Igreja Presbiteriana | Editorial
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Editorial

Porque de Deus somos cooperadores!

Que privilégio temos de ser chamados assim! Quando o apóstolo Paulo escreveu à Igreja em Corinto (1 Coríntios 3.9), queria destacar que o fundamento da Igreja foi estabelecido por Cristo e não por mãos humanas. Mas somos chamados a cooperar (= operar com), dando um significado de ação, dinâmica, trabalho em conjunto, liderados por nosso Deus. O versículo continua dizendo que também somos “lavoura de Deus, edifício de Deus”, mostrando que devemos dar frutos e construir uma obra digna do Evangelho.

Nestes seis anos de Igreja organizada, a nossa IPMoema tem procurado agir assim: cooperando com Deus no bairro de Moema, cuja origem etimológica é tupi-guarani e conforme pesquisas têm dois significados históricos: o primeiro é doçura, adoçando; o segundo é mentira, falsidade. Qualquer que seja o significado, nossa missão tem sido demonstrar que doce é o Nome de Jesus; e que a mentira não está entre os valores que Deus nos ensina.

Cooperar com Deus, além de privilégio, é sobretudo uma responsabilidade que Ele nos outorga, haja vista que dEle, recebemos dons e talentos, individualmente. Graças ao Pai, em nossa comunidade, muitos talentos têm sido utilizados, cooperando com a obra cristã. Estive visitando igrejas, dentro e fora do país, nos meses de dezembro e janeiro, e observei que a maioria delas estava estimulando os seus membros à ação, à participação de forma mais intensa e efetiva; desafiando a todos da comunidade para que colocassem a serviço da obra de Deus seus dons e talentos em diversas áreas: ensino, louvor, som, tecnologia, grupos familiares ou pequenos grupos, visitação, grupos de oração, orientação psicológica ou profissional; convocando a usufruir as bênçãos de serem dizimistas, e também despertar vocações para o ministério pastoral.

Penso que a Igreja Presbiteriana de Moema, nesses seis anos, tem procurado trilhar no caminho de trabalhar em prol do Reino de Cristo, sob a ação do Espírito Santo. E por isso Deus tem nos dado o crescimento, conforme 1 Coríntios 3.6: “mas o crescimento veio de Deus”.

É verdade também que passamos por aflições, mas as bênçãos as superam em muito nesse período. Muitos irmãos e irmãs já passaram por Moema e deixaram suas contribuições de diversas maneiras. Outras, certamente, virão trazendo colaboração.

Ainda somos uma igreja muito jovem, mas já temos visto a mão de Deus operando em nós! É muito abençoador ver as crianças crescendo na igreja, aprendendo e praticando os ensinos de Jesus, amando a Deus e a família. Bênção igual é ver adolescentes e jovens participando dos trabalhos. Também agradecemos a Deus pelos cultos que participamos para adorar a Deus, aprender com as instruções dos nossos Pastores José Roberto Silveira, Eudes Coelho, bem como outros irmãos e irmãs (pastores, presbíteros, seminaristas, professores e professoras) convidados que nos abençoaram nos cultos e nas aulas de Escola Dominical. Quantos visitantes são trazidos pelos irmãos da Igreja ou aqueles que nos localizam pela internet!

Entretanto, temos muito a fazer daqui para a frente. Deus quer que continuemos a crescer. E devemos procurar o crescimento que Deus almeja de cada membro. Pergunte ao Senhor: o que queres que eu faça? E com a cooperação de cada um de nós, sob a orientação do Espírito Santo, a nossa Igreja será abençoada e abençoadora!

Presbítero Orlando França

Construindo a felicidade - Parte 2

Paul Dolan, Ph.D., professor da London School of Economics, autor do livro “Felicidade Construída”, cita  três palavras básicas para construir a felicidade: amar, fazer e esperar. Estas três palavras, também, são importantíssimas para nós, cristãos, alcançarmos a felicidade.

Vejamos! Quem nos ensinou a amar? I João 4:19 diz que “nós amamos porque ELE nos amou primeiro”. Foi Deus quem nos ensinou a amar. Como? Praticando o ato de nos amar incondicionalmente na cruz! O amor humano é extremamente egoísta e visa ao próprio bem. O amor de Jesus focou o nosso bem. O amor partiu DELE; e a prática deste grande amor foi ELE quem nos ensinou. A felicidade que o amor humano alcança é temporária. O amor de Deus é perfeito e eterno.

O ato de fazer, humanamente falando, também é voltado para o próprio EU. Nós procuramos fazer aquilo que gostamos! A espera humana é fatigante porque não encontra uma base sólida, e se fortalece num EU decaído, humano.

Para construirmos a felicidade em nosso lar, precisamos amar com o amor de Cristo, um amor incondicional, um amor sem melindres, um amor de quem conta com a força do Deus Espírito Santo!

Também precisamos fazer a vontade do PAI, obedecê-LO, atentar para seus mandamentos e não para o nosso EU. No Livro do Deuteronômio 28, são citadas “bênçãos decorrentes da obediência”. Lendo-as não encontraremos algo que possa nos sugerir a infelicidade! O texto nos diz que seremos BENDITOS ou FELIZES, se ouvirmos a voz do SENHOR, nosso DEUS, e guardarmos seus mandamentos. Obediência! Então, se fizermos o que ELE nos pede, certamente se cumprirá Sua Palavra, porque “DEUS não é homem para que minta”, diz Números 23:19.

Isto significa que podemos esperar em suas promessas! Pois não se trata de uma promessa humana, ou que dependa de algo que EU tenha de fazer! Nosso “fazer” será apenas obedecê-LO! Retribuir o SEU amor! Nossa Felicidade estará sendo construída sobre o AMOR  palpável e sólido de Deus.

Certamente, enquanto estamos esperando, muitas vezes passamos por tribulações. Isto nos tira a felicidade?  Não! Temos a esperança que nos está proposta em Jesus, nosso Salvador. Ele não só nos prometeu, mas deu o primeiro passo para que alcançássemos a maravilhosa esperança da vida eterna! As palavras de Jesus em Marcos 10:29 a 31 são promessas de que ainda aqui na terra, no presente, receberemos socorro constante e no mundo porvir, a vida eterna!

Percebemos que a felicidade construída de Paul Dolan é frágil, pois depende exclusivamente da nossa força; ao passo que a felicidade que Deus, nosso Criador, coloca à nossa disposição depende tão somente de acreditarmos e obedecermos sua Palavra. Nossa felicidade pode ser construída, mas com muito pouco esforço nosso! Glórias ao nosso Deus!

Com o amor com que Cristo Jesus nos amou, e obedecendo sua Palavra, podemos fazer grandes coisas! E mostrar aos nossos queridos que nossa espera não é fictícia, mas envolve a fé! Hebreus 11 nos diz que “fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem”. A vida eterna existe e podemos começar a vivê-la agora!

Júnia Oliveira Machado

(Texto preparado para o 1º encontro do Mulheres que Oram, 2017).

Construindo a felicidade - Parte I

Queridos irmãos, vamos começar o ano de 2017 falando sobre a felicidade? Não seria bom construirmos a  felicidade em nossa família?

Paul Dolan, Ph.D., professor da London School of Economics, autor do livro, “Felicidade Construída”, aponta  uma nova maneira de olharmos para  a  felicidade. Ele diz que é possível criar a felicidade! E que vários estímulos, como dinheiro, casamento, sexo, peso ou  tamanho de nossa  casa, nem sempre são os responsáveis para que a alcancemos. Diz que um dos grandes obstáculos para sermos felizes é “passar tempo demais preocupados no que nos faria felizes”.

Será que esse comportamento, também, não é um obstáculo para nós, filhos de Deus, que desejamos a felicidade? Pensar demasiadamente naquilo que pode nos fazer felizes seria ocupar nossa mente com aquilo que o nosso EU deseja! E, assim, não prestamos atenção nas coisas espirituais, nas promessas de Cristo, coisas que não vemos!(IICo 4:18)

Nosso EU não pode dominar nosso comportamento, pois estaríamos vivendo debaixo da vontade da carne. Mas se o Espírito Santo, que em nós habita, dominar-nos, passaremos a desejar a vontade de Deus e não a nossa. Ao invés de gastarmos tempo satisfazendo nossos desejos, que até poderiam nos tornar mais felizes, ou não, devemos buscar “as coisas do alto onde Cristo vive”, como lemos em Colossenses 3:1. Afinal, buscamos, desejamos a felicidade passageira ou a eterna, aquela  que Deus nos propõe?

Quando nos preocupamos demais com determinada coisa, mesmo que esta possa nos levar a alcançar a felicidade, estamos agindo em desacordo com a Palavra. Nossa atenção, o primeiro lugar de nossa vida, deve ser para o reino de Deus. Mateus 6:33 nos diz: ”Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas  vos serão acrescentadas” ! Inclusive a felicidade!

Temos certeza de que Deus nos quer felizes quando olhamos para o sacrifício de Jesus na cruz. Quanta doação para nos fazer felizes e nos livrar eternamente das amarras do inimigo!

Júnia Oliveira Machado

(Texto preparado para o 1º encontro do Mulheres que Oram, 2017).

Continue caminhando!

A vida é como uma cadeia de montanhas e vales. Às vezes, estamos no pico da montanha; outras vezes, encontramo-nos no mais profundo abismo. Há momentos em que o caminho está iluminado e, em seguida, tudo parece escuridão.

Jairo passava por aquelas ocasiões em que tudo parece tristeza. Foi ao encontro de Jesus e disse: “A minha filha está morrendo!” (Marcos 5:23). Ele estava vendo a filha morrer, mas não podia fazer nada. Aquele era um trecho da sua vida pelo qual ele não queria passar.

Desesperado, insiste com Jesus: “Venha comigo e ponha as mãos sobre ela para que sare e viva!” (Marcos 5:23). Este era um momento de esperança para o pai. Ele sabia que ainda não era o fim. Acreditava que ainda havia muita estrada pela frente. Sabia que só Jesus poderia ajudá-lo naquela situação.

Para Jairo, a esperança foi mais forte do que o desespero. É possível que você esteja passando por um trecho difícil na sua vida. Talvez, você esteja tateando pelo caminho. Se este for o seu caso, olhe para o exemplo de Jairo: ele caminhou cheio de esperança ao encontro de Jesus.

Em certas ocasiões da vida, aprendemos que Deus não prometeu céu sempre azul. Não prometeu caminhos sempre floridos. Mas prometeu força para cada dia; luz para o caminho.

Se caminharmos sem Jesus, somos como um peixe fora da água. Somos como um pássaro sem asas. Se caminharmos com Jesus, saciamos a sede espiritual; encontramos forças para prosseguir na caminhada; aprendemos que o importante é continuar andando. As forças para tal tarefa Deus vai nos dar.

Oração:

Senhor, perdoa-me quando não caminho contigo. Fica do meu lado na tristeza e na alegria. Ensina-me que, longe de ti, não me realizo como pessoa e que, junto de ti, minha alma encontra descanso e meu corpo encontra forças. Em nome de Jesus. Amém!

 

Extraído de Castelo Forte – Meditações Diárias

 

O Senhor ouve e responde

Imploro de todo o coração a tua graça; compadece-te de mim, segundo a tua palavra

(Salmo 119:58)

 

Posso implorar, suplicar, solicitar a graça. Quantos já fizeram isto e foram prontamente atendidos.

Jesus encontrava-se em Caná, quando veio de Cafarnaum um oficial do rei cujo filho estava doente. Seu pedido a Jesus foi: “Senhor, venha depressa, antes que o meu filho morra”! (João 4:49 – NTLH). A resposta de Jesus ao pai aflito foi: “Volte para casa! O seu filho vai viver”! (João 4:50 – NTLH). Aquele pai creu na palavra de Cristo, partiu, e ao chegar em casa encontrou o seu filho vivo e curado.

É confortador sabermos que quando imploramos pela graça somos amorosamente atendidos. Por que não solicitamos a graça? Deus não a nega: “O Senhor dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente (Salmo 84:11).

Deus jamais negará o pão a seus filhos: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” (Mateus 7:11)

Todo aquele que vai a Deus e lhe suplica uma bênção não deixará de ser atendido. O coração de Deus é magnânimo, sensível, ele não permite que aqueles que o buscam voltem de mãos vazias.

A graça pode ser implorada, foi isto o que fez o salmista: “imploro de todo o coração a tua graça”.

A graça é Deus nos dando tudo sem que mereçamos. Logo, vamos implorar, suplicar e, certamente, seremos atendidos. “Busquei o Senhor, e ele respondeu; livrou-me de todos os meus temores. Este pobre homem clamou, e o Senhor o ouviu; e o libertou de todas a suas tribulações”. Salmo 34:4,6 – NVI

Oração:

Querido Deus, obrigado porque Tu não apenas ouves as minhas orações, mas vês as minhas necessidades e responde aos clamores do meu coração.

Imploro, em nome de Jesus, com todo o meu ser, compadece-te de mim e enche-me da tua graça.

Amo-te, ó Pai, Filho e Espírito Santo! Amém.

Rev. Messias Anacleto Rosa

Check-up

Todos deveriam passar pelo menos uma vez por ano por um check-up, uma bateria de exames para saber como vai a saúde. As empresas fecham uma vez por ano para balanço, e creio que na vida espiritual não deveria ser diferente.

Precisamos de constante autoexame espiritual, ou seja, analisar nossa vida à luz da Palavra de Deus.

O ser humano é perito em examinar a vida alheia, gosta de investigar a vida do outro, reparando nos erros e nos defeitos do próximo. Alguns sabem tudo do seu próximo e não têm tempo para arrumar a própria vida. Vejamos o que a Bíblia diz sobre o assunto. Em 2 Coríntios 13:5 está registrado: “Examinem-se para ver se vocês estão na fé; provem-se a si mesmos”.

Entendo à luz do texto bíblico que a tarefa individual é fazer um check-up da sua vida com Deus, do seu relacionamento com Ele. O rei Davi traz no Salmo 51 fortes declarações sobre sua vida, mostrando que fizera um autoexame e que estava disposto a mudar. Ao descobrir como estava, ele mostra arrependimento e volta para Deus. No verso 4 ele reconhece que havia pecado contra Deus e feito mal perante o Senhor, a ponto de no verso 7 clamar pela purificação: “Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e mais branco que a neve serei”.

Davi sabia que o pecado traz tristeza, e esta era a sua condição. No verso 12 ele clama a Deus para recuperar a alegria da salvação. Após examinar a si mesmo, o rei Davi mudou de atitude, revelando ser homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13:14).

Desafio a todos nós a realizarmos um check-up espiritual e a colocarmos em ordem a nossa vida com Deus. Não fiquemos examinando os outros, mas examinemos a nós mesmos. Deixo 3 conselhos:

1º – Manter uma vida de oração diária;

2º – Estudar constantemente a Palavra de Deus;

3º – Viver o dia a dia de modo a apresentar Cristo aos outros.

Que o nosso Deus renove a nossa força para tanto.

(Extraído do Pão Diário: o livro das leituras devocionais diárias, nº 15, São Paulo, Rádio Transmundial)

Se o Senhor quiser

Estamos em 2017! Muitas pessoas já definiram seus alvos, metas e objetivos para o novo ano. Outros ainda estão a fazê-lo. É bom começar de novo, de outro jeito, de novas formas, com inéditos vigores e renovadas intenções.

A Bíblia não é contra fazermos planos para o futuro (Provérbios 16:1). Porém, ela nos orienta e nos instrui quanto a princípios e verdades que devemos ter em mente e no coração ao estabelecermos o que desejamos e pretendemos realizar no ano que ora começa. Tiago nos lembra alguns desses princípios (Tg 4:13-17).

 1) Humildade na hora de planejar (vrs 13 e 16)

“Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos e teremos lucros”. “Agora, entretanto, vos jactais das vossas arrogantes pretensões…”

2) Não controlamos o futuro (vr 14 a)

“Vós não sabeis o que sucederá amanhã…”

3) Considerarmos a brevidade e fragilidade da vida (vr 14 b)

“Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa”.

4) Incluirmos Deus em todos os nossos planos e projetos de vida (vr. 15).

“Em vez disso, devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo”.

“Se o Senhor quiser”! É claro que Tiago não está incentivando a repetida verbalização dessa expressão, a qual pode ser facilmente banalizada e perder todo o seu significado.

Se o Senhor quiser” significa submeter todos os nossos planos e projetos à soberana vontade de Deus.

“Se o Senhor quiser” significa admitir que Deus é o Senhor de todas as coisas, que tudo está debaixo de seu domínio, que nada lhe foge ao controle.

Se o Senhor quiser” significa confiar que o nosso presente e o nosso futuro estão nas mãos de Deus. Por isso, não devemos ser dominados por medo, insegurança ou ansiedade quanto ao amanhã, pois Ele é a forte âncora no meio dos sofrimentos e incertezas da vida.

Se o Senhor quiser” significa depender totalmente de Deus, o nosso desejo verdadeiro, a nossa disposição autêntica para que se cumpra o Seu querer em nossas vidas.

Rev. José Roberto Silveira

 

Semeadura e colheita

Estamos iniciando mais um ano. É tempo de novos sonhos e desafios. É tempo de investimento e semeadura. A vida é feita de escolhas e decisões. Se fizermos escolhas erradas e tomarmos a direção errada distanciar-nos-emos do alvo de Deus para nossa vida. Se fizermos uma semeadura errada, no campo errado, faremos também uma colheita errada. A lei da semeadura e da colheita é universal. Colhemos o que semeamos, e colhemos mais do que plantamos. Destacaremos alguns princípios para a nossa reflexão:

 

1. A semeadura exige um tempo de preparação. Antes de semear um campo, o agricultor prepara o terreno. Lançar a preciosa semente sem primeiro arar a terra é trabalhar para o desastre. Na parábola de Jesus, o semeador lançou a semente à beira do caminho, no chão batido e sem umidade. A semente não penetrou na terra e por isso, as aves dos céus vieram e comeram-na. Lançou também a semente no terreno pedregoso e a semente até nasceu, mas por falta de umidade, mais tarde secou. De igual forma, semeou no meio dos espinheiros e a semente ao nascer foi sufocada, e mirrada, não produziu frutos. Apenas a semente que caiu na boa terra frutificou a trinta, a sessenta e a cem por um. Nós somos os semeadores e também o campo onde a semente é lançada. Precisamos preparar nosso coração para receber essa divina semente.

 

2. A semeadura exige esforço e sacrifício. O salmista diz que quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes. Muitas vezes devemos umedecer o solo duro com as nossas próprias lágrimas. Para semear precisamos sair e nos desinstalar do nosso comodismo. Às vezes, nessa semeadura nós encontramos toda sorte de resistência. Na parábola do semeador a semente foi atacada pelos seres espirituais, racionais e irracionais. O diabo, os homens, as aves, os espinhos e as pedras conspiraram contra a semente. O diabo rouba, os homens pisam, as aves arrebatam, os espinhos picam e as pedras ferem a semente. É por isso, que a semeadura, muitas vezes, arranca lágrimas dos nossos olhos. Mas, o semeador não desiste por causa do sacrifício da semeadura, ele sai andando e chorando enquanto semeia pela certeza de que a colheita é certa, abundante e feliz.

 

3. A semeadura determina a colheita. Nós colhemos o que semeamos. Aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Quem semeia amizade, colhe afeto. Quem semeia amor, colhe simpatia. Quem semeia bondade, colhe misericórdia. Quem semeia no Espírito, do Espírito colhe vida eterna; mas quem semeia na carne, da carne colhe corrupção. Não podemos colher figos de espinheiros. A colheita não é apenas da mesma natureza da semeadura, mas também mais numerosa que a semeadura. Quem muito semeia, com abundância ceifará. Quem semeia ventos colhe tempestade. A semeadura é apenas um vento, mas a colheita é uma tempestade. Nossas palavras e ações são sementes que se multiplicam para o bem ou para o mal. Precisamos ser criteriosos na escolha das sementes. Estamos entrando pelos portais de mais um ano. Que tipo de semente nós vamos semear, em nossa vida, em nossa família e em nossa igreja? Que tipo de semeadura nós teremos em nossos estudos, em nossos relacionamentos e em nosso trabalho? Como será nossa semeadura em nossa vida espiritual? Que Deus nos ajude a semearmos com alegria e com abundância no campo certo, usando as sementes certas, para colhermos os frutos certos. Nós somos a lavoura de Deus e ele espera de nós muitos frutos, pois é assim que ele é glorificado!

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

A boa notícia do Natal

Que boa notícia você gostaria de ver estampada nas primeiras páginas dos jornais? “Não existe mais corrupção em Brasília”! “Os índices de criminalidade despencaram!” “O Brasil está muito próximo de acabar com a miséria”! Sonhamos com essas e outras boas notícias, não é verdade? Por isso, para um mundo que anda tão carente delas, precisamos urgentemente anunciar a boa e grande notícia do natal: “Não temais; eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”! (Lucas 2:10)

Proclamada pelo anjo do Senhor há dois mil anos, o anúncio do nascimento de Jesus é a melhor e a maior notícia de todos os tempos. É uma notícia maravilhosa, que vem do coração de Deus para o coração de cada ser humano que se abre para recebê-la e que se deixa transformar por ela. Por que o Natal é uma excelente notícia?

Em primeiro lugar, porque ela nos ajuda a enfrentar nossos medos e inseguranças. O anjo disse: “Não temais”! Outro efeito produzido em nós pela boa notícia do Natal é a alegria que invade o nosso coração e enche a nossa vida do verdadeiro contentamento, pois trata-se de uma “boa nova de grande alegria”.

O Natal é também uma extraordinária notícia por causa do seu alcance: “É para todo o povo”! É uma mensagem universal, que não faz distinção de nacionalidade, cor, idade, posição social, sexo ou educação.

Na sua essência, o Natal é a melhor das notícias devido à identidade daquele cujo nascimento é anunciado: Jesus é o Salvador, pois Ele é o único que pode nos salvar e nos libertar dos nossos pecados e da condenação eterna. Ele também é o Cristo, o Messias prometido e ansiosamente esperado. Mas, sobretudo, Jesus é apresentado como o Senhor, como aquele que tem todo o poder, que é soberano, o próprio Deus, diante de quem todo joelho haverá de se dobrar.

Finalmente, o Natal é a mais excelente notícia por conta da sua atualidade. Ela nunca perde a validade nem a sua relevância. Ela é, conforme o anúncio angelical, para “hoje”, para o tempo presente, para o aqui e agora, para esta realidade complicada e difícil que nos cerca.

Mas, e para você que lê este texto? O Natal é, de fato, a grande notícia que você necessita ouvir? Ela faz sentido para você? A verdade é que diante dela ninguém pode ficar indiferente. Todos devem fazer sua escolha. Você já fez a sua? Você já recebeu o Senhor Jesus como  seu único e suficiente Salvador? Você já submeteu a sua vida ao Senhorio de Jesus?

Rev. José Roberto Silveira

O Natal do coração

Não dá para negar, existem dois natais. O Natal da vitrine, dos reais gastos, dos presentes e das comidas e o do coração, da fé, do presépio, dos anjos e dos pastores, de Maria, de José e do Menino Jesus, anunciado e contado pela Bíblia.

Eles são excludentes ou podem estar juntos? Quem não gosta de ganhar um presente, de comer um doce? Nada mais gratificante do que uma celebração em família! Creio que todos nós gostamos disso. Mas, o que nos preocupa é que o Natal do coração está perdendo espaço para o outro. Isto é triste e desafiador, mexe com a nossa responsabilidade cristã.

O Natal do coração, que é o verdadeiro, não pode ser sufocado, silenciado pelo barulho do outro. Até onde isto nos preocupa? Quando planejamos a comemoração do nosso Natal, levamos em conta esta situação ou já damos tudo por perdido? Quem sabe, topamos o desafio de comemorar o nosso Natal, o do coração, o mais próximo do original, preservando-o do Natal do consumo!

Nada se compara ao Natal do coração. É ele que leva a pessoa a sentir e a ver que Deus amou a humanidade de maneira sem precedentes. O Natal do coração é alegria, mas também seriedade.

Leva para cada pessoa a boa notícia de que Deus, em Cristo, a livrou da sentença de condenação eterna por causa do pecado. Isto é maravilhoso.

Como pais, como líderes, como cristãos, cabe-nos zelar para que o Natal do coração não seja engolido pelo outro Natal. Esta é a nossa responsabilidade. Cuidemos para que o Natal comemorado em nossas famílias seja o Natal do coração!

Oração: Deus eterno, protege-nos das influências do Natal do mundo. Ajuda-nos para que o nosso Natal seja sempre o do coração. Em nome do Menino de Belém. Amém!

Extraído do Livro Meditações Diárias Castelo Forte

Dia da Bíblia

Tradicionalmente, o segundo domingo de dezembro é o “Dia da Bíblia”.

“Dia da Bíblia”? Para o cristão, ela é o livro de cada dia, de cada instante. Sua leitura sistemática oferece o conhecimento de Deus e consolida a fé dos que a leem.

Ela é essencial à natureza humana porque revela nossa fraqueza e indica o caminho e os meios de tornar mais rica a vida espiritual.

O salmista confessa: “Guardo no coração as tuas palavras para não pecar contra ti” (Salmo 119:11). Bom lugar: no coração. Boa coisa: as tuas palavras. Bom propósito: para não pecar contra Ti. Esse exercício espiritual enriquece a vida do crente, cidadão dos céus neste mundo de enganos.

A leitura da Bíblia oferece dois propósitos: conhecer a vontade de Deus (nos acontecimentos e nos exemplos) e obter forças para viver de acordo com os desígnios divinos.

Fala-se muito na influência da Bíblia na literatura, na vida da Igreja, na vida de certos países. Mais importante, porém, é saber qual a influência do santo livro na vida do meu irmão, na minha vida espiritual.

“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos”, diz o Salmo 1119:10. Essa é a sua experiência pessoal? Você lê a Bíblia diariamente? Por que não? Você acompanha a leitura bíblica nos cultos? Quantas vezes já leu a Bíblia toda? Por que não o fez até agora?

Esta comemoração de hoje, singela, do Dia da Bíblia, pode levar você a assumir alguns compromissos com Deus:

  1. a) Não viverei um só dia sem a leitura da Bíblia.
  2. b) Lendo 3 capítulos por dia e 5 a cada domingo, poderei lê-la inteira num ano.
  3. c) Não terei receio de perguntar aos mais experientes o significado das passagens chamadas de difíceis.
  4. d) Vou orar antes e depois de cada leitura, para que Deus “desvende aos meus olhos as maravilhas da lei” (Salmo 119:18).
  5. e) Vou confrontar o que ouço com a fonte de toda a verdade, como os de Beréia, que “receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim” (Atos 17:11).

Hoje, aqui e agora, você pode iniciar esplendorosa caminhada tendo a Bíblia como o seu Manual de Viagem.

Presbítero Jurandy Mendes (in memoriam)

Por que Deus tanto amou?

Como o tempo voa! Chegamos novamente àquele momento do ano em que estamos ansiosos por celebrar as tradições do Natal – ceias, compras, festas, decoração, admirar as luzes em vitrines de lojas e casas e, quem sabe, até fazer uma viagem em família.

E alguém poderia esquecer a tradição mais valorizada da época – a troca de presentes? Ela traz à memória a correria dos últimos preparativos e das compras até no último minuto, a indecisão sobre que presente dar aos pais, familiares etc. e a impaciência no desembrulhar o pacote recebido.

Contudo, por vezes, todo o brilho do Natal pode nos provocar um certo vazio interior. Todas as festividades e compras podem nos deixar mais cansados do que satisfeitos. Quando toda essa celebração passa e os presentes já foram abertos, podemos questionar: “O Natal é apenas isso ou há algo mais”?

Dentro dessa experiência, você já se perguntou: “Há algo melhor para mim neste Natal?” Não seria maravilhoso se cada um de nós pudéssemos receber um presente que nos deixasse completamente satisfeitos? De fato, é o que realmente desejamos na vida. Algo que pudesse satisfazer nossas necessidades e resolver nossos problemas, que trouxesse o verdadeiro conforto e alegria à medida que enfrentássemos as lutas da vida. Certamente, esse seria o maior e melhor presente de Natal de todos.

A boa notícia é que esse presente realmente existe. Foi elaborado para você e concedido por alguém que sabe exatamente quem você é e o que enfrenta no dia a dia. Esse presente tem o seu nome, e sempre esteve à sua espera para ser aberto. Quer saber que presente é esse?

Um dos versículos mais conhecidos da Bíblia é a resposta para a pergunta acima: Porque Deus tanto amou ao mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16 NVI).

Neste Natal, lembre-se de que Deus ama a cada uma de Suas criaturas, incluindo você, e o ama tanto que lhe oferece o melhor presente possível, seu Filho Jesus Cristo!

Extraído e adaptado do Devocional Pão Diário

Ansiedade e gratidão

  “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com acões de graças.” Filipenses 4:6

A ansiedade nada mais é do que sofrer por antecipação; é uma reação inadequada diante de algumas situações que criamos voluntária ou involuntariamente, e qualquer pessoa que ame ao Senhor pode lidar com ela.

Nos últimos anos, depois de vários problemas de saúde, familiares e financeiros, tenho procurado enfrentar a ansiedade e, posso dizer, aprendido muito com ela.

Não devemos nos deixar dominar pelas preocupações ou, como diz o apóstolo Paulo, por “coisa alguma” (Filipenses 4.6), pois nada será capaz de nos abalar, se entregarmos nossa vida a Jesus. É fundamental lembrarmos que Deus cuida de nós e nos valoriza muito (Mateus 6.26-34).

As preocupações desviam os pensamentos da nossa vida presente e sabemos que pouco podemos influir no amanhã, que a Deus pertence.

Reclamar não é parte da solução, pois, se estamos passando por provações devemos encará-las como uma oportunidade que o nosso Pai amado está nos dando para o nosso crescimento espiritual.

Não existe a promessa de que viver aqui na terra será fácil, mas sim a afirmação de que o peso nunca irá além das nossas forças (1 Coríntios 10-13).

Devemos confiar na graça e na providência divinas e desenvolver uma atitude de gratidão, em humilde reconhecimento de que das mãos de Deus recebemos toda dádiva perfeita, mesmo se ela vier embalada com o papel do sofrimento.

Somente a gratidão é capaz de nos proteger da ansiedade e nos dar a paz que “excede todo o entendimento” (Filipenses 4.7).

João Eduardo Dohmen Neto, membro da IP Moema.

Agradeça!

A propósito do Dia Nacional de Ação de Graças, que será celebrado na próxima quinta-feira, dia 24/11, este texto não poderia ter outro tema que não o da GRATIDÃO.

Todas as pessoas, indistintamente, deveriam ser pessoas agradecidas. Entretanto, como bem alertou o apóstolo Paulo, “nos últimos dias sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão…ingratos…” (2 Timóteo 3:1-2). Será cada vez mais raro encontrar pessoas  que praticam a virtude da gratidão.

Como cristãos, porém, não temos desculpas. Temos inúmeros motivos e razões para sermos continuamente gratos a Deus.Temos sido ricamente abençoados pelo Pai, sendo que a maior de todas as bênçãos é a salvação que nos foi dada gratuitamente na pessoa bendita de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Por isso, somos encorajados a  “em tudo dar graças” (1 Tessalonicenses 5:18), e  a “sermos agradecidos” (Colossences 3:15).  Ser agradecido é reconhecer os benefícios recebidos. Em outras palavras, a nossa resposta às dádivas recebidas é a gratidão!

A pessoa que tem um coração agradecido aprecia a gratuidade de tudo na vida. Não considera nada como um direito que lhe é devido. A minha própria existência é um dom. Eu não criei a mim próprio. Eu nunca poderia ter ganhado, merecido ou conquistado a minha existência humana. Tudo o que eu tenho é um dom.

Quando aprendemos a ver tudo na vida como um dom gratuito, deixamos de andar com o rosto carrancudo de quem vê a vida como uma escravidão, como uma luta enfadonha, com problemas infindáveis uns atrás dos outros. Em vez de nos queixarmos constantemente, cheios de pessimismo e sem nunca nos satisfazermos com nada, sentimo-nos felizes, contentes e gratos por aquilo que temos. Em vez de sermos cínicos, vendo apenas o lado negativo das pessoas e dos acontecimentos, aprendemos a apreciar o que as outras pessoas têm de bom.

Encerro esta breve reflexão, citando dois mestres da espiritualidade cristã:

“Se a única oração que eu fizesse fosse Obrigado…isso seria suficiente.” (Mestre Eckhart)

“Ser santo é ter por combustível a gratidão, nem mais, nem menos.” (Ronald Rolheiser)

Rev. José Roberto Silveira

Percepção versus Realidade

Na introdução do livro DNA Paulistano, publicado em 2008 pelo Instituto DataFolha e Folha de São Paulo, o editor de Cotidiano, Rogério Gentile, apresentou algumas informações do conteúdo da pesquisa de opinião que o livro contém. A pesquisa abrangeu os 96 distritos da cidade, na busca por conhecer o que pensa o paulistano sobre sua São Paulo. Mas, o que me saltou aos olhos e compartilho é a frase do sociólogo Sérgio Adorno citada por Rogério: “Parece não haver causalidade direta entre os fatos e as percepções sociais”. A citação fundamenta-se nas surpresas que a pesquisa revelou: quem mais reclama de insegurança são paulistanos que moram em regiões com menores índices de violência; quem mais reclama do congestionado trânsito são os que em menor tempo chegam ao trabalho; quem mais reclama do asfalto são os que mais se utilizam de transporte público e meios econômicos como bicicletas.

Talvez venha à sua memória aquele jovem que se apresentou a Jesus com dúvidas sobre como herdar a vida eterna. Segundo os relatos (Mateus 19.16-30), o jovem parecia crer que cumpria todos os mandamentos da herança mosaica. Mas, no aprofundar da conversa com Jesus, demonstrou que não era bem essa a realidade. Quando questionado sobre suas posses, demonstrou que Deus não era o primeiro em sua vida e, deixando Jesus, seguiu seu caminho, pois era dono de muitas riquezas. Ao final desta passagem, o evangelista coloca as seguintes palavras de Jesus: “todos os que tiverem deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por minha causa, receberão cem vezes mais e herdarão a vida eterna”. O jovem não pode ouvir essas palavras, já havia desistido de estar com Jesus.

A nossa percepção pode refletir a realidade. Mas pode, também, estar distante dela. São várias as esferas da vida em que precisamos pensar as nossas percepções e a realidade. Neste editorial, se posso convida-lo a pensar em algo, o convido a pensar sobre a sua igreja. Muitas vezes, somos exigentes quanto ao que queremos da Igreja. Talvez queiramos que a noiva de Cristo esteja ataviada sem as marcas de nossas mãos. Às vezes, nossa percepção orienta-nos a pensar que estamos fazendo nossa parte. Mas, ainda há muito por fazer. Os desafios não param de bater, diariamente, em nossa porta. A realidade chama-nos a andar próximos a ela, com a finalidade de nos proporcionar vida autêntica diante de Deus e das pessoas.

O convite é para que avaliemos a comunhão que temos vivenciado com Deus, em nossa igreja e com nossa cidade, o serviço que realizamos entre os domingos e em nossa obediência aos ensinos de Jesus.

Rev. Marcelo Custódio de Andrade, pastor da Comunidade Jardim Paulista e preletor do 6º Acampamento da Primavera da IP Moema.

Além da vida

Comemorou-se, 4ª feira passada, o dia de Finados. O tema da morte veio à tona. Viver muito ou pouco não importa. O que vale é viver intensamente, saboreando o bem de cada instante e enfrentando com coragem a adversidade de muitos momentos.

Em face da morte, irrevogável, há três alternativas.

Primeira alternativa: “Recuso”! Atitude ingênua e comum. Ninguém aceita o final da vida, da própria vida ou, principalmente, o de pessoas queridas. “Eu não posso morrer”, “ela não pode morrer”. Com isso, a angústia aumenta, a esperança se esvai. Muitos protestam contra o fim inevitável.

Segunda alternativa: “Aceito”! É o fatalismo ou a obediência. Todos morrem, bons e maus, jovens e anciãos. A conformidade com os desígnios de Deus produz alívio. Por que morrem crianças e pessoas inocentes? Por que sobrevivem criminosos ou incuráveis? Só Deus sabe. Humildemente, me coloco aos pés do trono sagrado e digo: “Seja feita aTua vontade”.

Terceira alternativa: “Desejo”! Quando o sofrimento se torna insuportável ao físico ou ao espírito, reconhecemos que a morte não é o fim, mas o início da vida melhor para os que permaneceram firmes na fé e só aguardam a “coroa da vida”.

Finados: muitas flores, muitas missas, não apenas a clássica de “sétimo dia”. Leio em necrológio recente: “missa de 43º ano”. Essas missas alteram a vontade celestial?

Não se trata de conformismo, mas de submissão à Vontade Divina, que apenas vislumbramos.

“Deus o deu, Deus o levou” não é promessa bíblica? Fomos dados ao mundo e dele seremos retirados.

Sabedoria popular: “Viver como se fosse o último dia “.

“Deito-me e pego no sono; acordo porque o Senhor me sustenta” e “em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só Tu me fazes repousar seguro” (Salmos 3:5 e 4:8).

O sempre lembrado Rev. Antonio Elias disse uma vez: “Se eu acordar, Ele estará comigo. Se não acordar, eu estarei com Ele”.

Presbítero Jurandy Teixeira Mendes

(In memoriam)

"Música, um presente de Deus" (Lutero)

Martinho Lutero promoveu grandes mudanças na igreja. Umas delas foi na área da música. Lutero era músico também e para ele a música era “um presente de Deus a ser nutrido e usado pelos homens para seu deleite e edificação, como um meio de dar louvor ao Criador, e como veículo para a proclamação da palavra do Senhor” (Luther IN Schalk, 2001).

O monge alemão introduziu o canto congregacional nos cultos porque acreditava que as pessoas não deveriam apenas estar presentes nas igrejas como ouvintes, mas  também confessar sua fé através de seus lábios; seu arrependimento, seu louvor a Deus através do canto (Schalk, 2001).

Portanto, o canto gregoriano e a música polifônica deram lugar ao canto congregacional, ao coral luterano. Os corais luteranos tinham caráter popular, eram de entonação fácil (com melodia na voz superior) e as frases eram curtas, com cadências marcadas (Vignal, 1997).

Muitas dessas músicas eram originalmente canções populares, cujas letras foram modificadas por Lutero e por seus amigos músicos e poetas. Eles organizaram um novo material para ser usado nos cultos.

A primeira coletânea de corais foi publicada em 1524 por Johann Walter, com prefácio de Lutero. Depois da morte do reformador, outros livros de corais e hinos continuaram a ser publicados. O coral mais famoso que Lutero escreveu foi “Einfeste Burg ist unser Gott” (Castelo Forte é o nosso Deus). A melodia e o texto do coral de Lutero foram usados por Bach na Cantata BWM 80, por Mendelssohn na Sinfonia n. 5, por Meyerbeer em Os huguenotes e por Stravinsky na História do Soldado. Essa prática do canto congregacional continua até hoje e se expandiu pelas igrejas do mundo através de nossos hinos e cânticos.

Que ótima ideia teve Martinho Lutero. Que bela herança para o nosso cantar! Cantar para adorar a Deus; para render louvores ao Seu nome; quando estamos sós; quando estamos com nossos irmãos; quando estamos alegres; quando estamos tristes; quando queremos agradecer; quando estamos ansiosos e desanimados; cantar para evangelizar; cantar orando…

Meu convite é que você cante! Respire! Adore e louve o nosso Deus! Coloque nas mãos d’Ele a sua vida!

 Josani K. Pimenta, regente do Coro Moema

Edificação pela leitura

Ler a Bíblia é essencial para o crescimento e o desenvolvimento da nossa fé e do caráter cristão. É um privilégio contarmos com instruções, consolações e revelações da parte de Deus aos nossos corações.

O conjunto das Escrituras é de uma perfeição tão maravilhosa, que podemos sentir o zelo, o carinho, o amor e o cuidado de Deus com nossas vidas. É como uma grande carta de amor de um Pai a seus filhos.

Através da Bíblia, Ele fala conosco. É a revelação escrita da vontade do nosso Deus, base para nossa fé, referência e alimento para nossas almas.

Mas e quanto a outros livros? Há proveito para nosso crescimento como cristãos? Claro que sim! Podemos e devemos ler outras literaturas, desde que estejam de acordo com nossa referência, a Bíblia e, portanto, contribuam para nosso crescimento na graça e no conhecimento de Deus e da sua vontade.

Temos enorme diversidade de títulos que abordam os temas mais variados, interessantes, inspiradores, complexos e profundos. São excelentes complementos que podem nos auxiliar no entendimento da Palavra e no aprimoramento da fé.

Livros escritos por filhos de Deus são sabedoria cristã compartilhada. E quão prazeroso é mergulhar na sabedoria do nosso Senhor, quanta alegria há no seu conhecimento! E alegria compartilhada é alegria dobrada!

Por isso, convidamos os irmãos a, juntos, aprendermos mais, trocarmos ideias e agregarmos uns aos outros, dando início ao Clube do Livro da nossa igreja! E para começar, um livro que fala sobre o nosso primeiro amor: Jesus – Puro e Simples, de Wayne Cordeiro, Editora Vida.

Que Deus motive e encoraje o coração de todos a partilhar e aproveitar essa deliciosa leitura que, com certeza, será instrumento de muitas bênçãos.

Sabrina Politchuk e Felipe Sampietro, membros da IP Moema.

Descrição divina

Dos inúmeros personagens bíblicos, um dos mais curiosos, ao meu ver, é Jó. Não apenas por sua história, seu sofrimento aparentemente sem motivo e seu grande aprendizado acerca dos decretos de Deus, mas também por um detalhe presente nos primeiros versículos do livro que narra sua história.

Diferentemente de outros personagens, Jó é descrito não em sua aparência física, mas em seu caráter. Essa descrição se repete três vezes nos dois primeiros capítulos (1.1; 1.8; 2.3), o que revela uma ênfase do escritor bíblico sobre o viver exemplar de Jó.

Mas quero chamar sua atenção para o seguinte detalhe: por duas vezes, é o próprio Deus que descreve Jó em pelo menos seis aspectos – “Observaste [1] meu servo Jó? Porque [2] ninguém há na terra semelhante a ele, homem [3] íntegro e [4] reto, [5] temente a Deus e que [6] se desvia do mal” (1.8; 2.3). No segundo capítulo, além dessas seis características, Deus acrescenta que Jó conservava a sua integridade, apesar dos males que lhe sobrevieram.

Tantas vezes somos chamados a testemunhar, descrever para todos que conhecemos os feitos maravilhosos de Deus em nossa vida. Mas e se Deus, por algum motivo, fosse descrever você? Quais palavras ele usaria?

A minha própria resposta a esta pergunta vem acompanhada de dois sentimentos. Um deles é a vergonha, que me chama urgentemente a uma mudança de vida. Mas o outro é a gratidão por Cristo. Ele nos reconciliou e nos apresenta perante Deus como “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl 1.22). Somente através de Cristo, Deus pode olhar para nós e nos descrever: “Este é meu filho, em quem me comprazo”.

Glória a Deus!

Carlos Scherrer, seminarista.

É tempo de aprender e crer!

 Uma criança tem necessidades específicas para cada fase da vida. Se perguntarmos para um pediatra, ele saberá dizer quais os alimentos ideais para cada mês da vida de um bebê; se perguntarmos para uma pedagoga, ela poderá informar sobre como deve ser o processo de aprendizado de cada fase da vida de uma criança, e assim sucedem as orientações das diversas áreas que estudam o ser humano. E sobre a conversão? Quando devemos apresentar o Evangelho à criança e esperar que ela tenha um encontro com Cristo?

Acredito que o verdadeiro cristão entende a necessidade que todos têm de conhecer a Jesus como Salvador, mas a ideia de que a criança precisa chegar a uma “fase da razão” para aí começar a trilhar os caminhos da fé é muito comum. Mesmo que muitos concordem que elas precisam ouvir algumas “historinhas bíblicas” ainda defendem que é cedo para pensarmos em condenação e salvação, afinal, são apenas crianças.

Precisamos olhar para o que Deuteronômio (Dt. 6:5-7) diz tão claramente sobre falar às crianças a todo tempo sobre quem Deus é e do que Ele tem feito; olhar para o que Provérbios fala sobre as ações da criança que mostram o que há em seu coração (Pv. 20:11); para todos os outros textos que falam sobre a criação das crianças (Ef. 6:1-4; Cl. 3:20; Pv. 22:6 e 22:15) e para o nosso Mestre, que na sua infância já crescia em sabedoria, estatura e graça (Lc 2:52), e foi quem disse: “Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus”,  e nos lembrar que já é tempo de aprender e crer.

Não existe nenhum botão que poderá ser ligado quando a criança chegar à tão esperada “fase da razão” que a fará crente em Cristo Jesus. Ela tem toda  capacidade e necessidade de crer hoje em Cristo, crescer em santidade no conhecimento de Deus e ter uma vida inteira na presença Dele.

Eu desejo um verdadeiro feliz Dia das Crianças a todas as crianças da IP Moema, dia esse que só é feliz de verdade com Jesus! E que todos sejamos sempre instrumentos de Deus ao conduzir os pequeninos no Verdadeiro Caminho (Jo. 14:6).

Brenda Borges, professora do Depto. Infantil da IP Moema.

Eleições Municipais

Hoje é dia de eleição para prefeito e vereadores em nossas cidades. Cada eleição é única e, diante disso, com discernimento, precisamos aplicar o conhecimento da Palavra de Deus para orientar nossas escolhas. Com a finalidade de orientar pastoralmente a Igreja, lembro os seguintes princípios:

  1) Separação entre Igreja e Partidos Políticos

 

  A Igreja, enquanto instituição, não apoia partidos políticos e/ou candidatos. A Igreja tem suas portas sempre abertas para todas as pessoas, independentemente da orientação político-partidária que tenham abraçado. A Igreja, enquanto instituição, não polemiza com candidatos ou partidos a respeito de temas da agenda eleitoral. A razão, longe de ser omissão, é a compreensão de que tais debates em tempos de eleição estão cheios de sutilezas e obscurecidos pelos projetos de poder de cada partido.

  2) Voto Livre

  A capacidade de exame e a livre tomada de decisão são princípios que emanam da Reforma Protestante do século XVI e têm sido a bandeira do presbiterianismo em todo o mundo. Cada cristão é livre para formar sua opinião recorrendo aos veículos de informação e ao diálogo respeitoso com outros cidadãos e, com base na sua consciência, votar nos candidatos de sua preferência.

  3) Oração pelas autoridades constituídas

  É nosso dever orar em favor de todas as autoridades constituídas, conforme recomendam os textos de Romanos 13.7 e 1 Timóteo 2.1-3. Processos eleitorais, como este que vivemos, costumam despertar sentimentos intensos de aprovação ou reprovação de candidatos. Todavia, cessado o processo eleitoral, devemos interceder por aqueles que forem escolhidos, independentemente de ostentarem as cores partidárias de nossa preferência.

4) Deus acima de tudo e de todos

  Deus reina sobre toda a Terra e não somente nos corações daqueles que pertencem à Igreja. Impérios se levantam e caem. Líderes brilham nas tribunas e na mídia, para depois serem esquecidos ou reduzidos a um parágrafo em algum livro de história. A Bíblia nos ensina que todos, grandes e pequenos, comparecerão diante do trono eterno para que sejam julgados pelo que fizeram na vida (Apocalipse 20.12).

Rev. Valdinei Aparecido Ferreira

Pastor titular da Catedral Evangélica de São Paulo

Extraído, com permissão, do Boletim da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo (Catedral Evangélica)

Escolhas difíceis

Aprendi com o Comandante Délio, nosso amigo e irmão, experimentadíssimo piloto dos aviões Boeing da Varig, que comandou as aeronaves em voos internacionais numerosas vezes, a expressão “Céu de Brigadeiro”, que significa que não há nuvens no céu, tornando a navegação aérea mais segura, previsível e agradável.

Em nossa lida diária muitas vezes temos de navegar entre nuvens, sem o “Céu de Brigadeiro”, o que significa sair de nossa “zona de conforto”, devido a inúmeras situações reais pelas quais passamos. Há, no entanto, ainda outras nuvens, não físicas, e estas se referem às escolhas difíceis que precisamos tomar.

Para nossa alegria e esperança o remédio para as duas situações é um só: a fé, como vemos em Mateus 28:20, em que o Mestre prometeu estar conosco todos os dias de nossa vida. Nossa decisão de transferência temporária para o México passou por estas duas nuvens, ou mesmo três, se contarmos ainda as que víamos da cabina do avião.

Colocar tudo nas mãos do Senhor, esperando nEle, foi o que nos fez caminhar para a frente, enfrentando as situações que apareciam para a tomada de decisões. Isto foi fundamental e está sendo até hoje. Não é fácil a separação de familiares, de irmãos na fé, de amigos, enfim de sair de nossa “zona de conforto”.

Nossa adaptação aqui está sendo bastante gradativa, e o que está ajudando bastante foi o fato de termos encontrado uma igreja cristã através de outro casal de brasileiros, também da empresa. A diferença, triste, é que vocês, irmãos da IPMoema, não estão aqui fisicamente, só no coração e nas mensagens que ouvimos pela internet e dos WhatsApp que recebemos.

A igreja é bastante grande e nos recebeu de braços abertos. Os cultos, quatro, aos domingos pela manhã são sempre temáticos, com período mensal e revezado pelos quatro pastores da igreja, cabendo ao pastor efetivo a maior parte dos compromissos. A equipe de louvor também se alterna para que se possa dar oportunidade de participação a mais irmãos. São aproximadamente 1.000 membros, com mais de 30 salas para atividades diversas aos domingos e também durante a semana.

Deus é fiel, e tem cumprido, evidentemente, sua promessa de estar conosco todos os dias. Graças a Ele, pois, pelo alento e sustento a cada instante, nesta terra distante, cheia de histórias de indígenas e carente da Palavra de Deus. Que sejamos luz aqui, como nos exige Jesus no Sermão do Monte.

Eduardo Fávero, diácono da IP Moema, atualmente residindo e trabalhando no México, junto com Tânia, sua esposa.

Escola Bíblica Dominical

No terceiro domingo do mês de setembro, comemora-se o dia da Escola Bíblica Dominical.

Um breve histórico da EBD: foi fundada em 1780 pelo jovem inglês Robert Raikes, com o objetivo social de ensinar a crianças de 6 a 14 anos a ler e escrever através de lições bíblicas. No Brasil, a EBD foi introduzida pelo casal Robert e Sarah Kalley em 1855, em Petrópolis (RJ). A primeira EBD na Igreja Presbiteriana no Brasil foi iniciada pelo jovem Rev. Ashbel Green Simonton, no Rio de Janeiro, no ano de 1861.

Com o propósito de proclamar a Salvação, instruir, educar e capacitar o povo de Deus, a EBD, através de atividades didáticas com base nas Escrituras, tem levado seus alunos ao conhecimento do Filho de Deus, possibilitando o crescimento espiritual e preparo para a vida prática (Efésios 4:12-15, II Pedro 3:14-17).

A EBD tem sido o meio mais eficaz de educação cristã, não só das crianças como também dos adultos. Adequando sua metodologia e técnicas de ensino com a atualidade, a EBD tem sido relevante instrumento na transformação de vidas. Nela, crianças, adolescentes, jovens e adultos têm conhecido a Cristo como Salvador, crescendo no conhecimento da Palavra de Deus, desfrutando, assim, de uma vida cristã autêntica.

Aqui na IPMoema temos alguns exemplos de pessoas que tiveram sua formação espiritual cristã iniciada na EBD: oficiais, missionários, pastores, seminaristas, docentes seculares e na EBD, além de profissionais de várias áreas, que se tornaram verdadeiros seguidores/discípulos do nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo.

Uma escola sem igual, que faz bem a toda gente! Não há limite de idade nem distinção de pessoas.

No Departamento Infantil, o ensino da Palavra de Deus é ministrado de acordo com cada faixa etária e o material didático utilizado visa a potencializar o processo de ensino-aprendizagem contando com a participação das famílias no decorrer da semana, para fixação das lições e crescimento no conhecimento da Palavra de Deus.

Nas classes de adolescentes, jovens e adultos, os temas são escolhidos de acordo com os seus interesses. Ainda há a classe de novos membros.

Venha, participe, traga seus filhos, seus netos, seus amigos, seus vizinhos para usufruir desta Escola abençoada por Deus!

“Vamos todos crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!” A Ele seja a Glória, tanto agora como no dia eterno (II Pedro 3:18).

Ahiram Gonçalves França

Professora da EBD desde 1973

O que eu vi, vivi e aprendi na Amazônia

Éramos dois profissionais da saúde; eu, atuando como dentista, e Dr. Fran, da Presbiteriana de Pinheiros, como médico. Também os capelães e pastores do Mackenzie Tamboré, São Paulo e Brasília, e a nossa Laíza, todos coordenando quase trinta jovens mackenzistas.

A natureza é exuberante e manifesta a glória de Deus a cada amanhecer, com aquela imensidão de água e floresta nas suas mais variadas cores e formatos.

E o que falar da emoção de ver etnias indígenas diferentes, todas reunidas para louvar e glorificar a Deus, na inauguração do templo, com características próprias, mantendo a sua cultura na forma de cantar e dançar? Foi lindo e muito intenso. Não parava de chegar gente, e a acolhida foi como se fôssemos da família, e na verdade, nós somos da família de Deus, diferentes em muitas coisas, mas irmãos na fé em Cristo.  

Foi uma viagem impactante e abençoada. Espero que tenha sido igualmente abençoadora, mas os frutos virão, sem dúvida, pois a Palavra não volta vazia e as ações sociais mudam aos poucos hábitos e atitudes.

Ivo Amadeu Jr, dentista e diácono da IP Moema

Vi um povo simples, humilde, que tem no quintal de casa uma das mais belas paisagens que a natureza pode revelar.

Vi fartura de água, de verde, de frutas, de sorrisos.

Vi falta de infraestrutura, de educação adequada, falta de posto de saúde, de médico, dentista, professor, advogado.

Senti uma profunda alegria de poder vivenciar uma experiência tão singular, senti que, quando estamos dispostos a dar, recebemos muito mais em troca.

Senti um aperto enorme no coração por muitas vezes reclamar de algumas coisas que aquele povo sequer tem acesso. Senti que tenho muito mais do que preciso para viver, que compartilhar gera satisfação. Senti que existimos para amar ao próximo e anunciar o Evangelho, e que fazemos muito pouco por isso.

O que fiz eu? Não fiz nada sozinha, então posso dizer que fizemos, fizemos evangelismo de casa em casa, fizemos brincadeiras com as crianças, cantamos com elas, pregamos sobre Cristo, fizemos teatro, pintura facial, doamos brinquedos, livros, instruímos sobre prevenção de afogamento, sobre higiene bucal, fizemos atendimentos médicos e dentários com diversos procedimentos, estudamos a Bíblia, oramos, rimos juntos, rimos um do outro, nos amamos entre irmãos, irmãos da cidade grande, irmãos indígenas e irmãos ribeirinhos.

Laíza Maria Guedes dos Santos, trabalha na Capelânia do Mackenzie e coordena o Depto. Infantil da IP Moema

O caminho de Deus

Deus me fez mudar de endereço. Cheguei a Nova Iorque. Eu, minha esposa, nossas malas e a fé de que nenhum avião levanta vôo sem o sopro do nosso Salvador. Se aqui estamos, é porque Ele assim desenhou em papéis de nuvens. E a minha confiança nEle reprime o suor de nervosismo e acalma meus batimentos.

Pegamos o táxi. Claro, a ansiedade estava ali com a gente, sentada no banco de trás. Mas ao fechar os olhos e orar, ela abria a porta e descia. A oração é o melhor calmante disponível na praça.

As primeiras semanas são as mais desconfortáveis. A família, os amigos, os lugares de sempre. Tudo isso está longe agora. O querido Pastor José Roberto me indicou uma igreja: – Pedro, vai lá na Redeemer Presbyterian Church, do Pastor Timothy Keller. Fiquei com aquela dica no coração.

Depois do primeiro mês, mudamos para uma nova casa. Domingo ensolaradamente chega. E eu vou procurar o endereço da igreja. Entro no Google. Divina surpresa. Ela fica a poucos minutos da minha casa. Olho para o céu e abro uma risada como quem entende os planos do nosso Criador. Ao chegar ao culto, outra surpresa. O pregador seria ele, Timothy Keller. Mexo as pernas e os braços, querendo contar tudo aquilo ao pastor, aos meus pais e amigos. Conto em silêncio, na alegria da minha mente.

Começa o sermão. Não é possível, penso eu. Essa mensagem é para mim, exatamente o que preciso ouvir. Deus está falando comigo. Saio dali cantando hinos pelas ruas, no meio da impaciente Manhattan. Os táxis buzinam, mas para mim eles apenas participam do arranjo: Maravilhoso é estar em tua presença… Maravilhoso é poder te adorar…

A minha casa se aproxima. Nunca estive tão leve como agora. O peso da mudança, da solidão, da impaciência nova iorquina. Nada daquilo me atinge. Deus falou comigo. Deus me fez morar a alguns metros da minha nova igreja. Deus me fez ouvir as palavras precisas do Tim Keller. Deus me fez levitar em uma cidade tão dura com todos.

Até hoje, lembro-me do sermão: o mal se vence com o bem. A partir de então, passo a distribuir “bons dias” mesmo diante de caras fechadas. O bem, Pedro, o bem. Nada mais. Aquilo realmente me transformou. E o fato de morar ao lado da igreja, diante de tantas opções disponíveis, fez-me acalmar e pensar lá no fundo da minha fé: Deus é nosso piloto, nosso marinheiro, nosso taxista. Ele está no comando.

Obrigado, meu Pai, por ser meu Guia nessa estrada cheia de curvas. Sei que não mereço tamanho zelo e cuidado. Mas também sei que é maravilhoso estar em tua presença.

Andando com Deus, todos os dias, a gente se sente acolhido, mesmo não conhecendo ninguém.

Pedro Henrique C. Marcos, membro da IP Moema. Mora e trabalha em Nova Iorque.

 

Adoração e louvor

Por vezes limitamos nosso entendimento de Adoração ao ato de Louvor. Porém, adorar não é sinônimo de louvar nem de cantar. Adoração tem a ver com nossa atitude em relação a Deus e todas as Suas coisas. De modo que eu posso pregar sem adoração, posso ouvir a mensagem da Palavra de Deus sem adoração, posso cantar, louvar, orar e contribuir sem adoração. A adoração é a base para tudo o que vou fazer na obra de Deus.  Adoramos a Deus pelo que Ele é.

Na adoração nada se pede, nada se reivindica, nada se agradece. Apenas se exalta e glorifica ao Senhor nosso Deus. Apenas se adora e se alegra pela simples presença de Deus em nosso meio (Habacuque 3:17-19). O louvor é o fruto dos lábios que confessam o nome do Senhor Jesus Cristo (Hebreus13:15).

Para nós cristãos, o louvor é uma expressão da nossa atitude de adoração. Elevamos nossas vozes no poder do Espírito Santo e glorificamos ao Senhor com cânticos e palavras, que são frutos do nosso amor pelo Senhor e reconhecimento pessoal da Sua presença e da Sua grandeza. Portanto é impossível louvar, pregar, orar, ofertar ou fazer qualquer coisa na obra de Deus sem antes cultivar uma atitude de adoração.

O salmista escreve:

“Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.

Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.

Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.

Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.

Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.

Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor”.

Salmos 150:1-6

Presbítero Daniel Sá

Honrar o pai

O Dia dos Pais é mais complicado, emocionalmente, que o Dia das Mães? Com a figura da mãe é fácil fazer onda: a santa, a sacrificada.

Com o pai, porém, com frequência, a gente não sabe bem o que fazer, pois quem abre a passagem do homem para o mundo dos filhos é, feliz ou infelizmente, a mãe. E esta, embora tão festejada em sua data, nem sempre é amorosa, nem sempre está feliz, muitas vezes arrasta uma vida toda de frustração, erguendo barreiras invisíveis entre o pai-provedor e os filhos – por isso alienados da pessoa dele.

Dia dos Pais pode parecer babaquice para marmanjos ou marmanjas, mas com certeza o velho espera alguma coisa. Porque velho pai ou pai moço é gente, e ainda que não espere presente, certamente espera o carinho, a memória, o esforço de superar alguma barreira: a da timidez, a dos mal-entendidos, ou a interferência mais perversa dos azares da vida.

Por isso mesmo, caso ainda exista amor, é bom reavivar os velhos laços. Usar dessa data malvista e malfalada, com qualquer coisa que dê a mensagem:

Você ainda é tão importante como quando eu tinha quatro anos e você levantava de noite pra me confortar de um pesadelo.

Ou me apanhava na escola quando a mãe não podia.

Ou me ensinou a jogar bola, me defendeu quando meu irmão maior me batia, me aconselhou no primeiro emprego ou no primeiro namoro, me levou ao pediatra, ao terapeuta, me ensinou a nadar, a pescar, a começar a viver.

Para honrar um pai na vida adulta, talvez seja preciso invocar a memória do tempo em que o passo dele no corredor nos salvava quando a gente era pequeno e a noite, muito escura.

Lya Luft, escritora. Texto extraído e adaptado do livro “Em outras palavras”, pgs: 57-60

Saia da zona de conforto

Se observarmos com cuidado nosso dia a dia, especialmente nossas ações, notaremos que algumas ou várias situações cotidianas se tornaram “automatizadas”.

No dicionário, a palavra “automático” refere-se a algo que se realiza sem a participação da vontade; esta, por sua vez, é o sentimento que leva uma pessoa a fazer alguma coisa, a buscar seus objetivos ou desejos. Aqui, entra a ZONA DE CONFORTO, ou seja, a estagnação.

Há algum tempo, questiono minha postura e, talvez, a minha zona de conforto, principalmente “aos domingos”. Este deslocamento – acordar, ir à igreja, louvar ao Senhor, alimentar-me da Palavra e estar revigorada para a semana que está por vir – é um movimento que faço com prazer, me faz bem, é muito confortável. E então, me pergunto se os meus domingos já não estão “no automático”?

Estabeleço metas pessoais e profissionais de tempos em tempos, mas e quanto a minha vida de fé? Faço o mesmo?

Pregar para crente é relativamente fácil, o desafio é pregar para quem não é crente. Talvez seja o momento de sair da zona de conforto e me questionar:

– Quantas almas tenho resgatado para Jesus?

–   Aproveito as oportunidades que tenho para falar da Palavra?

–  Quantas pessoas eu convido para conhecer a minha igreja, para que também  possam se alimentar da Palavra assim como eu me alimento todos os domingos?”

Esses questionamentos me alertam para a minha “zona de conforto” dentro da igreja, na qual é preciso pensar no coletivo e não apenas usufruir do privilégio de participar aos domingos dos cultos.

A nossa irmã Ahiram aplica esses desafios com maestria na Escola Dominical das crianças, estimulando nossos pequenos a levarem suas bíblias e seus cadernos todos os domingos, e esse aprendizado se estende para casa.

Substituindo a individualidade da vida de fé pela pluralidade como igreja, pergunto: Quais serão os desafios que podemos nos aplicar como membros da igreja? Quantas pessoas podemos trazer para a igreja aos domingos que poderão usufruir da Palavra?

Que tal aplicar metas e desafios pessoais como membro da igreja? “A Fé aponta para cima, o amor aponta para todos os lados.”

Jesus respondeu: “Vamos para outro lugar, para os povoados vizinhos, para que também lá eu pregue. Foi para isso que eu vim”. (Marcos 1:38)

Andrea Gadea Heringer – Psicóloga com Orientação Cognitiva Comportamental, membro da IP Moema.

A graça é para os humildes

Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça”. (1Pd 5:5)

Por que a graça é para os humildes? Humildes são aqueles que se esvaziam. Sim, se esvaziam de si mesmos, de sua vaidade, seu orgulho, autossuficiência, prepotência, arrogância.

A verdadeira humildade é quando imitamos Jesus: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos (2Co 8:9). Paulo escreveu: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. A si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou (Fp 2:5, 7-8).

Quanto mais vazios de nós mesmos, mais cheios de Deus seremos.

Vejo as pessoas tão cheias de si: cheias de vaidade pessoal, cheias de vontade própria, cheias de títulos, de cargos e posições, de posses, de bens, guarda-roupas cheios, despensas cheias, casas cheias de móveis caríssimos, mentes tão cheias de pensamentos maus e sujos, mãos cheias de sangue inocente, olhos cheios de inveja e adultério.

Vejo templos e catedrais cheios de pessoas, mas tão vazios de espiritualidade e temor a Deus.

Que bom seria se nos esvaziássemos de nós mesmos, abríssemos mão do lixo dentro de nós, e deixássemos que Deus nos enchesse com o Espírito Santo, com o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio (Gl 5:22-23).

Sim, isto pode acontecer quando formos humildes de coração. A Palavra ensina que Deus concede graça aos humildes (Pv 3:34).

A graça é um presente de Deus, não a merecemos, mas ela nos é acessível em Jesus Cristo.

Rev. Messias Anacleto Rosa

Texto extraído do livro: Pela Graça, pg.71                 

Estou abastecido

Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”. (2 Co 12:9)

 –

Quando meditamos neste texto, o que salta aos nossos olhos são estas palavras de Jesus, ditas ao apóstolo Paulo: “A minha graça te basta”. O que mais preciso, o que mais almejo, o que mais minha alma anseia? A graça nos satisfaz, ela enche o vazio do nosso coração, ela cura nossos medos, traumas, taras, complexos, enxuga nossas lágrimas, nos dá esperança, nos faz olhar com fé o nosso futuro. A graça é todo o nosso prazer.

É impossível murmurar, reclamar, quando estamos na graça. Vingar, não perdoar, ser pessimista, não valorizar a vida, não amar, não se doar, não viver para o outro é a ausência da graça. A graça nos faz diligentes no servir, prontos a andar com o outro a segunda milha, a orar pelos inimigos, a bendizer os que nos caluniam e nos perseguem.

Não temos ouro nem prata, às vezes, não temos onde reclinar a cabeça, todavia, temos a graça. Então, somos milionários da graça. A graça nos basta e por isso dizemos como Paulo: “Pelo contrário, em tudo mostramos que somos servos de Deus, suportando com muita paciência as aflições, os sofrimentos e as dificuldades. Temos sido chicoteados, presos e agredidos nas agitações populares. Temos trabalhado demais, temos ficado sem dormir e sem comer. Por meio da nossa pureza, conhecimento, paciência e delicadeza, mostramos que somos servos de Deus. Por meio do Espírito Santo, temos mostrado isso pelo nosso amor verdadeiro, pela mensagem da verdade e pelo poder de Deus. Por vivermos em obediência à vontade de Deus, temos as armas que usamos tanto para atacar como para nos defender. Somos elogiados e caluniados; alguns nos insultam, outros falam bem de nós. Somos tratados como mentirosos, mas falamos a verdade; somos tratados como desconhecidos, embora sejamos bem conhecidos de todos; somos tratados como se estivéssemos mortos, mas, como vocês estão vendo, continuamos vivos. Temos sido castigados, mas não fomos mortos. Às vezes ficamos tristes, outras vezes ficamos alegres. Parecemos pobres, mas enriquecemos muitas pessoas. Parece que não temos nada, mas na verdade possuímos tudo” (2 Co 6:4-10).

A graça transborda o nosso cálice, nos faz cantar nas tempestades, nos faz ver além das nuvens o azul do céu. A graça nos basta. Somos milionários.

Rev. Messias Anacleto Rosa

Texto extraído do livro: Pela Graça, pg.33

 

Sonetos que edificam

   HOJE É O DIA!

Se você está feliz, mostre alegria!

Espalhe sua fé, se confiante!

Não deixe p’ra depois, hoje é o dia!

Transmita amor e seja tolerante!

Se o incerto amanhã faz fugidia

A bênção que você tem neste instante…

Por que não toma, já, como porfia,

que alguém, que antes chorava, agora cante?

Desenvolva seus dons, seus predicados!

Se hoje são tantos, amanhã… quem sabe?

Talentos devem ser multiplicados!

Quem “os dons” recebeu urge que o faça,

pois a vida é fugaz e antes que acabe

dê, sem medir, quem os ganhou de graça!

SONETO DE INVERNO

Num entardecer cinzento de um inverno,

Quando o sol não se via no poente,

pus-me a pensar nos mistérios do Eterno

e em confusão senti a minha mente.

À tristeza, sem fim, dessa paisagem

tentei fugir, mas nela me enredei;

e, vagando com as folhas, na aragem

do vento frio, intranquila fiquei.

Reagindo, porém, à ansiedade,

levei a Deus minha solicitude

e senti paz na mesma realidade.

A noite foi chegando, toda em preto,

e encontrou-me feliz, em quietude,

a escrever, serena, este soneto.

             Lêda Rejane Accioly Sellaro

 Educadora e escritora, esposa do Rev. Eudes

Nada de remorsos

A tristeza segundo Deus não produz remorso, mas sim um arrependimento…” 2 Coríntios 7:10 NVI

Há um tipo de remorso que leva ao desespero, pois você não acha que a graça de Deus é suficiente para cobrir o seu pecado.

E há uma tristeza… usada por Deus [que] traz uma mudança de coração… e… nenhum remorso”(2Co7:10 GNT). Esse tipo de tristeza aproxima-o mais de Deus e o torna mais dependente dele. Você se torna “mais vivo, mais cuidadoso, mais sensível, mais reverente… mais apaixonado, mais responsável… [e] sai… com maior pureza de coração” (2Co7:11 TM).

Jonh Walker escreveu: “Quando a economia entrou em crise nos Estados Unidos, comecei a lamentar não ter comprado uma casa menos dispendiosa. Se ao menos tivéssemos comprado uma casa mais barata. Se tivéssemos alugado. Se decidíssemos ficar em nosso primeiro imóvel. Posso repetir muitos ‘se ao menos’ até acabar ficando deprimido, paralisado, preso entre o remorso e o próximo passo”.

Quando o meu foco não está naquele que me supre, deixo que o remorso se torne maior do que Deus… e seguindo a mesma lógica, creio que as escolhas equivocadas do meu passado – um acontecimento, uma tragédia, uma promessa não cumprida, um erro – são mais poderosos do que o Deus que pela Sua palavra trouxe o mundo à existência… Vivemos em momentos tipo ‘e se’ mais do que somos capazes de perceber. Eles nos envolvem em um sentimento de paralisia e desesperança: tememos as más escolhas que fizemos e as escolhas que ainda precisamos encarar.

Deus derrama a Sua graça no dia de hoje… nossa caminhada se torna muito diferente quando tomamos uma decisão e não mudamos de ideia, pois confiamos que, mesmo no caso de cometermos algum erro, Deus é grande o bastante para revertê-lo. Quando o remorso se transforma em uma tristeza que de forma alguma provém de Deus e não em uma tristeza segundo o coração de Deus, você se vê afundando em autopiedade. Na verdade, você deveria olhar para Ele confiando em Sua promessa de fazer com que todas as coisas “cooperem para o bem daqueles… que Ele chamou de acordo com o Seu propósito” (Rm 8:28).

Extraído do Devocional Palavra para Hoje

                     

Como podemos fazer a diferença?

No mês de junho, tivemos a rica oportunidade de participar do Congresso Nacional da Agência Presbiteriana de Evangelização e Comunicação (APECOM), cujo tema foi A dinâmica da igreja: pregar, ensinar e curar, o qual foi muito edificante e nos proporcionou maior crescimento espiritual, dando-nos nova percepção da importância de nossa atuação como igreja.

Uma das maiores dificuldades em se cumprir esse papel é o de pregar a mensagem do evangelho às novas gerações de maneira que seja compatível à realidade e contexto em que vivem sem, no entanto, retirar a centralidade de nosso Senhor Jesus Cristo.

Entre outras razões, isso ocorre por não basearmos nosso ministério no reino que está por vir, mas também por não termos vivido a plenitude do reino, por medo de assumir as consequências de mudarmos o nosso jeito de ser, de aceitarmos novos paradigmas, e porque nos esquecemos de que tudo acontece por Jesus, para Ele e por causa dEle.

Nós, que tanto buscamos avivamento e que temos plena convicção de que Deus nos transformou, e que somente através da obediência nos tornamos semelhantes a Ele, precisamos preparar o caminho do Senhor, pregando o arrependimento e o perdão dos pecados pela capacitação do Espírito Santo, para que outros experimentem a novidade de vida e a liberdade concedidas pelo Pai a seus filhos.

Hudson Taylor, um grande missionário, escreveu: “Não são os grandes homens que transformam o mundo, mas sim os fracos e pequenos nas mãos de um grande Deus”.

Nós podemos ser usados por Deus para mudar a história, mas devemos nos lembrar de que temos a responsabilidade de edificar o Corpo de Cristo pelo estudo da Palavra, orações e súplicas. Disponha seu coração para aprender, cumprir e ensinar a Bíblia.

Mariluce e Vivian Borges

Lidando com a crítica

“… não julguem nada antes da hora devida…” 1 Coríntios 4:5 NVI

Alguém disse certa vez: “Não seria ótimo se todo time pudesse contar com alguém que se achasse capaz de jogar em todas as posições, sem nunca errar o gol ou cometer um engano?  O único problema é o fato de ser difícil fazer com que essa pessoa deixe de lado o seu cachorro-quente e saia da arquibancada”!

Todos nós precisamos do conselho e da opinião dos outros. Mas você só deve levar em consideração o conselho de um crítico quando:

1) Você sabe que é valorizado pela pessoa que o critica.

2) A crítica não for influenciada pelos interesses dessa pessoa.

3) Ela não costuma criticar a tudo e a todos sempre.

4) A pessoa continua dando apoio depois de ter dado o conselho.

5) Ele ou ela tiver o conhecimento e o sucesso na área que está criticando.

Realmente, machuca muito quando a crítica parte daqueles a quem você admira, ama e respeita. Mas, se você quer atingir o seu sonho, precisa aprender a pagar esse preço também.

Por outro lado, Satcy Allison, a primeira mulher norte-americana a atingir o topo do Monte Everest, indica que há momentos na vida em que não há nenhum problema em deixar de dar ouvidos ao que os outros estão dizendo. “Se eu tivesse ouvido as pessoas, não teria subido o Monte Everest”.

Se você tem uma promessa e um propósito dados por Deus, e se o seu coração estiver reto, desconsidere as críticas não justificadas e firme-se neste versículo: “Não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas, e manifestará as intenções dos corações. Nessa ocasião, cada um receberá de Deus a sua aprovação”.

(Texto extraído do Devocional “A Palavra para Hoje”, edição março/abril/maio 2013, pg. 24)

Mulheres que Oram, 4º Aniversário

No amor não existe medo; antes, o PERFEITO AMOR lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento.” (I João 4:18).

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Dia a dia sofremos pressões que podem gerar medo, agonia, ansiedade e até mesmo dor! Todos estes sentimentos podem nos fazer perder o controle e causar tormentos. Estamos vivendo debaixo deste PERFEITO AMOR que o apóstolo João registrou?

Na revista VEJA de 15 de junho de 16, duas páginas (42 e43) chamaram-me a atenção: “Em caso de dor, engane o cérebro”. E, na página ao lado, a propaganda de um aparelho que se propõe a nos livrar da dor: “Tchau, dor”. No alto dessa mesma página se lê: “ Adeus, tendinite.” Pensei: Por que não  “A DEUS tendinite”? Já que pode ser válido “enganar nosso cérebro”, por que, também, não buscar ajuda com o Deus que criou o nosso cérebro? Afinal, o mesmo Deus que criou a ciência deixou-nos a Bíblia, a fim de que O conhecêssemos melhor e, ajudados por Ele, vivêssemos dias melhores. E a Palavra de Deus nos afirma que é possível lançar o medo fora, quando estamos debaixo do PERFEITO AMOR.

É esse Deus que nos oferece, DE GRAÇA, o seu PERFEITO AMOR! Não é um amor humano, traiçoeiro, questionável, e que de um dia para outro pode se tornar em ódio. Não! É um PERFEITO AMOR, um amor sem traição. Um amor que gera confiança, fé.

Ora, por que nos amedrontarmos com o que vemos ou ouvimos? Mudará alguma coisa? Por que inculcar pensamentos negativos, destrutivos em nossa mente? Por que acreditar nas mentiras de Satanás? Por que nos pré-ocupar? “Deus é amor”. PERFEITO AMOR!

Ansiedade, insegurança e medo virão, mas não podemos permitir que esse “ninho” cresça em nossa cabeça, e dele “nasçam” problemas maiores! “Vigiai e orai”. Quando os maus pensamentos tentarem aprisionar você, erga o escudo da fé, louve ao Senhor, ore, leia a Palavra, repita-a. Confie na força do perfeito amor de Cristo, e não na humana força.

Há quatro anos, nós, mulheres de Moema, toda sexta-feira, nos reunimos para um tempo de comunhão com Cristo.Tempo em que oramos, cantamos, sorrimos, derramamos lágrimas e, muitas vezes, nos colocamos de joelhos perante o Pai. Tempo em que lançamos tudo o que nos atemoriza nas mãos de nosso Deus Criador. Tempo para “aprender” ter a “mente de Cristo”. Junte-se a nós!

Júnia Machado

Ser e Estar: eis a questão

Em 1980, o então Ministro da Educação e Cultura e também membro da Academia Brasileira de Letras, Eduardo Portella, quando confrontado pela sua incapacidade de mudar os rumos da política educacional, severamente criticada pelos intelectuais que esperavam dele muito mais do que ele estava conseguindo realizar, cunhou a expressão que até hoje é amplamente utilizada: “Eu não sou ministro, eu estou ministro”.

Embora famosa e até mesmo charmosa, esta expressão não pode ser utilizada em algumas áreas de atividades profissionais, como nos exemplos a seguir: O médico que presencie um acidente com vítima, não pode omitir socorro alegando que está fora de seu horário de trabalho; o bombeiro, o enfermeiro etc. da mesma forma.

Igualmente não podem os oficiais eclesiásticos utilizar esta expressão, pois o diácono “é e está” diácono o tempo todo, da mesma forma o presbítero e o pastor!

Quando Moisés perguntou a Deus o que ele diria a seus irmãos sobre o plano de retirada dos hebreus do Egito, Deus lhe respondeu: EU SOU te enviou! (Êxodo 3:14).

Para os membros da comunidade, incluindo-se juvenis e adolescentes, “o plantão de crente” também é permanente e requer vigilância constante, pois além de sermos chamados a qualquer hora e em qualquer circunstância, somos instados a testemunhar os ensinamentos de Cristo e a viver em consonância com nossa fé.

Em relação ao testemunho do cristão e sua crença, pode-se valer também da expressão: “Não basta somente ser, precisa também parecer”. Não dá para ser cristão em determinadas situações e “desligar a chave” quando for conveniente!

Na eleição do próximo domingo para o diaconato, os candidatos indicados receberão, além da oportunidade de trabalhar na comunidade nas atividades próprias deste ofício, a incumbência de ser diácono o tempo todo, como o fez Estevão, trabalhando até o fim (Atos 7:58-60).

A comunidade da IPMoema tem sido bastante colaboradora com a equipe de diáconos, e isto nos ajuda muito em nossa tarefa dominical na preparação do culto ao Senhor, que também “não para nunca” e está sempre pronto a nos atender.

Diácono Eduardo Fávero

Um toque do amor de Deus

O que significa, para você, estar no domingo na sua igreja? Domingo, para muitos, é um dia de descanso. O único dia de não trabalhar, dormir mais, aproveitar a família.

A Igreja, sem dúvida, é formada de pessoas cheias de falhas. Algumas com mais, outras com menos e ainda outras com, infelizmente, nenhuma afinidade. Pessoas que podem ter nos magoado, falado mal de nós, nos deixado na mão. Por isso, acordar cedo e ir para um lugar cheio de gente que erra e tem um monte de falhas não parece nada chamativo.

Vamos tentar melhorar um pouco essa imagem. O estado de pecado, da carência da glória de Deus, sempre deve estar presente em nossas mentes: TODOS erram (Romanos 3:23). Mas Paulo recomenda aos Colossenses que sejam de auxílio uns para com outros e perdoem uns aos outros. Pedro, falando à igreja, nos diz para não retribuirmos o mal com o mal. E também não podemos nos esquecer da alegria de estar na igreja: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor” (Salmo 122:1).

Agora, temos um lugar de pessoas que erram, mas estão prontas para perdoar, preparadas para apoiar, que falam o bem e estão alegres. Parece um local bem mais agradável. Mas tudo isso só pode ser real e vivido através de um único e maravilhoso fato: o amor de Deus. Amor perfeito e maravilhoso, descrito de maneira mais bela em 1Coríntios 13 (e, claro, em João 3.16), e muito maior do que podemos sequer compreender. Esse amor deve fluir na igreja. E somente através dele podemos ver e ser essa maravilhosa igreja. O amor de Deus deve ser vivo em você e ser visto em você.

Por isso, não venha para a igreja esperando somente um “alívio”, uma “recarga de bateria”. Venha para servir esse amor e deixar Ele usar você como benção. Venha esperando ver o amor e a glória de Deus na vida de todos que estão aqui. Venha disposto a perdoar, porque você já foi perdoado por Ele, preparado para apoiar, porque o amor dEle tudo suporta.

Assim, Domingo se torna um dia de real descanso: descanso no maravilhoso amor de Deus; descanso no prazer de servir a esse amor; descanso na companhia de alguém que é ligado a você por uma maneira tão sublime e graciosa que lhe agrada apenas o fato de estar ao lado desse alguém – seu irmão em Cristo. Uma imagem muito diferente agora daquela mesma igreja cheia de pessoas com falhas. Um toque do singular amor de Deus, e até a menos atrativa das coisas se torna belíssima. A igreja, exclusivamente por causa do amor dEle, é um lugar onde servir e viver são prazer e descanso sem igual.

Daniel Sales

Igreja: corpo de Cristo vivo!

Somos o corpo de Cristo Vivo! E temos a mente de Cristo! Quantos direitos e deveres estão aqui inclusos. A Palavra nos diz em I Coríntios 2:16 que TEMOS A MENTE DE CRISTO! Então, precisamos pensar como Cristo pensou.

Nosso Salvador Jesus Cristo sofreu imensamente para nos trazer o perdão eterno. Lemos alguma passagem onde Ele se altera com o Pai por tanto sofrimento? Entendemos que Ele era queixoso, triste, depressivo? Ou, ao contrário, era arrogante por ser o Filho de Deus encarnado e padecer tanto? Reclamava com o Pai de, sendo o próprio Deus, ter de se submeter a tamanha humilhação por aqueles que Ele próprio criou? Jesus vivia recluso, sem participar ativamente da vida? É assim que vemos Jesus? Não! Vemos um homem que tirava proveito de todas as situações! Dinâmico, inteligente, criativo… Homem que se comunicava com todos, fossem deficientes físicos, emocionais, espirituais, pescadores, prostitutas, homens da lei, homens festivos, que curtiam um casamento, quando o vinho terminou! Enxergo um Jesus alegre, que não se deixou levar pelos maus pensamentos que invadiam sua mente, na hora da dor. Sua mente era sempre restaurada pelo poder de Deus, seu relacionamento  com o Pai era perfeito; e agia no poder do Espírito. (Lucas 4:14)

Vamos aprender com Jesus: somos nós que decidimos que pensamentos irão permanecer em nossa mente! Eles virão à nossa mente, escolheremos acolhê-los ou deletá-los! Não fiquemos nos lamuriando da dor! Pensamentos são palavras silenciosas que podem  afetar nosso interior provocando um comportamento, alegre ou triste. Podemos reagir não permitindo que a tristeza se instale em nós. Vamos mostrar aos nossos queridos que existe a possibilidade de que nossos pensamentos não nos escravizem.

Vamos renovar nossa mente com a Palavra de Deus. Pegue a Palavra e deixe-O falar com você! O pensamento de destruição deve ser colocado fora de nossa MENTE! Nosso comportamento deve se adequar com o corpo e a mente de Cristo. É a Ele que servimos! Ele é o nosso Mestre!

Precisamos lançar fora todo pensamento que não nos faz agradecer por tão grande amor com que nos amou. A nossa alegria não deve ser circunstancial, mas perene, como a do Senhor Jesus.

Esta foi a proposta de “Mulheres que oram” em nossa ultima reunião, de 20/05/16. Queremos mudar nossa mente para que seja cada vez mais parecida com a de nosso Senhor!

 –

Júnia Oliveira Machado

"O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai!" - Jesus de Nazaré

O imperativo “vigiai” aparece três vezes na poética e profundamente séria Parábola da Figueira, conforme registro no capítulo 13 do Evangelho Segundo Marcos. Falta de recurso de comunicação do Divino Mestre ou ênfase intencional? Não creio que o Senhor estivesse com falta de assuntos ou de argumentação. Creio, sim, que Ele está sendo enfático ao nos apontar a necessidade de vigilância. Vigiar é estar atento, é ser cauteloso, é estar em guarda.

Vivendo numa sociedade tão competitiva como a nossa, tão cheia de ciladas e ameaças, sabemos por experiência que é mister vigiar. O sair de casa ou abrir o portão; o dirigir-se ao carro ou pará-lo num cruzamento; o atender à porta ou parar para ajudar alguém; a solicitação de dados pessoais pelo telefone ou pela internet; o comentário no escritório ou as confidências de bastidores; enfim em mil situações do nosso dia-a-dia precisamos ser cautelosos, estar em guarda.

Mas o ensino de Jesus extrapola os limites de uma ameaça física ou material. Ele nos conduz às ameaças de ordem moral e espiritual. No mesmo Evangelho de Marcos capítulo 14, verso 38, o Senhor Jesus associa o verbo vigiar ao verbo orar quando nos ordena: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” São dois cuidados diferentes que se completam com a mesma finalidade. Não basta orar, é necessário vigiar. Não basta vigiar, é preciso orar. Cautelosamente buscar sabedoria e poder para vencer tentações e fraquezas.

É necessário vigiar a “porta dos lábios”, citada pelo salmista (141.3). É imperativo vigiar as “raposinhas que devastam os vinhedos”, as coisas aparentemente inofensivas, mas potencialmente perigosas, conforme a declaração figurativa de Salomão em Cantares 2.15.

É proveitoso vigiar o olhar, a linguagem, os gestos. É bom vigiar o discurso e a conduta. É preciso estar atento às chamadas “boas intenções” e suas implicações. É de todo conveniente vigiar o nosso ego, a carne e a consciência. É importante estar em guarda com as confidências e o nosso “calcanhar de Aquiles”. É essencial vigiar a doutrina e o nosso modus vivendi.

E na destinação “a todos”, Jesus inclui você e eu.

Rev. Eudes Coelho

Esperança e confiança

  “Pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade” (Salmo 71.5)

Quando crianças, um de nossos maiores sonhos é nos tornarmos adultos, maiores de idade e independentes. Talvez isso esteja ligado à vontade tão interior do ser humano de ter o controle de sua própria vida. Usando uma metáfora bem limitada, é como se estivéssemos jogando um videogame,  sem direito a pausas ou troca de personagem.

Mas, à medida que vamos crescendo, começamos a perceber que, no fundo, o controle do nosso videogame não está em nossas mãos – por mais que tantas vezes lutemos contra isso. E geralmente essa percepção começa a acontecer em nossa juventude.

No salmo que abre esta reflexão, o salmista reconhece que o controle de sua vida está nas mãos de Deus. E ao escrever “Tu me tens ensinado, ó Deus, desde a minha mocidade” (verso 17), ele  mostra-nos que, entre tantas outras lições, a mocidade é uma fase em que podemos experimentar a provisão e a soberania de Deus em nossa vida.

O salmista reconhece até mesmo a ação de Deus nos momentos complicados – “Tu me tens feito ver muitas angústias e males” –, e declara que Deus é o único que pode restaurar-lhe a vida (verso 20).

Reconhecer a soberania de Deus em sua vida – seja em momentos alegres ou tristes, de vitórias ou de angústias – faz com que o salmista louve a Deus (versos 6, 8, 14, 22-24), compartilhe sua fé com outros (versos 15, 17, 18) e renove sua esperança (versos 5, 14, 16, 20).

E quando a vida foge ao nosso controle, a quem recorremos? Neste Dia do Jovem Presbiteriano, nossa oração é que todos renovemos nossa confiança em Deus e possamos afirmar como o salmista: “Sinto-me na força do SENHOR Deus; rememoro a tua justiça (…) e tenho anunciado as tuas maravilhas” (versos 17-18).

Seminarista Carlos Scherrer

 

Desafios da maternidade

Embora muitos considerem o Dia das Mães como um incentivo ao consumo, podemos ver nessa data dois aspectos importantes: o ensejo das homenagens e, sobretudo, mais uma oportunidade para reflexão.

Ser mãe representa um enorme privilégio e, também, uma imensa responsabilidade. As alegrias indescritíveis que envolvem a maternidade estão sempre permeadas de grandes desafios, principalmente para as mais jovens.

Eu fui mãe aos dezoito anos. Meus quatro filhos deram-me onze netos e um bisneto. Essa prole, que me permite partilhar de novas experiências familiares, longe de me credenciar como especialista, evidencia sempre o quão pouco sei e o quanto preciso de Deus para expressar corretamente o meu amor.

Sempre tive sentimentos contraditórios ao enfrentar problemas nessa área; às vezes, achava que fizera o melhor que sabia e que podia na ocasião; mas, em outros momentos, sentia-me culpada, procurando onde e como havia errado. Com esse sentimento, escrevi um poema que tem suscitado reações diferentes entre as mães que o leem, desencadeando reflexões sobre o tema. Espero e peço a Deus que isso aconteça hoje.

Perdão, meus filhos!

Perdão, meus filhos, pelas omissões,

Pelas ausências, mesmo quando perto,

Por reprimir seus sonhos e ilusões,

Intransigente no que achava certo.

– 

Se me esquivei de contar-lhes histórias,

Se não correspondi aos seus abraços,

Se não valorizei suas vitórias,

Se superestimei os seus fracassos.

– 

Perdão, se de algum modo sufoquei-os

Ou cedo permiti-lhes decidir.

Se tolhi seus desejos e anseios

Ou, se imaturos, deixei-os partir.

 –

Que a nossa sintonia com Deus e com Sua Palavra supra nossas falhas na importante missão que o Senhor nos confiou.

Lêda Sellaro

O trabalho

Certa vez ouvi alguém dizendo que queria saber quem inventou o trabalho, para poder dizer alguns desaforos ao inventor. Há também um ditado atribuído aos preguiçosos que diz: “Espero que o mundo acabe em um barranco, para poder morrer encostado”.

Há pessoas que acreditam que, se Adão e Eva não tivessem pecado, estaríamos todos por aqui apenas passeando, aproveitando a vida, sem ter de trabalhar. Os que pensam assim não cultivam grande admiração pelo casal, pois pensam que eles são os culpados pelo nosso cansaço.

Com uma boa leitura da Bíblia vamos descobrir que o trabalho precede o pecado; logo, o trabalho não é conseqüência  do pecado. Desde o princípio, o propósito de Deus para os homens é que trabalhassem. Quando Deus criou o homem, colocou-o no jardim “para cuidar dele e cultivá-lo” (Gênesis 2:15). Podemos afirmar, sem medo de errar, que a vontade de Deus para nós é que trabalhemos. Quem pode trabalhar e, por livre e espontânea vontade, não o faz está errando diante de Deus.

Algo que precisa ser considerado é a presença do pecado em relação ao trabalho. Se antes de o pecado existir, o trabalho era uma bênção, a partir da presença do pecado ele se tornou uma carga, perdendo seu valor original.

O trabalho foi dado ao homem para que fizesse parte de sua vida. Após o pecado, o trabalho passou a ser um fim em si mesmo. Quem faz do trabalho a razão de sua vida está caindo no pecado da idolatria, fazendo do trabalho o elemento mais precioso e sublime da vida.

Mas, além do trabalho que nos mantém, há ainda o trabalho que Deus nos deu. Como cristãos, fomos chamados para sermos frutíferos em toda boa obra. Portanto, lembremos da nossa vocação especial em Deus.

Que o Dia do Trabalho o faça lembrar que o trabalho é mais uma das bênçãos que Deus nos dá.

Texto extraído do Pão Diário – O livro de leituras devocionais diárias

Governantes, ouçam a palavra de Deus! (Parte 2)

O Brasil vive um dos momentos mais sombrios de sua história. Há uma crise de integridade que atinge o coração da nação. A corrupção tornou-se endêmica e sistêmica e se infiltrou na vida política de forma contumaz. O descrédito do povo com os políticos é quase absoluto. É tempo de os governantes ouvirem a Palavra de Deus!

(continuação da Parte 1)

Em quarto lugar, o governante que cuida dos pobres e cuja prática da justiça é o avalista de suas palavras tem a aprovação de Deus e o apoio do povo. “O rei que julga os pobres com equidade firmará o seu trono para sempre” (Provérbios 29.14).

Os governantes populistas dizem que lutam pelo povo, mas apenas usam o povo para desviar os recursos que deveriam atender as necessidades do povo, a fim de se locupletarem e se manterem no poder.

As ações dos governantes precisam ser avalista de suas palavras. Quando os governantes agem com justiça para defender os direitos daqueles que não têm vez nem voz, ganham com isso a aprovação de Deus, o apoio do povo e firmam assim o seu governo. A Escritura diz: “O príncipe falto de inteligência multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza viverá muitos anos” (Provérbios 28.16).

Em quinto lugar, o governante que se rende à corrupção transtorna a sua vida e perde a autoridade para governar. “O que tem parte com o ladrão aborrece a própria alma; ouve as maldições e nada denuncia” (Provérbios 29.24).

Um governante íntegro não negocia princípios e valores. Não se rende à sedução da riqueza ilícita nem à pressão dos poderosos para auferir vantagens.

Os governantes que entram em esquemas de corrupção tornam-se prisioneiros do crime e reféns dos criminosos. Perdem a autoridade para investigar e punir os delinquentes que fazem falcatruas subterrâneas para assaltar os cofres públicos.

Aqueles que governam precisam fazê-lo com probidade e lisura, a fim de que a nação erga o estandarte da ordem e do progresso.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Governantes, ouçam a palavra de Deus! (Parte 1)

O Brasil vive um dos momentos mais sombrios de sua história. Há uma crise de integridade que atinge o coração da nação. A corrupção tornou-se endêmica e sistêmica e se infiltrou na vida política de forma contumaz. O descrédito do povo com os políticos é quase absoluto. É tempo de os governantes ouvirem a Palavra de Deus!

  Em primeiro lugar, o governante que promove o relativismo moral faz o povo gemer. “Quando se multiplicam os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira” (Provérbios 29.2). O perverso é aquele que não leva Deus em conta em suas ações e escarnece da verdade. O perverso aplaude o que Deus reprova e repudia o que Deus determina. O perverso transtorna a sociedade ao conspirar contra os valores absolutos que devem reger a família, estabelecendo em seu lugar o relativismo ético que desemboca na decadência da nação. Estamos assistindo a uma inversão de valores em nossa sociedade. Aqueles que deveriam defender os sadios preceitos da ética são os mesmos que a atacam como escorpiões do deserto.

  Em segundo lugar, o governante que aumenta impostos para tapar os buracos de seus gastos perdulários transtorna a terra. “O rei justo sustém a terra, mas o amigo de impostos a transtorna” (Provérbios 29.4). Aqueles que governam são autoridades constituídas por Deus para promoverem o bem e coibirem o mal. Os governantes são diáconos de Deus para servirem ao povo em vez de se servirem do povo. Os governantes devem receber dos governados todo respeito e os governados devem pagar aos governantes tributos. Porém, quando os governantes deixam de ser gestores responsáveis, abrindo a torneira da corrupção e gastando perdulariamente os recursos que deveriam ser investidos na promoção do bem, exigindo mais impostos para cobrir esse rombo, esses governantes transtornam a terra, afligem o povo e tornam-se um flagelo para a nação.

  Em terceiro lugar, o governante que está mal assessorado corrompe toda a estrutura do seu governo. “Se o governador dá atenção a palavras mentirosas, virão a ser perversos todos os seus servos” (Provérbios 29.12). Todo governante é assessorado por pessoas de sua confiança. Se esses assessores são pessoas de caráter disforme, bajuladores mentirosos, que ocultam a verdade, torcem os fatos e aviltam a justiça, esse governante acaba criando uma escola de perversidade e estabelecendo uma cultura de mentira e corrupção em toda a nação. Os governantes precisam ser exemplo de integridade para o povo. Se eles, porém, se tornam repreensíveis, a nação toda é induzida à prática das mesmas perversidades.

Rev. Hernandes Dias Lopes

 

O poder de atração de Jesus

“Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles”. Lucas 15:1-2

  Por que os publicanos e pecadores se sentiam tão à vontade diante de Jesus? Por que Jesus exercia sobre eles uma atração tão forte, tão irresistível?  Será que aqueles que se relacionam conosco sentem-se, de alguma forma, atraídos para o Jesus que professamos crer e conhecer, e para a Igreja à qual dizemos pertencer e afirmamos ser o seu Corpo aqui na terra?

  Creio que as respostas a essas indagações podem ser encontradas no modo como Jesus se relacionava com tais “publicanos e pecadores”. Em primeiro lugar, Jesus os acolhia e oferecia sua amizade e sua companhia. Ele foi chamado de “amigo de publicanos e pecadores”. Jesus não os rejeitava, como faziam os fariseus e os escribas. Ao serem acolhidos e recebidos por Jesus, os pecadores sentiam que estavam sendo recebidos pelo próprio Deus. Eles aprendiam que nós não nos aproximamos de Deus através de um sistema rigído de regras, cerimônias e ordenanças difíceis e insuportáveis de serem observadas; mas por meio de um relacionamento vivo, intímo e pessoal com Jesus.

  Em segundo lugar, as pessoas eram atraídas a Jesus pelo que Ele falava e ensinava. Jesus falava do amor, da graça e do perdão de Deus. Ele falava com simplicidade, contando histórias, parábolas e utilizando exemplos da vida cotidiana. Hoje, precisamos falar mais da graça do que da lei, mais de Cristo do que da igreja, mais de Jesus do que de líderes. Além disso, não deve haver dissonância entre aquilo que pregamos e aquilo que vivemos. Se pregamos o amor, não podemos nutrir o ódio em nossos corações. Se pregamos o perdão, não podemos ser vingativos. Se pregamos a alegria do Evangelho, não devemos viver com cara de funeral. Se pregamos a esperança, não podemos viver derrotados e pessimistas.

  Finalmente, Jesus mostrava a publicanos e pecadores que eles podiam experimentar verdadeiramente uma nova vida. Ele os recebida como estavam, mas não os deixava como estavam. Ele propunha-lhes a chance de começar de novo. Ele falava-lhes da necessidade de arrependimento, de conversão e de mudança de vida.

  Que Jesus em nós e através de nós continue atraindo homens e mulheres para a salvação, para uma nova  e abençoada vida com Deus.

                                                                                                          Rev. José Roberto Silveira

Seja fiel nas pequenas coisas

Seja fiel nas pequenas coisas! 

Jesus disse: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza? Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?” (Lucas 16:10-12)

Deus não vai permitir que você cresça além do seu atual nível de comprometimento. Na verdade, Ele vai continuar batendo nessa tecla até que você entenda o que Ele está dizendo.

Durante sua caminhada com Deus, Ele aumentará sua fé testando-a em situações que exigem apenas uma pequena fé. E se você passa na prova, Ele o exporá a circunstâncias que exigem mais fé.

Cada vez que sua disposição de confiar em Deus for provada em um nível mais alto, Ele revelará um pouco mais de Si e lhe confiará uma medida maior de bênção.

É assim que funciona. Cada pequeno passo de fé leva a um relacionamento mais profundo, mais abundante e mais recompensador.

Enquanto pintava os afrescos da Capela Sistina, Michelangelo passava horas intermináveis deitado no andaime, aperfeiçoando os detalhes. Era um trabalho excruciante. Um estudante, curioso sobre como o renomado escultor suportava tamanhas dores dedicando-se a detalhes que só podiam ser vistos de perto, perguntou: “Quem vai saber se não estiver perfeito?” O mestre artista respondeu: “Eu!”.

E o seu mestre, Jesus, também! O que você está fazendo hoje importa. É o fator determinante para o que Deus o chamará para fazer amanhã. Por isso, seja fiel nas pequenas coisas.

Bob e Debby Gass –   A Palavra para Hoje

A verdade em nosssa vida

A verdade em nossa vida

–São nossos gestos, nossas atitudes,

Mais que a palavra que nos sai dos lábios

Que refletem maldades ou virtudes

Se somos tolos ou se somos sábios.

Se coerentes àquilo que afirmamos

Autênticos, sinceros, corajosos,

Seguimos pela trilha que abraçamos

Ou, se sombrios, dúbios, mentirosos,

Por atalhos, sem rumo, tropeçando,

Feridos, pela vida, em seus espinhos,

Frustrações e desgostos recalcando,

Enveredamos por falsos caminhos.

Se dos desejos, sonhos ou vontades,

Delineados em modelo incerto,

Não conseguimos ver prioridades

Nem percebemos se estão longe ou perto,

Verdades loucas, vãs, se evidenciam:

Metas distantes de um viver vazio,

Objetivos que se distanciam

Quais folhas soltas nas águas de um rio!

É que firmamos nossas esperanças

Em coisas, em pessoas, em ideias;

Sem alvo se tornaram as andanças

– atropeladas, tristes “odisséias”.

É tempo de traçar roteiro certo!

‘squeçamos tudo que p’ra trás ficou!

Jesus nos ama!  Ele  está sempre perto!

Ao nosso lado sempre caminhou!

Ele está perto! (assim nos prometeu)

Sua paz nos daria, ele falou;

Não como o mundo a dá ou já nos deu:

Passageira e fugaz, logo acabou!

Necessário é buscar essa presença

E dela fruir todo o amor, toda a paz.

Não mais procura, mas, certeza, crença,

Que extravasando em vida, satisfaz!

Conhecedores da verdade em Cristo

E por ela libertos, confiantes,

Olhemos para o alto!  Firmes nisto…

Sem vacilar, com fé, perseverantes.

Não mais a luta vã, intermitente…

Os desencantos, desacertos, dores…

Mas, um viver feliz e coerente,

Em nuances sutis ou vivas cores!

Lêda Rejane Accioly Sellaro

Completei a obra

“Completei a obra que Tu Me deste.” João 17:4

Assuntos não resolvidos sugam sua energia sem que você sequer perceba. William James disse: “Não há nada tão cansativo quanto uma tarefa não concluída”.

E a internet tornou o problema ainda maior, porque agora você recebe mais “mensagens” em um dia do que costumava receber em um mês.

Quando não se concentra em algo, você não o conclui. E você acaba se sentindo frustrado, como se “não tivesse feito nada”.

Se não assumir o controle do seu tempo, as pessoas mais enérgicas e as situações mais urgentes da sua vida o farão.

Antes de escolher os seus doze discípulos ou acalmar a tempestade na Galileia, Cristo passou a noite inteira em oração. “Ele afastou-se novamente para a montanha a sós” (João 6:15). Observe a palavra “novamente”. Jesus tinha o costume de se afastar da multidão a fim de determinar quais eram as suas prioridades.

Mac Anderson disse as seguintes verdades:

“Algo mágico acontece quando assumimos a responsabilidade pelo nosso comportamento e os resultados advindos dele. Mas não é fácil…”

“…é da natureza humana responsabilizar outras pessoas. À medida que envelheço (e fico mais sábio), quando as coisas dão errado…fica mais fácil encontrar o culpado…no espelho. Em todos os casos tudo se resume à escolhas que fiz, e que me fizeram chegar exatamente onde estou hoje. Adotar uma atitude de responsabilidade pessoal significa ter maior controle sobre o seu destino”.

“…você se torna um cooperador em vez de um observador passivo…outros veem em você um líder…você passa a ser conhecido como alguém que soluciona problemas”.

“Você tem a satisfação que é fruto de concluir aquilo que começou… há menos ira, frustração e desamparo, o que por sua vez leva a uma saúde física melhor… Há um transbordamento para a sua vida pessoal e espiritual. Às vezes, vencer não tem a ver com terminar em primeiro lugar, mas com terminar e ponto final”.

Bob e Debby Gass – A Palavra Para Hoje

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O maior presente

“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.” 1ª João 4:19

O apóstolo Paulo, em sua carta à igreja em Colossos, pede aos irmãos para que tenham “amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:14). Esse amor inspira cristãos com diferentes pensamentos, ideias e opiniões a se auxiliarem, ensinarem, exortarem e se alegrarem.

O amor é o revestimento divino que nos une e também o motivo pelo qual vivemos e por qual viveremos eternamente em glória. Mais ainda, não é apenas o maior dos mandamentos e o maior dos dons; o amor é, também, o que mantém unidas todas as outras virtudes cristãs. É o vínculo da perfeição, é o laço firme e envolvente que preserva a unidade da igreja.

Recebemos em nosso aniversário também um presente que Ele derramou sobre nós nesses 5 anos como igreja: Seu amor. Que possamos neste aniversário (e todos os dias) encher nossos corações de gratidão, aceitar este presente com alma que anseia cada vez mais por Deus, e amá-Lo cada vez mais como Ele nos ama.

Que esse amor divino seja refletido cada vez mais em nós, refletido em todos os atos, palavras, pensamentos, e que esse reflexo possa ser visto por todos como parte de quem realmente somos. E que seja firme e ardente em nossos corações o desejo de sermos instrumentos desse maravilhoso amor que nos foi dado.

A Mocidade Moema está muito feliz por fazer parte desta história. Estamos em ritmo de festa, agradecendo a Deus por Seu amor e por todas as bênçãos derramadas desde o começo de nossa congregação até hoje. Deus tem abençoado essa igreja e seus ministérios com Sua graça, gentilmente fazendo com que nossa familia na fé cresça e gere frutos.
Somos nascidos de Deus e recebemos um novo nome, um novo coração, uma nova mente, uma nova família – a amada igreja de Moema é parte da nossa maior e mais bela família, a Igreja de Cristo.

Desejamos que o AMOR seja a marca da nossa Igreja!

Mocidade da Igreja Presbiteriana de Moema

Estamos alegres

“Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso, estamos alegres.” Salmo 126:3

Quando o Salmista declarou “com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”(Salmo 126:3), ele antecipou nossas palavras e nosso sentimento de profunda gratidão ao Pai pelas graças doadas e bênçãos derramadas desde os primórdios da Igreja Presbiteriana de Moema.

É com o maior júbilo que comemoramos mais um ano como Igreja, superando percalços e vencendo dificuldades porque o Senhor, sempre ao nosso lado, nos faz saber que, apesar de fazermos o que está ao nosso alcance, “Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham as que a edificam” (Salmo 127:1).

Ele está no controle, Ele está no comando e nós, sentindo a presença d’Ele, caminhamos com segurança, confiantes e certamente com a mesma alegria do Povo Hebreu quando, terminada a longa jornada, atravessou o Jordão rumo à Terra Prometida (Josué 3:17).

Sendo uma “Igreja que marcha de joelhos” – como nos lembra sempre o Reverendo Eudes –, nossa marcha, com Deus ao nosso lado, vem sendo abençoada.

POR ISSO ESTAMOS ALEGRES!!!!!

Yedda Borges Falzoni

Plano B

“Mas, agora, não tendo já campo de atividade nestas regiões e desejando há muito visitar-vos, penso em fazê-lo quando em viagem para a Espanha […], pois espero que […] para lá seja por vós encaminhado […] Mas, agora, estou de partida para Jerusalém, a serviço dos santos”. Romanos 15:23-35

Muitas vezes, meu plano A não acontece e tenho que seguir com o plano B. Antes de me formar, meu “humilde” plano A era primeiro pastorear uma igreja com 2 mil membros e seguir em frente a partir daí. Caí no plano B: uma igreja rural, com 38 membros. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, dando a mim e à minha esposa a oportunidade de nos concentrarmos em estabelecer nosso casamento.

Quando me aposentei, meu plano A era caminhar pelas trilhas da floresta do sul do Oregon. Então eu comecei a ter problemas nos pés. O plano B tornou-se um gratificante trabalho pastoral interino e a representação em tribunal de crianças vítimas de abuso.

O plano A de Paulo era plantar igrejas na Espanha. Ele acabou na prisão. Seu plano B: escreveu Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon na prisão, pelos quais milhões de pessoas têm sido abençoadas há séculos.

O plano A da moabita Rute era viver uma vida tranquila em Moabe com seu marido estrangeiro. Quando ele morreu, um  plano B apareceu e ela se mudou para Israel, tornando-se um antepassado de Jesus – sua fé e comprometimento tornaram-se inspiração para milhões de pessoas.

Todos nós fazemos planos e nos desapontamos quando esses planos não se concretizam.

Aprendi que, por mais grandiosos que sejam nossos objetivos, Deus pode ter oportunidades espirituais mais profundas reservadas para nós e que podem transformar nossa decepção em alegria.

Oração

Guardião de nossas vidas, em meio à frustração, ajuda-nos a crer que tu tens planos para nós maiores do que jamais sonhamos. Em nome de Jesus. Amém.

George Nye – extraído do Devocionário no Cenáculo (2015).

Índice de desenvolvimento espiritual

Segundo os últimos dados divulgados pela ONU, o Brasil registrou melhora no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), em 2014. Três dimensões do desenvolvimento humano compõe o índice: longevidade, educação e renda.

Gostaria de convidá-lo a pensar agora num outro índice: o do desenvolvimento espiritual.Sim, como cristãos precisamos estar atentos se estamos ou não progredindo espiritualmente, se estamos estagnados ou avançando em nossa vida com Deus.

É na Palavra de Deus que encontramos as dimensões que compõe o Índice de Desenvolvimento Espiritual (IDE), por meio das  quais podemos avaliar se estamos ou  não crescendo.

Consideremos, primeiramente, o índice referente ao amor:   “ que o vosso amor aumente mais e mais…” (Fp 1:9);  “e o Senhor vos faça crescer e aumentar no amor uns para com os outros e para com todos…”(1 Tes 3:12). Estamos, de fato, crescendo na prática do amor fraternal?

Outra dimensão é o do crescimento na “graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3:18).Quanto mais nós conhecemos Jesus, mais nós compreendemos e vivenciamos a graça de Deus em nossas vidas. Tem sido a nossa realidade?

Podemos pensar também na dimensão do crescimento no serviço cristão e no exercício dos nossos  dons, visando a edificação dos irmãos: “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu.. (1 Pedro 4:10). Estou envolvido em algum ministério na igreja?

Outras dimensões que constituem o Índice de Desenvolvimento Espiritual (IDE) poderiam ser evocadas. Contudo, ao concluirmos esta breve reflexão, queremos enfatizar o crescimento na prática da oração e da leitura e meditação diária das Escrituras Sagradas, a fim de que “não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina” (Ef 4:14).

À luz das dimensões acima, como você avalia o seu Índice de Crescimento Espiritual? Muito baixo, baixo, médio, alto ou muito alto? O que você vai fazer a respeito?

Rev. José Roberto Silveira

Ajuda Senhor

Senhor, nosso Pai! Tu nos dizes hoje como ontem; amanhã dirás como hoje fizeste: que sempre os amaste e que por isso nos levaste para junto de ti por tua bondade.

Nós te escutamos, mas faze com que escutemos corretamente! Acreditamos em ti, mas ajuda a nossa descrença! Queremos obedecer-te, Senhor, mas te pedimos que elimines tudo aquilo em nós que é demasiadamente fraco e demasiadamente forte para que possamos realmente te ouvir bem!

Confiamos em ti, mas pedimos que  expulses  todos os fantasmas de nossos corações e mentes, para que possamos confiar em ti com alegria e de forma plena! Fugimos a ti, Senhor, mas permite que deixemos para trás o que deve ser deixado pra trás e que possamos olhar para frente e seguir adiante, serenos e tranquilos. 

Ajuda, Senhor, a todos os que estão nesta casa – e também aos que se afastaram do bom caminho, aos aflitos, aos amargurados, aos que perderam a esperança nesta cidade e em todo o mundo – também aos detenos – aos pacientes hospitalizados – também aos que na política têm voz ativa e detêm o poder – assim como aos povos que clamam por pão, justiça e liberdade e que, de forma sensata ou insensata, lutam para tal fim – também aos professores e educadores e aos jovens e às crianças sob  todos os tipos e orientações: que guardem e proclamem a límpida luz da tua Palavra.

Vemos tantas coisas ao nosso redor e em locais distantes que nos entristecem e desanimam, mas também nos podem deixar enfurecidos ou indiferentes. Em ti, contudo, há ordem, paz, liberdade, alegria em plenitude.

No ano que passou, foste a esperança para o mundo e para todos nós; continuarás sendo também no ano vindouro. Erguemos nossos corações – não, ergue Tu os nossos corações a ti! A ti, Pai, Filho e Espírito Santo, seja a honra: hoje como ontem, amanhã como hoje e para todo o sempre. Amém!

Oração de Karl Barth para o Fim de Ano

Fim de Ano

Antigamente era comum ver lojas e armazéns com uma tabuleta: Fechado para Balanço. Hoje, com o desenvolvimento da informática, os estoques são mantidos em dia e o movimento financeiro é atualizado automaticamente. Não há mais necessidade de fechar para balanço. Contudo, o fim do ano é propício para uma avaliação. Uma avaliação de ordem pessoal.

Que valor colhemos no decorrer deste ano em nossa prática cristã? De quanto cultos par­ticipamos? Quantas mensagens despertaram a nossa consciência e tocaram o nosso coração? Aprendemos mais da Escritura Sagrada na Es­cola Dominical? Colocamos em prática o que a Palavra de Deus nos ensinou? A quantas pessoas falamos do amor revelado no Natal e no Calvário? Conduzimos alguém à salvação em Cristo? Nos­so testemunho melhorou? Refletimos em nossas conversas e atitudes os ensinos de Jesus? Temos sido uma bênção no lar e em nosso ambiente de trabalho? Tornamo-nos degraus ao invés de pedras de tropeço?

Talvez esse balanço nos incomode um tanto quanto. É possível que nos sintamos deficitários na fé, na esperança e no amor. É possível que descubramos um superávit de desânimo, de inveja, de amargura e de frustração. Esperávamos mais e alcançamos menos.

Nesta transição de um ano vencido para um novo ano com suas incógnitas, somos desafiados não para ‘chorar o leite derramado’, mas para olhar para Jesus Cristo, cujo Natal acabamos de celebrar, e Nele investir a nossa fé, a nossa esperança, o nosso futuro. Sua Palavra se tornou presença e vida. “Incli­nai os vossos ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá”, convida e promete o Senhor através do profeta Isaías (55.3).

Fim de ano nos faz sentir que um pedaço de nossa vida terrena ficou irrecuperavelmente para trás. Contu­do, essa realidade nos deve impulsionar para a frente na firme convicção de que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (I Co 2.9).

Rev. Eudes Coelho Silva

E agora, como vai ser o Natal?

Essa foi a pergunta feita pela repórter a uma mulher que enfrentava a dramática situação de ter perdido praticamente tudo, devido às enchentes que costumam castigar a cidade de São Paulo, no mês de dezembro. Como seria possível para ela celebrar e festejar o Natal? Existiria ainda ambiente ou clima para tal comemoração?

Temos a impressão de que a festa do Natal não combina com tragédia, tristeza, sofrimento e carência. Isso porque as propagandas vendem um Natal perfeito, com gente feliz e sorridente ao redor de mesas fartas e árvores natalinas carregadas de presentes. Essa, porém, não é a realidade da grande maioria da população. Há muitas pessoas que estão vivendo situações terríveis, dramas pessoais, familiares e problemas insolúveis. Elas também estão a perguntar:  “Depois de tudo o que aconteceu, será possível celebrar o Natal”? “Tenho razões e motivos para isso”?

Quando nos voltamos para a Bíblia e consideramos o primeiro Natal, vemos que o nascimento de Jesus foi cercado por muitas adversidades, por uma dura e implacável realidade. A começar da notícia de uma gravidez que quase põe fim a um casamento previamente acertado. Depois, uma viagem em condições precaríssimas para uma gestante de nove meses, seguido de um parto em lugar totalmente inadequado. Mais tarde, a ameaça de morte para o bebê, forçando a família a se refugiar num país distante.

Apesar de tudo isso, encontramos  no primeiro Natal várias convocações e apelos ao louvor a Deus e à celebração da chegada do Redentor. Vemos anjos e pessoas erguendo suas vozes em adoração e exultação pela vinda do menino Deus. Esse é o verdadeiro Natal que comemoramos, o Natal que independe das circunstâncias.

Se Deus não precisou de um ambiente perfeito a fim de visitar os homens na pessoa de Seu Filho, nós também não precisamos de que tudo esteja em perfeita ordem para celebrarmos, com alegria e gratidão, a festa que se aproxima.

Voltemos, então, os nossos olhos para Jesus, aquele que é o principal motivo do Natal!

Rev. José Roberto Silveira

Dia da Bíblia

A mocinha pode dizer: “Li ‘O Pequeno Príncipe’”, assim como o homem sisudo pode dizer: “Li ‘Os Sertões’”, mas nenhum deles pode dizer: “Li a Bíblia”, porque esta não é uma leitura ocasional. Se alguém “leu” a Bíblia não extraiu dela o mais importante em todos os sentidos. Só mesmo quem a lê sabe da sua importância e torna-se escravo do seu conteúdo histórico e, principalmente, da sua essência espiritual. A Bíblia é eterna pelo que ela ensina e pela influência que exerce.

Voltaire, incrédulo por natureza, disse um dia: “Dentro de cinquenta anos, ninguém mais lerá a Bíblia”. Ironicamente, a história informa que, exatamente 50 anos após sua partida foi inaugurada uma exposição da Bíblia… na casa onde ele morreu!

                       É erro dizer que a Bíblia contém a Palavra de Deus. Milhares de obras literárias exercem essa tarefa. Importante é saber que a Bíblia É a palavra de Deus.

               Escrita em 16 séculos por mais de 30 homens, continua a exercer sua influência na história, na literatura, na televisão e no cinema. Impossível saber quantos milhões de pessoas foram influenciados e transformados por ela.

                   Mitso Fuchida, aviador japonês que em 07/12/1952 comandou o ataque japonês a Pearl Harbor e destruiu a importante frota americana, voltou posteriormente aos Estados Unidos… como colportor (distribuidor da Bíblia).

                 O monoteísmo dos judeus venceu o politeísmo dos babilônios, fenícios e egípcios confirmando a perenidade e a santidade da Bíblia; por isso nós a chamamos o Livro Santo.

                    A Bíblia revela o homem na história, revela o homem a si mesmo (Salmo 19:12) e dá à criatura humana a consciência da sua personalidade: “Quanto mais vale um homem do que uma ovelha”? (Mateus 12:12)

                          Tradicionalmente, o segundo domingo de dezembro é o Dia da Bíblia. Cumpre-nos eternizar esse dia, tornando o Livro Santo como o livro de cada dia.

                         Proponho ao meu irmão, nesta data, o desafio de ler a Bíblia inteira durante um ano: apenas três capítulos por dia útil e cinco aos domingos.

                            Com boa vontade e experiência próprias, você poderá dizer no próximo Domingo da Bíblia:

                            SIM, “A Tua Palavra é a verdade” (João 17:17).

Presbítero Jurandy Mendes (In Memoriam)

Da escassez à abundância

Dívidas! Eis o que mais anda afligindo boa parte das famílias brasileiras. Já perdi o número das reportagens que assisti nestes últimos dias sobre a inadimplência que inferniza a vida de milhares e milhares de pessoas.

No Antigo Testamento, encontramos a conhecida história  da viúva que vivencia um quadro de escassez e de endividamento (2 Reis 4:1-7). Ela corre o risco de perder seus dois filhos, pois eles seriam levados pelo credor como pagamento da dívida. É muito instrutivo atentarmos para o modo como essa mulher age diante de tal situação.

Em primeiro lugar, ela não ficou parada esperando que seus filhos fossem tomados como escravos. Ela não ficou trancada em casa e nem chorando pelos cantos. Ela foi à luta! Ela procurou Eliseu, o profeta de Deus, e lhe relatou a sua angústia.Devemos colocar diante de Deus todas as nossas necessidades e ansiedades, pois Ele tem cuidado de nós.

Em seguida, aquela mulher é levada a ver o que ela já tinha em casa. O profeta pergunta: “Que é o que tens em casa”? Ela responde: Apenas “uma botija de azeite”. Deus age a partir do que temos, ainda que seja pouco.

Depois, ela é instruída a ir às vizinhas e pedir, não azeite, mas vasilhas vazias. O azeite viria do Senhor. A provisão vem do Senhor.

Cabe a nós depositarmos nossas vazilhas vazias no altar de Deus.

Finalmente, quando não havia mais nenhuma vasilha para encher, o azeite parou e a viúva recebeu a última orientação: “Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto”. (2 Reis 4:7).Tendo recebido a provisão abundante do Senhor, devemos fazer a nossa parte: honrar os nossos compromissos e pagar o que estamos devendo.

Não importa qual seja a tua escassez. Deus pode supri-la. Confie N’Ele. Obedeça as Suas orientações. Faça aquilo que te compete fazer. Experimente o milagre de Deus.

Rev. José Roberto Silveira  

Sonho realizado

Hoje é um dia muito especial pra mim. Dia em que meu coração está transbordando de alegria. Dia em que estou realizando um sonho, o lançamento do meu CD com canções cristãs.

Esse projeto nasceu há muito tempo atrás (eu ainda era uma criança), quando acompanhei meu pai a um evento em que ouvi várias dessas músicas pela primeira vez. Seu impacto foi tão forte em minha vida que, desde então, várias delas têm me acompanhado em minha liderança nos louvores de minha igreja e como forma de minha adoração e meu diálogo com Deus.

Minha alma humana achava que este era um projeto meu, mas Deus me mostrou que eu era apenas um instrumento d’Ele. Então, este CD não é da Josani Pimenta, mas sim de uma serva de Deus que foi usada por Ele para levar a Sua palavra às pessoas. Meu desejo é que você ouça essas músicas e que elas tranquilizem, transformem, acalmem o seu coração como muitas vezes o fizeram com o meu.

Essa caminhada não foi uma caminhada solitária. Tive a bênção de ter vários amigos caminhando ao meu lado e me apoiando.

–Obrigada, Alex Heinrich, pelos belíssimos arranjos!

–Gravei minha voz no estúdio da casa de Débora e João Baptista, meus irmãos em Cristo. Gravar com todo aquele carinho deles, com papos gostosos, chás, cafés e bolos deliciosos foi inspirador. Com certeza minha voz ficou mais doce ao ser alimentada pelo seu carinho. Obrigada!

Obrigada à minha igreja tão querida, Igreja Presbiteriana de Moema, e ao pastor José Roberto Silveira. Ouvir suas vozes se juntando à minha nos cultos e formar um grande coral não tem preço!

–Obrigada ao Pedro Cavalcanti, jovem talentoso que gentilmente me ajudou com a arte do CD.

–Meu muito obrigado ao Ney Júnior e à Luciana Manhães que produziram esse lançamento. Obrigada às minhas queridas amigas Rosa Maria e Voluzi Vidal pelos vocais e aos músicos Rodrigo Branco, Izaías Amorim e Denis Cambalhota que aceitaram nosso convite para tocar conosco.

–Obrigada à minha família, sempre pronta a ouvir e a abraçar meus projetos.

–Obrigada aos meus filhos que conheceram cada nota do CD comigo. Obrigada ao meu marido, Marcelo Pimenta, que me dá forças, me apoia e me inspira com sua sensibilidade ao piano.

–Obrigada a Deus por me usar como Seu instrumento.

Josani Keuncke Pimenta

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Hora da morte

“Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.”

1 Coríntios 15:16

A medicina luta contra a morte. A busca pela cura de doenças intensifica-se a cada dia. Milhões e milhões são gastos em pesquisas, e diversas doenças, que antigamente matavam, já têm cura. Deus deu inteligência ao homem para que usufrua dela e a use em benefício da humanidade, criando boas condições de vida.

–Ainda assim, a morte continua sendo o grande desafio. Pessoas morrem e não há nada que se possa fazer. Mas também existem doenças tão agressivas que deixam o paciente com a aparência de quem já morreu, embora ainda esteja vivo. Podemos continuar falando de morte, mas e quanto à ressurreição, você acredita nela?

–Talvez essa tivesse sido a pergunta mais difícil que os cristãos de Corinto teriam feito ao apóstolo Paulo. Afinal, falar em ressurreição parecia mais conversa de gente sem formação cultural. Todavia, o tema da ressurreição tem tudo a ver com o cristianismo. Sem esse conceito, o Evangelho não faz sentido.

–A Bíblia insiste na  ressurreição de Cristo e de toda a humanidade. O argumento de Paulo é que, se Cristo não ressuscitou, somos merecedores da compaixão de todos os homens, pois cremos em algo que jamais aconteceu ou acontecerá conosco.

–Talvez até hoje você tenha pensado no Evangelho como mero elemento religioso, mas ele é muito mais que isso. O Evangelho anuncia o poder de Deus sobre a morte. Por isso mesmo Evangelho significa “boas novas”.

–É certo que os cristãos também morrem, mas não eternamente. Os que confiam em Jesus Cristo, e crêem de fato em sua ressurreição, ressuscitarão para a vida eterna.

–Quando você ouvir aquele velho argumento de que, na vida, tudo tem jeito, menos a morte, responda imediatamente: “A solução para a morte está na ressurreição de Jesus. Porque Ele vive, eu também viverei”.

PÃO DIÁRIO:  O Livro de Devocionais Diárias

Somente Jesus

No próximo dia 31 de outubro, comemoraremos o 498º aniversário da Reforma Protestante do século XVI, um marco histórico e revolucionário no calendário da humanidade. Naturalmente, voltamo-nos para o passado. Falamos de Lutero, de Calvino e de outros reformadores que, há quase cinco séculos, levantaram suas vozes não só para protestar, mas para proclamar o Evangelho, numa época em que tradições e conceitos humanos vinham silenciando mais e mais a mensagem de Cristo.

–É bom e necessário olharmos para o passado. Somos gratos aos servos de Deus que consagraram seu coração e seu cérebro para traduzir e interpretar a Bíblia, para afirmá-la como autoridade final e única da Igreja, para expor com clareza as bases da fé cristã e para deixar assentado que a Igreja é a comunhão de todos os crentes justificados pela fé em Cristo Jesus. Seríamos ingratos, se nos esquecêssemos dos esforços realizados pelos reformadores.

–Entretanto, olhar para o passado encerra também um perigo: o de fixarmos tanto a nossa atenção em Lutero e Calvino e deixarmos de olhar para Cristo, para o único Senhor e Salvador, para o autor e consumador da nossa fé. Aliás, o mérito e o valor da obra desses reformadores residem justamente nisto: chamar, incisiva e constantemente, a nossa atenção para aquele que é o único fundamento da Igreja: Cristo! Daí entendermos a preocupação de Lutero quando propôs que, na sua morte, fossem queimados todos os seus livros (e são mais de cem volumes grossos, profundos e valiosos), e que em seu lugar se pusesse só a Bíblia, Bíblia que ele tinha traduzido, em 20 anos de trabalho, para a língua do seu povo.

–Assim, como herdeiros dos grandes princípios que inspiraram e sustentaram a Reforma Protestante do Século XVI, voltemos nossos olhos para Cristo, renovando o nosso compromisso de amá-lO, obedecê-Lo e ser-Lhe fiel. Peçamos a Deus ousadia e intrepidez para anunciar a centralidade de Cristo e de Sua Cruz. Que não nos deixemos levar por falsos modismos, mas permaneçamos firmes Naquele que é O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

Rev. José Roberto Silveira

Sacrifícios espirituais

Como bem sabemos, a doutrina bíblica do sacerdócio universal de todos os crentes foi redescoberta pelos reformadores do século XVI. Em síntese, ela ensina que não há diferença de status entre os cristãos. Todos os verdadeiros crentes no Senhor Jesus são sacerdotes. Como sacerdotes, os crentes não só vivem na presença de Deus, com acesso pleno e imediato a Ele, como também lhe oferecem “sacrifícios espirituais agradáveis por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2:5). Mas, quais são os sacrifícios espirituais que devemos oferecer a Deus?

–Primeiramente, os nossos corpos: “Rogo-vos, pois irmãos…que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1). À semelhança dos sacrifícios de animais que eram totalmente queimados sobre o altar (holocausto), devemos oferecer a Deus o nosso corpo em completa consagração. Em termos práticos, o que significa esse sacrifício do nosso corpo? João Crisóstomo, um dos pais da Igreja, dá-nos belissima resposta: “Que os olhos não contemplem o mal, e isso importa em sacrifício; que a língua não profira nenhuma vileza, e isso será uma oferta; que as mãos não operem o que é pecaminoso – e isso equivale a um holocausto. Mais do que isso! Devemos nos esforçar arduamente em favor do bem: as mãos dando esmolas, a boca bendizendo aqueles que nos amaldiçoam, e os ouvidos prontos a dar atenção a Deus”.

–O sustento da obra do Senhor é outro sacrifício espiritual que podemos oferecer a Deus: “… o que veio de vossa parte como aroma suave, como sacrifício aceitável e aprazível a Deus” (Filipenses 4:18). Deus sente um aroma suave e gostoso quando o povo de Deus oferece dos seus bens para sustentar missionários, evangelistas e a Sua obra de modo geral. Quando damos dos nossos recursos para o avanço do Reino de Deus neste mundo, não só estamos exercendo a nossa tarefa sacerdotal, mas experimentamos também a promessa de que Deus suprirá as nossas necessidades (Filipenses 4:19).

–A Bíblia também nos ensina que devemos oferecer a Deus, “sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13:15). Quando louvamos, agradecemos e adoramos a Deus, estamos oferecendo sacrifícios espirituais (Salmo 50:14,23). Jesus disse que o Pai está procurando adoradores (João 4:23). Deus tem encontrado em nós pessoas que oferecem sacrifícios de louvor com sinceridade e retidão?

–Finalmente, não devemos negligenciar a prática do bem e da mútua cooperação, “pois com tais sacrifícios, Deus se compraz” (Hebreus 13:16). Praticamos o bem e a mútua cooperação quando atendemos alguém na sua necessidade, que pode ser financeira, espiritual, física ou emocional. Para oferecer ao Senhor esse tipo de sacrifício, precisamos ser sensíveis às pessoas nas suas necessidades.

Que possamos cumprir mais fielmente nosso sacerdócio, oferecendo a Deus tais sacrifícios.

Rev. José Roberto Silveira-

Coração de criança

“…se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no  reino dos céus”? Mateus 18:3

Em certa ocasião, os discípulos se aproximaram do Senhor Jesus dispostos a resolver, de uma vez por todas, uma questão pendente entre eles:”Quem é, porventura, o maior no reino dos céus”? (Mateus 18:1)

Para frustração dos discípulos, Jesus não respondeu diretamente a pergunta feita por eles. O Mestre chamou uma criança que estava ali perto, provavelmente sem que tivesse sido notada pelos doze, colocou-a no meio deles e, tomando-a como modelo, ensinou-lhes duas importantes lições. Lições que servem para nós também!

Primeira lição: Antes de se preocupar em ser o primeiro no Reino, é preciso “entrar” no Reino. E isso só é possível se nos tornarmos iguais às crianças. Em que sentido? Mediante a dependência humilde e a absoluta confiança. Sem essas atitudes, definitivamente não se entra no Reino.

–A criança não pretende ter conquistado com suas próprias forças o que recebe. Ela se sabe dependente e confia de todo o coração. Assim, temos que acolher o Reino tal qual uma criança. Não como algo que se  merece, que se compra, que se alcança por méritos pessoais, mas que tão somente se recebe, porque nos é dado gratuitamente, como dom, como presente de Deus.

Segunda lição: Servir é o caminho para a verdadeira grandeza. Jesus se especializou em serviços humildes que todo mundo tentava evitar, como lavar os pés do próximo, tocar leprosos, dar atenção aos cegos etc. Nada era menos importante, porque Ele veio para servir e mostrar com seu exemplo que a verdadeira grandeza não consiste na quantidade de pessoas que nos servem, mas na quantidade de pessoas que servimos. Por isso Ele desafia a todos que querem ser “grandes” a prestar o serviço humilde de receber o pequeno, o desprotegido, o pobre, aqui simbolizados na figura da criança: “E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe” (Mateus 18:5).

–Peçamos a Deus que nos dê um coração de criança, um coração que acolhe humildemente a dádiva do Reino e sempre pronto a acolher o próximo, como se fosse o próprio Cristo.

Rev. José Roberto Silveira

A chuva parou

Eu, como todo cristão de fraldas, ainda tenho muitas dúvidas racionais e já me questionei por diversas vezes se Deus, de fato, ouve minhas orações… Acreditava por “N” motivos que Ele não desse ouvidos, talvez porque orasse errado ou porque deveria ter coisas maiores e mais importantes a se preocupar ou até coisas melhores a se fazer, talvez atendendo a algum filho “mais velho de casa” ou ainda aquele velho “calma, já já Eu vejo o seu caso…”

–Então, numa das pregações, ouvi que alguém orava pedindo uma vaga de estacionamento para onde fosse… Oi? Uma vaga??? Então entendi que a oração pode e deve ser feita a qualquer momento e pelos mais diversos motivos.

–No domingo passado, ao final do culto, chovia bastante. Eu resolvi “testar” a oração a Deus. Por favor, não me entenda mal. Nunca, em momento algum, num sentido pejorativo ou desafiador, mas num sentido de acreditar que Deus só olharia para grandes problemas, para assuntos realmente graves e não em pequenas perturbações individuais e cotidianas.

–Mas aprendi que Deus conhece seus filhos pelo nome e sabe o que dirão antes mesmo que as palavras soem. E pedi a Ele simplesmente que desse uma pausa no temporal. Somente a tempo de chegarmos em casa, pois como é de costume vamos a pé à igreja. E não é que, ao colocar o pé na porta do hotel, a chuva deu seu último pingo e voltou com força total assim que entramos em casa?

–A única aula da Escola Dominical que assisti (e não me orgulho disso, pois deveria frequentá-la mais vezes) tratava do “ponto de virada” de um cristão. Sempre procurei o meu ponto de virada, e esperava que fosse algo grandioso ou catastrófico, através do qual saberia que seria o meu. E o meu ponto de virada foi essa… chuva! Uma simples chuva!

–Creio que não estou sendo prematuro ao dizer que, após esse momento, minha fé não somente se tornou mais forte, como pude comprovar, desde então, o poder absurdo e a imensa bondade de Deus, concedendo graças a todos os instantes. Percebi que não adianta racionalizar a fé. É perda de tempo. Fé é dom de Deus. É algo que se sente. Acredita-se e ponto. Só me resta dizer: “Obrigado SENHOR pelas graças que vemos e as que nem percebemos”

Fábio Akira, membro da IP Moema, casado com Patrícia Pitta, Executivo de Serviços em TI.

Testemunho de um vencedor

“…nasceram dois filhos a José…ao primeiro chamou de Manassés, pois disse: ‘Deus me fez esquecer’…ao segundo, chamou-lhe Efraim, pois disse: ‘Deus me fez próspero na terra da minha aflição’”  (Gênesis 41:51-52).

–Vejo no texto acima o testemunho de um vencedor, de alguém que deu a volta por cima, que superou obstáculos, dificuldades e injustiças; de alguém que não se deixou abater, que não entregou os pontos, que não ficou lamentando, murmurando, reclamando  nem culpando este ou aquele, mas prosseguiu, foi em frente e venceu.

–Na época do nascimento de seus dois filhos, José, filho do patriarca Jacó, era a segunda pessoa mais importante e poderosa do Egito. Ele alcançou essa posição permanecendo íntegro e fiel a Deus em todas as situações. O próprio Faraó reconheceu em José um homem sábio, ajuizado e cheio do Espírito de Deus.

–Os nomes que José deu aos seus filhos revelam como Deus fez dele um vencedor – Manassés: “Deus me fez esquecer”. Esquecer todas as injustiças sofridas, pois faziam parte do passado. Não havia ressentimento nem amargura em seu coração. É fato que José não podia mudar o passado, mas podia olhar  diferente para ele.

–Com Deus podemos aprender a lidar com o passado. Ele nos ajuda nesse processo. Sozinhos, será muito difícil. Se o passado não estiver curado, não viveremos bem no presente, pois toda a nossa energia será direcionada para o passado.

–Efraim: “Deus me fez próspero na terra da minha aflição”. A terra da “aflição” transformou-se na terra da bênção, da prosperidade, da paz e da abundância para José.

–Se Manassés fala do passado que foi curado, Efraim fala do presente e do futuro que se abrem diante de nós, de uma nova fase, de uma nova etapa de nossas vidas. Em Cristo, “as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2 Coríntios 5:17).

–Lembremo-nos, finalmente, do testemunho de um outro vencedor, cujo tema de vida era: “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Filipenses 3:13-14).

Rev. José Roberto Silveira

Retrospectiva Musical

Cantando no auge da primavera e no mês da Reforma Protestante do século XVI

O canto é uma característica da igreja cristã desde o seu início. Herança do culto judeu, o canto foi incorporado ao culto cristão e desenvolvido plenamente dentro do cristianismo ocidental.

–Nós, cristãos do século XXI, nos reunimos para adorar nosso Deus semanalmente em cultos públicos, em encontros de oração, de estudo bíblico e, em todos eles,  cantamos. A música é parte integrante de nossos encontros.

–Cantamos hinos tradicionais com séculos de história, com características de música erudita, de várias partes do mundo e de nosso próprio país, compostos por músicos e poetas.

–Cantamos “corinhos” e cânticos espirituais, música de característica popular, escritos por leigos, poetas e músicos amadores – música e poesia, em sua maioria, simples e espontânea, facilmente assimilada por toda gente, e, como os hinos, hoje mais do que nunca, vindos de várias partes do mundo e de nosso grande país.

–No dia 18 de outubro, Coro e Igreja de Moema elevarão ao Senhor, em uma retrospectiva musical, cânticos espirituais, aqueles que marcaram época, marcaram nossas vidas e nossas igrejas e estão guardados em algum lugar de nossos corações e memória.

–Estamos tirando de nosso “baú musical” os mais antigos “corinhos” de que nos lembramos, passando pelas décadas de 60, 70, 80 e 90 do século passado, chegando até nossos dias. É claro que muitos ficarão de fora, e esses que cantaremos nos farão lembrar ainda de outros tantos. Quem sabe esse poderá ser apenas o primeiro encontro dessa natureza.

–Nesses 2000 anos de história do cristianismo, o canto congregacional esteve presente. Em algumas épocas mais presente, em outras menos, porém jamais ausente. Junto com o ser humano o canto se desenvolveu, cresceu, tomou diferentes formas e alguns estão nas mentes e nos corações de cristãos pelo mundo há séculos.

–Se você tem guardado discos (long plays) e fitas K7, partituras ou coletâneas de antigos cânticos, fotos dos grupos musicais das épocas citadas, traga e entregue para a Isabel, que está organizando uma exposição desse material que ficará disponível no salão do café. Quanto mais antigo, melhor!

Débora Baptista – Regente do Coro Moema

Entrar na casa do senhor

“Tendo o rei Ezequias ouvido isto, rasgou as suas vestes, cobriu-se de pano de saco e entrou na casa do Senhor. “(2 Reis 19:1)

Entrar na casa do Senhor é muito mais do que ir à igreja, muito embora a ida à igreja possa favorecer ou provocar a entrada na casa do Senhor. Entrar na casa do Senhor significa entrar na presença de Deus. Não importa o lugar onde isso possa acontecer. Pode ser num templo, no alto de uma montanha, numa floresta, num jardim, no leito de um hospital ou na própria casa.

–Entrar na casa do Senhor é um dos atos mais solenes e mais abençoadores que existem. Entra-se na casa do Senhor para chorar, para confessar, para clamar, para consagrar-se, para adorar, para abrir o coração, para acalmar-se, para expor todo o sofrimento, para resolver problemas, para pedir orientação, para parar de chorar, para alcançar graça, para obter vitória sobre o pecado, para descomplicar-se, para interceder por um ente querido.

–Quando Davi soube que seu filho recém-nascido era morto, de algum modo ele sentiu necessidade de entrar na casa do Senhor e o adorar (2 Samuel 12:20). Quando Ezequias soube das ameaças do rei da Assíria, ele se cobriu de pano de saco e entrou na casa do Senhor (2 Reis 19:1).

–A experiência mais notável é a de Asafe. Profundamente perturbado com a prosperidade dos ímpios e com as vicissitudes dos justos, já desejoso de romper com Deus e com seu passado religioso, Asafe entra no santuário de Deus, quem sabe para despedir-se dele ou para tentar, pela última vez, permanecer na fé. Então, é de tal modo alcançado pelo amor de Deus, que desiste da desistência de Deus e renova-se a ponto de declarar: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus;  no Senhor ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos” (Salmo 73:28).

–O livramento tem tudo a ver com a iniciativa de entrar na casa do Senhor. É Asafe mesmo que conta: “Em só refletir para compreender isso [o problema da prosperidade dos maus], achei mui pesada tarefa para mim, até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (Salmo 73:16-17). Graças a essa iniciativa ou a esse comportamento, Asafe não viu seus pés se resvalarem da fé!

Rev. Elben M. Lens César – (Devocionais Para Todas As Estações, p. 216)

Um hino contra a deslisão

Ouço, ao fundo, no prédio da escola ao lado, o Hino Nacional Brasileiro. Imagino que crianças, que não devem entender dez por cento da letra que arrastam, cantem a canção, talvez em pé e mãos nos peitos. Talvez aplaudam no final.

Pode não ser muita coisa, mas é algo que fazem com um sentido coletivo, porque, desde cedo, todos somos empurrados para a lógica irrefreável do “cada-um-por-si”.

–Os estrangeiros no Brasil nos veem solidários, fraternais, grupais. Num restaurante, por exemplo, quando uma mesa canta “parabéns”, as outras fazem coro. No entanto, quando se trata de civismo, parece que o máximo a que chegamos é uma fugidia emoção durante o hino da Pátria. Aí somos o que somos:  totalmente “cada-um-por-sistas”. Um país não se faz sem o sentimento do grupo, da coletividade, da comunidade, da nacionalidade. E este nos falta.

–Os segundos brasileiros (supondo que os habitantes primevos da terra brasilis foram os primeiros) vieram com a ilusão de que ficariam ricos aqui, mas aqui não ficariam. É possível que o gene “o-que-importa-é-eu-me-dar-bem” tenha sido transferido para outras gerações, começando nas famílias (o único lugar em que o sentido de grupo ainda permanece) e chegando aos palácios, lugares imaginados para serem ocupados temporariamente por uns em benefício de todos, mas que têm sido sonhados como espaços de fabricação de pés-de-meia próprios.

–O resultado é que as pessoas em quem haja ainda algum sentido cívico (isto é, com interesses pelas coisas nacionais) procuram se afastar dos palácios. Secretamente, seus ocupantes aplaudem. Neste contexto, tem crescido o desdém pela obrigatoriedade da participação nas eleições. E pior: tem ficado mais forte, especialmente entre os jovens, o esforço pelo voto nulo. A derrama de promessas gera mais desilusão e mais apatia.

Só que a cidade (a nação) é de todos. A razão é simples: nós vivemos nela e nenhum de nós vive sozinho.

–É por isto que a Bíblia nos diz para orarmos por nossa cidade (e, no contexto da ordem dada, cidade representava a nação). É também por isto que a Bíblia nos diz para orarmos pelas autoridades (num tempo em que essas autoridades perseguiam os que intercediam por elas). E é ainda por isto que a Bíblia nos concita a fazermos a nossa parte para que vivamos bem.

–Só ora quem tem esperança. Sem oração não há esperança. Sem esperança não há ação.

–(Terminou o canto ao lado. Não ouvi, mas espero que também tenham orado pela Pátria.)

Pr. Israel Belo de Azevedo (escritor e pastor batista)

Eis me aqui

Havia três colaboradores que se chamavam: Todo Mundo, Qualquer Um e Alguém.

–Um trabalho importante foi pedido para eles. Todo Mundo acreditava que Alguém iria executá-lo. Qualquer um poderia fazê-lo, mas também esperava que os demais o fizessem. Alguém ficou aborrecido porque entendia que a execução do trabalho era responsabilidade de Todo Mundo. Este, por sua vez, pensou que era um trabalho que Qualquer Um poderia realizar. E este último não tirava de sua cabeça que aquele trabalho era obrigação de Alguém.  No fim, nada foi feito.

–Moral da história: todo mundo culpou alguém porque não foi feito o que qualquer um poderia ter feito!

–A omissão é uma calamidade na vida de nosso país, mas é um desastre de proporções gigantescas na vida da Igreja. A omissão sepulta a missão da Igreja no cemitério da indiferença. As expressões “todo mundo”, “qualquer um” e “alguém” borbulham nos lábios dos cristãos quando o assunto é trabalho. Falta-nos o uso da primeira pessoa do singular e da primeira do plural, tão frequentes na Bíblia: “Eu farei”;“Eu pequei”, “Nós faremos” ; “Nós pecamos”.

–A  Bíblia é muito clara ao qualificar o modo pelo qual o cristão deve agir. Vejamos algumas das muitas passagens sobre a ação humana:

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças…” Eclesiastes 9:10

“No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor.” Romanos 12:11

“Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando.”  Tiago 4:17

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”  Colossenses 3:17

–Que o Senhor toque o nosso coração e coloque em nossos lábios as palavras do profeta Isaías (6:8): “Disse eu: eis-me aqui…”

(Extraído e adaptado do Boletim da 1ª Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo)

Coração tranquilo e corpo saudável!

“O coração em paz dá vida ao corpo, mas a inveja apodrece os ossos.”  Provérbios 14:30

A busca por uma vida mais saudável está no topo da lista de prioridades de muitos de nós.  Afinal, é ela que nos permite correr atrás dos nossos objetivos e sonhos. Como bem afirmou o filosófo Arthur Schoppenhauer, “saúde não é tudo, mas sem a saúde o tudo é nada”.

–E foi pensando nessa busca  que me lembrei do dito proverbial acima. Ele fala de saúde. Só que ele contempla um aspecto nem sempre considerado pela maioria das pessoas:  A saúde tem tudo a ver com a nossa vida interior. Tem  a ver com um coração em paz, sereno e tranquilo. Se esse é o meu estado de espírito, então todo o meu corpo se beneficia, o meu sistema imunológico é fortalecido. Porém, se o meu coração é dominado pela inveja,  pelo ressentimento e pela insatisfação, o meu corpo adoece, pois um reflete no outro. Inevitavelmente, surge a pergunta: Como ter ou como cultivar um coração tranquilo, um espírito sereno?

–À luz de todo o ensino das Escrituras Sagradas, entendo que, em primeiro lugar, um coração em paz é acima de tudo um coração confiante, um coração que tem aprendido a confiar dia a dia em Deus. O Salmo 37:5 nos exorta: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”. Entregar é confiar; confiar é entregar. À medida que entrego e confio, vejo Deus agindo na minha vida, dirigindo os meus passos e cuidando de mim. Então, eu posso “descansar no Senhor e esperar nele” .

–Além de confiante, um coração em paz é também um coração satisfeito e agradecido. Seguindo o exemplo do apostólo Paulo, devemos aprender a viver contentes em toda e qualquer situação, pois é Deus quem nos fortalece (Filipenses 4:11-13). É  de Paulo que recebemos também o seguinte imperativo: “Em tudo dai graças…”(1Tessalonicenses 5:17). Agradecer faz bem à saúde! Os psicólogos têm dito que a gratidão é a emoção mais saudável que existe. O coração agradecido não alimenta ressentimentos nem invejas. A gratidão não convive com esses sentimentos. Onde um entra  o outro sai.

–Tenha uma vida plenamente saudável! Cuide do corpo, mas sobretudo do seu coração! Confie em Deus, viva contente e seja sempre agradecido!

Rev. José Roberto Silveira