos

Movida por amor

Antigamente era comum ver lojas e armazéns com uma tabuleta: Fechado para Balanço. Hoje, com o desenvolvimento da informática, os estoques são mantidos em dia e o movimento financeiro é atualizado automaticamente. Não há mais necessidade de fechar para balanço. Contudo, o fim do ano é propício para uma avaliação. Uma avaliação de ordem pessoal.

Que valor colhemos no decorrer deste ano em nossa prática cristã? De quanto cultos par­ticipamos? Quantas mensagens despertaram a nossa consciência e tocaram o nosso coração? Aprendemos mais da Escritura Sagrada na Es­cola Dominical? Colocamos em prática o que a Palavra de Deus nos ensinou? A quantas pessoas falamos do amor revelado no Natal e no Calvário? Conduzimos alguém à salvação em Cristo? Nos­so testemunho melhorou? Refletimos em nossas conversas e atitudes os ensinos de Jesus? Temos sido uma bênção no lar e em nosso ambiente de trabalho? Tornamo-nos degraus ao invés de pedras de tropeço?

Talvez esse balanço nos incomode um tanto quanto. É possível que nos sintamos deficitários na fé, na esperança e no amor. É possível que descubramos um superávit de desânimo, de inveja, de amargura e de frustração. Esperávamos mais e alcançamos menos.

Nesta transição de um ano vencido para um novo ano com suas incógnitas, somos desafiados não para ‘chorar o leite derramado’, mas para olhar para Jesus Cristo, cujo Natal acabamos de celebrar, e Nele investir a nossa fé, a nossa esperança, o nosso futuro. Sua Palavra se tornou presença e vida. “Incli­nai os vossos ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá”, convida e promete o Senhor através do profeta Isaías (55.3).

Fim de ano nos faz sentir que um pedaço de nossa vida terrena ficou irrecuperavelmente para trás. Contu­do, essa realidade nos deve impulsionar para a frente na firme convicção de que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (I Co 2.9).

Rev. Eudes Coelho Silva

Soli Deo Gloria

Os membros mais antigos da Igreja Presbiteriana de Moema, tanto quanto os da nossa igreja-mãe, a Igreja Presbiteriana de Vila Mariana, lembram-se dela com carinho e imorredoura saudade. Simples em sua maneira de falar e agir, sempre sorridente, assim  era  Maria Ferreira Nassif.

Movida por amor, casou-se com Azzis Nassif em junho de 1959, por sinal o ano do Centenário da IPB. Viveram em harmonia por quase 50 anos, mas não tiveram filhos.

Cristãos sinceros e ativos, foram recebidos na IPVM em março de 1988 por transferência da Igreja Metodista Livre. O casal logo fez um grande círculo de amizades. Maria se envolveu de imediato com as atividades da Sociedade Auxiliadora Feminina.  Azzis, por sua vez, tornou-se diácono e posteriormente presbítero.

Em 2007, aos 82 anos de idade, Azzis partiu ao encontro do Senhor Jesus, a Quem serviu com muita dedicação e seriedade. Maria foi consolada em sua viuvez pela família da fé que ao longo dos anos aprendeu a admirar aquela irmã fisicamente franzina, mas de espírito forte e inabalável em seu testemunho cristão.

Sabendo que a comunidade presbiteriana em Moema era uma igreja em formação, funcionando num hotel por não ter uma sede própria, Maria Nassif, de livre e espontânea vontade e apenas movida por amor, decidiu doar para a futura igreja o único imóvel que possuia, o apartamento em em que residia na Rua Afonso Celso!

Aos 96 anos de idade, essa mulher de rara beleza d’alma foi transferida para o Lar Celestial no dia 02 de junho de 2012. Mas só agora, após os trâmites legais, a Igreja Presbiteriana em Moema recebeu as chaves do imóvel.

Além de agradecer a Maria Ferreira Nassif por essa doação de amor, rendemos também nosso preito de gratidão às pessoas que colaboraram para que o desejo de nossa irmã fosse concretizado. Destacamos aqui a imprescindível ajuda de nossos irmãos e advogados Marcos Cassoli Dias, Cássio Bellato e Herbert Vaz de Lima.

Soli Deo Glória!

Rev. Eudes Coelho