Arquivo – Editorial

“Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus entreguem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.” 1Pedro 4:19

Órgãos internacionais deram conta de uma pandemia do novo corona vírus. Palavras como: medo, incerteza, crise, quarentena, fechamento do comércio, falta de produtos etc. ganham as manchetes mundiais.
Em tempos assim, onde muitos se veem perdidos, os cristãos se agarram ao que foi dito pelo Espírito. Mesmo diante de grandes crises os cristãos podem perceber a oportunidade para fazer o bem.
Numa sociedade que de um lado idolatra o Estado e do outro o Consumo, crises mundiais, como essa que se instala, são oportunidades para os cristãos demonstrarem as virtudes de Jesus.
Sendo assim, sugiro que os irmãos sigam as seguintes obras da fé que temos em Jesus:
1. Confie na providência do Senhor. Deus é soberano sobre todas as coisas. Até os vírus servem ao seu bom propósito, ainda que ele seja secreto aos nossos olhos; nem mesmo a mais habilidosa teoria dos jogos pode ser comparada com a grandeza do trono de Deus;
2. Ore pelas autoridades mundiais. As pessoas enfrentam uma crise mundial em tempo real. Contudo, na urbe politizada algo deve claro: o corona vírus não tem partido político. Isto posto, todo protocolo sanitário deve ser observado com toda sabedoria e prudência cristã. Com a vocação diaconal precisamos expressar gestos de misericórdia com nossos irmãos e também com a cidade. Oremos pelos profissionais da saúde e cientistas para que, com a sabedoria de Deus, consigam prover a vacina para essa pandemia.
3. Olhe para a graça de Deus. Nossos ancestrais na fé enfrentaram cativeiros, exílios, doenças e pestes. Alguns de nós enfrentaram a hiperinflação dos anos 80. Diante de tudo isso, podemos testemunhar que muita coisa deu errado e muito aperto foi necessário, mas em todas as situações sempre podemos ver a graça de Deus dispensada aos seres humanos. Assim como o Senhor é generoso conosco sejamos generosos com as pessoas que sofrem nesse momento.
Que o Senhor nos dê graça e nos ajude!

Francisco Macena da Costa
Pastor Batista em Fortaleza (CE)

Comemora-se hoje o Dia Internacional da Mulher. Muito já se escreveu sobre o longo percurso histórico trilhado por sucessivas gerações de mulheres que experimentaram, por vezes, a ausência ou a contínua luta pelo reconhecimento de sua dignidade pessoal, no âmbito da família e diante da sociedade.

Todavia, pensei para este curto espaço de boletim, convidá-los a refletir comigo acerca de uma das mudanças de paradigmas sociais mais significativas relativas à dignidade da mulher, a qual foi alcançada pelo cristianismo.

A mulher vista como pessoa e, portanto, digna das mesmas condições de desenvolvimento humano, foi um legado introduzido pelo cristianismo, o qual propiciou e fortaleceu a igualdade e reciprocidade entre os gêneros, instaurando uma simetria no relacionamento entre homem e mulher. O lugar que as mulheres ocupam no Novo Testamento mostra o efeito igualador do Evangelho: “Em Cristo não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher, porque todos somos um em Cristo Jesus” (Gálatas 3:28).

Então, ao comemorarmos o Dia da Mulher, eu quero dignificar um grande homem, que viveu impregnado de afetividade e que exerceu um papel social de relevo. Quero destacar o fato de que esse homem tão cativante valorizou a mulher. É fundamental mencionar sua abertura e ressaltar sua coerência e sua generosidade, indo em direção oposta às atitudes altamente machistas e hierarquizadas de sua época.

Nas relações cotidianas, esse homem aliviou a angústia de muitos, negou-se a si mesmo e consentiu em ser desprezado, vivendo dos despojos de sua própria humanidade. Por amar incondicionalmente, experimentou a dor e o sabor amargo da cruz.

Como consequência de seus atos, muitas mulheres, em diversas ocasiões, foram absolvidas e justificadas, pois eram discriminadas em sua cultura. Ele permitiu-se ser tocado por uma e perdoou o seu pecado (Mateus 9:19-22). Aproximou-se sem preconceito de outra, que era samaritana, e lhe ofereceu vida eterna (João 6:6-42). Absolveu uma mulher apanhada em flagrante adultério e lhe concedeu perdão (João 8:1-11).

Por isso, com certo alívio alegre, posso me identificar com cada uma dessas mulheres e aproximar-me Dele, tocá-Lo e sair curada. À semelhança da mulher samaritana, ele se encontra comigo e sacia a minha sede espiritual. Nele tenho a salvação e a certeza da vida eterna.

Jesus, “que veio em carne e é Deus” (1 João 4:2), me reconhece pelo nome, faz-me sentir amada como pessoa, valorizada como mulher e anistiada por seu perdão.

Isabel Orestes Silveira

A Escola Dominical é uma agência de ensino do Reino de Deus. Ela está presente em quase todos os países do mundo e possui milhões de alunos, que dominicalmente, se dedicam ao estudo das Sagradas Escrituras. Seus alunos procedem de todas as denominações protestantes, são oriundos de todos os extratos sociais e abrange todas as faixas etárias. Essa escola informa, transforma e treina pessoas para a realização da obra de Deus. Destacaremos três importantes características da Escola Dominical:
1. A Escola Dominical informa acerca das verdades eternas – Seu livro texto é a Palavra de Deus. O que estudamos nessa escola não são os últimos inventos da ciência nem as lucubrações dos filósofos e pensadores, nem mesmo as últimas tendências da política, das artes ou da cultura, mas a verdade revelada de Deus.
2. A Escola Dominical é uma escola que objetiva a transformação da vida mediante o ensino fiel das Escrituras – Quando ensinamos a Palavra de Deus, no poder do Espírito Santo, essa mensagem bendita do evangelho transforma vidas e famílias inteiras. A Escola Dominical não é apenas uma agência de ensino, mas, também, um instrumento poderoso de evangelização. Por meio do ensino das Escrituras muitas pessoas têm vindo ao conhecimento salvador de Cristo e sido transformadas pelo poder do Espírito Santo.
3. A Escola Dominical é um campo de treinamento dos santos para realizar a obra de Deus – Devemos nos reunir dominicalmente, não apenas para nos abastecermos, mas também para nos equiparmos para fazer a obra de Deus. É tempo de repassarmos aos outros o que temos recebido. É tempo de nos levantarmos, munidos de um profundo senso de urgência para fazermos a obra de Deus enquanto é dia, pois a noite vem quando ninguém pode trabalhar.
Que Deus nos ajude a ter uma Escola Dominical viva, dinâmica e operosa, que informa, transforma e treina pessoas para fazer a obra de Deus!

Rev. Hernandes Dias Lopes

“Aproximemo-nos, com sincero coração”. (Hebreus 10.22)

A ordem que nos foi dada nessa passagem é que nos aproximemos de Deus. O grande objetivo do escritor do livro de Hebreus é que nos aproximemos de Deus, que tenhamos comunhão com ele, que não tenhamos uma vida cristã distante de Deus.
Essa aproximação não é um ato físico. Não é construir uma torre de Babel por suas realizações para chegar ao céu. Não é necessariamente ir até o prédio da igreja ou caminhar até a frente de um altar. É um ato invisível do coração. Você pode fazê-lo enquanto permanece absolutamente imóvel ou enquanto está deitado em um leito de hospital ou no trem enquanto vai trabalhar.
Esse é o centro do evangelho — é sobre isso que o jardim do Getsêmani e a Sexta-feira Santa dizem respeito — que Deus fez coisas surpreendentes e custosas para nos aproximar de si mesmo. Ele enviou o seu Filho para sofrer e morrer, para que por meio dele pudéssemos nos aproximar. Tudo o que ele fez no grande plano da redenção é para que pudéssemos ser aproximados. E essa proximidade é para a nossa alegria e para a glória de Deus.
Ele não precisa de nós. Se permanecermos distantes, ele não é empobrecido. Ele não precisa de nós para ser feliz na comunhão da Trindade. Porém, ele magnifica a sua misericórdia, dando-nos, apesar de nosso pecado, livre acesso por meio de seu Filho à única realidade que pode satisfazer nossas almas completamente e para sempre; ou seja, ele mesmo. “Na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” (Salmo 16.11).
Essa é a vontade de Deus para você, agora mesmo, enquanto lê isso. É por isso que Cristo morreu: para que você se aproxime de Deus.

John Piper

Jesus tornou-se um viajante, um peregrino. Andava pela sua região, hoje palestina, diariamente. Fazia amigos e companheiros por onde passava. Conhecia o coração do homem com perícia. Dedicava tempo para ouvir pessoas e dizia palavras profundas. Construiu uma vida desapegada das coisas materiais. Ao caminhar pelas ruas e becos, foi cumprindo sua missão. As muitas experiências permitiram-lhe aprender e ensinar algumas coisas.
Não andeis ansiosos – viajantes tornam-se ansiosos pois não acumulam bens, nem porto-seguro, nem lugar para fixar residência. Dependem da disposição das pessoas. Precisam ter mais de um plano para uma só necessidade. A ansiedade é consequência da incerteza. A incerteza é consequência da imprevisibilidade. Mas, é bom ouvir as sábias palavras de um viajante experiente. Disse Jesus em primeiro lugar: não andeis ansiosos.
a. Ansiosos não desfrutam os dias do presente.
b. Ansiosos perdem os detalhes importantes.
c. Ansiosos criam expectativas, por vezes falsas, do que vem pela frente.
d. Ansiosos tendem a se frustrar com o resultado diferente do planejado.
Observai as aves do céu – Quem pára, para olhar as aves do céu? Pára quem tem tempo, ou quem tem tudo sobre controle. Quem cumpriu todas as obrigações do dia consegue observar as aves do céu. Quem confia que dará tudo certo no dia, também tem condições de olhar para o céu. Esses tem condições de:
a. Perceber que de alguma forma algo sustenta tudo o que existe; perceber que as aves tem uma economia diferente, baseada na graça, e nem por isso passa fome; o Senhor é farto em sustentar-lhes.
b. Sendo ansioso, pode-se acrescentar um côvado ao curso da vida? Pode deixar de desfrutar a vida. Mas quanto a acrescentar qualquer milímetro ao curso da vida, nada pode fazer.
Buscai o seu Reino e a sua justiça – O reino de Deus por vezes nos escapa do entendimento. As vezes, pensamos que compreendemos, as vezes, percebemos que nada esta ao nosso alcance. O viajante aconselha que busquemos o Reino de Deus. Um Reino diferente do que podemos encontrar na terra. Um Reino próximo do coração que conversava com o seu Criador. O caminho da vida no Reino de Deus é diferenciado.
O amanhã trará os seus cuidados – Pois o amanhã trará os cuidados necessários para os males que existirão. Hoje, basta ter a busca do Reino e da justiça. Esses, por si, permitirão que as demais coisas sejam acrescentadas. O viajante experiente sabe o que diz, jamais passou fome, nem sede, nem faltou-lhe vestimenta. Pelas palavras, oração, serviço e amizade, sobraram-lhe pão, casa, atenção e companheiros. Mas sem dúvida nenhuma, o Pai foi quem providenciou tudo.
O Viajante Jesus deixou-nos uma palavra fabulosa que auxilia nossa confiança. No dia da ansiedade lembre-se do registro de Mateus 28.20b. Sendo discípulo desse mestre viajante, você deve lembrar desse versículo.

Rev. Marcelo Custódio

Aniversário é sempre não só um tempo de retrospectiva, mas também de autoavaliação e olhar para adiante. Com a nossa comunidade de fé, não poderia ser diferente. Para crescermos, numérica e espiritualmente, é importante que, olhando para as Escrituras, analisemos quais são os principais paradigmas que nos dirigem.
Um catecismo escrito por volta de 1563 na Alemanha nos ensina que Cristo, o Filho de Deus, “reúne, protege e conserva, dentre todo o gênero humano, sua comunidade eleita para a vida eterna. Isto Ele fez por seu Espírito e sua Palavra, na unidade da verdadeira fé, desde o princípio do mundo até o fim”.
Embora o documento se refira especificamente à igreja invisível de Cristo, composta por todos os crentes de todos os lugares de todos os tempos, seus termos também podem ser aplicados à igreja visível. Levando isso em consideração, é importante que nossa comunidade de fé seja caracterizada por essas três marcas:
1. Dependência do Espírito – Como nos escreveu o rev. José Roberto na última semana, é o Senhor Jesus que promove o crescimento da sua igreja, salvando pecadores, vivificando-os por meio do seu Espírito e de sua Palavra e, deste modo, acrescentando-os à igreja (Atos 2.42-47). Por isso, é necessário sempre nos colocarmos na dependência do Espírito, para que Ele nos guie na direção do que tem preparado para nós.
2. Firmeza na Palavra – Igrejas podem até crescer numericamente sem um compromisso sério com a exposição das Escrituras. Porém, somente igrejas que entendem a relevância, a importância e a centralidade da Palavra de Deus podem fazer a diferença na vida de seus membros, encaminhando-os à maturidade cristã.
3. União e Comunhão – Cristo não nos colocou numa comunidade para ficarmos sozinhos, nem apenas para cantarmos juntos. Igreja é lugar de abraço, de afeto e de dividir alegrias e tristezas.
Que o Senhor nos dê a graça de fazermos destes pilares características sempre presentes em nossa igreja, para que, nos próximos anos, cresçamos ainda mais. Não para nossa fama, mas para a glória de Deus!

Rev. Carlos Oliveira

“Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.”
Atos 2:47b

A partir deste domingo, iniciamos as comemorações do 9º aniversário da Igreja Presbiteriana de Moema. Serão três domingos de muito louvor e gratidão a Deus por todas as bênçãos que Ele, em sua infinita bondade e graça, têm derramado sobre nós, ao longo de todos esses anos.
A Igreja Presbiteriana de Moema tem crescido. No ano passado (2019), recebemos 57 novos membros comungantes. Ficamos muito felizes com a chegada desses novos irmãos e irmãs. Porém, esse auspicioso acontecimento na vida de nossa igreja deve também, à luz do texto bíblico acima, fazer-nos lembrar de algumas importantes verdades.
É o Senhor Jesus que promove o crescimento da sua igreja. Só Jesus pode salvar pecadores, vivificando-os por meio do seu Espírito e de sua Palavra e, deste modo, acrescentá-los à igreja. Como bem disse o Rev. John Stott, “Jesus não acrescenta pessoas à igreja sem salvá-las, nem as salva sem acrescentá-las à igreja”. Isso porque a salvação e a filiação à igreja caminham juntas. Ao nos comprometermos com Cristo, comprometemo-nos também com o Corpo de Cristo, sua igreja.
Sim, irmãos, o Senhor age e está agindo em nosso meio, assim como agiu no passado. Notemos, entretanto, em que contexto acontece a ação divina de acrescentar vidas à igreja. O texto bíblico diz: “enquanto isso, acrescentava-lhes”. Os versículos anteriores (Atos 2:42-47a) dão-nos a explicação: enquanto a igreja perseverava “na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações…”, “acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Ou seja, à medida que a igreja dedica-se ao estudo sério da Palavra de Deus, ao cultivo e à manifestação prática da comunhão entre seus membros, e à adoração alegre e reverente a Deus, o Senhor age, acrescentando vidas à mesma.
Assim, irmãos, vamos seguir perseverando em todas essas coisas, certos de que o Senhor Jesus haverá de promover o crescimento da sua igreja aqui neste bairro, tudo de acordo com a sua soberana vontade e tão somente para a sua honra e glória!

Rev. José Roberto Silveira

Deus criou o mundo e nos criou para servi-lo e para desfrutar dele e do mundo por ele criado. Contudo, os seres humanos não quiseram servi-lo; pecaram e arruinaram a si mesmos e a criação. Todavia, Deus prometeu não os abandonar (embora tivesse todo o direito de fazê-lo), mas resgatá-los, apesar da culpa e da condenação sob as quais se achavam e apesar do seu coração e do seu caráter inveteradamente corrompidos.
Para isso, primeiramente Deus separou uma família do mundo para que o conhecesse e o servisse. Então, trouxe crescimento a essa família, tornando-a uma nação; celebrou com ela um relacionamento de aliança pessoal e de fidelidade; deu-lhe sua lei para guiá-la na vida, prometeu abençoá-la se obedecesse a essa lei; e lhe deu ainda um sistema de ofertas e de sacrifícios para lidar com seus pecados e falhas.
Contudo, a natureza humana é de tal modo desordenada e pecaminosa que, apesar de todos os privilégios e séculos de paciência divina, até mesmo seu povo da aliança – que havia recebido a lei, as promessas e os sacrifícios – se desviou dele. Parecia não haver esperança para a raça humana.
No entanto, Deus se tornou carne e entrou no mundo do tempo, do espaço e da história. Ele viveu uma vida perfeita, mas então foi para a cruz morrer. Quando foi ressuscitado dos mortos, foi revelado que ele havia vindo para cumprir a Lei com sua vida perfeita, para oferecer o sacrifício final, tomando sobre si a maldição que merecíamos e assegurando desse modo as bênçãos prometidas a nós por sua graça gratuita.
Agora, os que creem nele estão unidos a Deus apesar do pecado, e isso muda o povo de Deus de um simples estado-nação para uma nova comunhão multiétnica internacional de crentes de todas as nações e culturas. Agora servimos a ele e a nosso próximo enquanto aguardamos, em esperança, que Jesus retorne e renove toda a criação, abolindo a morte e todo o sofrimento.

Tim Keller
Pastor presbiteriano norte-americano

A vida é melhor quando servimos ao outro. E servir ao outro é servir a Deus. Eu ganhei uma chance de viver novamente após um aneurisma gigante, com poucas ou quase nenhuma chance de sobrevivência. Sim, eu ganhei o prêmio de uma nova vida, agora, quero desfrutá-la servindo a Deus e ao próximo, levando a palavra do Senhor dentro do ambiente hospitalar.
Quando estamos hospitalizados por uma doença potencialmente fatal, ficamos fragilizados e incontestavelmente refletimos sobre a existência e a finitude da vida. Mesmo que rodeados de pessoas, é comum experimentar a solidão de espírito. Por isso, as pessoas que nos visitam ganham um registrado muito forte e importante na nossa memória. Graças à Deus, recebi bastante visitas e me lembro fielmente de cada uma delas. O gesto de uma pessoa ao se deslocar para um hospital apenas para visitar a outrem é, sem dúvida, genuíno. Quem o faz, não espera nada em troca – afinal, o que se ganha se não a gratidão de alguns momentos na companhia do enfermo?
Recordo que a geração dos meus pais fazia isso com muito mais afinco. Era natural e quase obrigatório ir visitar alguém doente, mas hoje não vemos essas atitudes altruísta com a mesma frequência.
Jesus no fim do seu sermão profético, em Mateus 25:36-40 diz: “estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos? Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te? E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.” Com esse espírito, muitos irmãos atuam na Capelania Evangélica em hospitais pelo Brasil. É um trabalho imenso, mas igualmente abençoado. Não há maior gratidão do que ver os frutos de Deus no ambiente hospitalar. Me juntei a este grupo e estou podendo sentir a benção de levar um pouco de alento e esperança àqueles que muitas vezes estão cansados e desanimados. Algo especial é ver que o “pouco com Deus realmente é muito”.
Você também pode experimentar essa benção. Que tal conhecer o trabalho da Capelania Evangélica? https://capelanianasaude.org.br/

Andréia Duarte

É possível observar o empobrecimento da fé cristã na contemporaneidade de diversas formas. Uma delas é o arrepio que a palavra “meditação” traz quando é associada às práticas espirituais de um cristão.
Por um lado, existem aqueles que tem pavor do termo, por soar como uma prática religiosa muito oriental. Com medo de serem confundidos com budistas ou simpatizantes da nova era, cristãos sempre negam qualquer valor que a meditação pode ter.
Em outros casos, existe uma assimilação cultural tão grande, que a estética oriental que envolve o termo “meditação” é usada para transmitir um sinal de grande “evolução espiritual” — posando em posição de lótus na rede social.
No fundo, ambos simplesmente não sabem o que a Bíblia ensina sobre meditação. Existe um padrão bíblico, sobre como seu povo deveria lidar diariamente com a Bíblia. No centro dessa orientação estava o mandamento de “meditar” na Palavra — algo muito distante das práticas devocionais superficiais e apressadas de livrinhos de oração diária.
Diferentemente da versão “budista light” que recebemos, nas Escrituras a meditação é uma disciplina de comunhão com Deus. Em vez de fuga do real e esvaziamento do indivíduo, trata-se de um processo de atenção à Palavra enquanto ela o preenche e lhe ensina.
Em poucas palavras, em lugar de esvaziar a mente, a meditação bíblica é um convite a dirigirmos nosso pensamento pelas rotas da Palavra de Deus.
O texto mais emblemático para esse mandamento divino é o de Josué 1.1-9, em que o próprio Deus orienta ao novo líder do povo de Israel sobre como ele deverá proceder. A meditação na Palavra de Deus estava no centro. Ela que forneceria as condições para cumprir a lei de Moisés, conduzir o povo prudentemente, fazer seu caminho próspero e bem-sucedido.
Nós nunca experimentaremos a transformação do Evangelho enquanto nossos momentos devocionais não forem marcados por regularidade (“dia e noite”), caráter altamente reflexivo (“medita nele”), com vistas à prática da Palavra pela obediência (“tenha cuidado de fazer tudo quanto nele está escrito”) e em um ritmo constante e disciplinado (“não cesses de falar desse Livro da Lei”).
Vamos meditar?

Pedro Lucas Dulci
Pastor presbiteriano

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2Timóteo 3.16–17)

Você já desenhou uma linha e percebeu que não estava reta? Sua linha à mão livre pode até parecer boa, mas quando você a compara com uma régua, descobre que está torta. Uma régua ajuda você a entender o que é correto e o que não é. A Bíblia é como uma régua para nós. Algo pode parecer certo para nós, mas quando sabemos o que a Bíblia diz, podemos ver que na verdade é “torto”.
A Bíblia é a palavra de Deus. Podemos confiar nisso! Era verdade quando foi escrita, é verdade hoje, e será verdade para sempre. A Bíblia é o padrão para a fé e ação cristãs. Quando não temos certeza se uma crença ou ação é verdadeira, devemos observar o que Deus diz nas Escrituras. Deus nunca se contradiz. “A palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hebreus 4.12).
Os cristãos precisam conhecer a Bíblia, estudá-la e memorizá-la. O Salmo 119 chama as Escrituras de lâmpada para os pés e luz para o caminho. Ao nos mostrar quem seguir, ela orienta quem somos e o que fazemos. Ela nos constrói, nos corrige e nos treina no caminho que devemos seguir. A palavra de Deus é poderosa.
A Bíblia ensina a história do povo de Deus e a história do Rei e Salvador, Jesus Cristo. Esta história é para todos os crentes, até para nós hoje. A Bíblia nos mostra quem é Deus e o que ele fez, ainda faz e fará. Também nos mostra quem somos e como devemos viver. Portanto, neste ano que se inicia, não deixe de ler as Escrituras, e assim, conhecer cada dia mais o Deus vivo e verdadeiro!

Extraído do Devocional
“40 dias de vida cristã”

“Receberam a palavra com alegria que vem do Espírito Santo.” (1Tessalonicenses 1.6)

A Bíblia é inspirada pelo próprio Deus e tem tudo o que você precisa saber para viver plenamente. Nela, há conselhos para que você prospere, seja feliz e tenha uma trajetória marcada pela ética e pela verdade. O segredo do sucesso genuíno está em conhecer a vontade do Senhor e caminhar de acordo com os princípios que ele estabeleceu.
Nesta data do ano, muitos estão fazendo propósitos para que seu ano novo seja melhor. Alguns pisam no solo arenoso das crendices e mergulham em simpatias que não lhes trarão benefício nenhum. O que precisam entender é que não é a sopa de lentilhas, nem o pulo de sete ondas ou qualquer esforço humano que garantirão um coração cheio de alegria e uma existência realmente próspera.
Somente Deus, o criador do mundo e de tudo o que nele há (incluindo as lentilhas e os sete mares!) é capaz de ofertar paz, segurança e satisfação ao coração do homem. Por isso, devemos conhecê-lo melhor e caminhar, dia a dia, pautados pela infinita sabedoria – revelada na Bíblia Sagrada.
Dentre as resoluções para o ano novo, decida-se por ler as Escrituras. Não deixe que nem um dia sequer passe sem que você tenha lido um trecho e meditado nele. Por meio dessa leitura, Deus falará com você e o brindará com a alegria que vem do Espírito Santo.
Ore comigo: “Pai, desejo ler a tua Palavra a cada dia do novo ano. Não permitas que nada me demova deste propósito. Em nome de Jesus, Amém.”

Adaptado do Devocional “Bom Dia”,
da Editora Mundo Cristão

A Bíblia tem um carinho pelo número sete. Por exemplo, há sete dias na criação, Josué e seus homens marcharam ao redor de Jericó sete vezes, o livro de Apocalipse apresenta sete cartas escritas por Jesus às sete igrejas, bem como, sete selos, sete taças e sete trombetas. Frequentemente se refere ao “sete” como o “número da perfeição”. Até mesmo o infame número 666 está aludindo ao fato de que ele não é 777.
Mateus emprega o número sete na primeira seção do seu evangelho (Mt 1.17- 4.17). Ao descrever o nascimento de Jesus e o período antes de Jesus começar a pregar, ele cita sete cumprimentos de profecias do Velho Testamento: a criança, Jesus, nasce de uma virgem (1.22-23); seu nascimento é na cidade de Belém (2.5-6); a fuga para o Egito e o consequente retorno (2.15); o massacre dos inocentes em Belém (2.17-18); a residência em Nazaré (2.23); o ministério do precursor, João Batista (3.1-3); e o começo do ministério de Jesus nas regiões do norte, onde as pessoas que andavam em trevas viram uma grande luz (4.13-14). A verificação cuidadosa de cada um desses sete eventos revelará o cumprimento das profecias do Antigo Testamento.
O Natal, e o que vem depois, está profundamente fundamentado no Antigo Testamento. Em cada movimento, Jesus estava cumprindo um papel que havia sido previsto por mais de um milênio de profecias. Nenhum aspecto do ministério de redenção do Messias aconteceu sem que tivesse sido antecipadamente considerado. No momento do nascimento de Jesus, todo o escopo e foco do Antigo Testamento foram evidenciados: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,” (Gl 4. 4).
Nossa salvação é algo que Deus tem planejado por um longo tempo – fora do tempo, para ser exato: nos conselhos da eternidade, em um pacto que foi feito entre as três pessoas da Trindade, a saber, o chamado “pacto de redenção”. As Escrituras falam do Cordeiro como “morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). O salmo 2 parece descrever um relato pré-temporal dos termos da aliança estabelecida entre Pai, Filho e Espírito Santo.
Desde a eternidade, o Senhor tem amado seu povo. O Natal é a demonstração visível disso; o Calvário, o custo disso; a ressurreição e ascensão, o triunfo e eficácia desse amor. Não é de admirar, então, que as criaturas que cercam o trono do Cordeiro, no céu, proclamem: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor” (Ap 5.12) – sete bendições.

Derek Thomas
Pastor e teólogo norteamericano

“És tu aquele que estava para vir
ou havemos de esperar outro?” (Mateus 11.3)

João Batista, que segundo o conceito de Jesus, foi o maior profeta entre os nascidos de mulher, agora está em dúvida com respeito à messianidade de Jesus Cristo. Antes tinha certeza sobre quem era o Messias; agora passa por um momento de crise espiritual e grandes dúvidas.
Como? Por quê? Não foi ele o grande precursor de Cristo? Não havia ele estendido a sua mão apontando para Cristo, dizendo “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”?
Foi. Agora, contudo, está na cadeia por amor a Cristo e tem dúvidas. A profunda humildade e simplicidade de Jesus criaram dúvidas no coração do grande precursor de Cristo. O profeta não duvida da veracidade do Antigo Testamento. Continua crendo nas profecias de Deus sobre a vinda do Salvador.
Corria o tempo e nada acontecia. João esperava, os fiéis em Israel esperavam, e não havia indícios de que o Reino de Deus fosse visto e sentido. Daí a dúvida em seu coração. Ele não nega a sua fé em Jesus, mas não quer permanecer em dúvida. Por isso, chama seus discípulos e os manda a Jesus com a pergunta: “o senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro?” A resposta de Jesus é clara e objetiva: Eu sou o Messias; eu sou o Salvador – e aponta para sua pregação e seus milagres como prova concreta e convincente.
João Batista, com essa resposta, passa da dúvida para a certeza. E, confiante em Jesus como seu Salvador, espera no cárcere o dia da sua execução ou libertação. Ele é executado.
Assim somos nós. Hoje estamos alegres e cantamos, amanhã estamos tristes e choramos. Hoje estamos convictos e testemunhamos; amanhã estamos em dúvida e perguntamos.
Também nós não estamos livres de momentos como os que João Batista teve. Muitas vezes, as dúvidas e incertezas invadem nosso coração também sobre a nossa fé, nosso Salvador, nossa esperança da vida eterna. Quando isso acontecer, não nos desesperemos. Na Escritura, encontraremos a certeza: Jesus é o Cristo, Jesus veio, Jesus é o Messias prometido, Jesus é o Salvador – o nosso Salvador! Tenho certeza: Jesus é o meu Salvador!

Leopoldo Heimann
Pastor Luterano

Os magos vieram do Oriente para adorar o Rei Jesus e trazer-lhe presentes. Que presentes trouxeram? O que eles significam? Que implicações têm esses presentes colocados aos pés de Jesus? Compreender essa mensagem é fundamental para resgatarmos a centralidade do Natal. Os magos trouxeram ouro, incenso e mirra. Que tributos eles estavam prestando a Jesus com esses presentes?
1. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Rei dos reis. O ouro é o presente dedicado ao Rei. A humilde criança deitada na manjedoura, enfaixada em panos, que precisou retirar-se para o Egito para livrar-se da morte, que cresceu na apagada vila de Nazaré, que tinha as mãos calejadas no serviço da carpintaria, que se despojou de sua riqueza e se fez pobre e não tinha nem mesmo onde reclinar a cabeça, era o Rei dos reis, o dono do mundo. Jesus abriu mão da sua glória para vir ao mundo, encarnar-se e tornar-se Deus conosco e Deus semelhante a nós, exceto no pecado. Diante de Jesus todo joelho deve se dobrar no céu, na terra e no inferno. Todas as criaturas do universo estão sujeitas a ele. Ele é o soberano absoluto sobre tudo e sobre todos. Nas suas mãos estão os destinos dos povos, das nações, da igreja, da sua própria vida.
2. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Sumo Sacerdote. Incenso é o presente para um sacerdote. Até o tempo de Jesus os sacerdotes ofereciam sacrifícios por si mesmos e pelo povo. Esses sacrifícios precisavam ser repetidos, pois eram imperfeitos, oferecidos por homens imperfeitos. Jesus veio ao mundo como o supremo sacerdote, o sacerdote perfeito, sem pecado, para oferecer um sacrifício perfeito, a sua própria vida. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, mas também é o Sumo Sacerdote que, na cruz, fez um único e cabal sacrifício pelos nossos pecados. Ele é ao mesmo tempo o Sacerdote e o sacrifício.
3. Eles estavam reconhecendo que Jesus é o Supremo Profeta. Mirra é o presente para um profeta. Deus falou muitas vezes, de muitas maneiras aos pais pelos profetas. Mas, agora, nos fala pelo seu Filho. Até Jesus, os profetas falavam em nome de Deus. Mas Jesus é o próprio Deus. Os profetas diziam: “Assim diz o Senhor”, mas Jesus diz: “Eu, porém, vos digo”. Ele é o mensageiro e a mensagem. Não temos outra mensagem a proclamar a não ser Jesus. Ele é o conteúdo do Evangelho. Seu nascimento nos trouxe boas novas de grande alegria. Sua morte nos trouxe copiosa redenção. Sua ressurreição nos dá poder para viver vitoriosamente. Sua ascensão nos garante que sua obra foi completa e vitoriosa. A promessa da sua volta nos dá esperança da consumação de todas as coisas, com sua vitória triunfal sobre todas as hostes do mal. Os magos vieram de longe e adoraram a Jesus, reconhecendo que ele é o Rei, o Sacerdote e o Profeta. É Jesus o Rei da sua vida? Você já se apropriou dos benefícios de sua morte vicária? Você aguarda ansiosamente a sua vinda? É Jesus o centro das comemorações do seu Natal?

Rev. Hernandes Dias Lopes

Quando nossos pais e representantes, Adão e Eva, submeteram toda a sua descendência à culpa e condenação do pecado, tinham tudo para pensar que aquele seria o fim da humanidade.
Mesmo criados à imagem de Deus, caminhando em Sua presença constantemente e desfrutando do bom e do melhor que havia no meio do jardim, Adão e Eva cederam e deram ouvidos à serpente. Aqueles que foram ordenados a dominar a criação, deixaram-se dominar por ela.
Dentre as inúmeras consequências, a pior: a morte. Morte é separação total e absoluta. Fomos separados da criação, sujeitando-a à maldição. Fomos separados uns dos outros. Fomos separados de nós mesmos. Mas, para nosso completo pavor, fomos separados do Criador. Tornamo-nos seus inimigos.
Mas Deus, pela sua própria misericórdia, graça e amor para com suas criaturas caídas, decretou que esse não seria o fim. Muito antes de falar aos profetas sobre a vinda do Messias, a Davi sobre o reino de seu descendente, a Moisés sobre o profeta que viria ou a Abraão sobre a sua descendência que abençoaria todas as famílias da terra, ao anunciar as consequências da queda, em Gênesis 3, Deus já promete levantar um libertador.
“Então, o SENHOR Deus disse à serpente: (…)Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3.15)
Este “descendente da mulher” é Jesus, aquele que, ao vir ao mundo, inaugurou uma nova era. Um tempo em que a criação e as criaturas, todas afetadas pelo pecado, começam a ser restauradas. Jesus é aquele que se esvaziou de toda a sua grandiosidade (Filipenses 2.5), para experimentar nossas dores e levar sobre si os nossos fardos.
Louvado seja Deus, porque, desde o início da humanidade em Gênesis 3, não nos deixou sem esperança, anunciando aquele que viria “para salvar o seu povo dos pecados deles” (Mateus 1.21). Esta é a mensagem do Natal!

Rev. Carlos Scherrer

Em nosso dia a dia, recebemos incontáveis bênçãos da parte de Deus. São tantas que, se fôssemos contá-las, como diz o hino, ficaríamos surpresos pelo quanto Deus já fez e continua fazendo por nós. Daí a importância de agradecermos ao Senhor por sua ação em nossa vida: dar-nos a salvação, o trabalho, a família, o alimento, a água, a natureza, os livramentos e as vitórias, além de inúmeras outras bênçãos.
Uma vez cientes de seu agir, cabe-nos refletir alguns dos motivos pelos quais Deus estende a sua mão sobre nós. Inúmeras razões poderiam ser citadas aqui. O profeta Isaías nos ajuda, citando três motivos pelos quais as bênçãos de Deus nos alcançam: “Você é minha testemunha, ó Israel! Diz o SENHOR. Você é meu servo. Foi escolhido para me conhecer, para crer em mim, para entender que somente eu sou Deus. Não há outro Deus, nunca houve e nunca haverá. Eu, somente eu, sou o SENHOR, e não há outro Salvador.” (Isaías 43.10-11).
Somos agraciados por Deus com o objetivo de conhecermos ao Senhor. Isso nos lembra que Deus é um ser relacional, que está sempre conosco, que fala, ouve, sente. Podemos conhecê-lo, portanto, através daquilo que ele nos dá.
Somos agraciados por Deus com o objetivo de crer nele. Receber as dádivas de Deus nos ajuda a sempre lembrarmos que Ele nos sustenta e supre nossas necessidades. Ele nos ampara e ouve nossas orações. Por isso, podemos depositar nossa fé nele e somente nele.
Somos agraciados por Deus com o objetivo de entender a singularidade do Senhor. Não há nenhum outro Deus que faça por nós aquilo que Deus já fez. Somente o Deus das Escrituras foi amoroso o suficiente a ponto de tomar o nosso lugar na cruz e morrer em nosso favor. E porque Ele não muda, somente Ele continua a estender as suas mãos sobre nós.
Assim, olhe para as bênçãos que você recebe diariamente, desfrute-as e, através dela, seja uma testemunha do Deus vivo. Que elas sejam instrumento de Deus para que você o conheça, creia nele e o reconheça como único Senhor de sua vida!

Rev. Carlos Oliveira

Dívidas! Eis o que mais anda afligindo boa parte das famílias brasileiras. Já perdi o número das reportagens que assisti nestes últimos dias sobre a inadimplência que inferniza a vida de milhares e milhares de pessoas.

No Antigo Testamento, encontramos a conhecida história da viúva que vivencia um quadro de escassez e de endividamento (2 Reis 4:1-7). Ela corre o risco de perder seus dois filhos, pois eles seriam levados pelo credor como pagamento da dívida. É muito instrutivo atentarmos para o modo como essa mulher age diante de tal situação.

Em primeiro lugar, ela não ficou parada esperando que seus filhos fossem tomados como escravos. Ela não ficou trancada em casa e nem chorando pelos cantos. Ela foi à luta! Ela procurou Eliseu, o profeta de Deus, e lhe relatou a sua angústia. Devemos colocar diante de Deus todas as nossas necessidades e ansiedades, pois Ele tem cuidado de nós.

Em seguida, aquela mulher é levada a ver o que ela já tinha em casa. O profeta pergunta: “Que é o que tens em casa”? Ela responde: Apenas “uma botija de azeite”. Deus age a partir do que temos, ainda que seja pouco.

Depois, ela é instruída a ir às vizinhas e pedir, não azeite, mas vasilhas vazias. O azeite viria do Senhor. A provisão vem do Senhor. Cabe a nós depositarmos nossas vazilhas vazias no altar de Deus.

Finalmente, quando não havia mais nenhuma vasilha para encher, o azeite parou e a viúva recebeu a última orientação: “Vai, vende o azeite e paga a tua dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto”. (2 Rs 4:7).Tendo recebido a provisão abundante do Senhor, devemos fazer a nossa parte: honrar os nossos compromissos e pagar o que estamos devendo.

Não importa qual seja a tua escassez. Deus pode supri-la. Confie N’Ele. Obedeça as Suas orientações. Faça aquilo que te compete fazer. Experimente o milagre de Deus.

Rev. José Roberto Silveira

Ao meditar no livro de Provérbios, nesta semana, um deles chamou-me a atenção: “O riso pode esconder o coração aflito, mas, quando a alegria se extingue, a dor permanece” (Pv 14.13). Este pequeno provérbio, da autoria de Salomão, leva-nos a pensar sobre o que escondemos por trás do nosso sorriso.
Semana após semana, encontramos nossos irmãos em Cristo nos cultos dominicais. Sentamo-nos ao lado uns dos outros. Cumprimentamo-nos, seja com apertos de mão, abraços e sorrisos. Chegamos até a encenar o rápido diálogo “Tudo bom? Tudo bem!”. Mas, infelizmente, inúmeras são as vezes em que não conseguimos (ou pior, não queremos!) sair da superficialidade e conhecer de fato a vida, o cotidiano e os dilemas de nossos irmãos. Quantas vezes sorrisos são esboçados por ambas as partes, num esforço para que se escondam tristezas, aflições e questionamentos.
Se você se vê nesta situação, primeiramente, traga à memória o que lhe pode dar esperança: O Senhor é aquele que sonda a sua mente, conhece a sua vida e está presente em todos os momentos. Leia e aproprie-se das verdades do Salmo 139. Mais ainda: Deus não só sabe que você está passando, mas, através de Cristo Jesus, já experimentou o seu sofrimento, e por isso é poderoso para atender suas orações e derramar graça e misericórdia sobre sua vida. Não deixe de ler Hebreus 4.14-16.
Em segundo lugar, lembre-se de que esse mesmo Deus misericordioso te fez representante de Cristo, por isso, coloque-se à disposição do Senhor para ser usado por Ele. Esteja aberto a orar, aconselhar e ajudar o seu irmão. O Apóstolo Paulo nos orienta a compartilhar as necessidades dos santos (Romanos 12.13) e a levar as cargas uns dos outros (Gálatas 6.2).
Por fim, confie em sua comunidade de fé. Estamos aqui para juntos buscarmos ao Senhor, sermos ministrados por sua Palavra e alcançados por sua graça. E uma maneira de fazermos isso é servindo uns aos outros. Por isso, esteja disposto também a compartilhar as suas necessidades, problemas e aflições. Que Deus nos capacite a sermos verdadeiros apoiadores uns dos outros, e encha-nos de expectativa pelo grande dia em que, por trás de nosso sorriso, não haverá mais aflição, mas apenas alegria e regozijo (Apocalipse 21.4).

Rev. Carlos Scherrer

Particularmente, creio que há vários versículos na Sagrada Escritura incompreendidos ou mal compreendidos porque deixamos de tentar entendê-los em seus contextos, ou até mesmo por uma má interpretação do significado de palavras específicas.
Como exemplo, cito Salmo 116.15, muito citado em cultos fúnebres: “Preciosa é, aos olhos do Senhor, a morte dos seus santos”. Porque muitas vezes deixamos de refletir no significado da palavra “preciosa”, acabamos entendendo, erroneamente, que Deus se alegra ao ver seus servos morrerem.
Uma rápida comparação com outras traduções já nos ajudaria: A Nova Versão Transformadora (NVT) traduz “O Senhor se importa profundamente com a morte de seus fiéis”; enquanto a Nova Versão Internacional (NVI) traz “O Senhor vê com pesar a morte de seus fiéis”.
Leia todo o salmo e perceba também o versículo em seu contexto. Por diversas vezes o salmista louva ao Senhor porque Ele o livrou da morte! Portanto, não nos confundamos: Deus não se alegra em ver seus servos morrerem, e nem vê a morte de forma positiva. A morte foi um inimigo, consequência do pecado, vencido por Jesus Cristo na cruz. Embora os santos que morrem já estejam desfrutando de seu descanso na presença do Senhor, o momento da morte é algo que, de certa forma, podemos dizer, também entristece o nosso Deus. Afinal, os crentes são seus embaixadores, seu povo eleito para a proclamação da mensagem mais importante da humanidade (1Pe 2.8-10).
Assim, louvado seja Deus porque, por meio de Jesus Cristo, não precisamos mais temer a morte. Louvado seja Deus, porque, por meio da sua misericórdia e compaixão, ele se entristece conosco pela morte de nossos queridos. Louvado seja Deus porque ele tem reservado para nós um futuro onde não há mais morte! Precioso amor!
Rev. Carlos Scherrer

“Tirou-me de um poço de perdição, dum tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uam rocha e me firmou os passos”. (Salmo 40:2)

O salmista Davi usou com muita sabedoria a figura do poço para contar a marcante experiência que teve com Deus. Esta figura do poço nos traz algumas lições bem preciosas:

Deus nos tira do poço! Por causa da nossa vida pecaminosa, nós também nos encontrávamos no fundo do poço de perdição, num enorme lamaçal. Deus não é somente Criador, Rei e Juiz, mas também Salvador e Redentor. Ele ouviu o nosso clamor e prontamente nos tirou do poço do pecado e das trevas do mal.

Deus firma os nossos passos! Além de colocar os nossos pés sobre uma rocha segura, ele também firma os nossos passos. Quando isto acontece, não somos mais levados ao mesmo lugar onde havíamos caído, mas caminhamos com Deus para frente, sob a sua sábia direção.

Deus nos dá um novo cântico! Os nossos gemidos de lamúrias são transformados em hinos de louvor. O grito de socorro torna-se um cântico de gratidão e de alegria.

Deus quer que todos os homens saiam do poço do pecado e sigam firmes no caminho que leva para o céu. Satanás quer que todos caiam de volta. Por isso devemos fazer como o salmista: “Meus passos seguem firmes nas tuas veredas; os meus pés não escorregaram”. (Sl. 17:5).

Não existe poço do qual Deus não nos possa tirar!

Extraído e adaptado do devocionário Pão Diário

Você conhece algum Onesíforo? Até hoje eu nunca fui apresentado pessoalmente a alguém que tivesse esse estranho nome. Mas o Novo Testamento nos fala de um certo Onesíforo. Ele foi um dentre os muitos colaboradores do Apóstolo Paulo. E se o seu nome nos parece esquisito, seu significado, contudo, é bonito e inspirador: “Trazedor de proveitos”; “aquele que traz proveito”; portador de préstimos”. Mais tocante ainda é saber que Onesíforo foi um cristão que viveu à altura do seu nome. Vejamos o belíssimo testemunho de Paulo ao relatar, agradecidamente, alguns preciosos préstimos que ele recebeu por intermédio desse cristão valoroso e abnegado (2ª. Tim 1:15-18).

Inicialmente, Paulo diz que Onesíforo “muitas vezes” lhe trouxe “ânimo”. Que reconhecimento maravilhoso e humano da parte do apóstolo. Não foram poucas as vezes em que Paulo se encontrou desanimado. Entretanto, não foram poucas as vezes também que ele foi consolado e encorajado pela presença estimulante e amiga de Onesíforo.

Em seguida, Paulo afirma que esse “trazedor de proveitos” “nunca se envergonhou das suas algemas”. Acrescenta ainda que Onesíforo não media esforços para encontrá-lo onde quer que estivesse preso. Sem dúvida, uma atitude muito diferente daqueles que não só se envergonharam da situação humilhante do apóstolo, como também o abandonaram. A respeito desse cristão de nome incomum, dois provérbios se aplicam muito bem: “Reconhecemos uma boa fonte na seca, e um bom amigo na adversidade” (chinês); “Não é à mesa, mas na prisão que a gente sabe quem é bom amigo” (sérvio).

Por fim, completando a lista de préstimos, Paulo evoca a lembrança de Timóteo, dizendo que este último sabia, melhor do que o próprio apóstolo, “quantos serviços” Onesíforo havia prestado a ele, Paulo, em Eféso. Onesíforo era um cristão solícito nas coisas práticas, estando sempre pronto para ajudar qualquer que fosse a necessidade. Ao recordar tudo isso, Paulo é levado a interceder por Onesíforo, suplicando, por duas vezes, que o Senhor concedesse misericórdia ao seu colaborador e à sua casa. Aquele que tinha sido misericordioso para com Paulo, agora é alvo da misericórdia divina: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”(Mt 5:7).

Certamente, nem eu e nem você nos chamamos Onesíforo. Mas podemos viver como ele viveu. Podemos ser “portadores de proveito” para aqueles que vivem ao nosso redor. Nestes dias em que muitos buscam somente “tirar proveito” dos outros, “levar vantagem” sobre o próximo, possamos nós caminhar na direção contrária, sendo bênção e acrescentando coisas boas na existência de muitos. Além disso, precisamos lembrar também que, qualquer que seja o nosso nome (Pedro, Maria, etc.), carregamos um outro nome, o nome de Cristo. Vivamos, pois, à altura desse glorioso nome!

Rev. José Roberto Silveira

Nossa jornada já foi trilhada por outras pessoas. Desprezar o esforço dos nossos professores e desconsiderar o trabalho que fizeram é uma inominável ingratidão. Deixar de usar o conhecimento que granjearam e a experiência que compartilharam é consumada estultícia.
Nosso papel é subir nos ombros dos gigantes para avistarmos horizontes mais largos. Nossa tarefa é caminharmos mais celeremente. Nosso papel é avançarmos com mais desassombro, trabalhando com mais eficácia, a fim de colhermos resultados mais promissores.
Patriarcas e profetas nos precederam. Apóstolos e mártires pavimentaram o nosso caminho. Jesus, com seu sangue, abriu-nos um novo e vivo caminho para Deus e ele mesmo é o caminho que precisamos percorrer. Ele é o nosso mapa e o nosso guia. Ele é o nosso conselheiro e o nosso consolador. Ele é o nosso protetor e o nosso exemplo. Precisamos mirar seu exemplo, seguir seus passos e andar como ele andou.
Precisamos, outrossim, seguir as pegadas dos nossos professores, aqueles que nos instruem na verdade. Aqueles que, da parte de Deus, nos ensinam a dar os primeiros passos e orientam-nos com seus sábios conselhos a caminhar pelas veredas da justiça. Nossos professores são gigantes e precisamos subir em seus ombros para vermos ainda mais longe que eles viram, para andarmos mais rápido que eles andaram, para conquistarmos horizontes mais largos que eles conquistaram. Nosso papel é começar de onde eles terminaram e prosseguirmos. Nossa missão é transmitirmos às futuras gerações o que deles ouvimos.
Acima de tudo, não podemos nos esquecer de nosso grande Mestre, Jesus Cristo. Nosso compromisso é empunharmos bem alto o pendão do evangelho que nos transformou, levando a mensagem da cruz aos mais vastos rincões do mundo. Perder o foco? Jamais! Distrairmo-nos com cousas secundárias? Nunca! Avançar sempre rumo alvo? Agora! Nosso alvo não é a riqueza nem o sucesso, mas Cristo. Ele o autor e consumador da nossa fé. Ele é a nossa alegria e a nossa paz. Ele é a nossa justiça e nossa herança. Ele é centro da História, da Bíblia, da terra, do céu e da eternidade. Ele é a razão da nossa vida, o alvo para onde devemos caminhar!
Feliz dia dos Professores!

Rev. Hernandes Dias Lopes
adaptado

Certa vez adentrei pela primeira vez em uma igreja cristã/evangélica. Vi alguém tão receptivo na entrada que a todos cumprimentava com um abraço ou um beijo. Senti nisso algo tão acolhedor, uma forma que nunca havia sido recebida em qualquer igreja. E não pense que se você não fosse visto na entrada não iria receber esse carinho inicial. Essa pessoa entrava no salão de cultos, olhava e te recebia calorosamente da mesma forma. Essa pessoa, depois, vim a descobrir, era um dos pastores da igreja e esse foi o meu cartão de visita no mundo cristão/evangélico!!
Dessa forma, tenho esse cartão de visita guardado na carteira do meu coração. E, por ter essa experiência tão simples, mas tão acolhedora e importante, é que resolvi retribuir essa atenção, esse carinho, através desse Ministério de Acolhimento, de recepção, para que outras pessoas possam sentir esse carinho, ainda que, inicialmente, pareça breve.
Sendo, assim, por meio desse Ministério, através de uma equipe querida e muito, mas muito entusiasmada, é que queremos receber calorosamente a todos (visitantes e membros de nossa igreja) e dizer que temos abraços, carinho, ouvidos, ombro amigo, e, se precisar, cuidado pastoral, que estão à sua disposição!!!
… Riam quando seus amigos estiverem alegres; chorem com eles quando estiverem tristes. Ajudem-se uns aos outros. Não sejam arrogantes. Façam amigos entre as pessoas mais simples; não se julguem importantes. Romanos 12: 14 a 15 (Biblia A Mensagem)

Mônica B. Alcântara

Todas as atividades dominicais na igreja possuem propósitos benéficos para o crente. O sermão, as orações, as leituras bíblicas, os sacramentos e a comunhão fraternal são meios que Deus usa para restaurar seu povo e confirmá-lo na direção certa. Essas atividades são importantes para lembrar o cristão de que a vida não se resume a essa realidade, às ambições sociais e nem às demandas do mundo ao redor. O crente vive para algo mais: ele vive para a comunhão com o Deus Eterno!
Diante dessas verdades, o melhor a fazer é não desprezar as benéficas programações dominicais em comunhão com a igreja. Por outro lado, durante os momentos de adoração dominical, há algumas coisas que precisam ser lembradas. Dentre elas temos:
1. O culto não é sobre você, mas exige sua participação plena. Para tanto, não basta apenas um “amém” vigoroso, mas a preparação do coração ao sair de casa a caminho do culto, durante a celebração e atenção à exposição da Palavra, até os momentos posteriores, procurando aplicar as lições bíblicas a sua vida diária;
2. O culto não é uma sala de aula, mas também não é uma sala de estar. Ordem e reverência são dois elementos essenciais no intento de prestar verdadeira adoração ao Senhor do universo;
3. Durante o culto, lembre-se de que o pastor está liderando, mas Deus está falando. O culto não conta apenas com a presença humana, mas com a presença real, embora invisível, do Deus que congrega com seu povo e fala por sua Palavra viva;
4. Cantar de maneira afinada e harmoniosa é bom, mas meditar no ensinamento do que é cantado é melhor. Se você fizer isso, ensinará a si mesmo e será capacitado para instruir outros ao redor;
5. Enquanto você adora, você está glorificando a Deus, mas ele está operando em seu coração, na vida de sua família e de toda a igreja. A verdade é que Deus está mais interessado no que ele faz em nós do que ele faz através de nós. Assim, embora invisível, ele está sempre ativo.
No próximo domingo, quando você estiver se aprontando para participar do culto, ir à igreja e atender às suas programações, reflita sobre a importância das atividades dominicais para sua própria vida. Provavelmente você terá uma alegria maior no coração e a satisfação de ter, verdadeiramente, cultuado o Pai Celestial!

Rev. Valdeci Santos
Pastor da IP Campo Belo

A sociedade exige que sejamos fortes, que não demonstremos nossa tristeza diante das coisas difíceis que nos acontecem. Muitas vezes, as pessoas ficam sem jeito diante de nossa dor, de nossas tentativas e esforços que nem sempre dão certo. Elas não sabem o que dizer, e em vez de ficarem caladas, chorarem junto conosco e nos abraçarem, fogem ou falam demais.
Assim aconteceu com um homem chamado Jó. Ele era uma pessoa muito rica, importante, respeitada, poderosa, a quem todos da região amavam e com quem aconselhavam-se.
Mas um dia todo o céu pareceu desabar sobre a sua cabeça. Um após o outro, seus empregados vinham dar-lhe as más notícias. Um bando de assassinos havia atacado seus funcionários, e só aquele que lhe dava a notícia havia escapado. Depois, todo o seu gado e seus servos haviam sido pegos em um incêndio, outros haviam sido roubados.
Mas o pior de tudo ainda estava por vir: seus dez filhos estavam reunidos, comendo e aproveitando as coisas boas da vida em uma festa, quando um tornado derrubou a casa sobre eles e todos morreram.
Depois de tantas perdas, Jó ficou muito doente, com algo parecido com “fogo selvagem”. Aqueles que chegavam para consolá-lo só lhe foram úteis enquanto, em choque, sentaram-se ao seu lado, calados e sofreram juntos.
Não se importe com o que os outros possam falar: desabafe a sua dor. Nos braços do Senhor, você pode chorar e sentir-se acolhido e amado. Ele tem conforto e respostas para a sua dor.

Eleny Vassão
Capelã hospitalar

Protagonista de uma franquia de filmes muito famosa, Henry Walton Jones Júnior, ou simplesmente Indiana Jones, é um homem com uma vida dupla: além de um pacato professor de Arqueologia, é também um aventureiro pouco usual. Em uma de suas aventuras, Jones procura proteger dos nazistas a Arca da aliança, pois Hitler acreditava que o artefato daria ao seu exército poder ilimitado.
Na realidade, existe um mito histórico a respeito do fim da Arca, que foi construída há mais de 3500 anos por Moisés no tabernáculo, e depois foi colocada no Templo construído por Salomão em 940 a.C. Com a destruição do templo pelos babilônios em 586 a.C., a Arca foi perdida ou destruída para sempre.
Embora teorias da conspiração relacionadas aos templários digam que ela estaria escondida no Marrocos, ou em qualquer outro lugar, o fato é que a Arca representava a presença de Deus. A Arca em si não tinha poder algum, mas era um símbolo da manifestação da glória de Deus. Israel, porém, começou a utilizar a Arca como uma espécie de amuleto para vencer os inimigos (1Samuel 4.22), exatamente como os nazistas do filmes gostariam de fazer. Acredito que, por esta razão, Deus permitiu o seu sumiço, para que ninguém se apegasse a artefatos fabricados pelos homens como intermediários entre Deus e a humanidade.
Nós somos especialistas em criar amuletos para nos ajudar em nossa jornada. Apegamo-nos a tantas coisas, como se elas pudessem fazer alguma coisa por nossa vida, e esquecemos que Deus é suficientemente poderoso para suprir todas as nossas necessidades.
Você não precisa consultar horóscopo, andar com trevo de quatro folhas, realizar simpatias e nem mesmo comprar itens sagrados para ter sorte. Ao invés disso, dobre seus joelhos a cada manhã e coloque o controle de seu dia nas mãos do Todo Poderoso! Isso é mais que suficiente!

Eduardo Medeiros
Pastor evangélico

Numa perspectiva bíblico-reformada, o homem é um ser totalmente dependente de Deus. Logo, o mais essencial para o homem é descobrir o que Deus quer para ele. Buscar isso fora de Deus é buscar independência do seu Criador. Sendo assim, só a moral revelada nas Escrituras é que poderá descobrir as exigências de sua vontade. Esta moral revelada gera o que chamamos de comportamento ético.
Assim, a moral revelada põe por terra a grande tentação do farisaísmo, que, em contraste com a gratuidade da salvação, tem a pretensão de tornar o homem invulnerável aos golpes e fraquezas da vida. É através da vida e da mensagem de Jesus de Cristo que ele rejeita toda estrutura de autossuficiência.
Precisamos compreender que a verdadeira práxis cristã, influenciada pela fé, busca conhecimento lúcido. As verdades da fé não podem existir sem nenhuma relação com o agir da pessoa. O homem, atingido pelas verdades da fé, experimenta renovação interior, que o faz enfrentar a realidade com ânimo diferente e com uma nova postura de vida. A mensagem de Deus exige conversão como resposta ao seu chamado.
Portanto, a fé em Cristo Jesus não só ilumina os valores da vida, mas também enche de esperança a vida inteira. O homem passa a ter um olhar na dimensão da providência de Deus, onde tudo tem sentido e propósito. Ou seja, a vida cristã tem conteúdo diferente. Tal verdade afeta a conduta cristã. Como isso pode ser visto na sua vida?

Rev. Marcos Azevedo
Missionário na França

O grande desejo de Deus para o Seu povo é que nos sintamos seguros em Seu amor e em Seu poder. Todas as outras coisas na vida podem ser instáveis — nossa saúde, família, emprego, educação, sociedade, o nosso mundo. Em todas essas questões você pode acabar se sentindo como se estivesse à beira de um lugar muito alto com um vento imprevisível. Você sente como se estivesse desequilibrando e caindo, e tudo em que você se agarra se despedaça.
Uma vez que Deus faz tudo para o louvor de Sua glória, e que crer em Sua Palavra aumenta esta glória, Deus dá passos decisivos para assegurar para Si mesmo o aumento de Sua glória para sempre: Ele sela aquele que acredita Nele com o Espírito Santo, e garante que receberemos a herança louvando a sua glória.
Deus é tão veementemente comprometido em ter um povo Seu, que viva eternamente para o louvor de Sua glória, que Ele não irá deixar nosso destino eterno depender de nossos poderes inatos de querer ou fazer. Ele instrui Seu Santo Espírito a entrar em nossas vidas e nos deixar seguros para sempre.
Deus envia o Espírito Santo como um selo de segurança para preservar a fé, como um selo de autenticação para validar a nossa filiação, e como um selo de proteção para afastar forças destrutivas. A verdade é que Deus quer que nos sintamos seguros e salvos em Seu amor e poder.
Em Efésios 1:14, Deus está dizendo “Meu grande desejo para aqueles que creem em mim é que se sintam seguros em meu amor. Eu os escolhi antes da fundação do mundo. Eu os predestinei para serem meus filhos para sempre. Eu os redimi pelo sangue do meu Filho. E eu coloquei o meu Espírito em vocês como um selo e como uma garantia. Assim, vocês receberão a herança e louvarão a glória da minha graça eternamente.
E eu digo isso a vocês aqui em Efésios 1 porque quero que se sintam seguros em meu amor e poder. Eu não prometo a vocês uma vida fácil. Na verdade, através de muitos sofrimentos vocês entrarão no Reino (Atos 14:22). Deixe-me dizer de novo: Eu os escolhi. Eu os predestinei; eu os redimi; eu os selei com o meu Espírito. A sua herança é certa, porque eu sou completamente comprometido em aumentar a glória da minha graça na sua salvação.”

John Piper

Esmagados pelo sofrimento, só temos uma direção para olhar: para o alto, para Deus: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” (Salmo 121.1).
Mas quem é esse Deus? Que concepção você tem sobre ele? Ele é alguém com quem você convive em seu dia a dia ou é aquele sobre quem você ouviu falar em sua comunidade religiosa?
Podemos ter falsas imagens de Deus:
O deus Papai Noel é aquela imagem do bom velhinho de longas barbas brancas, muito bonzinho, condescendente com tudo o que fazemos e totalmente inofensivo. É um deus “açucarado” demais, que depende de um palco que lhe preparam, pois não tem poder algum para fazer algo por si mesmo. É doce demais para levar a sério nossas aflições e nos consolar. Não mata a sede de nossas almas, nem nos traz paz.
O deus carrasco é aquele fiscal severo e enérgico que está vigiando você, atento a tudo o que você pensa ou faz, com o intuito de pegá-lo em alguma falha para puni-lo. É aquele deus másculo, soberano, de mão pesada, que desconsidera a fragilidade humana e nos dá aquilo que é além de nossas forças para que possamos suportar. Ele realmente não se importa conosco, com nosso sofrimento, mas tudo o que faz é para agradar a si mesmo e alcançar os seus propósitos.
O Deus verdadeiro é o Criador dos céus e da terra, aquele que nos conhecia enquanto ainda estávamos no ventre de nossa mãe, antes de termos nascido. Ele é o poderoso Deus que, ao mesmo tempo que tem o poder para determinar e controlar todas as coisas, nos ama profundamente, conhece nosso sofrimento e nos carrega no colo em meio à dor.
“O meu socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda.” (Salmo 121.2-3).

Eleny Vassão
Capelã hospitalar

Em agosto de 2019, nossa denominação completa 160 anos em solo brasileiro. A chegada do missionário Ashbel Green Simonton ao Brasil em 12 de agosto de 1859 é o motivo pelo qual este mês é também considerado, pelas Igrejas Presbiterianas em todo o Brasil, o mês das missões, com a realização de diversas campanhas de arrecadação para o auxílio de nossos missionários e obreiros. Neste ano, nossa campanha será ainda mais especial, pois ajudaremos a Igreja Presbiteriana de Angola.
O governo angolano exige que todas as denominações religiosas passem por um processo de regularização para que sejam livres para cultuar e dar continuidade a suas atividades. Mas, por ter raízes comunistas, esse processo é dificultado. Entre as exigências está o levantamento de 60 mil assinaturas dos membros da igreja, outorgadas em cartório. Apesar de existir desde o ano de 1984, a Igreja Presbiteriana de Angola ainda não conseguiu essa documentação. Um dos principais motivos é a situação financeira de seus membros. Muitos ainda não tem sequer o que chamam de “bilhete” – nosso RG/documento de identificação. Além disso, cada reconhecimento de firma custa 1840 kwanzas, o equivalente a R$20,00.
Na luta por alcançar essa regularização, a Igreja Presbiteriana de Angola buscou o auxílio da igreja brasileira. Acreditamos que, juntos, podemos ajudar esses irmãos a manter suas portas abertas para proclamar o Evangelho e transformar realidades, vidas e cosmovisões a partir do ensino da Palavra de Deus.
A Missionária da APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais) Eliane Machado, mostra a importância dessa campanha: “Vimos de perto o ensino da Verdade transformando pessoas e comunidades e um povo que, mesmo em meio a aflições, dificuldades e, muitas vezes, miséria, louva com intensidade e amor. Existem muitos jovens sedentos pelo conhecimento de Deus e que querem dedicar suas vidas para servir a Ele e a seu povo. Sabemos que o Senhor não habita em santuários feitos por mãos humanas, mas que, pela sua misericórdia, ele usa sua igreja terrena para levar luz à escuridão e esperança em meio ao caos”.
Participe desta campanha! Deposite sua oferta em nosso gazofilácio, identificando o envelope com a expressão “Oferta Angola”. Você também pode optar por fazer transferência bancária, adicionando o valor de 20 centavos à sua oferta, para identificação do destino. Nossas crianças também participarão dessa campanha através dos cofrinhos missionários.
Saiba mais através do site www.pelodireitodeserigreja.com.br

“Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” (1 Co 14:15)

A música está presente na vida de todos nós. Há música para os momentos de alegria, de tristeza, há música para adorar a Deus, há música para o trabalho. Atualmente, as empresas já usam a chamada música ambiente e até os criadores de gado já estão usando em seus currais a música, pois cientistas descobriram que um determinado tipo de música modifica o comportamento do animal fazendo com que a produção de leite aumente. Podemos deduzir então que se a música é capaz de mudar o comportamento de um animal “irracional”, pode também interferir no comportamento do ser humano.
Temos observado que a maioria das pessoas, quando pensa em aprender música, se detém logo na aprendizagem de um instrumento e de preferência com um amigo que já toca, o que caracteriza uma aprendizagem por imitação, levando-o a tocar ou mesmo cantar sem conhecimento musical.
Na verdade, saber música não significa saber tocar um instrumento. Há muita gente por aí que consegue tocar um instrumento ou até cantar muito bem, sem, no entanto, saber musica.
No mundo inteiro existem Escolas de Música! Encontramos o registro da primeira Escola de Música em 1Crônicas 25, organizada por Davi, encarregando Asafe, Hemâ e Jedutum para o ministério da casa de Deus, preparando os seus filhos “para o canto da casa do Senhor, com címbalos, alaúdes e harpas.” Em 1 Crônicas 15:22 vemos que “Quenanias, chefe dos levitas músicos, tinha o encargo de dirigir o canto, porque era entendido nisso”. Foram, portanto, os primeiros professores de música escolhidos pelo rei. O mais interessante é observar o tempo de preparo para que o aluno esteja apto a participar da orquestra ou do coro para adoração e louvor ao Senhor: encontramos no Antigo Testamento que o período estipulado para o preparo era de 10 anos, visto que começavam aos 20 anos e terminavam aos 30.
A priori, nos parece que as escolas hoje estão diferentes; mas, se observarmos, a metodologia continua a mesma; pois, se os pais têm o cuidado de proporcionar aos seus filhos ainda na infância o contato com a música, será entre 18 e 20 anos que estará apto a enfrentar o vestibular para ser graduado e ser um profissional: professor, instrumentista, regente ou compositor.
A Igreja Presbiteriana de Moema, cumprindo o seu dever de educar, pretende disponibilizar aos seus membros e à comunidade do bairro, a partir do mês de agosto, cursos de música nos diversos níveis e para todas as faixas etárias, através do CEMIPM – Centro de Educação Musical da Igreja Presbiteriana de Moema, visando proporcionar aos interessados conhecimentos musicais para melhor louvar e adorar ao nosso Deus, além de preparar os que escolherem música como profissão a ingressarem num curso Superior de Música em qualquer Universidade do País. Tudo isso é para que possamos servir ao nosso Deus com espírito, mas também com o conhecimento, como nos exorta o apóstolo Paulo.

Marineide Marinho Maciel Costa

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus”. (2 Timóteo 3: 14, 15)

Há exatos 5 anos, num domingo, como hoje, ele partiu para estar com Deus, a quem amava e a quem dedicou a maior parte de sua vida.
Nascido em uma família pobre, órfão de mãe aos 8 anos de idade, só frequentou a escola durante 4 anos. Ainda adolescente, começou a trabalhar com o pai, de quem recebeu o conselho seguido fielmente: “seja sempre honesto e trabalhador!” Veio para São Paulo com 17 anos de idade, morando numa pensão e trabalhando muito para conseguir se sustentar.
Logo conheceu aquela que foi sua esposa durante 76 anos e com a qual teve três filhos. Já casado, ouviu a mensagem do evangelho, entregando sua vida a Cristo, sendo logo seguido pela esposa e posteriormente pelos filhos.
Sua paixão era ministrar aulas na Escola Dominical, e só na Igreja Presbiteriana de Vila Mariana exerceu essa missão por mais de 50 anos. Para suprir sua falta de escolaridade, buscava nos livros, e principalmente na Bíblia, conhecimento que transmitia nas aulas. Seus dias iniciavam com a leitura de um capítulo do livro de Salmos.
Como funcionário do antigo Banco do Estado de São Paulo – Banespa, morou em diversas cidades do interior e de outros estados. Ao ser nomeado inspetor do banco, percorreu o Brasil de norte a sul, a partir dos anos 1960. Ao chegar em cada cidade, sua preocupação era encontrar uma Igreja Presbiteriana. Lá, ao se apresentar, já era convidado para lecionar na Escola Dominical e pregar nos cultos regulares.
Outro ministério de sua predileção era o trabalho com jovens. Participou de diversos acampamentos também em diferentes locais do Brasil. Seus filhos na fé encontram-se espalhados por diversos países, prova que a semente plantada por ele germinou em solo fértil.
Há poucos dias, uma amiga e ex-aluna relatou que numa de suas últimas conversas, perguntou-lhe como era a casa de repouso onde se encontravam, ao que ele respondeu: “É muito boa, tem um jardim lindo, mas para onde vou, tenho certeza de que é muito mais lindo!”
Deixou muitas saudades, mas sabemos que ele está no local desejado.
“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda”. ( 2 Timóteo 4: 7, 8)

Jania Mendes Lomonaco

É possível viver dentro de um casamento em que o amor esteja ausente? Acredito que sim! Somos testemunhas de diversos casos em que o amor não é mais o motivo principal da convivência matrimonial, e sim as obrigações financeiras, proteção dos filhos e o medo de enfrentar os constrangimentos sociais gerados pelo divórcio. Porém, esse não é o plano de Deus para o casamento, de igual maneira, não é o princípio que uniu o homem e sua mulher, quando disseram “sim” um ao outro. É preciso resgatar ou proteger o amor no casamento!
O Livro de Cantares (ou Cântico dos Cânticos) é uma belíssima história de amor, de amor puro e natural, sustentado na pureza e na dedicação exclusiva de um ao outro no casamento. Sua mensagem, sob a estrutura de um diálogo poético e cheio de metáforas entre a “esposa” e o seu amado (Salomão), indica que o amor verdadeiro está além dos prazeres físicos (Ct 1:2) e que é notavelmente fiel entre um homem e uma mulher.
O rei Salomão atraiu para si muitas mulheres (1Rs 11:1-3), contudo, o capítulo 4 de Cantares revela que o seu coração foi arrebatado por uma em especial. O seu nome não é mencionado, apenas identificado por “sulamita” (Ct 6:13). Filho de um memorável rei em Israel (Davi), Salomão cresceu na corte, no palácio real, cercado por seguranças e confortos distintos, enquanto a sulamita trabalhava nas vinhas, sendo “queimada” pela luz do Sol (Ct 1:6). Ele poderia tentar atraí-la oferecendo uma vida cheia de regalias no palácio, com muito vinho, mas ela estava interessada em algo muito maior que essas coisas, estava interessada no seu amor (Ct 2:4), como elo de um rigoroso compromisso e mútua exclusividade (Ct 6:3), amor esse que não poderia ser manipulado ou confundido por interesses egoístas (Ct 8:7).
Salomão reconheceu e foi atraído, respeitosamente, pela formosura física da sulamita (olhos, cabelos, dentes, lábios, boca, faces, pescoço, seios e quadris; Ct 4:1-5, 9 e 7:1), mas só foi cativado pelo amor verdadeiro por ela (Ct 4:10). Enquanto ela decidiu resistir às tentações de relações promíscuas e passageiras, e se preservar virgem para seu futuro esposo (Ct 4:12), pois nunca esteve disposta a viver uma relação de distração, mas de amor puro, verdadeiro e duradouro. Ambos entenderam que o casamento se sustenta é pela formosura do amor Divino, o qual é constituído por valores morais dignos.
Esta história remonta ao plano de Deus para o casamento e nos ensina que ele deve ser edificado na base dos Seus conselhos, sem os quais se torna frágil e vulnerável demais aos conflitos e divórcio. Casamentos duradouros são sustentados pelo amor que se traduz em firme e exclusivo compromisso, bem como na pureza de intenções e ações altruístas entre os cônjuges.
Senhor, nosso Deus, Seja bondoso para conosco e cultive em nossos corações o verdadeiro amor por nossos cônjuges, para que sejamos preservados das tentações e armadilhas que tentam destruir os nossos casamentos. Em nome de Jesus, amém!

Rev. Erickson Martins
Pastor da 1ª IPB de Goiânia

A parábola do filho pródigo (Lucas 15.11-32) nos mostra, com muita clareza, toda a intencionalidade de Deus, como Pai, de reformar a sua imagem no coração de seus filhos.
Por um lado, o foco da parábola não são os filhos, mas o Pai, sempre amoroso e desejoso de ver seus filhos felizes, maduros, saudáveis e capazes de desenvolver um amoroso relacionamento com Ele. O maior desejo era e é no sentido de nos parecermos mais com ele.
Por outro lado, temos a figura dos filhos, que aparecem também para nos ensinar, seja pelo erro ou pelo acerto. A vida cristã muitas vezes mais parece uma montanha russa, ou seja, ora estamos alegres e contentes, subindo pelas nuvens; ora estamos gritando de medo, assustados com os embates da vida. Não poucas vezes nossa espiritualidade parece tão oscilante. Parece que não amadurecemos, não crescemos, não nos desenvolvemos.
Muitas vezes assumimos a conduta do filho mais moço; outras vezes, resmungamos como o filho mais velho. Em verdade, observa-se que, como filhos, estamos sem orientação, perdidos, com a diferença de que alguns estão dentro e outros fora de casa. O filho que ficou demonstrou-se extremamente legalista, cumpridor das normas da casa paterna por obrigação e não por amor ao pai. Algumas atitudes que assumiu merecem ser sucintamente destacadas:
1) Ele estava perdido em seu legalismo (v. 29) – “Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua…”. A relação do filho com o pai não era de amor, de beijo, de cheiro, de carinho, de acolhimento. Obediência e dever se tornaram um peso, e o trabalho uma escravidão.
2) Ele estava perdido em seus ressentimentos (v.28) – Era jovem, mas se fizera homem amargo, para dar vazão a sentimentos mesquinhos, sujos, feios, contrários à Palavra de Deus. Suas amarguras impediam-lhe de reintegrar o irmão.
3) Ele estava perdido em sua falta de alegria e na sua incapacidade de viver o amor-serviço (vv. 29-31) – O filho não queria partilhar da alegria do Pai. O filho não queria entrar. Ele não sabia o que era relação familiar amadurecida e amorosa. O filho não conseguia ver o amor do Pai. Entretanto, é na casa do Pai que as diferenças acabam. Na casa do Pai só há lugar para a alegria, o perdão, a festa. Se não há amor-serviço, não há comunhão. Cada um sabe onde se encontra, ou deve encontrar-se: dentro ou fora da festa.

Rev. Marcos Azevedo
Missionário na França

“Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós”. (2 Coríntios 4.7)

Um dos temas predominantes nas cartas aos coríntios se refere ao poder através da fraqueza; há oito expressões diferentes sobre esse tema nas duas cartas.
A sede de poder tem sido uma característica da história humana desde que foi oferecida a Adão e Eva a possibilidade de receber poder em troca da desobediência a Deus. Até hoje, por trás da busca por dinheiro, fama e influência, está o anseio pelo poder. A busca pelo poder está presente na política e na vida pública, nos grandes negócios e na indústria, nas diferentes profissões e na mídia, e até mesmo na igreja e nas organizações para-eclesiásticas. O poder é mais tóxico que o álcool e vicia mais que as drogas. Foi Lord Acton, político britânico do século 19, que compôs a epigrama: “O poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente”. Ele foi um católico que em 1870 se opôs veementemente à decisão do Concílio Vaticano I de atribuir infalibilidade ao papa, pois percebeu que com essa decisão a igreja seria corrompida pelo poder.
A Bíblia contém claras advertências sobre uso e abuso de poder. Paulo insistiu no tema do poder através da fraqueza, do poder divino através da fraqueza humana. Nos capítulos iniciais de 1 Coríntios, ele apresenta três exemplos admiráveis desse mesmo princípio.
Nós encontramos esse princípio primeiramente no próprio evangelho, pois a fraqueza da cruz é o poder salvador de Deus (1Co 1.17-25). Em segundo lugar, o poder através da fraqueza é visto nos coríntios convertidos, pois Deus escolheu pessoas fracas para envergonhar as fortes (1Co 1.26-31). Terceiro, o poder através da fraqueza pode ser visto na vida de Paulo, o evangelista, uma vez que ele tinha ido a Corinto “com fraqueza, temor e com muito tremor”, mas também com “demonstração do poder do Espírito” (1Co 2.1-5).
Assim, as boas novas, os convertidos e o pregador (ou o evangelho, os evangelizados e o evangelista) exibiram o mesmo princípio de que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza humana, pois Deus escolheu um instrumento fraco (Paulo) para levar uma mensagem fraca (a cruz) a um povo fraco (os socialmente desprezados). Mas, através dessa tripla fraqueza, o poder de Deus foi — e ainda é — revelado.

John Stott

Sempre soube que a oração tinha poder! Cresci acompanhando a minha mãe no círculo de oração que ela dirigia, por isso, não há dúvidas que o exemplo veio da minha própria casa.
Alguns meses atrás, conversando com a minha irmã sobre problemas que estavam acontecendo em nossa família, desde saúde física e mental a problemas financeiros, incertezas, problemas sem respostas, me deparei com um verdadeiro caos que estava desanimando a todos os familiares.
Sendo assim, ao ouvir tudo aquilo, senti no coração que alguma coisa tinha que ser feita. E só poderia ser a oração. Mas não bastava uma simples oração. Eu disse à minha irmã: “Vamos fazer um clamor de quarenta dias!?” Nem eu sei porque quarenta dias, foi um número que surgiu no meu pensamento naquele momento.
Então, começamos uma jornada de oração todos os dias às 23:00 horas, cada uma em sua casa. Eu e minhas duas irmãs formamos um grupo via whatsapp para clamarmos a favor da nossa família. Eu mandava todo o dia um pequeno texto acompanhado de um louvor como um guia para entrarmos na presença de Deus. Eu escrevia todos os dias alguma motivação como se estivéssemos numa maratona esportiva, em que os atletas precisam de um encorajamento para continuarem e não desistirem no meio do caminho.
Durante esse processo, amigas das quais contávamos o nosso propósito pediram para participar também, e assim o grupo foi crescendo e já não estávamos mais sozinhas.
Foi um lindo caminho de orações e louvores através de um simples aplicativo, que ao final se tornou uma grande ferramenta, a qual facilitou a nossa comunicação e nos ajudou nesse ajuntamento.
Terminamos os quarenta dias de oração e vimos a misericórdia de Deus. Ele nos ouviu do Seu santo trono.
Alguns dias depois, começamos a ver as respostas chegando uma a uma. Empregos arrumados, saúde restaurada, situações que não se resolviam foram solucionadas, portas abertas… E o que mais me surpreende é que, a cada dia, algo novo acontece em resposta dessas orações.
A conclusão que cheguei foi que Deus quer que sejamos firmes nas orações.
Não existe segredo, a não ser nos humilharmos aos pés de Jesus e pedir que Ele interceda em nosso favor diante do Pai, crendo na Sua infinita misericórdia. Ele tudo pode, e por isso o meu coração está agradecido por ser testemunha de que Deus realmente responde as nossas orações. A minha grande certeza é quando o povo de Deus se une em oração, não há muralha que resista.

Maria Vanda Feitosa

“Se o meu povo, que se chama pelo MEU NOME, se humilhar, e ORAR, e me
buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, EU OUVIREI DOS
CÉUS, perdoarei os seus pecados e sararei a terra.” (2 Cronicas 7:14)
Há sete anos atrás, servas do Senhor que se reuniam nesta igreja de Moema,
sentiram no coração o desejo de, unidas, levantarem um clamor ao nosso
Deus, que chegasse aos céus, morada do nosso Deus e Pai.
Juntas, começamos a orar por nossa igreja e pelos seus lares, pelos
enfermos, pelos desempregados, … por todos nós.
Assim nascia “MULHERES QUE ORAM”.
Semana após semana nós nos reuníamos para clamar ao Senhor, por curas,
por livramentos aos nossos queridos, por sabedoria na condução dos filhos.
Ao termino das reuniões deixávamos nossos fardos aos pés Daquele que tem
poder de transformar o mal em bem.
O tempo foi passando e a nossa confiança no Senhor só aumentava. Era
maravilhoso ouvir de uma irmã a vitória alcançada! Glórias ao nosso Deus!
Trazíamos pedidos de agradecimento nossos, e de nossos filhos e queridos,
por triunfarem nos vestibulares, pelo primeiro emprego, mas, também, pedidos
ao Senhor do Universo para que operasse milagres.
E, assim, nossa “oração chegou até a santa habitação de Deus, até aos céus”!
Louvado seja o Nome do nosso Senhor Jesus Cristo!
Cremos que a nossa carne é fraca, por isto, VIGIAMOS E ORAMOS, para que
o Pai nos dê livramento das armadilhas de Satanás. Nosso espírito firmado no
Espírito Santo de Deus nos faz vencer o medo que nos quer aprisionar.
E, por isso, ficamos alegres, cantamos e falamos …muito…demais!
E o nosso Deus é louvado por nossas fracas vozes.
Aprendemos juntas a ter paciência em esperar. Mas, sempre cuidando para
que essa espera aconteça SEM QUEIXAS. Nosso Senhor e Deus abomina
murmurações. (Filipenses 2:14)
Procuramos praticar Efesios 4:6, é difícil, ás vezes, impossível, mas tentamos
jogar a ansiedade nos braços do PAI. Trazemos à memória tudo o que ELE já
fez por nós. (Lamentações 3:21)
Quando intercedemos, cremos na soberania deste Deus que fez o céu, a terra,
o mar e tudo o que neles há. (Atos 4:24)
Cremos na Palavra, Bíblia, que o nosso Deus nos deixou para que
andássemos nela, e nela nos fortalecemos, encontro após encontro.
Somos MULHERES que aqui chegam, muitas vezes, amedrontadas pelas
circunstancias da vida e pelo poder do nosso Deus nos aquietamos nos braços
do PAI.
Esta nossa “casinha branca” tornou-se refúgio para aquelas que O buscam nas
reuniões de quarta-feira.Um momento do Senhor para recarregar nossas
baterias! Nossos pastores são testemunhas do burburinho que esta casa se
enche em nossas reuniões, assim como na dos jovens e na do Coral, …
Graças, graças, mil graças querido Deus por estes sete anos em que o Teu
imenso amor tem sido derramado sobre nós! Graças por Tua salvação, que é
eterna. Graças pelo sacrifício do nosso Senhor Jesus Cristo, que se doou por

nós na cruz; e que através da ação do Deus Espirito Santo nos permite viver a
sua alegria, a sua paz, o seu amor! (Galatas 5:22)
A alegria do Senhor que se faz presente em nós!
E, sabemos, que a ALEGRIA DO SENHOR É A NOSSA FORÇA! (NEE 8:10)

A cristandade caminha anualmente a procissão em direção à Páscoa. Nesse ritual, poucos refletem sobre o que espiritualmente ocorreu. O Deus Criador, imortal, onipotente, morreu de maneira ignominiosa, tornando-se legalmente maldito pela morte na cruz. Foi igualado a malfeitores, e o Sumo bem se fez pecado.
A teologia por trás desse evento único e definidor é densa, e contém aprofundamentos cuja compressão é capital para o cristianismo, porém, não cabíveis neste espaço.
Peço a cada irmão que medite nesse tema pungente e dramático, que não se junte aos distraídos, apenas alegrando-se na cruz que Jesus, o Cristo, carregou sangrando e tropeçando. Qualquer um fica com o coração rasgado pelo sofrimento e amargura se nosso irmão, ou filho, sofrem uma injustiça na vida, uma traição, uma agressão física ou moral. Ao celebrarmos a Páscoa, façâmo-lo com o coração comovido e reverente, compartilhando com o Cristo sofredor a dor da humilhação suprema, a injustiça maior, e o atroz sofrimento moral e físico que nosso Senhor enfrentou por amor de nós, sem abrir sua boca. O próprio Deus, encarnado em Nosso Senhor Jesus, foi crucificado apesar de ter mostrado o supremo amor ao dar a vida por aqueles a quem amou. Cada cravo pregado em suas mãos deve dilacerar também nosso coração. Cada pancada que afundou os cravos nos seus benditos pés, e os espinhos cruéis que rasgaram sua fronte humilde e curvada diante de Sua missão redentora, devem doer em nossa alma. Tenhamos em mente que “o Amado dos céus padeceu e morreu na cruz”. Ao darmos graça pela cruz que Jesus carregou, não esqueçamos que ela era nossa, e que Ele tomou sobre Si nossas enfermidades e pecados, para que hoje possamos ter vida pela graça.
Tenhamos animando nossa alma a gratidão pelo sacrifício de Jesus, e sigamos Seu exemplo, “tomando nossa cruz” com alegria e fé. Com esse espírito excelente e amadurecido, a luz de Jesus que está em nós vai iluminar outras vidas, algumas encontradas acidentalmente, e até pessoas muito próximas por quem estamos orando há muitos anos.
Não teríamos a paz do perdão, a alegria e certeza da salvação, e a esperança da vida eterna com Deus se Jesus não tivesse derramado Seu sangue inocente naquela cruz, que, de direito, nos pertence.
Junto com a encarnação (Natal) e a Ressurreição de Jesus, a Cruz constitui o drama de 3 atos divinos do plano de Deus para redenção do ser humano, sendo seu ápice.
Se não tivermos essa consciência, faremos também parte da procissão ritual da cristandade distraída, que percorre festivamente as ruas da humanidade incrédula, indo em busca de sua asfixiante materialidade, que é a cruz da qual devemos escapar.

Leonardo Araújo
Membro da IPMoema

A Coreia do Norte tem sido assunto mundial nos últimos meses, principalmente pelo fato do seu líder Kim Jong-un parecer estar mais flexível em alguns aspectos referentes ao país. Porém, no que se refere a liberdade de religião, a Coreia do Norte está longe de mostrar alguma abertura.
Em 2018, a nação completou 70 anos. No entanto, a igreja secreta do país está longe das celebrações. Sua existência, porém, revela a capacidade de resiliência – por 70 anos! Em 9 de setembro de 1948, Kim II-Sung proclamou o nascimento da República Popular Democrática da Coreia do Norte e se tornou seu líder. Isso marcou o começo de 70 anos de perseguição à igreja.
A Lista Mundial da Perseguição classifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão. A Coreia do Norte lidera o ranking desde 2002 e nela os cristãos enfrentam os níveis mais elevados de pressão por causa da fé. O país tem um regime comunista sob o comando de Kim Jong-un, o terceiro da dinastia Kim. Quanto à religião, todos devem adorar a família Kim, por isso os cristãos vivem em secreto.
A estimativa é que haja 300 mil cristãos na Coreia do Norte, cerca de 1,2% dos mais de 25 milhões de habitantes. Se descoberto, o cristão é levado para campos de trabalho forçado ou até mesmo morto. Encontrar-se com outros cristãos lá é quase impossível.
No Domingo da Igreja Perseguida 2019, você tem a oportunidade de agir em prol da nossa família de fé norte-coreana. Faça deste dia um dia de clamor e ação pela igreja na Coreia do Norte.

Missão Portas Abertas

“Exaltado à direita de Deus, Ele (Jesus) recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vocês agora vêem e ouvem.”
(Atos 2:33)

O Dia de Pentecostes foi um evento de múltiplos aspectos. Primeiramente, ele foi o último ato do ministério salvífico de Jesus antes da sua 2ª Vinda, e nesse sentido foi um evento único, tanto quanto o dia de Natal, a Sexta-feira Santa, o Domingo de Páscoa ou o Dia da Ascensão. Ele marcou o início de uma nova era do Espírito e preparou os apóstolos para que exercessem sua função de mestres. O Dia de Pentecostes pode ser considerado também como o primeiro reavivamento, no qual Deus visitou seu povo poderosamente.

A narrativa de Lucas começa com um breve relato dos acontecimentos (Atos 2:1-4). O Espírito de Deus veio sobre os discípulos, e sua vinda foi acompanhada de três sinais sobrenaturais: o som de um vento forte, línguas como que de fogo, e capacidade de falar em outras línguas. Mas, o que seria essa glossolalia? Primeiramente, não foi consequência de intoxicação alcoólica, como alguns disseram, em tom de zombaria. Não foi também (como alguns têm sugerido) um milagre de ouvir. De fato, “cada um os ouvia falar em sua própria língua” (vr. 6), mas eles só ouviram porque antes aconteceu um fenômeno de fala. Não se tratava também de algumas palavras sem nexo interpretadas erroneamente por Lucas como sendo uma linguagem. De acordo com Lucas, o que aconteceu de fato foi que eles receberam uma habilidade sobrenatural para falar uma língua conhecida, mas que eles nunca haviam aprendido, e proclamar as maravilhas de Deus através dela.

Lucas procura enfatizar a variedade de culturas e línguas da multidão ali reunida (Atos 2:9-11). Embora fossem todos judeus da dispersão que estavam em Jerusalém, eles vinham “de todas as nações do mundo” (vr. 5).

Desde a época dos pais da igreja primitiva a bênção de Pentecostes tem sido considerada como uma reversão deliberada e dramática da maldição da Torre de Babel (Gênesis 11). Na torre, os idiomas humanos foram confundidos, e as nações se espalharam; em Jerusalém, a barreira da língua foi superada de maneira sobrenatural, como um sinal de que as nações se uniriam em Cristo.

Rev. John Stott

(Extraído do Livro A Bíblia Toda, o Ano Todo, Devocionário, pg. 295, Editora Ultimato)

“Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós e escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.” (II Cor 3:3)

No mundo da literatura, histórias que narram cartas não lidas são sensíveis e comoventes. Na mais famosa história de amor, Romeu e Julieta, um pequeno incidente fez com que a mensagem salvadora não chegasse ao destino. Ao final, dor e morte. O desencontro foi fatal.
Se na arte as emoções ficcionais restringem-se ao imaginário, na vida não é assim. Mensagens que não chegam a seu destino ocasionam dramas reais, de consequências graves. No âmbito espiritual, a ilustração acima reflete algo essencial do reino de Deus, essencial para nós e para a vida de nossa igreja.
Deus nos criou e nos ama. Tendo o ser humano se afastado de Deus, e estando incomunicável com Ele, Deus fez conhecer Seu amor. Ao longo de séculos, para alertar o ser humano de Seu amor, Deus enviou Seus profetas, que foram rejeitados, espancados e mortos. Por último, veio Ele mesmo, encarnado em Jesus. Veio para os Seus, mas foi rejeitado e morto. Sua morte na cruz anulou a condenação eterna pelo pecado. Sua ressurreição venceu a morte. Aleluia!
A RECONCILIAÇÃO DO HOMEM COM DEUS É A MAIS PRECIOSA NOTÍCIA QUE PODERIA HAVER. O EVANGELHO É ESSA BOA NOVA DE GRANDE ALEGRIA.
Notícia só é notícia se for transmitida. Se não, é palavra morta. Só é boa se beneficiar o receptor. A essência do evangelho, portanto, é anunciar que, em Jesus, temos acesso, vida e comunhão com Deus. Estamos salvos da condenação eterna. Temos perdão e esperança.
SEM ANÚNCIO, NÃO HÁ EVANGELHO, NÃO HÁ IGREJA. Há clube fechado de sócios. A essência e justificativa da existência da igreja evangélica é anunciar a boa nova. Só o púlpito? Não. Todos! O acréscimo de convertidos demonstra que o povo tem o evangelho em seus corações, transmite a boa nova, e, como resultado disso, a igreja cresce.
Deus escreveu uma carta de amor ao homem que está andando na escuridão. Essa primeira carta é Jesus, o próprio Deus invisível feito homem mortal.
Deus escreveu em nossos corações Sua mensagem de amor e salvação. Somos as cartas de amor que Deus escreveu para pessoas que estão perto de nós. Somos cartas vivas. Temos a missão de entregar a mensagem ao objeto do amor de Deus, o homem que está longe Dele. Cada cristão que dá valor ao que Deus fez deve anunciar essa boa nova sempre: no trabalho, na família, no clube, na vizinhança.
Quando cartas não chegam ao seu destino, sempre ocorre uma tragédia. Em nosso caso, se nós, as cartas do amor de Deus, nos calarmos ou escondermos, aqueles a quem Deus ama não saberão desse amor supremo. Não serão salvos.
Até mesmo as cartas (nós), se não lidas porque foram displicentemente escondidas, tornar-se-ão apenas folhas amassadas no cesto de papéis da história.

Leonardo Araújo

Há pouco celebramos a páscoa, e louvamos a Deus com as palavras: “Aleluia! Jesus venceu a morte! Aleluia! Os grilhões da morte já não nos aprisionam! Aleluia! tragada foi a morte pela vitória de Jesus! Jesus ressuscitou!” (1Co 15:54 – 55).
Todos os verbos com os quais identificamos a vitória de Jesus estão no passado, e então perguntamos qual o sentido do hino cristão com o qual proclamamos: Vencendo vem Jesus (no gerúndio)?
É certo que este hino, composto por Julia Ward Howe em 1861, se cantava após as vitórias nas batalhas da guerra civil americana, o que muito pouco tem a ver com nosso contexto hodierno.
Como então apropriarmos a beleza deste hino para nossa vida? E ainda: Isto significa que Jesus ainda está na batalha? Afinal, já não foi a morte vencida?
Temos então que admitir duas verdades, não excludentes: Jesus venceu (passado) e Jesus segue vencendo (presente), através de nós.
Assim, todas as vezes que, efetivamente, representamos o Mestre, vencendo o pecado que está à nossa frente, podemos dizer que Jesus continua vencendo.
E a vitória continua sendo de Jesus, porque com nossa força não poderíamos vencer o mal, e nem sequer poderíamos pensar em enfrentar o mal.
Há, outrossim, nossa necessária participação nesta vitória, pois como nos diz o apóstolo Paulo: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, Ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar”.
Ele sempre vencerá, através de nós. Deixemos, respeitosamente, o passado da vitória de Jesus e cantemos com nossa voz, nossa alma e principalmente com o nosso comportamento cristão, que Jesus continua vencendo.
Vencendo vem Jesus, através de mim!!!

Eduardo Fávero

A data de hoje foi escolhida para agradecermos essa fase da vida, que, como todas as outras fases da vida, Deus tem um propósito maravilhoso. Mas cada fase há seu brilho diferente, sua maneira de refletir a Glória do Deus triuno. E como jovens podem fazer isso?
Independência e vigor, essas talvez sejam as palavras que melhor descrevem a diferença entre a mocidade as outras fases da vida. Independência porque saímos da fase de dependência anterior e vigor porque temos mais energia do que a fase posterior. Então essa seria uma adequada resposta, jovem use sua independência e seu vigor para refletir de maneira única a Glória de Deus.
Use sua independência para servir o seu Deus da melhor maneira. Use-a para servir aos outros de maneiras e em tempos que só você poderia, para ajudar na igreja naquelas tarefas que requerem tempo e participar das atividades que puder, para orar com e por seus irmãos.
Use seu vigor para dedicar-se ao seu Deus da melhor maneira. Use sua energia que é única desse tempo para servir na igreja, para fazer os trabalhos pesados, para dormir pouco, porque um irmão precisa de ajuda, para abrir mão de um bom descanso, muitas vezes, porque há várias coisas a serem feitas.
Esses são exemplos, pequenos, de como podemos usar nossa independência e vigor únicos dessa fase da vida para a Glória do nosso Deus e há muitas outras coisas a serem feitas. Como escreveu o autor de Eclesiastes “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:” (Ec 3.1). Esse é o tempo de se fazer tais coisas para o nosso Deus.
Mocidade é um tempo único na vida, não desperdice aquilo que Deus lhes dá agora!

Sem. Daniel Sales

As mães colecionam muitas histórias sobre seus filhos. E gostam de contá-las.

Recordo-me, com saudade, de quando minha mãe se punha a contar pelo menos uma ou duas histórias envolvendo cada um dos seus seis filhos. Fatos engraçados, situações embaraçosas, momentos de perigo, de aperto financeiro e de enfermidades eram narrados com tanta vivacidade e riqueza de detalhes que ficavámos, eu e meus irmãos, com a impressão de que tinham acabado de acontecer. Diante de tais histórias, alternávamos risos e choros, alívios e espantos.

Sobre a minha infância, gostava de ouvir a história que ela contava a respeito de um grande livramento que Deus me dera. Pequeno, sem noção de perigo, brincava despreocupadamente sentado próximo à roda traseira de um caminhão basculante estacionado na frente da nossa casa. Ao sair para a rua e ver aquela cena, minha mãe sentiu o perigo iminente e correu desesperada para tirar-me debaixo do caminhão. Assim que ela me apanhou em seus braços, o motorista, que não havia percebido a minha presença, deu a partida e foi embora. Deus preservou a minha vida pelas mãos de minha mãe.

Aqui na igreja de Moema, há mães de diferentes idades e com diferentes números de filhos. Seguramente, temos muitas “histórias de mãe”. Já pensou se cada mãe não somente contasse a história, mas também a escrevesse? Que belo livro seria! O título bem que poderia ser exatamente este: “Histórias de Mães”. Não faltariam registros de fé, de coragem, de confiança, de determinação, de abnegação e de amor.

Mães, em nome de todos os filhos, eu gostaria de concluir este texto com o seguinte agradecimento: “Muito obrigado por suas histórias”! Deus as abençoe!

Rev. José Roberto Silveira

“Tão somente sê forte e mui corajoso para teres o cuidado
de fazer segundo a minha Palavra…” (Josué 1:7)

Hoje comemoramos nosso primeiro aniversário no Auditório APESP. O título deste boletim é o mesmo daquele 06/05/18. Naquela ocasião a Igreja de Moema foi comparada ao povo Hebreu na conquista da terra prometida. Quando tudo parecia impossível, o Mar Vermelho foi aberto. Os Hebreus saíram da escravidão do Egito e a Igreja de Moema da escravidão das condições impostas pelo hotel, até então, local dos nossos cultos dominicais.

Porém, para a vitória definitiva, eles enfrentaram muitas dificuldades e lutas. Josué, agora líder, após a morte de Moisés, nos inspira como conquistar a nossa “Terra Prometida”. Devemos lembrar que esta batalha não é somente nossa. O mesmo Deus que abriu os caminhos para aquele povo, abrirá os nossos caminhos. Saber que a vitória vem de Deus, nos torna destemidos.

Estrategicamente, Josué inicia as conquistas pela cidade fortificada de Jericó, usando apenas sons de trombetas e vozes para derrubar as muralhas. Mais um agir milagroso de Deus. Do mesmo modo temos que conquistar a Jerico de Moema, representada pelos inúmeros condomínios fechados com muralhas para a Palavra da Salvação.

É um trabalho de todos. Sim, a vitória vem de Deus, mas as ações são nossas. Desde apresentações do Coral e Grupos de Louvores, com suas vozes e “trombetas” circulando ao redor da nossa Jericó, assim como o fortalecimento dos grupos de orações de homens e mulheres.

Josué contava com pessoas treinadas para o combate. Também temos que nos preparar conhecendo a Palavra com profundidade através da sua leitura diária e servindo-nos dos ensinos da Escola Bíblica Dominical.

A vitória vem de Deus, mas a estrutura financeira necessária para viabilizar nossas conquistas depende dos compromissos espontâneos assumidos pelos membros da comunidade.

Deus falou algumas vezes para Josué ser forte, ter coragem e ânimo, pois o desanimo é contagioso e impede nossa visão de vitória. Que os segredos de Josué para a vitória sejam também os nossos: Confiar no nosso Deus, preparar nosso povo para o combate e agir de acordo com a vontade do Senhor. Que Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo fortaleça, direcione e anime a Igreja Presbiteriana de Moema.

Presbítero José Carlos Paranhos
Vice-Presidente do Conselho da IP Moema

“Saberás, pois, que o Senhor teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos.” Dt 7:9

Temos que aprender a confiar nas promessas de Deus. Aparentemente a Lei do Senhor é muito rígida e poucos procuram cumpri-la fielmente. Muitas vezes a questão não é nem mesmo o cumprimento da lei, mas a importância e reverência que damos a ela.
Deus sempre coloca em primeiro lugar o amor. Sua única vontade é que os homens amem Sua Presença, Sua Lei, Seu Caráter, Sua Vontade, Seu Plano… Essa deve ser sempre as nossas principais preocupações nessa terra.
Essa era a principal preocupação da Julieta Farah Monea. Sempre procurando interceder pelas almas, ela lutou o bom combate enquanto passou seus longos 92 anos sobre a terra. Longos porque contiveram muito sofrimento. Sofreu na infância sem a presença da mãe, morou em um orfanato e viveu entre outras tantas as muitas mazelas desse mundo. Porém, o bom sofrimento da dona Julieta foi pelas almas. Ela fazia questão de falar de Jesus, de frequentar reuniões de oração, de ir na igreja, de dar conselhos com sabedoria fundada na palavra de Deus. As vezes rejeitada, as vezes julgada, muitas vezes ridicularizada por causa de sua fé, porém sempre testemunhando a graça salvadora do Senhor Jesus Cristo.
Olhando para a vida desta serva escolhida do Senhor, podemos com certeza perceber que seu legado foi verdadeiramente eterno. Sua morte não o pode conter. Essa foi a herança que deixou: uma família abençoada em Cristo Jesus.

Thiago Monea Pedro
neto de D. Julieta

(Mateus,28; Marcos,16; Lucas, 24; e João,20),

É cansativa e longa a caminhada,
Na escuridão daquela noite fria,
De três mulheres que, na madrugada,
Anseiam pela luz do novo dia.

Pela última vez desejam ver,
De Jesus Cristo, o tão querido rosto;
Com lágrimas e aromas envolver
Seu corpo, que na tumba fora posto.

Maria, Salomé e Madalena
Ao avistarem, ao longe, a sepultura
Põem-se a pensar na dolorosa cena
Tomadas de tristeza e de amargura.

Mas ao chegarem, a pedra removida
Deixa ver que o sepulcro está vazio.
Não teriam sequer uma despedida
Que consolasse o amanhã sombrio!

Tomadas de alegria, veem Jesus!
Ele lhes fala e aos outros vão contar:
– Jesus venceu a morte lá na cruz!
Na Galiléia, vai conosco estar!

E no divino encontro ali marcado,
Em meio a sentimentos de vitória,
Os discípulos são desafiados
Pelo IDE, que muda a nossa história.

Firmados na promessa de Jesus
– De estar com eles, de dar-lhes poder –
Espalhariam do Evangelho, a luz,
Com ousadia e sem esmorecer.

Jesus ressuscitou! Eis a mensagem,
Que permanece viva e eficaz;
Que faz da morte uma simples passagem
Pra a vida eterna, de alegria e paz!

Lêda Rejane Accioly Sellaro

Fui internada na UTI, dia 26 de janeiro, e só sobreviveria se tudo acontecesse 100% certo daquele momento em diante. Não havia mais tolerância para erros, dúvidas ou atrasos. Todas as chances para o rompimento de um aneurisma gigante, medindo espantosos 6 cm, já tinham sido aproveitadas, desde me submeter a pressão atmosférica em uma viagem aérea; a praticar exercícios físicos extenuantes; a me envolver em situações de stress, elevando a pressão arterial, entre outros.
Tudo iniciou uma semana antes do Natal quando a cabeça começou a doer de forma contínua e progressiva, mas foi em uma viagem ao litoral de São Paulo que a dor alcançou seu ponto máximo. Daí em diante, esse estágio de dor em nada diminuiu até o dia 30 de janeiro, quando passei por uma cirurgia para a retirada do aneurisma. Não importava a medicação que me fosse ministrada, a dor persistia 24h.
Contudo, para demonstrar o misericordioso cuidado de Deus, quero discorrer sobre o que se passou antes da internação. Vamos lá, o primeiro profissional procurado foi um otorrino. Fiz o tratamento para sinusite, dois ciclos de antibióticos, anti-inflamatórios para aliviar a dor e nenhum resultado foi alcançado.
Mesmo sem saber, sem ver, sem ter consciência, Deus estava rigorosamente cuidando e trabalhando a meu favor. Há quem diga que peguei alguns anjos emprestados naquele período. Alguém ficou descoberto por um tempo. O importante é saber que Ele (Deus) não perdeu o controle em momento algum. Afinal, ele é 100% Deus, Perfeito e Pai.
Tentei ir trabalhar após o recesso de fim de ano, mesmo com a dor intensa, mas, logo na parte da manhã, senti um desconforto motor no olho direito e procurei a emergência do primeiro hospital. Foi feita uma tomografia e descartado o diagnóstico de sinusite.
Procurei, no mesmo dia, um segundo atendimento de emergência. Nova tomografia e, mais uma vez, nada foi encontrado. Recebi medicações para aliviar a dor em vão. Saí do hospital praticamente da mesma forma que entrei, com muita dor. Entretanto, fui convencida a procurar um neurologista. Fiz a consulta no dia seguinte com o primeiro neurologista, que me passou medicações direcionadas para enxaqueca com a previsão de bloquear a dor em cinco dias. Ah… fui encaminha para fazer uma ressonância e a fiz poucos dias depois. O resultado ficaria pronto apenas em dez dias.
Passados os cincos dias da promessa de alívio da dor sem sucesso, acreditei que era melhor buscar outro profissional para me avaliar. Aqui entra o segundo neurocirurgião. Nesse período, já não estava mais trabalhando; a dor era, de fato, paralisante.
Pois bem, cheguei ao Dr. Marcos Lopes, o mesmo que acabou fazendo a minha cirurgia. Durante toda aquela semana, ele me acompanhou, trocou as medicações e também seguiu com a hipótese diagnóstica de enxaqueca, mas apenas até sair o resultado da ressonância com o “achado” de um aneurisma de 0,5 cm. Com essa nova informação, eu deveria fazer um outro exame, chamado angiografia cerebral, que nada mais é que um cateterismo cerebral.
Como era véspera do feriado de aniversário da cidade de São Paulo, não consegui nem mesmo fazer o agendamento, ficando para a semana seguinte. No entanto, busquei, no mesmo dia, o serviço de emergência (hospital diferente) para receber medicação para a dor novamente. Foi quando realizamos a terceira e última tomografia (essa com contraste) e…. tudo normal mais uma vez.
Bom… dois dias depois eu retornei pela quarta vez à emergência. Neste momento, já tinham mais sintomas e a médica acionou o Dr. Marcos Lopes por telefone e fui encaminhada na UTI do hospital São Luiz.
Meu quadro agora era queda total da pálpebra direita, chamada de ptose na medicina. Na verdade, o aneurisma estava comprimindo alguns nervos cranianos e provocando tanto a dor intensa, por compressão ao trigêmeo, e a ptose. Um parêntese aqui: fiquei sabendo que a dor do nervo trigêmeo é uma das mais violentas que o ser humano pode enfrentar, superando inclusive a dor de crises renais.
O exame que estava pendente, o cateterismo cerebral, foi feito dentro do hospital em caráter de urgência e o diagnóstico pode ser fechado 35 dias após o início das dores. Um aneurisma de 6 cm exigia uma cirurgia delicada, de grande porte para a sua extração o quanto antes.
Bom, uma única história com muitos milagres e Deus, “socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1) me ensinou que Ele não estava atrasado em meu caso, como não se atrasou no episódio da morte de Lázaro, como não atrasa em nenhum momento das nossas vidas. Fui para a cirurgia com um versículo que o Pastor Carlos leu para mim no hospital: “O que confia no Senhor, a misericórdia o assistirá” (Salmo 32:10) e assim foi: o Senhor me abraçou fortemente.
Ainda no bloco cirúrgico, pedi a Deus para ser o meu Cirurgião. Não o quarto cirurgião, já que foram três profissionais que fizeram a minha cirurgia, mas o cirurgião chefe daquela equipe. Também o solicitei para ser o anestesista-mor, eram dois anestesistas para cuidar desse aspecto, logo imaginei o quanto eu seria sedada.
Após nove horas de procedimentos, sem ideia de como sairia do bloco cirúrgico, uma vez que o aneurisma poderia se romper durante a cirurgia, me levando ao óbito ou me deixando com severos danos, o Dr. Marcos Lopes me acorda e tenta falar comigo. Eu tinha uma única pergunta para lhe fazer: “Eu estou viva? ”, ele me respondeu que sim. Não demorei nada para acreditar e começar a agradecer, sem saber dos resultados da cirurgia. Então ele completou: “… e você não terá nenhuma sequela!”. Glórias sejam dadas ao nosso Deus. Somente Ele é 100% Deus, 100% perfeito.
Todos os médicos da UTI, que passaram pelo meu quarto, foram unanimes em dizer que “nasci de novo”, mas eu não poderia deixar de testemunhar que foi Deus quem me tirou do vale da morte. Já ao meu neurocirurgião, o agradeci por deixar Deus me operar através dele. Hoje, sempre que alguém me pergunta quem foi que me operou, tenho o compromisso de dizer que foi Deus.
Resultados finais: Naquele dia, fui para o quarto sem a intubação, consciente e falando; cinco dias após a cirurgia tive alta do hospital; o olho está em processo progressivo de melhora; retornei ao trabalho sem nenhum comprometimento e muitos milagres para contar! Louvado seja Deus!

Andreia Duarte
Membro da IPMoema

A Coreia do Norte tem sido assunto mundial nos últimos meses, principalmente pelo fato do seu líder Kim Jong-un parecer estar mais flexível em alguns aspectos referentes ao país. Porém, no que se refere a liberdade de religião, a Coreia do Norte está longe de mostrar alguma abertura.
Em 2018, a nação completou 70 anos. No entanto, a igreja secreta do país está longe das celebrações. Sua existência, porém, revela a capacidade de resiliência – por 70 anos! Em 9 de setembro de 1948, Kim II-Sung proclamou o nascimento da República Popular Democrática da Coreia do Norte e se tornou seu líder. Isso marcou o começo de 70 anos de perseguição à igreja.
A Lista Mundial da Perseguição classifica os 50 países onde é mais difícil ser cristão. A Coreia do Norte lidera o ranking desde 2002 e nela os cristãos enfrentam os níveis mais elevados de pressão por causa da fé. O país tem um regime comunista sob o comando de Kim Jong-un, o terceiro da dinastia Kim. Quanto à religião, todos devem adorar a família Kim, por isso os cristãos vivem em secreto.
A estimativa é que haja 300 mil cristãos na Coreia do Norte, cerca de 1,2% dos mais de 25 milhões de habitantes. Se descoberto, o cristão é levado para campos de trabalho forçado ou até mesmo morto. Encontrar-se com outros cristãos é quase impossível.
“Enfrentamos corrupção e impostos generalizados. O pior é a falta de comida, especialmente no inverno. Sem higiene e sem aquecimento, as pessoas ficam doentes e muitos morrem”, afirma um contato local da Portas Abertas. Graças a parceiros como você, nossa ajuda aos cristãos norte-coreanos tem aumentado e hoje apoiamos cerca de 60 mil deles com alimentos, remédios e roupas. “Você não conhece a fome, mas Deus abriu seu coração e abriu portas para nós. Muito obrigado”, agradece um deles.
No Domingo da Igreja Perseguida 2019, você terá a oportunidade de agir em prol da nossa família de fé norte-coreana. Faça do dia 16 de junho um dia de clamor e ação pela igreja na Coreia do Norte. Assim, nossos irmãos saberão que, apesar de enfrentar as mais cruéis consequências para seguir a Cristo, eles não estão sozinhos.

Sou membro do CONSEG Campo Grande (Conselho de Segurança do bairro Campo Grande, Zona Sul da Capital). Trata-se de um grupo de voluntários que se reúne mensalmente com as autoridades da área da segurança pública, subprefeitura, concessionárias (Sabesp, Eletropaulo etc.) e afins para estudar, demandar e implementar melhorias na região.
Uma das participantes é a Delegada Juliana L. Bussacos, responsável pela 6ª Delegacia da Mulher, inaugurada recentemente pelo Governador João Dória, com toda pompa e circunstância, por ser a maior da capital, a mais moderna, aberta 24 horas.
Em uma das nossas reuniões, a Dra. Juliana disse que precisava de doações de brinquedos e livros, pois enquanto as mães são atendidas as crianças ficam em uma “brinquedoteca”.
Ela relatou que as crianças ficam tão tristes e fragilizadas com a situação de suas mães que, após o atendimento, os funcionários acabam doando os brinquedos. Por conta disso, o “estoque” está sempre desatualizado.
Assim, eu e uma amiga querida fizemos uma campanha para arrecadação de brinquedos e livros em nosso bairro, resultando já numa primeira entrega na 6ª. Delegacia. Acredito que o Senhor nos abriu uma porta para semear amor, carinho e atenção a essas famílias.
Pensando em ampliar o apoio a esse projeto, conversei com o Pr. José Roberto sobre a possibilidade de a Igreja Presbiteriana de Moema, da qual também sou membro, iniciar uma campanha de arrecadação de livros e brinquedos entre os membros da comunidade.
Penso que este pode ser um tempo precioso para nossas casas! Quantas lições de solidariedade passaremos aos nossos filhos sobre o privilégio de fazermos outras crianças um pouco mais felizes! Quantas lágrimas poderemos secar, nem que seja por um momento!
Eis, portanto, mais uma porta que se abre diante de nós, enquanto comunidade cristã, a fim de darmos o bom testemunho de Jesus! Certamente, nós seremos muito abençoados ao participarmos desse projeto, pois a melhor maneira de recebermos bênçãos é sermos bênçãos para outros.

Eliane Freitas, membro da IP Moema

Os caminhos de Deus são soberanos. Ele sabe o que é melhor para nós e precisamos nos submeter à Sua vontade, pois é necessário que os nossos planos sejam frustrados para que vigorem os planos do Senhor em nossas vidas. Você está alinhando os seus planos com os planos de Deus?
O Senhor foi me encaminhando, pouco a pouco, para o Oriente Médio! Primeiro, fiz uma viagem à África, onde, pela primeira vez, me conectei com o mundo árabe. Depois escrevi um artigo científico na faculdade sobre a Crise Humanitária de Refugiados na Síria perante o Direito Internacional, artigo que me possibilitou participar como coautora de um livro sobre direitos humanos e, por fim, planejei uma viagem para Jordânia com o objetivo de fazer trabalho voluntário com refugiados sírios e iraquianos para complementar o que só conhecia em estudo.
De fato, nessa viagem, me envolvi com a causa e servi como voluntária, mas o que não esperava é que Deus tinha me levado para ter um encontro com Ele, começando que a instituição na qual trabalhei, que faz parte de uma Igreja Cristã que organiza vários projetos com os refugiados que, na maioria dos casos, dependem completamente do Ministério.
Deus me colocou em um ambiente repleto de missionários e voluntários que são verdadeiros instrumentos nas Suas mãos. Pude contemplar o Senhor trabalhando de uma maneira sobrenatural, o que refletiu em mudanças na minha própria fé. O Oriente Médio é um lugar frio, tomado pela intolerância e crueldade de uma religião que desconhece as maravilhas de Deus, porém, presenciei Jesus mudando vidas, propiciando luz e amor naquele lugar.
Antes da Jordânia, achava que caminhava com minhas próprias pernas, mas o que testemunhei foi um plano maior de Deus, através do qual Ele foi delineando aos poucos até me preencher completamente com a Sua graça. E como está escrito na Sua palavra “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, pensamentos de paz e não de mal, planos de dar a vocês esperança e um futuro.” (Jeremias 29:11).
Então, ao traçar meu próprio caminho para dar fim aos meus próprios planos, Deus me contornava a cada passo, alinhando os planos Dele para a minha vida. Mesmo sem eu perceber, Ele sempre esteve no controle de tudo, pois Seus caminhos são melhores que os nossos, e agora eu tenho consciência disso.

Mariana Ribeiro Costa

“Meu filho, se você aceitar as minhas palavras e guardar no coração os meus mandamentos, se der ouvidos à sabedoria e inclinar o coração para o discernimento, se clamar por entendimento e por discernimento gritar bem alto, se procurar a sabedoria como se procura a prata e buscá-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer ao Senhor e achará o conhecimento de Deus” (Pv 2.1-5).

Estes versos não são meus. Vêm direto da Bíblia, nossa regra de fé e prática. A própria Palavra nos revela a importância de buscar o conhecimento que provém do Altíssimo. Deus nos instrui a aplicar o coração, a dedicar-se mesmo em esquadrinhar os ensinamentos bíblicos.

Assim, com muita alegria e entusiasmo, quero desejar-lhe as boas-vindas à nossa Escola Bíblica Dominical, precioso espaço exclusivamente destinado aos ensinamentos de Cristo e da Sua doutrina! Em 2019, nossa jornada atravessa os limites do tempo e te convida a abrir as páginas da história para desvendar um amor tão profundo que, revelado à humanidade, deu-lhe nova vida e propósito. Do Gênesis ao seu Apocalipse, estudaremos a própria Bíblia!

Motivos não faltam para estudar a Bíblia. Mais do que um livro poderoso, ela nos concede uma visão de mundo, fornece-nos um conjunto de valores morais e nos propicia experiências reais com Deus. A Bíblia nos mantêm unidos como família e mais: proclama o verdadeiro sentido da vida.

Portanto, não fique fora dessa. Deixe a macarronada dominical atrasar em meia hora, largue Marta na cozinha e junte-se a Maria na caça às pérolas de Deus! Também estaremos lá, sentados aos pés do Mestre. Que Deus abençoe nossa caminhada, abra nossos ouvidos, coração e nos impacte com essa história. Ela é luz para nosso caminho e arma indispensável para uma fé mais robusta.

Não te ouço, mas já posso sentir seu “amém” ao ler essa devocional!

Marden Filho

O carnaval brasileiro é a maior festa popular do mundo. Atrai turistas de todos os continentes e chama a atenção da imprensa internacional. Escolas de samba, com seus enredos e carros alegóricos passam garbosamente pelas passarelas, vendendo alegria e trombeteando uma felicidade contagiante. São quatro dias de intenso fervor carnal. Multidões se acotovelam atrás de um carro alegórico, dançando e pulando freneticamente, movidas pelo álcool ou embaladas nas asas da sedução. Uns engrossam essas fileiras quase nus; outros escondem-se atrás de máscaras. As máscaras revelam os enrustidos e desvelam os anelos dos corações mais afoitos no pecado.
O carnaval é uma festa cara, onde não faltam as disputas acirradas entre as escolas e os arranjos subterrâneos para atender interesses inconfessos. Nessa festa, os excessos são a regra e a sobriedade, a exceção. Há muita bebedeira e muito consumo de drogas ilícitas. Há muita promiscuidade e muitos casamentos desfeitos. Há muitos que saem dessa alucinação com a consciência carregada de culpa e o corpo marcado por doenças que lhe encurtarão os dias.
O carnaval termina na quarta de cinzas. Aliás, as cinzas são apropriadas para o desfecho do carnaval. Pois essa festa mundana termina, quase sempre, timbrada pela dor e marcada pela culpa. As alegrias do carnaval são postiças e não verdadeiras. A alegria patrocinada pelo carnaval dura apenas enquanto as pessoas estão dopadas pelo prazer carnal. Quando as luzes dessa festa se apagam, deixa seu celebrante na mais densa escuridão. Quando as músicas cessam, fica apenas o gemido da angústia. Quando os enfeixes viram lixo, de lixo se cobre a alma, porque a alegria do mundo é um arremedo de alegria.
A verdadeira alegria não está no carnaval. A verdadeira alegria só Deus pode dar. A alegria de Deus é mais do que uma emoção. É mais do que um sentimento. A alegria de Deus é uma pessoa. É Jesus! Todo aquele que conhece a Jesus e tem nele o seu Salvador e Senhor, recebe essa alegria indizível. Essa alegria não dura apenas nos luzidios dias de festa. Está presente em todos os lugares, em todos os tempos, em todas as circunstâncias. Mesmo aqueles que sofrem os mais violentos ataques de fúria deste mundo, desfrutam dessa alegria. Mesmo aqueles que estão encerrados atrás de barras de ferro e presos por grossas correntes, cantam nas prisões. Mesmo aqueles que enfrentam os dramas da fome e dos mais perversos castigos físicos, encontram em Jesus, motivo para cantar. Oh, essa alegria o mundo não conhece nem poder dar. Essa alegria o mundo não pode tirar. Essa alegria não é uma oferta dos prazeres desta vida, mas um dom do Espírito Santo. Essa alegria não é celebrada nas passarelas do carnaval, mas no coração de todos os remidos do Senhor!

Rev. Hernandes Dias Lopes

O Senhor Jesus enviou a seguinte mensagem à igreja em Filadélfia: “…eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar…” (Ap. 3:8). Que significa essa “porta aberta”? Temos aqui uma figura de linguagem que está associada à idéia de “oportunidade”. Mas, qual “oportunidade”? O contexto do Novo Testamento (1Co 16:9; Cl 4:3) favorece a interpretação de que se trata da “oportunidade” de evangelizar, de testemunhar, de proclamar as boas novas de salvação.
Então, a comunidade cristã em Filadélfia tinha diante de si uma “porta aberta”, ou seja, uma grande “oportunidade” de difundir o evangelho de Cristo naquela cidade. Apesar de ser uma igreja que tinha “pouca força” (Ap. 3:8), e que iria enfrentar intensa oposição (Ap. 3:9), Jesus lhe confiou esta “porta aberta”. Por quê? Porque ela era fiel ao Senhor. Eles eram poucos, mas eram cristãos de fibra, constantes, firmes, determinados e corajosos. Cristo sabia que podia contar com eles.
À luz dessas considerações, podemos pensar um pouco em nós agora, Igreja Presbiteriana de Moema. Eu creio que o Senhor Jesus tem colocado diante da nossa comunidade “uma porta aberta”, uma grande “oportunidade” para divulgarmos a sua Palavra e espalharmos a boa semente do Evangelho aqui no bairro de Moema e adjacências.
Reconhecemos que muitas vidas têm sido alcançadas pelo ministério dessa comunidade, mas ainda há muito por fazer. A porta continua aberta, escancarada. Somos desafiados, eu e você, a aproveitar as oportunidades. Para isso, é necessário que cada um de nós entenda que tem uma responsabilidade na obra de evangelização. O dever de evangelizar pesa sobre toda a congregação e sobre cada um de seus membros.
Assim, ao encerrarmos as comemorações do 8º aniversário de nossa igreja, peçamos a Deus que renove em cada um de nós, pelo seu Espírito e pela sua Palavra, o ardente desejo e o firme compromisso de levarmos as Boas Novas a tantas pessoas que não conhecem Jesus, aos nossos parentes, vizinhos, colegas de trabalho, de escola, etc. Que não nos intimidemos e nem nos acovardemos, mas anunciemos a tempo e fora de tempo a única mensagem que pode trazer ao homem pecador a verdadeira alegria da salvação, a saber, a reconciliação com Deus mediante a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Rev. José Roberto Silveira

“Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra” (Sl 119.107).

A aflição é inevitável. Chega para todos, sem exceção. Pessoas e circunstâncias tiram nossa alegria. Preocupações e ansiedade roubam nossas forças. Pecados e transgressões estrangulam a nossa paz. Enfermidades e limitações financeiras roubam nosso sono. Muitas são as causas de nossas aflições. Variadas são as consequências delas. O texto em apreço apresenta-nos quatro lições oportunas:
Uma confissão. “Estou aflitíssimo…”. O Salmista coloca sua aflição em grau superlativo – ela chegou ao nível máximo. Essa aflição vaza por todos os seus poros. Sua mente é açoitada pelo chicote dessa dor indescritível. Seu corpo é surrado pelos efeitos dessa angústia. As dores do passado e o medo do futuro lançam sombras sobre sua vida. Saúde, dinheiro e prazeres não podem aplacar a sua dor emocional. Aventuras e conquistas não podem serenar os vendavais de sua alma. Está muito aflito, aflitíssimo!
Uma súplica. “… vivifica-me…”. Em face de sua extrema aflição, o salmista clama por vivificação. A tristeza nos abate a ponto de secar nossa alma. Onde havia júbilo, a aflição traz a sinfonia dos gemidos. Onde havia brados de vitória, a aflição chega com sua bagagem cheia de derrotas amargas. Onde havia os raios fúlgidos da esperança, a aflição traz as nuvens escuras do desespero. Nessas horas, precisamos clamar aos céus para que nossa sorte seja restaurada. Precisamos de renovo, de restauração, de vivificação.
Um consolador. “… Senhor….”. A aflição pode vir de diversas fontes, mas nossa vivificação só pode vir do Senhor. Só ele tem poder para enxugar nossas lágrimas, terapeutizar nosso coração e curar as feridas da nossa alma. Só ele tem poder para perdoar nossos pecados, quebrar os grilhões que nos oprimem e arrancar da nossa alma a dor que nos aflige. O Senhor é o nosso consolador. Para ele não tem causa perdida nem problema insolúvel. Dele vem a nossa cura. De suas mãos procedem a nossa restauração.
Um instrumento. “… segundo a tua palavra”. Deus opera maravilhas em nossa vida segundo a sua palavra. Ele chama-nos ao arrependimento pela voz poderosa da sua palavra. Ele transforma-nos pelo poder de sua palavra. Ele instrui-nos na verdade, segundo a sua palavra. Ele guia-nos pelas veredas da justiça, pela luz da sua palavra. É pela palavra que nascemos. É pela palavra que crescemos. É pela palavra que atingimos a maturidade. Pela palavra Deus nos salva e nos reveste de poder. Pela palavra Deus nos consola e faz de nós instrumentos de consolação. Pela palavra Deus enche nossa alma de gozo e vivifica o nosso coração.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Nosso país ficou chocado com mais uma tragédia em Minas Gerais causada pelo rompimento de mais uma barragem, dessa feita em Brumadinho. O mar de lama causou a destruição de lares, a perda de centenas de vidas e representa mais um desastre ambiental em nosso país. Diante da catástrofe, muitas pessoas são levadas a meditar sobre a presença do mal, do sofrimento e da injustiça no mundo e como isso se harmoniza com a pregação cristã de que há um Deus onipotente e infinitamente bom. Qualquer tentativa de entender essa questão não pode deixar de levar em consideração alguns componentes da revelação bíblica.
Diante de desastres como Brumadinho, devemos nos lembrar que eles ocorrem como parte das misérias e castigos temporais resultantes das nossas culpas, de nossos pecados, como raça pecadora que somos. Poderia ser eu que estava na região quando a barragem se rompeu e levou a todos. Ou, alguém muito melhor e mais reto diante de Deus. Ainda assim, Deus não teria cometido qualquer injustiça, ainda que os que morreram soterrados fossem os melhores homens e mulheres que já pisaram a face da terra. Pois mesmo estes são pecadores. Não existem inocentes diante de Deus. Pensemos nisto, antes de ficar indignados contra Deus diante do sofrimento humano.
Não nos esqueçamos, entretanto, que o Deus justo é também o Deus que sofre conosco. Deus Filho se tornou um de nós e viveu uma vida de sofrimento e dor que terminou com sua morte na cruz. O sofrimento que ele carregou e suportou não era decorrente do pecado, pois nele não havia pecado. Ele carregou nossa dor e experimentou nosso sofrimento para que pudéssemos ser justificados dos nossos pecados, perdoados, aceitos por Deus como seu filhos, para nos livrar do sofrimento eterno e recebermos a vida eterna. Deus sabe o que é sofrer. Por isto, podemos encontrar nele respostas e conforto na hora da dor.
Por último, preciso deixar claro três coisas. Primeira, que nada do que eu disse acima me impede de chorar com os que choram, e sofrer com os que sofrem. Somos membros da mesma raça, e quando um sofre, sofremos com ele. Segunda, nada do que foi dito acima me impede de pedir justiça e querer que os culpados pelo rompimento da barragem sejam responsabilizados. Terceira, é preciso reconhecer que a revelação bíblica é suficiente, mas não exaustiva. Não temos todas as respostas para todas as perguntas que se levantam quando um desastre destes acontece. Não sabemos os propósitos maiores e finais de Deus com aquela tragédia. Só a eternidade o revelará. Posso não saber os motivos específicos, mas consola-me saber que Deus é justo, bom e verdadeiro, e que todas as suas obras são perfeitas e retas, e que nele não há engano.
Rev. Augustus Nicodemos

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”
(Rm 1.16)

A Carta de Paulo aos Romanos é o maior tratado teológico do Novo Testamento. Nessa epístola, o apóstolo dos gentios fala sobre o evangelho, já no início de sua missiva. O versículo acima é uma espécie de introdução e síntese de toda carta. Destacaremos aqui, alguns pontos importantes:
A definição do evangelho. A palavra “evangelho” significa boas novas. Boas notícias de Deus aos homens: a notícia de que o Salvador, o Messias, o Senhor veio ao mundo, para ser o nosso glorioso Redentor.
A natureza do evangelho. O evangelho é o poder de Deus. É o poder dirigido a resgatar o perdido pecador. É o poder destinado a tirar das trevas aqueles que estavam imersos em densa escuridão. É o poder de perdoar pecadores indignos e fazer deles vasos de honra para Deus.
O propósito do evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação. Não há possibilidade de o pecador ser salvo, exceto pelo poder do evangelho. Ninguém pode ser reconciliado com Deus senão por meio de Jesus, pois ele é o único Mediador entre Deus e os homens.
O instrumento de apropriação das bênçãos do evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A salvação é pela graça mediante a fé. Tomamos posse da salvação pela graça, por meio da fé. Todo aquele que crê é salvo, e só aquele que crê. Fora da fé em Jesus não há salvação.
O alcance do evangelho. O evangelho é universal em seu alcance. Por meio dele, Deus chama aqueles por quem Cristo morreu, procedentes de toda tribo, língua, povo e nação. Judeus e gentios, homens e mulheres, velhos e crianças, ricos e pobres, doutores e analfabetos, enfim, todos que creem em Cristo, são salvos.
A nobreza do evangelho. Há alguns que se envergonham do evangelho; há outros que são vergonha do evangelho; mas nós devemos nos gloriar no evangelho e dele jamais nos envergonharmos. Devemos viver pelo evangelho e para o evangelho. Devemos sofrer e morrer pelo evangelho. Devemos pregar o evangelho. O evangelho é nosso maior tesouro, nosso maior legado, nossa maior alegria!

Rev. Hernandes Dias Lopes

A palavra religião tem passado por tempos difíceis nos últimos anos. Muitos tentaram colocar a religião contra a fé, dizendo que o cristianismo não é uma religião, mas um relacionamento. Isso parece bom, mas não é bem esse o caso. Fé e religião não são mutuamente exclusivas, são complementares. O cristianismo é uma religião fundada em um relacionamento com Jesus Cristo. De fato, o cristianismo é a única religião verdadeira no mundo porque é a religião estabelecida pelo único e verdadeiro Deus. A religião cristã é a vida abrangente de confiar, adorar, seguir e amar a Deus e amar o próximo, habilitada pela obra regeneradora e capacitadora do Espírito Santo, e estabelecida em nosso relacionamento com Cristo, através do evangelho, somente pela graça e pela fé somente.
No entanto, nós corretamente criticamos a religião quando falamos da religião criada pelo homem. Quando falamos de tal religião, estamos falando de todas as falsas religiões do mundo, como o islamismo e o budismo, ou estamos falando das regras religiosas que os homens acrescentam às Escrituras e com as quais tentam amarrar nossas consciências. Este último tipo de religião era a religião dos fariseus e, depois, dos judaizantes. No entanto, o problema fundamental dos fariseus e judaizantes não era que eles eram excessivamente zelosos da ortodoxia religiosa, mas que eles inventaram sua própria ortodoxia religiosa. Com base em suas invenções legalistas humanas, eles julgaram os corações e tiranizaram aqueles que Cristo havia libertado. E esse é o problema exato com todas as formas de legalismo em nossas igrejas hoje. Nós inventamos leis em torno da lei de Deus. Nós tentamos transformar nossas preferências em princípios de Deus. Nós dizemos “você não pode” quando Deus diz “você pode”.
Ao mesmo tempo, também precisamos entender o que não é legalismo. Legalismo não é obediência a Deus e sua lei, legalismo não é aprender a obedecer a tudo o que Cristo nos ordenou, legalismo não é buscar santidade, o legalismo não é esforçar-se para agradar a Deus e glorificá-lo em tudo o que fazemos, legalismo não é ser zeloso em nossas boas obras e em dar frutos dignos de arrependimento. O legalismo não é um erro do cristianismo, mas é uma religião completamente diferente. O legalismo chama a atenção para nós mesmos, mas a religião do evangelho chama a atenção para Jesus Cristo. O legalismo nos dá glória, mas a religião do evangelho dá glória a Deus. O legalismo está enraizado na autoadoração, mas a religião do evangelho está enraizada na adoração a Deus. E a coisa irônica sobre o legalismo é que ele não faz as pessoas quererem trabalhar mais, mas faz com que elas queiram desistir.

Burk Parsons
Pastor americano

Eu era um jovem pastor. Estava fazendo tudo que podia para desenvolver o dom de ensino que Deus havia me dado. Eu sabia que minhas pregações não eram perfeitas, e que eu precisava ganhar experiência, mas eu também não era um pregador tão ruim assim, certo?
Errado, pelo menos para uma pessoa. Havia um homem muito crítico em nossa congregação, que parecia nunca estar satisfeito com meus sermões, não importa o quanto eu me dedicasse. Numa tarde, ele chegou para mim e disse “Paul, sua pregação está nos matando”. Que jeito de começar uma conversa!
E ficou ainda pior. Ele me entregou algumas fitas e disse “sugiro que você as escute. É só você imitar o pregador que aparece nessas fitas e o resultado será melhor do que o que você tem nos transmitido”. Eu fiquei arrasado. Achei que meu ministério tinha acabado.
Nas semanas que se seguiram, minhas pregações ficaram piores. Eu estava com medo e nervoso. Tropeçava nas palavras e estava inseguro quanto ao meu conteúdo. Eu olhava para a congregação, mas só conseguia enxergar aquele homem. Parecia impossível para mim ignorar as reações de desaprovação e o olhar crítico que ele lançava na minha direção.
O que havia acontecido comigo? Eu não percebi na época, mas eu havia caído na armadilha de agradar às pessoas. A Bíblia chama isso de temor de homens. Provérbios 29:25 diz “quem teme ao homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro”.
Era evidente – eu me tornei prisioneiro do medo que sentia das opiniões daquele homem. Finalmente, a senhora mais idosa de nossa igreja se cansou daquilo. Ela veio até mim depois de um sermão e disse “Paul, eu estou convencida de que alguém está afetando você e você está pregando para agradar a essa pessoa, e não ao Senhor”. Então ela disse “amanhã, levante-se, esqueça essa pessoa e estude a Palavra do Senhor. Pregue o que Deus disser a você e faça isso com confiança e alegria, ou então, todos nós estaremos em apuros”. Depois ela se virou e foi embora.
Eu fiquei muito grato pela honestidade dela, e sou grato até hoje. Por quê? Porque essa senhorinha revelou algo significativo sobre meu coração: sob a pressão das críticas, eu caí na armadilha de agradar pessoas em vez de confiar no Senhor.
E quanto a você? Quando você é maltratado pelas pessoas, você fica nervoso e tenta provar que elas estão erradas a seu respeito? Você se sente intimidado e obedece cegamente às ordens delas? Você se magoa e tenta evitar qualquer contato futuro com elas?
Há apenas um lugar onde seu coração pode ser curado, satisfeito e protegido. E ele não será curado ao exigir vingança. Não será satisfeito pela aprovação dos homens. Não será protegido ao se esconder. Não, seu coração será curado, satisfeito e protegido apenas quando você confiar no Senhor e seguir a palavra Dele.

Paul Tripp
Pastor e Conselheiro Bíblico

Certa vez, quando o povo de Deus se tornou descuidado em seu relacionamento com Ele, o Senhor os advertiu por meio do profeta Ageu. “Vejam aonde os seus caminhos os levaram!”, ele disse, levando-os a refletir sobre algumas coisas que aconteciam com eles e avaliar sua espiritualidade descuidada à luz do que Deus os ensinara.
Mesmo aqueles mais fiéis a Deus às vezes precisam dar uma pausa e pensar sobre o sentido de suas vidas. É muito fácil passar de uma semana muito corrida para outra sem sequer parar e ponderar para onde estamos indo e para onde deveríamos estar indo.
O começo de um novo ano é o tempo ideal de parar, refletir, e pensar sobre nossa vida. Para isso, aqui estão algumas questões para se perguntar em oração na presença de Deus.
1. O que você poderia fazer esse ano para aumentar seu prazer em Deus?
2. Qual é a coisa mais humanamente impossível que você vai pedir a Deus nesse ano?
3. Qual é a coisa mais importante que você pode fazer para melhorar a qualidade de vida da sua família nesse ano?
4. Em qual aspecto espiritual em especial você quer melhorar nesse ano, e como você irá fazê-lo?
5. Qual é o maior desperdício de tempo em sua vida, e o que você vai fazer a respeito nesse ano?
6. Qual é a melhor forma que você pode ajudar a fortalecer sua igreja?
7. Pela salvação de quem você vai orar mais fervorosamente nesse ano?
8. De que forma você vai tentar, pela graça de Deus, fazer esse ser diferente do ano anterior?
9. O que você pode fazer para melhorar sua vida de oração nesse ano?
10. O que você pretende fazer nesse ano que vai fazer diferença nos próximos 10 anos? E na eternidade?
O valor de muitas dessas questões não está em sua profundidade, mas no simples fato de que elas focam alguma questão ou compromisso. Por exemplo, só por pensar em alguém que você deseja encorajar nesse ano, provavelmente você vai se lembrar mais de encorajar essa pessoa do que se você não tivesse pensado a respeito.
Se você acha que essas questões podem te ajudar, talvez seja bom guardá-las em algum lugar – na agenda, calendário, celular etc – onde você pode revê-las com mais frequência que uma vez por ano.
Pensemos em nossas vidas, e façamos planos e tracemos metas, e vivamos esse novo ano com diligência bíblica, se lembrando que “Os planos bem elaborados levam à fartura” (Provérbios 21.5). Mas em todas as coisas, lembremos também de nossa dependência de Deus, que disse que “sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15.5).

Donald S. Whitney
Pastor, professor e teólogo americano

O nascimento do Rei chegou. O Natal é uma festa de grande alegria. Traz glória a Deus no céu e alegria na terra entre os homens. O anjo disse aos pastores de Belém: “Não temais, porque vos trago novas de grande alegria para todo o povo; é que hoje na cidade de Davi, vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.10,11). Os céus de Belém se cobriram de anjos e uma música ecoou desde as alturas: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens a quem ele ama” (Lc 2.14). Devemos celebrar o nascimento de Jesus com entusiasmo, com gratidão e com louvor em nossos lábios. O Natal foi planejado na eternidade. Foi prometido no tempo. Anunciado pelos profetas. Cumprido na plenitude dos tempos. Deus entrou em nossa história, encarnou-se, vestiu a nossa pele e calçou as nossas sandálias. Jesus veio ao mundo não apenas para estar ao nosso lado, mas para ser o nosso substituto. O Rei dos reis fez-se servo. Sendo rico, tornou-se pobre. Sendo santíssimo, fez-se pecado. Sendo o autor da vida, morreu em nosso lugar.
O nascimento do Rei foi um golpe no orgulho dos poderosos. O Rei dos reis não entrou no mundo vestido das glórias celestiais. Ele não nasceu num palácio, mas numa estrebaria. Não pisou tapetes aveludados, mas andou pelas estradas poeirentas da Palestina. Não usou um cetro de ouro, mas empunhou um cinzel na dura faina de uma carpintaria. Não veio ostentando poder, mas esvaziou-se e tornou-se servo. Não reivindicou seus direitos, mas humilhou-se até a morte e morte de cruz.
O nascimento do Rei aponta-nos para o insondável amor de Deus. Ele nos amou desde toda a eternidade. Deus nos amou não porque merecíamos ser amados. Amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Ele amou-nos sendo nós filhos da ira. Amou-nos e deu-nos seu Filho Unigênito. Deu-o como oferta pelo nosso pecado. Entregou-o para ser cuspido pelos homens e ser pregado numa cruz como nosso substituto.
O nascimento do Rei revela que há uma estreita conexão entre a manjedoura e a cruz. O Rei da glória entrou no mundo como o Cordeiro de Deus. Ele nasceu para morrer. Jesus é o nosso Cordeiro Pascal. Ele foi imolado em nosso lugar. Seu sangue foi vertido para expiar os nossos pecados. É pela sua morte que recebemos vida. É pelo seu sacrifício que somos perdoados, remidos e reconciliados com Deus.
O nascimento do Rei abriu-nos o caminho de volta para Deus. Ele mesmo é o caminho do céu. Ele é a porta da glória. Por meio dele temos livre acesso ao Pai e podemos entrar confiadamente na presença daquele que está assentado no trono. É por meio de Jesus que somos reconciliados com Deus. É por meio de Jesus que recebemos vida em abundância. É por meio de Jesus que somos adotados na família de Deus, somos feitos filhos de Deus, e nos tornamos herdeiros de Deus.
O nascimento do Rei é a festa da vida e da salvação. Precisamos resgatar o verdadeiro sentido do Natal. Precisamos devolver o Natal ao seu verdadeiro dono. Precisamos como os magos do Oriente, ir a Jesus para adorá-lo, depositando a seus pés os nossos melhores tesouros, pois ele é digno de receber toda honra, toda glória e todo o louvor.

Rev. Hernandes Dias Lopes

O Natal é o evento mais extraordinário da história. Numa época em que somos incentivados a dar e receber presentes, lembramos do maior presente que nos foi dado em toda a História: Deus se fez humano. Deus virou menino. E o nome desse menino é Jesus. Ele veio a este mundo para, por meio de seu nascimento, morte e ressurreição, salvar os homens de seus pecados e reconciliá-los com o Criador e uns com os outros.
Desde então, esta maravilhosa e transformadora mensagem tem sido anunciada a todo o mundo, ao longo dos séculos, através de várias formas e maneiras, principalmente pela música.
Se o sociólogo Zigmunt Bauman chama nossa contemporaneidade de “Modernidade Líquida”, porque todas as coisas fluem muito rápido e são também programadas para se tornarem obsoletas e terminarem, nós anunciamos uma mensagem que é eterna, duradoura, sólida… Um presente para sempre.
E foi com essa intenção que este CD foi concebido, criado e produzido, envolvendo a participação de muitas pessoas ligadas à Igreja Presbiteriana de Moema: compositores, arranjadores, músicos, regentes, cantores (crianças e adultos), operadores de som e publicitários. O resultado foi um CD com quinze canções inéditas de Natal, todas com sotaque e ritmo brasileiros.
Por tudo isso, a Igreja Presbiteriana de Moema sente-se extremamente honrada e agradecida a Deus pela oportunidade e privilégio de entregar a esta grande nação brasileira o CD “O Menino – um presente para sempre”, fazendo votos para que sua mensagem traga paz, alegria e esperança a todos aqueles que irão ouvi-lo.

Rev. José Roberto Silveira
Rev. Carlos Henrique Scherrer de Oliveira
Pastores da Igreja Presbiteriana de Moema, São Paulo, SP.

O segundo domingo de dezembro é costumeiramente guardado para se comemorar o Dia da Bíblia. No abrangente propósito de revelar a Deus e levar as pessoas a um relacionamento salvador com ele por meio de Jesus, há várias funções relacionadas que a Bíblia cumpre, incluindo as seguintes:
Convicção de pecado. O Espírito Santo aplica a Palavra de Deus ao coração humano, convencendo as pessoas de sua falha em satisfazer ao padrão santo de Deus e convencendo-as de sua justa condenação e necessidade de um Salvador (Rm 3:20; Gl 3:22-25; Hb 4:12-13).
Correção e instrução. A Bíblia corrige e instrui o povo de Deus, ensinando-lhe quem é Deus, quem são eles e o que Deus espera deles. Tanto pelo estudo individual do crente como pelos mestres capacitados da igreja, Deus edifica e corrige seu povo (Js 1:8; Sl 119:98-99; Mt 7:24-27; 1Co 10:11; Ef 4:11-12; 2Tm 3:16; 4:1-4).
Frutificação espiritual. À medida que a Palavra de Deus vai-se enraizando nos verdadeiros crentes, produz uma colheita de justiça – uma manifestação genuína de amor a Deus e amor aos outros (Mc 4:1-20; Tg 1:22-25).
Perseverança. Capacitados pelo Espírito Santo, os crentes perseveram na mensagem salvadora das Escrituras ao passarem por tribulações e tentações na vida. Por meio dessa perseverança, eles ganham confiança crescente na promessa Deus de guardá-los até o fim (Jo 10:28-29; 1Co 15:2; 2Co 13:5; Gl 3:1-5; Fp 1:6; Cl 1:23; 1Tm 3:13; 1Jo 2:14).
Alegria e deleite. Para aqueles que conhecem a Deus, a Bíblia é uma fonte de alegria e deleite incessantes. Como Salmos 19:9-10 afirma: “Os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos, igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais que muito ouro depurado; e são mais doces que o mel e o destilar dos favos”.
Autoridade suprema em doutrina e obras. Para o cristão, a Bíblia é a autoridade suprema no que diz respeito a comportamento e crença (Lc 10:26; 24:44-45; Jo 10:35; 2Tm 3:16; 4:1-2; 2Pe 3:16). A retidão de todas as pregações, credos, doutrinas ou opiniões é estabelecida decisivamente por esta pergunta: O que a Bíblia diz? Como observou John Stott: “A Escritura é o cetro real pelo qual o Rei Jesus governa sua igreja”.
Não deixe sua Bíblia parada na estante, no carro ou na bolsa. Leia e deleite-se no amor de Deus por sua criação e pelo seu povo.

Robert Plummer
Presbítero e professor americano,
autor do livro “40 questões para se interpretar a Bíblia”

Segundo os neurolinguistas, a fase dos zero aos seis anos é o período de maior aprendizado de uma criança. Elas nascem, aprendem a fixar o olhar, a distinguir cores e vozes, a identificar os cheiros, a balbuciar, a falar, a andar e há muitas delas que aprendem a andar de bicicleta sem as rodinhas até os seis anos. Meu Deus! Talvez essas sejam as habilidades mais difíceis!
É certo que as crianças aprendem por modelos. Daí nossa responsabilidade como educadores aumenta e muito. Pois não basta falar, temos de ser modelos. Difícil, não?
Pois bem. O objetivo dos educadores (pais, professores e todo adulto que rodeia a vida de uma criança) não pode ser outro a não ser o de dar condições à criança de ser tornar pessoa. E quando somos pessoa? Quando agimos, interagimos, vivemos e convivemos em sociedade respeitando os valores morais e éticos.
Sendo assim, temos de ser éticos para que as crianças nos vejam agindo com ética. Temos de seguir os valores morais, para que nossas crianças nos vejam pela ótica da moral e dos bons costumes.
Já basta? Não! Temos de criar nossos filhos segundo os ensinamentos bíblicos. Mas dar uma Bíblia a eles ou ler para eles a Bíblia, não é suficiente.
Temos de ser fervorosos e fazer nossa profissão de fé todos os dias e todas as noites. Temos de viver a verdade, que é a Palavra de Deus; temos de viver uma vida de fé. Criar filhos no mundo de hoje, não é tarefa para fracos. Mas, principalmente, não é tarefa para descrentes. Ter como base fundamental a Palavra de Deus torna essa tarefa menos árdua.
Educar é dar subsídios para que as crianças possam transpor limites, ou, ao contrário, para que elas possam reconhecer o limite que não devem transpor. A Palavra de Deus se encarrega de fazer a criança alçar voos e, ao mesmo tempo, a impede de transpor os limites para o perigo. Educar uma criança segundo a Palavra de Deus é descansar nas promessas de um Pai que é puro amor.

Rosa Maria Cavalcante Marcos

Todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus. (2 Coríntios 4.15)

Gratidão é alegria direcionada a Deus pela sua graça. Mas em sua própria natureza, a gratidão glorifica o doador. A gratidão reconhece a sua própria necessidade e a beneficência do doador.
Assim como eu me humilho e exalto a garçonete no restaurante quando eu digo “obrigado” a ela, assim eu me humilho e exalto a Deus quando eu sou grato a ele. A diferença, é claro, é que eu, de fato, estou infinitamente em dívida com Deus pela sua graça, e tudo o que ele faz por mim é livre e imerecido.
Mas a questão é que a gratidão glorifica o doador. Glorifica a Deus. E esse é o objetivo final de Paulo em todos os seus labores: por causa da igreja — sim; mas acima e além disso, para a glória de Deus.
O que é maravilhoso no evangelho é que a resposta que exige de nós para a glória de Deus é também a resposta que sentimos ser a mais natural e alegre; ou seja, gratidão pela graça. A glória de Deus e a nossa alegria não estão em competição.
Uma vida que dá glória a Deus por sua graça e uma vida de profunda alegria são sempre a mesma vida. E o que as faz uma é a gratidão.

John Piper
Teólogo, pastor e escritor americano

Olá queridos irmãos! Louvamos a Deus pela vida de cada um de vocês e rogamos a Ele que os sustente e continue a usá-los em Sua obra!
No final de janeiro chegamos ao Senegal e pudemos ver a grandiosidade do poder de Deus em nossas vidas. Estamos extremamente contentes com as bênçãos recebidas aqui.
Nossas atividades aqui no Senegal estão todas como planejado e escrito em nosso projeto. Temos estudado a língua francesa, ora com professores, ora pela internet, ora pelos livros de francês. Graças a Deus, no momento estamos com uma professora senegalesa, muito gentil, ministrando aulas em nossa casa. Na próxima semana iniciará um curso, na escola da Sophia, para adultos e já nos inscrevemos.
Todos os finais de semana vamos aos villages ou à igreja na capital, Dakar, para levarmos a mensagem da cruz ao povo nativo. Agrademos o apoio e as orações da Igreja Presbiteriana de Moema e rogamos ao Senhor que os faça crescer em número e graça diante Dele.
Ainda esse ano, com a graça do nosso Deus, a Família Rodrigues, juntamente com a família Troquez, plantará uma IP em M’Bour – Senegal. Estamos em oração e empolgados com essa benção! No próximo ano terá início o seminário de teologia, CTPS (Centre Théologuique Presbyterian du Sénégal), também aqui em M’Bour, para obreiros leigos e pastores locais. É um projeto da APMT e todos os missionários aqui residentes se envolverão. Aprouve ao Senhor, através da Assembleia da APMTS (Associação Presbiteriana de Missões Transculturais), me eleger administrador do Seminário. Estejam sempre em oração por capacitação!
Somos gratos a Deus por estarmos aqui, mas nem sempre é fácil estar com um sorriso no rosto! Temos nossas limitações e debilidades! Estar em outro país, outra cultura, outra língua, com pessoas às vezes até hostis conosco, não tem sido fácil. As meninas já adoeceram com otite, bronquiolite, amigdalite, conjuntivite, viroses e infecção intestinal. Temos tido problemas com nosso carro e já tivemos que trocar a caixa do câmbio duas vezes, somando mais de R$ 15.000,00. Mas, em tudo Deus esteve conosco, suprindo nossas necessidades.
Sabemos que tudo isso só é possível por causa do amor de Deus e Sua misericórdia! Ele em seu imenso amor levantou pessoas e igrejas para nos abençoar aqui e serem parceiros fiéis. Muito obrigado peles orações, companheirismo e parceria na obra missionária! A Ele a glória!

Família Rodrigues – Senegal

Existem pessoas no meu mundo que são difíceis de amar. Algumas delas estão determinadas a se autoproteger, são irritadiças e estão constantemente na defensiva; é preciso apenas uma coisinha de nada para que explodam. Elas atacam verbalmente e então se afastam emocionalmente e, às vezes, fisicamente, eliminando todas as chances de comunicação. Outras são simplesmente maldosas, sem nenhuma razão aparente. Parecem ter prazer em sabotar cada interação, então a maioria das conversações terminam tristemente, com ressentimentos de ambos os lados. E também existe o tipo bisonho, que se lastima pela vida, sempre olhando o lado negativo das coisas. Elas percebem e (incessantemente!) discutem cada detalhe melancólico de suas vidas. Jogam um balde de água fria em cada conversa. Francamente, eu me canso de todas elas.
Como eu lido com pessoas difíceis? Algumas vezes eu as evito ignorando seus e-mails, perdendo suas mensagens telefônicas, não permitindo que nossos olhares se cruzem no trabalho. Outras vezes eu tento conduzir nossas interações fazendo com que sejam breves tanto quanto possível. Ocasionalmente falo sobre elas com outra pessoa. E quando não aguento mais, digo-lhes umas verdades. Sarcástico, crítico e barulhento são minhas opções preferidas quando estou farto e não suporto mais.
Hummm, essa é uma série interessante de reações… fuga, manipulação, fofoca, contenda. Sabe de uma coisa? Pensando bem, eu também posso ser alguém difícil de amar.
Aprender a amar pessoas difíceis começa com o entendimento de que você (assim como eu) também é difícil de amar. Pode não ser difícil da mesma maneira que aqueles a sua volta, e você pode não causar a mesma quantidade de danos nos relacionamentos; mas internamente, à sua própria maneira, você é tão difícil de amar quanto qualquer outra pessoa.
Assim como aquelas pessoas difíceis, você e eu pecamos e nos desviamos (Is 53.6; Rm 3.22-23). Foi preciso o sacrifício de Jesus na cruz para que Deus acolhesse a mim e a você em sua família. Deus não o ama porque você foi um acréscimo maravilhoso à família dele; ele o ama apesar de como você é. E através do seu amor por você, ele o transforma para ser como ele é. Ele o faz amável, embora você não fosse assim. (2Co 5.17,21). Você precisa receber de Deus exatamente as mesmas coisas que outras pessoas precisam receber de você: graça, misericórdia, bondade e acolhimento.
Se no fundo você sabe que não é amável e que a aceitação de Deus é completamente imerecida, então você terá uma atitude acolhedora em relação a outras pessoas não amáveis. Aprender a árdua habilidade de amar pessoas difíceis começa por pedir a Deus para lhe mostrar como é difícil amar você. Quando ele responder sua oração, peça que o perdoe. Então, por ter sido perdoado por tanto, você será capaz de compartilhar com outros a graça que recebeu (Lc 7.47).
William P. Smith
Pastor e autor do livro
“Como Amar Pessoas Difíceis”, da Editora Fiel

Ao lermos o livro de Atos, notaremos que ele foi escrito pelo mesmo autor do evangelho de Lucas, o médico amado (Cl 4:14), uma vez que, em sua introdução o autor menciona o mesmo destinatário do evangelho, a saber, Teófilo, um colaborador. No prólogo, Lucas enfatiza que Jesus, após ter ressuscitado, passou cerca de quarenta dias ensinando os apóstolos que escolhera, até subir ao céu. Contudo, antes deste fato, o Mestre deixa claro que os apóstolos deveriam manter-se na cidade de Jerusalém para receberem uma promessa divina (At 1.4) pela qual se expandiria todo o evangelho da cidade de Jerusalém até os confins da terra.
A ideia principal deste livro é mostrar o progresso da mensagem do Reino de Deus irrompendo na história, por meio do Espírito Santo. A narrativa contém vinte e oito capítulos, e é dividida em seis partes: A primeira é a propagação das boas novas começando por Jerusalém (1.1 – 6.7); a segunda demarca o avanço desta notícia nas cidades vizinhas (6.8; 9.31); a terceira narra a conversão de gentios e de uma das maiores figuras chave para a expansão do evangelho (9.32 – 12.24); na quarta o crescimento acontece, mas em paralelo surgem os problemas, no que se refere aos gentios (12.25 – 16.5); na quinta o evangelho chega da Ásia para a Europa e a igreja vai se se solidificando mais com pessoas gentílicas do que judaicas (16.9 – 19.20). Sexta e última, como o evangelho chegou a Roma, através do apóstolo Paulo e como o mesmo se entregou à causa por amor a Cristo.
Vale lembrar que, neste livro, os fundamentos do evangelho se concretizam apesar dos algozes. Encontramos aqui a primeira vez em que os fiéis são reconhecidos como cristãos (11.26). Este livro, portanto, revela a ação poderosa do Espírito Santo, convencendo os pecadores e conduzindo-os a Cristo, pelo testemunho dos apóstolos e de seus ensinos. Sendo assim, ao se debruçar sobre as paginas desta obra, deleite-se e perceba como Deus age através dos seus servos para realizar o seu propósito.
Boa leitura!

Todo ser humano, em algum momento da vida, passará por aflição. Porém, na maioria das vezes, não é possível compreendermos a natureza e a finalidade da aflição. Vale ressaltar que as aflições, os sofrimentos e as adversidades não podem nos afastar da convicção da bondade de Deus naquilo que ele é, no que ele faz, porque o faz segundo a sua palavra, pois a mesma é boa e traz juízo e bom senso, de modo que o sofrimento serve a um propósito divino para o aperfeiçoamento do justo.
Com base no relato do Salmo 119.65-72, é possível notar que os momentos de aflições são inescapáveis, porém, cada um tem o seu propósito. Há sofrimentos que procedem naturalmente, como doenças, decepções, perdas e mortes; há também aflições provenientes de decisões erradas, de atitudes precipitadas ou por causa de omissões. No entanto, todas estas situações são formas didáticas de o Senhor moldar o nosso caráter, visando o nosso crescimento e aprendizagem.
A princípio, parece contraditório o fato de que o justo sofra mais que o injusto. Um exemplo disto é o questionamento de Asafe no Salmo 73, que relata o contraste de uma vida de aflição do justo, para com a vida do perverso, que é próspera, saudável e isenta de preocupações. Porém, o resultado de uma vida sem Deus é a destruição. No versículo 18 do Salmo citado acima, o salmista diz: “Tu certamente os pões em lugares escorregadios e os fazes cair na destruição”. Mas o sofrimento do justo resulta nos sábios juízos apreendidos com a palavra de Deus, que produz o bom senso, de tal modo que o justo passa a extrair boas lições para vida cristã.
Por fim, Deus tem o controle de tudo, por isso, devemos ter consciência de que toda aflição serve aos propósitos de Deus. E quanto aos maus? Estes serão punidos pelo Senhor depois de utilizados como meio de aflição ao justo, que, após passar pelo sofrimento, recebe a bênção de Deus ao ver a maldição do Senhor sobre seus adversários, pois no coração do justo permanecerá a palavra de Deus, enquanto que o Senhor torna o coração do ímpio insensível. Sendo assim, lembremo-nos que a aflição serve para o nosso crescimento, uma vez que produz o bom senso a serviço da bondade de Deus segundo a sua palavra.

Sem. Israel Jesus de Matos

Quando os primeiros cristãos foram chamados de “Os do Caminho” estavam, então, recebendo uma designação altamente significativa ainda que talvez os que assim os chamaram não tivessem tido essa intenção.
É o que somos: “os do Caminho” – caminho que leva ao Pai, à salvação, aos ensinamentos do Velho e do Novo Testamento.
Devemos ter sempre presentes as palavras de Isaías 55:8: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz ao Senhor”.
Quando pensamos traçar nossos caminhos nem sempre esse traçado coincide com o que o Altíssimo reservou para nós e corrige o nosso engano. Para o nosso bem.
Nossa condição humana limitada, não raro se desagrada dessas correções, mas logo agradecemos a Deus não nos ter atendido segundo o nosso pedido e sim de acordo com o que era melhor para nós.
É bênção indescritível sabermos que cada novo dia vem acompanhado da Companhia do Pai, de suas misericórdias, livramentos, cuidados, orientações e admoestações (que nos são acusadas através de nossa consciência).
É bênção indescritível sabermos que não estamos sozinhos e que o amor do Pai se faz presente também no turno da noite.
Amor esse que faz com que os caminhos que Ele nos traça não nos façam sentir acuados por perseguições – como o que aconteceu com o povo hebreu na travessia do Mar Vermelho – e sim seguros e confiantes, caminhando Jordão a dentro para a Terra Prometida.
Cristo nos disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim”. Esse foi o seu ensinamento para guiar os nossos passos com segurança e paz de espírito, palmilhando com Ele o Caminho que Deus traçou para nós a cada dia.

Yedda Borges Falzoni

Narrativas, leis, lista de recenseamento e oráculos de um profeta pagão. O livro de Números contém todos esses gêneros literários e isso torna sua leitura difícil e não muito atraente para nós. Mas, como toda a Palavra de Deus, há ensinamentos essenciais para a nossa vida neste livro. Para facilitar a leitura e entender os ensinamentos são necessárias algumas observações.
Números é o registro histórico da peregrinação do povo de Israel do pé do Monte Sinai até o acampamento na planície de Moabe, onde irá se preparar para a conquista da terra prometida. Durante toda a leitura dessa jornada é necessário lembrar-se das narrativas de Gênesis e Êxodo. E, principalmente, a aliança de Deus com Abraão: a descendência dele iria herdar a terra de Canaã, e Deus irá cumprir essa promessa. Em todo o livro de Números há a demonstração da fidelidade e misericórdia de Deus em cumprir Sua palavra, apesar de um povo desobediente e murmurador.
Em segundo lugar, lembrar que Deus torna o povo Seu, em todos os aspectos, e deseja que o povo seja o instrumento Dele para a conquista da terra prometida. Por isso, a necessidade de definir a formação em volta do tabernáculo, às listas de recenseamento e até algumas narrativas no final.
Em terceiro, a ênfase, presente no Pentateuco todo, no relacionamento entre Deus e seu povo, principalmente na questão da sua presença, no tabernáculo, e de como se deveria adorar a Deus. Isso é essencial para se entender as leis adicionais presentes no livro.
Por fim, repare na ação do povo durante todo o livro. Israel é desobediente e faz várias reclamações. Mas a história não é do povo, não é ele o foco. O foco é Deus. Aquilo que Ele faz para cumprir Sua palavra, a sua misericórdia para com o povo e a benevolência para prover o que Israel necessita para se manter no pacto sempre virá Dele.
Boa leitura!

Provavelmente o fato mais marcante quando se lê o Evangelho de João é o quanto ele é diferente dos outros evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas). João narra a história de Jesus de uma perspectiva posterior à ressurreição e à descida do Espírito Santo no Pentecostes.
Um dos motivos de seu grande diferencial está relacionado ao seu contexto histórico. João escreve, dentre outros motivos, para defender a igreja primitiva dos falsos profetas, que negavam a encarnação de Jesus e o significado salvífico de Sua morte e ressurreição (confira João 20.30-31). É por isso que o apóstolo, em primeiro lugar, se importa especialmente em demonstrar que Jesus está profundamente enraizado na história como o Messias judaico – por isso, há sete declarações “Eu sou” que fazem alusões ao Antigo Testamento.
Em segundo lugar, João está interessado em demonstrar que Jesus, o Messias judaico, não é ninguém menos que o Filho de Deus. Em Jesus, o próprio Deus se tornou presente pela encarnação. Assim, Jesus tanto revelou o amor de Deus como redimiu a humanidade.
A narrativa do quarto evangelho pode ser dividida em 5 partes:
1. Prólogo (1.1-18);
2. O Messias/Filho de Deus é manifestado a seus discípulos (1.19-2.12);
3. O Messias/Filho de Deus é manifestado ao mundo (2.13-12.50);
4. A última Páscoa, quando o Messias/Filho de Deus morre pelo mundo (13.1-20.31);
5. Epílogo (21.1-25).
Além disso, o Evangelho de João é o único que traz a narrativa da incredulidade de Tomé, que é muito importante para os leitores de João: Tomé creu porque viu; bem-aventurados são aqueles (os leitores de João, o que também nos inclui) que, sem ver, creem com base nesse evangelho.
Boa leitura!

Para muitos, hoje em dia, o livro de Levítico apresenta uma grande dificuldade para a leitura, devido ao seu conteúdo – em maioria leis. A essência do livro está no fato de Deus ser santo, por isso o seu povo deve ser santo, separado para Ele, propriedade exclusiva. Além disso, lembre-se que aquele era um povo que saíra do Egito, influenciado pelo politeísmo, e está acampado em uma área desértica. Tendo-se isso em vista, é necessário destacar-se dois pontos.
O primeiro é que as leis são parte da aliança de Deus com Israel, portanto, não são apenas ritos religiosos. Elas dizem respeito a relacionamentos.
As leis falam inicialmente sobre o relacionamento com Deus. Levítico abrange aquilo que é resumido nos Dez Mandamentos. E a primeira parte deles diz respeito ao nosso relacionamento vertical, nosso relacionamento com Deus, e assim começa o livro de Levítico. Nos capítulos 1 a 7, vemos as instruções com relação às ofertas; de 8 a 10, sobre o sacerdócio e de 11 a 16, sobre a impureza e a pureza.
As leis depois passam a falar sobre o relacionamento horizontal, homens com homens, como também acontece nos Dez Mandamentos. Nos capítulos 17 a 25, vemos o código da santidade. Este se concentra na santidade pessoal e social na vida diária. Os capítulos 26 e 27 tratam de sanções da aliança e leis de resgate, com relação a pessoas e bens.
O segundo ponto diz respeito ao contexto do livro. É necessário ler-se Levítico em vista do que veio antes e o que vem depois. O povo encontra-se em uma área desértica. Portanto, eles estavam à mercê das condições do local (doenças, por exemplo) e também à mercê uns dos outros. Não havia uma lei para que eles pudessem conviver pacificamente.
Portanto, ao ler o livro de Levítico, não se esqueça de ver o livro no momento em que ele se dá, a necessidade do povo dessas leis e lembre-se que não são apenas leis para serem cumpridas, são normas para a preservação do povo e para que Israel tenha um relacionamento cada vez melhor com o seu Deus, seja santo como Ele, e consigo mesmo.
Boa leitura!

A Primavera é a estação mais esperada do ano, talvez porque ela venha logo depois do inverno, talvez porque seja colorida, com poucas chuvas, céu azul, passarinhos nascendo e cantando muito, temperatura agradável. A Primavera é especial, precisamos dela e ela chegou!
Nós do Coro Moema e do Coro Infanto-Juvenil começamos, há algum tempo, a preparar um presente para celebrar a chegada da Primavera. Um presente musical adornado com poesia, para nossa comunidade e amigos.
Oferecemos aquilo que gostamos de fazer: música coral – gostamos de cantar juntos! Com o mais antigo instrumento musical do mundo, o nosso corpo, transformamos o ar que entra em nossos pulmões em melodias. Essas melodias falam daquilo em que acreditamos: nossa fé em Deus, nosso criador, nossa relação com Jesus, nosso redentor, sua cruz e seus ensinos, a Palavra de Deus e nossa gratidão por tudo isso.
Reunimos algumas das músicas que gostamos de cantar e vamos vestí-las com roupa especial: um lindo quarteto de cordas nos acompanhará.
Primavera é esperança, alívio, aquecimento, renovação, é nascimento e renascimento, certeza de um ciclo infalível de vida, é beleza, cor, sons variados, alegria! Até arrisco dizer que onde Jesus chega acontece a Primavera. Então, que seja Primavera em todos os corações que aqui estão hoje para adorar e louvar ao Senhor!

Débora Barros Baptista
Regente do Coro Moema

Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo Jesus vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar. 1ª. Pedro 5:10

Sou grata a Deus pela bênção que os líderes e irmãos da Igreja Presbiteriana de Moema têm sido na minha vida e na de minha família.
Vocês acompanharam as tribulações e sofrimentos que tivemos com doenças, internações, acidente de carro e desemprego. Porém, sempre tivemos a certeza que Deus tinha um plano, e que deveríamos enfrentar esses momentos com oração, leitura da Palavra e caminhando junto com Deus. Vocês, irmãos da IP Moema, foram fundamentais nesta jornada, em especial o grupo “Mulheres que Oram”, com intercessão, amor e visitas. Hoje, tenho a certeza de que o enfrentamento desta aflição fortaleceu meu relacionamento com Deus, trazendo intimidade e confiança.
Durante esse período de provas, li também o livro do Pastor Timothy Keller, Caminhando com Deus em meio à Dor e ao Sofrimento, no qual ele escreve sobre a surpreendente relação entre sofrimento e Glória. “Deus, mesmo tendo poder sobre o sofrimento, através de seu filho Jesus, experimentou sofrimentos: traição, injustiça, escárnio, dores físicas, humilhação, condenação e morte. O Senhor dos Exércitos, Deus onipotente, soberano e excelso é também um Deus que sofre. Jesus despojou os principados e poderes no momento em que foi à cruz. Com o sofrimento Ele absorveu a maldição que estava sobre a humanidade e dessa maneira Ele derrotou o mal. Sem sofrimento o mal sairia vitorioso. Somente o sofrimento de Jesus tornou possível o fim do sofrimento. E assim saiu glorificado!”
A intimidade e busca de Deus aperfeiçoaram minha maneira de entender o significado da vida e o que Ele espera de nós. Minha confiança no Senhor tem sido fortalecida a cada dia. Tenho aprendido a descansar e a ter paz somente Nele.
Deus me levou para um novo caminho profissional, que eu não planejei. Tenho experimentado a misericórdia do Senhor e o tenho glorificado pelas vitórias e milagres na minha vida e na de minha família, em diversas áreas: saúde, profissional, financeiro, relacionamentos familiares e conquistas dos meus filhos. Tenho muitos testemunhos para dar sobre a bondade e o poder de Deus.
Continuo orando, com muita esperança, por uma transformação em meus familiares, para que eles venham à fé. Espero poder contribuir no que for possível e de diversas maneiras para o crescimento desta igreja tão acolhedora, amada e cheia do Espírito.
Que Deus continue nos aperfeiçoando e nos abençoando! A Ele toda a glória!

Eliane Feliz Okamoto, membro da IP Moema

No último dia 25 de agosto, um pastor norte-americano, Andrew Stoecklein, de 30 anos, cometeu suicídio. Jovem, casado, pai de três crianças, líder de uma grande igreja, estava passando por momentos de grande tribulação emocional e espiritual e, por isso, tirou a própria vida.
As palavras do salmista no Salmo 88, “Acaso, nas trevas se manifestam as tuas maravilhas? E a tua justiça, na terra do esquecimento?” podem parecer realidades para alguns cristãos. Tudo pode parecer escuridão. Pode parecer que Deus se esqueceu de mim. E se Deus se esqueceu de mim, de que vale a minha vida? De que vale todo o sofrimento? Por que eu devo continuar a viver? Eu apenas sou um fardo aos que me rodeiam!
Isso pode se passar na sua mente, ou na mente de alguém que está do seu lado.
Nós, às vezes, achamos que o cristão está imune a momentos, independentemente de sua duração, de fraqueza e grande tribulação interna, emocional, espiritual e existencial. Há cristãos que passam por isso e negar essa realidade pode ter sérias consequências.
Então, o que podemos fazer?
Se você está nessa situação, quero te dizer que você não está sozinho. Em primeiro lugar, Aquele que pode trazer o verdadeiro conforto à sua vida, Deus, está sempre com você. Vá até Ele. Ele sempre está de braços abertos para te receber, mesmo que não pareça. Em segundo, você tem uma igreja, irmãos, que te amam e precisam de você, que estão do seu lado, prontos a te ouvir, a estar com você, a te ajudar! Você não está sozinho!
Se você, pela misericórdia de Deus, não está nesta situação, primeiro: ore por quem está. Ore por aqueles que não veem luz, esperança, cor, nos seus dias, para que Deus dê a eles o consolo e a força de que necessitam. Observe aqueles ao seu lado, ajude aqueles que precisam, ame aos seus irmãos; a vida deles importa muito para Deus e para você!
“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” – 1Jo 3.18

Seminarista Daniel C. B. Sales

“Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação”. (Salmo 67:1-2)
Quando decidi fazer parte da viagem missionária, junto com a Igreja Presbiteriana de Vila Mariana, resolvi que levaria na bagagem um coração cheio amor, fé e esperança e a certeza de que Deus de tudo cuidaria para sua honra e glória.
Não sabia o que iria enfrentar lá em Santa Rita, no Paraguai, nem direito como iria fazer para evangelizar, mas tinha a convicção de que Deus me capacitaria. A primeira providência que tomei foi orar pedindo a Deus sabedoria por este momento; orei também por toda equipe e pelas pessoas de Santa Rita, as quais Deus nos daria oportunidade para falar do seu amor e do seu plano de salvação.
Entendi que não precisamos ser pastores e nem estar num púlpito para falar do amor de Deus; podemos falar de Deus para um familiar não convertido, no condomínio para um vizinho, no trabalho para um amigo. Dando um testemunho da nossa experiência com Deus, podemos falar do quanto Ele nos fortalece e nos dá paz de espírito nas tribulações.
Quando cheguei no Paraguai, percebi o quanto Deus é maravilhoso. Ele preparou cada momento, a começar pela integração da equipe, o acolhimento da igreja local e da missionária da IPVM que ali reside. Colocou sua mão poderosa também nas palavras trazidas durante as devocionais, nos trabalhos realizados no hospital e nas escolas, nos chás com as mulheres, nas atividades com as crianças na casa pastoral e nas creches, e ainda nos grupos formados para irem às ruas distribuir os folhetos levando a palavra de Deus.
Surpreendente como, das crianças aos adultos, formou-se um único corpo, o “Corpo de Cristo”! Tínhamos um número grande de pessoas que ajudaram com louvor; obras realizadas na igreja na instalação elétrica, reparo de goteiras, logística de todo trabalho, incluindo alimentação, transporte, atividades na igreja, trabalho médico e odontológico, os testemunhos; participar e ver tudo isso foi uma experiência ímpar, extremamente edificante.
Que alegria ver o Corpo de Cristo servindo ao Senhor com amor, e o quanto o nosso Deus é maravilhoso. Apesar de acordarmos cedo e nos envolvermos em várias atividades, todos estávamos alegres e com sorriso no rosto, passando uma mensagem de amor ao próximo ou confortando uns aos outros. “Deus não procura por trabalhadores habilitados, ele procura por corações dispostos a servir.”
Não tive a oportunidade de ver ninguém se converter no campo missionário que trabalhamos. Contudo, vi ali o povo de Deus já convertido, sendo restaurado e fortalecido. Creio que Deus nos levou em Santa Rita, no Paraguai, para dar suporte e amparo à sua igreja. Tenho certeza que vários casamentos e famílias foram edificados; homens, mulheres, adolescentes e crianças foram tocados pelo amor de Deus; a semente do Evangelho foi plantada e nosso Deus certamente fará germinar e frutificar.
Vanda Fonteles

Rev. Ashbel Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), era um jovem Pastor norte-americano que com apenas 26 anos de idade chegou ao Brasil e iniciou o trabalho presbiteriano no dia 12 de agosto de 1859. Em seguida, criou a primeira EBD Presbiteriana, o Jornal Imprensa Evangélica, uma Escola Primária Protestante, o Seminário e o primeiro Presbitério. Simonton, pioneiro da IPB e pai da pequena Helen Murdoch Simonton, nesse segundo domingo de agosto também é homenageado como pai!
Ele liderou a organização da IPB. Foram seus apoiadores: Helen Murdoch (esposa), Rev. Alexander L. Blackford (cunhado), Elizabeth Blackford (irmã), Rev. George W. Chamberlain e sua esposa Mary A. Chamberlain, Rev. Francis Schneider e o Rev. José Manoel da Conceição. Todo o suporte financeiro inicial veio do Sínodo de Baltimore, da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos.
A IPB é fruto da abnegação e obediência ao chamado de Deus desses missionários que vieram nos trazer o Evangelho de Jesus Cristo! João 4:34-38. Somos salvos hoje, porque no passado, esses homens e mulheres inflamados pelo amor ao trabalho missionário deixaram suas famílias, suas igrejas e vieram proclamar a Salvação em Cristo. Atos 20:24. Temos que levar as Boas Novas de Salvação já! Somos continuidade do Ministério de Jesus Cristo e seus discípulos.
Missão é a expansão do Reino de Deus através da Proclamação do Evangelho! Convocamos a todos a se envolverem com a Obra Missionária da IPB: orando, divulgando e contribuindo para o sustento dos Missionários e suas famílias através da Junta de Missões Nacionais (JMN). Temos hoje no Brasil cerca de 160 Campos Missionários já estabelecidos, 160 Obreiros e suas famílias (em torno de 600 pessoas de Norte a Sul do Brasil).
Participe da Campanha da Classe Firmando os Passos do Departamento Infantil de 12/08 a 16/09! Retire o seu “Cofrinho Missionário” aqui na IP Moema, reúna sua família e levante uma oferta para a JMN-IPB. Nos colocamos à disposição para mais informações. 2 Co. 9:7 – Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria”

Ahiram Gonçalves França
Professora da EBD desde 1973

O Evangelho de Marcos é o mais antigo dos quatro evangelhos, endo sido escrito cerca de 65 d.C. Depois do prólogo, que nos apresenta as boas novas sobre Jesus Cristo (1.1-15), a história se desenvolve em quatro partes. Na primeira (1.16-3.6), Jesus anuncia publicamente a chegada do reino. Agindo de forma ininterrupta, ele chama discípulos, expulsa demônios, cura os doentes e anuncia que tudo isso está ligado à chegada do Reino de Deus. Com isso, ele atrai a admiração das multidões e a oposição das autoridades religiosas e políticas, que desde o início planejam a sua morte.
A segunda parte (3.7-8.21) desenvolve o papel de três grupos significativos. Os milagres e o ensino de Jesus conquistam a admiração constante das multidões; os discípulos recebem instrução particular (4.13,34) e se unem à proclamação do reino (6.7-13), mas nem sempre entendem direito o ensino de Jesus (8.14-21; 6.52); a oposição continua crescendo (7.1-23; 8.11-13).
Na terceira parte (8.22-10.45), Jesus concentra sua atenção principalmente nos discípulos. Três vezes ele explica a natureza do seu reino, e, portanto, do discipulado (8.34-38), como trilhando o caminho da cruz (como o Servo Sofredor de Isaías; Mc 10.45), e três vezes os discípulos não entendem absolutamente nada.
A quarta parte (10.46-15.47) conduz a história ao seu ápice. O rei entra em Jerusalém e as multidões se agitam, entusiasmadas, mas a oposição acaba vencendo. Jesus é julgado, condenado e entregue aos romanos para execução numa cruz. Um breve epílogo (16.1-8) lembra aos leitores de Marcos que “Jesus ressuscitou!”.
Boa leitura!

Em estudos preparativos para a Escola Bíblica Dominical (EBD), sempre desperta minha atenção a clareza com que as Escrituras, palavra revelada de Deus, enfatiza determinados assuntos ainda “despercebidos” – ou mal interpretados – em nosso cotidiano. Parece faltar não apenas conhecimento, mas também o emprego de uma hermenêutica adequada à exata compreensão da Bíblia mundo afora.
Eis aí alguns motivos para existir tanta heresia e falsa doutrina relacionada à exposição da Palavra: carência de uma leitura mais acurada, um estudo mais contextualizado e um verdadeiro comprometimento com seu aprendizado.
Uma dessas lições “despercebidas” encontra-se, por exemplo, no interessante diálogo travado entre Cristo e Satanás quando, no deserto por 40 dias e em meio à sede, fome e toda sorte de intempéries, passou Jesus a ser tentado pelo Anjo Decaído. Além da audácia de Lúcifer, chama atenção a réplica vitoriosa de Jesus, que utiliza exclusivamente passagens bíblicas para prevalecer sobre os argumentos satânicos (Lc 4:1-13). Nada mais. Afinal de contas, não acreditamos na suficiência das Escrituras?
A esta altura, o leitor (atento ao título do texto) deve estar curioso: “Interessante, mas onde entra a E.B.D nessa história?” Tem tudo a ver!
Os relatos bíblicos são recorrentes em revelar que Jesus esforçava-se, desde criança, em buscar toda sabedoria e conhecimento assoalhados na palavra de Deus. Para tanto, ouvia e interrogava doutores, frequentava assiduamente a sinagoga e ensinava às pessoas. Em outras palavras, Cristo gastava seu tempo com o aprendizado e envolvia-se totalmente com ele. Ora, esta também deveria ser a postura genuína do crente, desejoso em prevalecer sobre os ataques deste mundo!
Irmãos, a EBD é um momento único, demasiadamente precioso, espaço exclusivamente destinado ao aprendizado dos ensinamentos de Cristo e da Sua doutrina. E Deus permite que busquemos Sua Palavra sem perseguições ou reprimendas políticas, pois sabemos que não foram poucos os que deram sua vida para preservar a verdade revelada do Senhor e, ainda hoje, muitos pagam um alto preço por isso.
Por isso, vos convido, com todo amor que nos une na fé em Deus, a valorizarmos ainda mais a nossa EBD. Professores, preparem suas aulas com todo o temor e responsabilidade que é carregar a docência da Bíblia. Alunos, estudem as lições e frequentem as aulas, pois precioso é aos olhos do Senhor aquele que busca conhecer e praticar Sua Palavra.
E veremos quanto nossa Igreja crescerá, em estatura e graça, para louvor do nosso Deus e dos seus ministérios.

Marden Filho

O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe… Ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos.
(Atos 17: verso 24, 25 e 28).

Crer em Deus faz mais sentido do que não crer.
Em uma maternidade na Zona Sul de São Paulo, um delicioso choro de recém-nascido confirma, na potência de algumas cordinhas vocais, a presença divina. O bebê vem ao mundo já abrindo a boca, à procura do peito da mãe para mamar.
Há quem acredite no acaso.
Então quer dizer que o acaso, junto à sua irmã Dona Coincidência e ao seu primo Doutor Aleatório programaram, sem querer, aquela pequena criatura acionando o modo-mamar? Impossível.
Como alguém é capaz de duvidar da existência de Deus, meu Deus?
O médico agora informa o tipo sanguíneo do bebê: O negativo. Doador universal. Quem inventou isso? Tipo AB, O positivo, A negativo. Novamente, o acaso? Qual ser humano tem coragem de atribuir um entrelaçado de relações orgânicas magistralmente organizado a uma evolução da espécie? Átomos, girinos, partículas e Big Bang que me desculpem. Mas não dá.
O bebê chega em casa. O choro de três em três horas é regido pelo Maestro lá do céu. As mamas da mãe estão repletas de leite. Já parou para pensar quem colocou o leite ali? O bebê mama com perfeição, sabendo exatamente a posição para tirar o melhor proveito. Ele sabe também a hora de começar e de parar. Simplesmente perfeito.
O recém-nascido não é apenas um milagre. É uma prova viva da existência de Deus. Ao olhar, todos os dias, para a minha filha, penso em Deus. E agradeço. Agradeço pela nova vida enviada. Agradeço, acima de tudo, pela chance de ter despertadas em mim, um dia, a necessidade e a bênção de crer em Deus.
Se um amigo, familiar ou colega pedir provas da existência divina, fale do nascimento de uma criança. Acaso? Átomos? Girinos? Big Bang? ETs?
Crer em Deus faz mais sentido do que não crer, meus irmãos.
Se somos a imagem e semelhança de Deus, então não crer em Deus é não crer em nós mesmos. Deus existe. Está maternalmente provado no choro de uma criança, na procura dela pelo leite, no relógio biológico, na mágica do cordão umbilical, no DNA desenhado à mão pelo nosso Senhor.
Como alguém é capaz de duvidar da existência de Deus, meu Deus?
O nascimento de uma criança dentro do ventre de uma mulher é o cartão de visita do nosso Salvador. Uma vida de trabalho de cientistas da evolução torna-se incoerente com um singelo choro de criança.
Aliás, ouço um choro. Preciso ir. Se Deus fez o choro, o bebê certamente está precisando de algo.
Obrigado pela perfeição da vida, Senhor. Obrigado por instalar inteligência em nossos corações e em nossa mente. Assim, seguimos crendo com a certeza de que Ele é evidente.
Faz tanto sentido crer em Deus.

Pedro Cavalcanti
Pai da Catarina

Ao iniciar a leitura do livro do Êxodo, é preciso ter em mente que ele trata do milagroso resgate divino de Israel (Povo de Deus) do jugo egípcio, por intermédio de Moisés. Contudo, o livro evidencia a revelação de quem Deus é, e do que ele deseja do seu povo escolhido, a fim de que esse povo lhe obedeça com lealdade na aliança estabelecida pelo próprio Deus.
O livro narra a escravidão do povo de Israel no Egito, a escolha de um líder (Moisés) e a gloriosa libertação por meio das dez pragas. Cada uma das pragas atacou a essência da idolatria e arrogância egípcia; a última praga em especial instituiu a primeira Páscoa, por meio do derramamento do sangue de um cordeiro imaculado.
A narrativa continua com o grande milagre da travessia do mar vermelho, celebrando a vitória do povo e marcando o inicio da peregrinação de Israel no deserto, onde Deus, por diversas ocasiões, manifestou seu poder transformando águas amargas em aguas potáveis, alimentando toda a multidão com o pão do céu (maná) e conduzindo o povo à terra prometida com sua presença através da coluna de nuvem, durante o dia, e coluna de fogo, durante a noite. Também é no livro do Êxodo que Deus estabelece os Dez Mandamentos.
Sendo assim, o livro tem um papel fundamental para a compreensão cristã de quem é Deus e do seu plano de redenção para o seu povo, que foi concretizado através da morte vicária de Jesus Cristo, a saber, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, libertando-nos por meio do seu sangue. Além disso, sua presença permanece conosco, sustentando-nos como o pão e a água da vida, nos garantindo a vida eterna no céu, a nossa futura terra prometida.
Boa leitura!

Com uma narrativa que abrange historicamente o período que vai da Criação do mundo até a morte de José (cerca de 1600 a.C.), o primeiro livro da Bíblia tem o propósito de dar início a toda a história bíblica. Ele fala do princípio da história de Deus: criação, desobediência humana e redenção divina; enquanto, ao mesmo tempo, dá início ao Pentateuco, a história da escolha de um povo, por parte de Deus, e do estabelecimento de uma aliança com esse povo, por meio do qual ele abençoaria todos os povos (Gênesis 12.2,3).
A narrativa de Gênesis apresenta duas partes básicas: uma “pré-história”, que consiste nas histórias da Criação, da origem dos seres humanos, da Queda da humanidade e do progresso implacável do mal – tudo isso tendo como fundo a paciência e o amor incansáveis de Deus -, e a história do início da redenção por meio de Abraão e sua descendência (caps. 12 a 50), o foco estando nas histórias de Abraão (11.27-25.11), de Jacó (25.12-37.1) e de José (caps. 37-50).
Essas histórias, em parte, são estruturadas em torno de uma frase que ocorre 10 vezes: “Estas são as gerações [genealogias/histórias/relatos de família] de“, um termo que pode se referir tanto às “genealogias” em si (como nos casos de Sem, Ismael e Esaú), quanto às “histórias de famílias”. Outro recurso estrutural que dá forma à maior parte livro é o seguinte: Deus usa Noé para preservar a vida humana durante o grande dilúvio (caps. 6-9) e usa José para preservar a vida humana durante a grande seca (caps. 37-50).
Um tema muito presente em Gênesis é a ocorrência das primeiras duas alianças entre Deus e o seu povo. A primeira aliança é com toda a humanidade, por meio de Noé e seus filhos, prometendo que Deus nunca mais eliminará a vida da terra (9.8-17). A segunda aliança é com Abraão, e promete duas coisas em especial: a dádiva da “semente/descendência” que se tornará uma grande nação para abençoar as nações, e a dádiva da terra (12.2-7; 15.1-21; 17.3-8). A segunda aliança é repetida a Isaque (26.3-5) e a Jacó (28.13-15), e serve, por sua vez, como base para as duas alianças seguintes no Antigo Testamento: a dádiva da lei (Êxodo 20-24) e a dádiva da monarquia (2Sm 7).
Boa leitura!

Dentre tantas qualidades que a Igreja de Moema tem, uma sempre me chamou a atenção: a alegria que temos em cantar! Em cada hino cantado em congregação, em cada novo cântico entoado posso ouvir os vários instrumentos vocais de nossos membros e dos amigos da igreja. E, para mim, não existe coisa melhor do que poder cantar louvores com outros irmãos!
Hoje é um dia especial para a nossa igreja. É o dia em que vamos compartilhar esse novo projeto: a gravação de um CD de Natal chamado “O Menino”, com músicas inéditas dos nossos irmãos Luciano Garruti e Gladir Cabral.
Quando, no fim do ano passado, esses dois compositores começaram a encher as minhas caixas de e-mail e WhatsApp com músicas inspiradas, comentei com a Débora e com o Luciano: a Cantata de Natal do ano que vem já está pronta!
E Deus colocou em meu coração: grave essas músicas! Convide todos os cantores de Moema, todos os excelentes músicos que a igreja tem e faça com que essas letras, melodias, ritmos e harmonias cheguem aos mais diversos ouvidos para que sirvam de bênção! E aqui estamos – depois de muita dedicação, trabalho, ensaios – no nosso primeiro fim de semana de gravação!
Em 16 de dezembro deste ano faremos o lançamento do CD, dia em que também apresentaremos todas as canções ao vivo! São mais de 60 pessoas envolvidas nesse projeto, entre instrumentistas, coralistas, cantores do louvor, solistas e crianças!
Esse projeto tem sido bênção de Deus em minha vida e na vida de todos os participantes. Nosso desejo que é que essas músicas inspiradas possam quebrantar, aquecer, acalmar e alegrar corações! Que a palavra divina, em forma de música, chegue a todos os cantos do nosso Brasil e do mundo! Que Deus no guie, capacite e inspire em todo o processo.

Josani K. Pimenta

A família está sendo atacada com rigor desmesurado por aqueles que deveriam protegê-la. Os legisladores, os governantes, os magistrados, a imprensa, a mídia, a academia, os formadores de opinião, em vem de fazer uma cruzada em favor da família, muitas vezes, drapejam suas bandeiras contra ela. Querem desconstruí-la. Não manifestam qualquer compromisso com os castiços valores cristãos que forjaram, guiaram e protegeram a família ao longo dos séculos. Destruir os fundamentos da família, entretanto, provoca um colapso na própria sociedade. Lutar contra a família, como legítima instituição divina, é conspirar contra nós mesmos, é declarar uma guerra insana para a nossa própria destruição. Destaco aqui três motivos pelo qual a família deve ser considerada nosso maior patrimônio.
1. Porque foi instituída por Deus para o nosso maior bem e a nossa mais plena felicidade. A família nasceu no coração de Deus, na eternidade. O mesmo Deus que instituiu a família, estabeleceu princípios para governá-la. Deus criou o homem e a mulher, instituiu o casamento e uniu-os numa relação de plena comunhão emocional, espiritual e física. No casamento deve prevalecer o amor e a fidelidade, a fim de que a intimidade física seja desfrutada com pureza e deleite.
2. Porque é guiada por Deus para cumprir sua vocação no mundo. A família tem o papel de criar filhos no temor de Deus, para cumprir no mundo seu mandato cultural e espiritual. Mesmo vivendo numa sociedade decadente, a família deve ser governada pela santidade e viver dentro das balizas da verdade absoluta. Nossos filhos são herança de Deus e devem merecer nossa maior atenção, para contribuir decisivamente na construção de uma sociedade mais humana, mais justa e mais solidária.
3. Porque é um presente de Deus que devemos cuidar com o máximo desvelo. Devemos dedicar o melhor do nosso tempo e o melhor dos nossos recursos na formação espiritual, moral e intelectual da família. Investir na família é investir em nós mesmos. Quando a família vai bem, a igreja é edificada. Quando a família vai bem, a Pátria é bem-aventurada. Quando a família vai bem, os céus se alegram com a terra. Quando a família vai bem, todos, irmanados, caminhamos rumo à bem-aventurança!

Rev. Hernandes Dias Lopes

“Bem aventurado aquele que lê e o que ouve as palavras desta profecia e guarda as coisas que nela estão escritas, porque o tempo está próximo”.
(Apocalipse 1.3)

Vivemos numa época onde o mundo vai de mal a pior em todos os aspectos: espiritual, moral, político, econômico…
O livro do Apocalipse traz ao cristão um vislumbre daquilo que esperamos:
– Uma nova vida no novo céu e nova terra.
É de suma importância estarmos atentos aos episódios vindouros escritos no livro da Revelação. A situação mundial tende a se agravar, portanto, cabe ao cristão observar:

1) VIGIAR: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor” (Mateus 24.42).
2) AGUARDAR: “Aguardando a bendita esperança de manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tito 2.13).
Cada nova crise pode ser considerada como outra porta que se abre para um mundo novo, se estivermos dentre aqueles que tomaram a decisão fundamental de estar ao lado do Senhor!
Que sejamos instrumentos usados por Deus, levando a palavra de Salvação pois…
O TEMPO ESTÁ PRÓXIMO!

Jéssy P. T. Meirelles Ethel

No Boletim de 15 de abril de 2018, o depoimento da Lívia Carmo me fez refletir sobre o meu relacionamento com a Igreja.
Também “sou imensamente grata a Deus” por ter me guiado até a Igreja Presbiteriana de Moema. Desde a adolescência que eu procurava um lugar onde eu me sentisse parte de um todo. Procurei por diversas igrejas e religiões. Sempre achei muito bonito o modelo da Igreja Anglicana dos Estados Unidos, onde as pessoas parecem felizes na Igreja, como se fossem uma família. E procurava algo parecido no Brasil. Até que um dia eu orei e pedi a Deus para me guiar, para eu encontrar um meio da minha fé ser renovada e fortalecida. Foi quando eu encontrei a Igreja Presbiteriana de Moema numa pesquisa na internet.
Faz pouco tempo que estou na Igreja. Mas sinto, enfim, que encontrei o meu lugar. Quase todo domingo eu me emociono com os sermões e com a adoração. Me sinto parte de uma família. Os líderes são um modelo para mim de como se comportar com humildade e tratando todos de forma igualitária e, principalmente, tementes à Deus.
A Igreja é muito importante para mim, é onde renovo a minha fé e aprendo valores. Valores como confiar e depender somente de Deus, ou servir a Deus e fazer a vontade Dele e não a minha. Para mim, esses valores são fundamentais, pois o que tinha aprendido até então (ou por palavras, ou pelo exemplo) era sobre um Deus servidor, em que eu devia pedir tudo que eu quisesse para Ele. Portanto, um Deus que satisfaz a minha vontade, onde eu seria a dona do meu próprio destino, forçando situações.
Estou muito feliz por fazer parte desta Igreja que me acolheu tão bem, me dá segurança, força e valores para eu continuar o meu caminho. Sou grata pelos Cultos, pela Escola Dominical, pelo Boletim, pelos Sermões que ouço no site da Igreja. Sou grata pelas pessoas que vejo cantando e adorando com felicidade, enfim, sou muito grata por Deus ter me guiado até a Igreja.
Sei que este é um período de dificuldades para a Igreja, assim como está sendo um período difícil para todo o mundo (com crises, guerras, desentendimentos, ódio etc.). Por isso, nesse momento é quando mais precisamos de uma Igreja que renove a nossa fé, como a Igreja Presbiteriana Moema.
1 Crônicas 28.10: “Agora, toma cuidado, porque o Senhor te escolheu para construíres um templo para ser o santuário. Sê forte e faze a obra.”
Josué 1.9: “Não te ordenei isso? Esforça-te e sê corajoso, não tenhas medo, nem te assustes, porque o Senhor, teu Deus, está contigo, por onde quer que andares.”

Lucilene Pedro

Assim como no ano passado, nossa igreja realiza, neste domingo (27/05), uma programação especial em parceria com a Missão Portas Abertas: o Domingo da Igreja Perseguida. Neste edição, nós receberemos informações e teremos a oportunidade de orar pelos nossos irmãos perseguidos na Índia.
A Índia é o 11° colocado na Lista Mundial da Perseguição Cristã em 2018. A população nacional é de 1,3 bilhão e é a segunda maior do mundo. Em meio a uma cultura diversa e multicolorida, 80% dos indianos seguem o hinduísmo. Lá, os cristãos são uma minoria – apenas 2,3% dos indianos seguem a Jesus.
Nos últimos anos, a intensidade da perseguição e discriminação contra cristãos aumentou bastante. Apesar de a legislação do país garantir liberdade de religião e crença, existem movimentos nacionalistas que desejam afastar do país toda a influência ocidental – como o cristianismo – propagando a ambição e o orgulho de serem uma nação totalmente hinduísta e tradicional. Assim como no islamismo, os que deixam a tradição para seguir a Jesus enfrentam grandes consequências. Nesse contexto, os cristãos se tornam “diferentes e inconvenientes”, pois não negam a Cristo e deixam de participar dos cultos e rituais milenares do hinduísmo.
Há diversos meios e táticas de opressão e perseguição aos cristãos indianos. Entre eles estão a violência e agressão; a tentativa de introduzir elementos das escrituras e rituais hinduístas nas escolas; leis anti conversão, já presente em seis estados; difamação (falsidades são espalhadas sobre o cristianismo, incluindo acusações de ameaçar o sistema de castas), entre outros.
São muitos os pedidos de oração para os cristãos perseguidos na Índia:
• Peça por proteção física, emocional e espiritual para toda igreja.
• Ore para que eles perseverem na fé mesmo em meio a dificuldades.
• Interceda pelos governantes, para que ajam com justiça com toda a população, independente de crença ou casta.
• Clame pela vida dos radicais e extremistas hinduístas. Peça a Deus que revele seu amor demonstrado em Jesus Cristo.
• Coloque diante de Deus as mulheres abandonadas e os órfãos. Peça pela provisão de Deus a eles.
• Ore para que Deus levante homens e mulheres segundo o seu coração para servir a Igreja e pregar a Palavra de Deus entre os indianos.
Agora que você conhece mais sobre a realidade dos cristãos perseguidos na Índia, não guarde somente pra você, compartilhe e ajude a tornar a Igreja Perseguida conhecida em todos os lugares. Esteja conectado para saber mais (Acesse: www.portasabertas.org.br). Certamente, conhecer a Igreja Perseguida mudará o modo como você vê sua vida cristã.

As Escrituras indicam que o verdadeiro significado do Pentecostes, em Atos 2.1-11, era mostrar aos discípulos que Deus, a partir daquele momento, se revelaria a todos os povos e que a Igreja nascente, na força do Espírito Santo, seria o instrumento de Deus, onde a Sua glória haveria de resplandecer nos corações dos homens.
Por consequência, é a partir da descida do Espírito – o Pentecostes – que a Igreja começa a viver, de forma intensa, a sua ação de proclamar o Evangelho de Jesus Cristo na força e no poder do Espírito Santo.
Devemos compreender que o Espírito Santo é a força capacitadora de Deus para o viver e o agir da Igreja de Cristo. O Espírito é o catalisador e a força guiadora da missão expansiva da comunidade. Por ter o Espírito Santo uma característica missionária, seu desejo era e é que a Igreja também tenha como finalidade principal a obra missionária.
Assim, a Igreja é a comunidade na qual Jesus continua vivo nesta terra, operando sua missão libertadora através do Espírito Santo. É através do Espírito que os discípulos recebem autoridade espiritual para continuarem a missão do Senhor Jesus. É pela ação poderosa do Espírito que os discípulos entenderam o último mandato de Jesus: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo…” (Mt 28.19).
Há um aspecto relevante da ação do Espírito Santo como agente capacitador da missão da Igreja: a capacidade de descer na dimensão vertical, para o mundo daqueles que não têm força ou que perderam o sentido de sua existência; bem como de se projetar na dimensão horizontal, ou seja, para longe, destruindo barreiras, cercas e preconceitos, vencendo as fronteiras da religião e da cultura, de raças, povos, línguas e nações. Isso porque o seu limite são “os confins do mundo”, gerando acolhimento, hospitalidade e aceitação.
Não tenho dúvida de que essa ação poderosa do Espírito na vida da Igreja nos remete ao processo de missão e transformação da sociedade. Por isso, o Espírito não massifica, não uniformiza, mas incultura o Evangelho no coração do homem, gerando entendimento e transformação.
Que seja assim com a Igreja Presbiteriana de Moema: a combinação entre a pessoa e o poder do Espírito Santo e a Igreja de Cristo resulte no cumprimento da missão, tudo para glória do Pai. Soli Deo Gloria!

Rev. Marcos Azevedo
Missionário na França

Hoje é o dia das mães e queremos homenagear essas mestras do bem, falando do seu papel e do seu valor como educadoras, como rainhas do lar. Nosso foco é ressaltar o papel da mãe cristã, que é exemplo para os filhos, que ora por eles e os educa com firmeza e doçura, transmitindo-lhes as sagradas letras. Há muitas mães dignas de destaque na Bíblia e na história, e quero hoje destacar três delas.
Em primeiro lugar, Joquebede, uma mãe que ousou lutar pela sobrevivência do seu filho. Moisés, filho de Joquebede, deveria ser passado ao fio da espada ou jogado aos crocodilos do rio Nilo, logo ao nascer. A perseguição aos israelitas recém-nascidos no Egito era sangrenta e a chance de escapar da tragédia era humanamente impossível. Joquebe, entrementes, não desistiu do seu filho. Ela montou um plano para salvar seu filho da morte. Ela transcendeu o comum. Deus honrou seu gesto e salvou seu filhos das águas do Nilo. A providência divina fez o menino Moisés parar no palácio de Faraó e retornar aos braços de Joquebede para ser amamentado. Foi nesse tempo, da primeira infância de Moisés, que sua mãe deu tudo de si para transmitir ao seu infante as verdades que mais tarde governariam a sua vida. Foi o ensino aprendido com sua mãe que levou Moisés a rejeitar as glórias do Egito por causa do opróbrio de Cristo. Precisamos de mães que invistam tempo na vida espiritual de seus filhos. Mães busquem a salvação de seus filhos mais do que seu sucesso. Mães que deem o melhor do seu tempo para inculcar nos filhos as verdades eternas, verdades essas que os ajudarão a tomar as mais importantes decisões ao longo da vida.
Em segundo lugar, Ana, uma mãe que ousou consagrar o seu filho para Deus. Ana era estéril, porque o próprio Deus havia cerrado a sua madre. No seu tempo, esse era um problema doloroso, que trazia muitos estigmas. Ana teve ainda que enfrentar a zombaria da sua rival, a incredulidade do seu marido e a censura do seu sacerdote. Ela, contudo, não desistiu. Continuava orando e chorando diante de Deus, pedindo-lhe um filho. Houve um dia, porém, que ela resolveu fazer um voto a Deus. Prometeu-lhe que se Deus lhe desse um filho, o devolveria para o Senhor por todos os dias da sua vida. Deus ouviu o seu clamor e ela concebeu e deu à luz a Samuel, o maior juiz, o maior profeta e o maior sacerdote da sua geração. Precisamos de mães que ousem consagrar o melhor daquilo que Deus lhes tem dado ao Senhor. Mães que coloquem seus filhos no altar. Mães que consagrem seus filhos para Deus, para cumprirem os soberanos propósitos de Deus.
Em terceiro lugar, Eunice, uma mãe que educa o filho pelo exemplo e pelo ensino. Eunice era mãe de Timóteo e filha de Loide. Cresceu bebendo o leite da piedade e transmitiu a seu filho as mesmas verdades aprendidas em seu lar. Nela habitava uma fé sem fingimento. Essa mesma fé, ela transmitiu para seu filho. Eunice era uma mulher comprometida com a Palavra de Deus. Ela ensinou a Timóteo as sagradas letras desde a sua infância. A palavra grega usada é brefos, que quer dizer “desde o ventre”. Essas sagradas letras tornaram Timóteo sábio para a salvação. Mais tarde, Timóteo tornou-se discípulo do apóstolo Paulo e constituiu-se num dos maiores pastores da igreja cristã, aquele que haveria de dar continuidade ao ministério do grande apóstolo dos gentios. Você, mãe, é desafiada a andar com Deus, a ensinar os seus filhos a Palavra de Deus e a prepará-los para serem vasos de honra nas mãos de Deus.

Rev. Hernandes Dias Lopes

“Ora, aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos…” (Efésios 3:20).

A história do povo de Deus é repleta de circunstâncias como desânimo, desespero e incertezas. Quando o povo hebreu foi libertado do Egito sob o comando de Moises, viveu uma situação peculiar. O Faraó arrependera-se de ter libertado os israelitas e colocara seu exército ao encalço do povo, que naquele momento, estava cercado pelas montanhas ao seu redor e pelo Mar Vermelho à sua frente. A solução maravilhosa veio do alto, quando Deus abriu o mar e eles passaram a pés enxutos para outra margem.

A Igreja Presbiteriana de Moema, assim como o povo de Deus no Antigo Testamento, viveu situação similar há algumas semanas. Tivemos um exército egípcio a nos pressionar, representado pelas novas condições impostas pelo hotel, apesar dos mais de 10 anos de convivência pacífica. Fomos lançados nesse “mar de prédios” chamado Moema. Para este povo que já conhecia as enormes dificuldades de transferência do local dos cultos, em razão dos preços proibitivos do bairro, das exigências técnicas dos Bombeiros, das negativas de aluguel para Igrejas, aparentava ser uma missão impossível encontrar um novo espaço em tão curto espaço de tempo.

Mas o nosso Deus é o mesmo ontem, hoje e o será para sempre. Ele sempre nos surpreende com as coisas que menos esperamos Dele quando aprendemos a amá-lo por aquilo que Ele é.

Assim, o Mar Vermelho também foi aberto para nós. Não nos molhamos nas condições impróprias dos aluguéis em Moema e chegamos com os pés enxutos à outra margem, distante apenas 600 metros de onde nos encontrávamos.

O trabalho foi Dele, que pelejou por nós. Por isso, hoje inauguramos um novo espaço. Maior, mais confortável, onde louvaremos e bendiremos o nome do Senhor. A Ele toda honra, toda glória, todo louvor.

E agora?

O povo hebreu, apesar do feito maravilhoso do nosso Deus, demonstrou, em seguida, miséria espiritual, descontentamento, espírito de rebeldia e por isso peregrinou por mais 40 anos pelo deserto. Por causa desse desânimo, toda aquela geração pereceu naquele local árido. Então Deus levanta um novo líder: Josué! Nada podia opor-se ao Seu propósito de levar o Seu povo para a “Terra Prometida”. Porém, havia mais um obstáculo a ser vencido. Um rio estava à frente do povo – novamente. Eles tinham que cruzar o Rio Jordão para atingir as terras a serem conquistadas. Novamente Deus abre o rio para o povo passar e conquistar a Terra da Promessa.

E agora é a nossa hora. Aprendemos com o povo de Israel o que não devemos fazer, assim como também podemos aprender sobre aquilo que faremos.
Não vamos esperar mais. Imediatamente após o milagre do nosso Mar Vermelho, chegou a hora de cruzar o nosso Jordão e conquistar a terra prometida que é este bairro de Moema. Nossa confiança está no Senhor. Aquilo que pode parecer impossível para nós, para Deus é possível. Não daremos desculpas a Deus afirmando que ainda não estamos preparados. Deus abrirá o Jordão de Moema pela nossa fé. O tempo de agir é AGORA.

Presbítero José Carlos Paranhos

Lamentações 3:19-24 é um dos textos da Bíblia que nos remete a “trazer a memória aquilo que pode nos
dar esperança”.
Estávamos lá quando tudo começou, num outro endereço – o antigo Blue Tree da Av. Ibirapuera. Era um
pequeno grupo que reunia-se aos domingos, apenas à tarde, importado da Igreja Presbiteriana da Vila
Mariana com viola e tudo o mais!. Havia ESPERANÇA, sim, de que estávamos no rumo certo. Todos que
ali estavam tinham um só coração, uma só mente: falar de Jesus nesta região, trazer para este bairro mais
de Cristo.
Lembro-me do sorriso do Rev. Eudes Coelho, que a todos contagiava! Era impossível não sentir a doce
comunhão mesmo sendo um grupo tão pequeno. Assim foi-se seguindo com perseverança, CRENDO, que
no Senhor este trabalho não seria em vão.
E de fato, o trabalho é do Senhor Jesus. Houve a necessidade de mudança, para um local que
acomodasse o grupo que já vinha crescendo… agora tínhamos crianças e jovens começando a fazer parte
de uma nova realidade. Incrível, o amor só aumentava!
Viemos então para este novo espaço. “Hotel? Mas uma igreja em hotel?”, muitos perguntavam. “Coisas
de São Paulo”! Sim, quem frequentava sabia que a igreja estava dentro do coração, um grupo forte, e
certo de que Deus não habita em tendas.
Veio então o primeiro coral, que fazia serenatas até para mamães grávidas e cantava nas esquinas do
bairro. As Koinonias preciosas, onde a comunhão só crescia dia após dia, bem como o conhecimento e a
visão de que estávamos “no caminho”.

Quantas bênçãos recebidas! Quantas transformações! Quantos abraços, choros, risos! Amados que
chegaram e hoje já formam um grupo expressivo de irmãos. Muitas partidas, deixando marcas de que esta
igreja é um local de fé, com base sólida na Palavra de Deus.
Agora, chegou o momento de darmos mais um passo. Temos um sentimento de que a igreja até aqui
cumpriu sua missão. É marcante, é vibrante, é alegre!
Uma ESPERANÇA continua como lá do início, acredito que em meu coração e no da maioria que aqui
congrega: Que nossas mentes possam ser renovadas diariamente, que as promessas do Alto sempre
aqueçam nossos corações e que este novo tempo seja de renovo, de encorajamento mútuo e que neste
novo lugar haja bons frutos, para a honra e glória do Senhor, nosso amado Jesus. Obrigado, Deus!

Olga Neves Tassis

Das tradições, zeloso, o fariseu
Saulo de Tarso a igreja devastava.
Na seita mais severa do judeu,
Ameaças e mortes respirava.

O inútil legalismo em que vivia
Não lhe trouxera paz ao coração,
Nunca sentira em si a alegria
Que era comum no rosto do cristão.
A expressão de Estevão, no martírio
(que, impassível, de perto presenciara)
Mostrava aquela paz inexplicável,
Que existisse, jamais imaginara.
Mas, Cristo ressurreto lhe aparece,
Qual luz brilhante em sol de meio dia;
E Saulo a Jesus Cristo reconhece,
Cego ficará, mas, agora O via,
Não como aquele que julgara morto
E sim o Salvador – Filho de Deus.
Não mais perseguiria “os do Caminho”;
Irmãos queridos já seriam seus.

E como Apóstolo do Mestre amado,
Por Ele viveria com ardor.
A graça do Senhor lhe bastaria,
Morreria feliz por seu amor

Lêda Rejane Accioly Sellaro

“Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós” (Filipenses

1:3)

Uma das lembranças mais calorosas que tenho da minha infância, é do amor
com que fui tratada pelos membros de uma igreja interiorana na qual
congregava. Por muito tempo senti falta da sensação de acolhimento que
aquela pequena igreja oferecia, pq ela me fazia sentir parte de uma família,
coisa que não encontrei nas demais igrejas por onde passei ao longo da vida.
Quando chegamos em São Paulo, em julho/2014, estava meio desanimada,
porque nos quatro anos anteriores tivemos muita dificuldade de encontrar uma
igreja que fosse piedosa e fiel a Bíblia. Lembro de orar ao Senhor pedindo que
nos levasse até uma igreja verdadeira, onde nos sentíssemos acolhidos, e ELE
nos levou até vocês.
Sou imensamente grata a Deus por ter conduzido nossos passos até a Igreja
Presbiteriana de Moema e pelo amor com que vocês nos receberam. Muito
obrigado por todo o carinho, dedicação e acolhimento, isso realmente fez
diferença em minha vida.
Rogo a Deus que mantenha esse amor aquecido no coração de vocês, e que
os mantenha sempre firmes na sã doutrina. Em um mundo tão caótico, manter
os olhos fixos em Cristo, e o coração firmado em Sua Palavra, é o maior ato de
amor que podemos oferecer às pessoas.
Lívia Carmo, membro da IP Moema, esposa de Abraão Isvi, e mãe da Elisa.
Atualmente, a família reside na cidade de Wroclaw (o nome traduzido para o
português é Breslávia), Polônia.

O mordomo é aquele que administra uma casa que não lhe pertence, mas que lhe foi
confiada. É preciso lembrar que administrar é mais do que cuidar, também é
desenvolver, bem como utilizar para sustento próprio e do nosso próximo, sempre
debaixo das determinações do dono da casa, agindo com fidelidade e zelo para com
este.
Assim, o termo Mordomia Cristã nos leva a reconhecer, em primeiro lugar, que tudo
pertence à Deus. Os bens materiais que estão em nossa posse – “Eis que os céus e os
céus dos céus são do Senhor, teu Deus, a terra e tudo o que nela há” (Dt 10:14 ), e
também nossa vida, nossos dons, nossos talentos, nosso corpo, nossa salvação –
“Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no
vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (I Co. 6:19,20).
Em segundo lugar, outro conceito intimamente ligado com Mordomia Cristã é que
quando colocamos nossas vidas nas mãos de Deus e aceitamos Jesus como único e
suficiente Salvador, passamos a viver pela sua graça. Isto significa dizer que das
mãos dEle recebemos tudo o que precisamos, como podemos verificar das leituras do
Salmo 127:2 e de Mateus 6:31-34.
Ora, se o que recebemos não é por mérito nosso, mas pela graça do Pai, e se o que
temos na verdade não é nosso, mas Ele nos entregou para cuidarmos, não pode ser
outro o nosso sentimento que não o de uma plena e constante gratidão e alegria.
É exatamente este espírito de gratidão e alegria que deve nos mover a
devolver à igreja na qual congregamos parte do que está sob nossos
cuidaddos, na forma de participação nos seus diversos ministérios e também
entregando nossos dízimos e ofertas.
Olhando para a nossa comunidade, temos grandes desafios à frente. Para mantê-la
aberta e trabalhando de sorte a fazermos nossa parte na obra de Deus, é necessário
que todos participem desta devolução, colocando à disposição da mesma parte de seu
tempo, dons, talentos e recursos. Mas é fundamental que isto seja feito como o
Apóstolo Paulo escreve na segunda carta aos Coríntios, em seu capítulo 9, verso 7:
“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por
necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”
Que Deus nos abençoe, nos dê sabedoria e nos ajude a sermos fieis em nossa
missão como Mordomos dEle!

Presbítero Márcio Álvaro Moreira Caruso

(Mateus,28; Marcos,16; Lucas, 24; e João,20)

É cansativa e longa a caminhada,
Na escuridão daquela noite fria,
De três mulheres que, na madrugada,
Anseiam pela luz do novo dia.
Pela última vez desejam ver,
De Jesus Cristo, o tão querido rosto;
Com lágrimas e aromas envolver
Seu corpo, que na tumba fora posto.
Maria, Salomé e Madalena
Ao avistarem, ao longe, a sepultura
Põem-se a pensar na dolorosa cena
Tomadas de tristeza e de amargura.
Mas ao chegarem, a pedra removida
Deixa ver que o sepulcro está vazio.
Não teriam sequer uma despedida
Que consolasse o amanhã sombrio!
Tomadas de alegria, veem Jesus!
Ele lhes fala e aos outros vão contar:
– Jesus venceu a morte lá na cruz!
Na Galiléia, vai conosco estar!
E no divino encontro ali marcado,
Em meio a sentimentos de vitória,
Os discípulos são desafiados
Pelo IDE, que muda a nossa história

Firmados na promessa de Jesus
– De estar com eles, de dar-lhes poder –
Espalhariam do Evangelho, a luz,
Com ousadia e sem esmorecer.

Jesus ressuscitou! Eis a mensagem,
Que permanece viva e eficaz;
Que faz da morte uma simples passagem
Pra a vida eterna, de alegria e paz!

Lêda Rejane Accioly Sellaro

“No dia seguinte, a numerosa multidão que viera à festa…tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu
encontro, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel”
(João 19:12-13)
Milagres impressionam. A promessa ou a expectativa de curas, milagres e benefícios
conseguem mobilizar verdadeiras multidões. Alguns arranjam força e dinheiro para fazer longas
viagens em busca de santuários e lugares pretensamente milagrosos. Outros se deixam ludibriar
e buscam novas maneiras de se relacionar com Deus, tentanto trocar dinheiro por bênçãos. Tudo
na esperança de conseguir alguma vantagem pessoal, cura, prosperidade e sucesso. Todos
agem com grande entusiasmo e ostensivas demonstrações de fé. A exemplo do texto bíblico
acima, todos saem ao encontro de Jesus com ramos de palmeiras, gritando: “Glória a Deus!”
O contexto também deixa claro que a motivação de tanto entusiasmo era o fato de Jesus ter
feito um milagre (ressurreição de Lázaro) e a expectativa de novos milagres. À medida que as
coisas foram mudando, também foi mudando a atitude para com Jesus. Quando os milagres não
aconteceram mais, os aplausos diminuíram; quando Jesus deixou claro que seu objetivo era
diferente do que o povo queria, os aplausos silenciaram. E quando Jesus, para cumprir sua
missão, deixou-se prender e julgar, o povo se revoltou. As vozes que clamavam “glória a Deus!”
agora urravam “morra! crucifique!” (João 19:15).

Estamos iniciando a Semana da Paixão. Precisamos lembrar que a paixão e a morte foram a
principal – senão única – missão de Jesus. Os milagres, embora importantes, foram
circunstanciais. O sofrimento e a morte de Jesus foram essenciais para nossa salvação.

Oração: Faze, Senhor, com que confiemos em ti ao pedir ajuda para nosso bem-estar: saúde,
emprego, vida digna. Mas faze também com que, mesmo na angústia, nunca deixemos de
agradecer por teu perdão, graça e amor. Amém!

Extraído Castelo Forte – Meditações Diárias

“Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus
que está em você mediante a imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu

espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”.

2 Tim. 1:6-7

O Dia Internacional da Mulher (08/03), para mim, é uma celebração do
espírito de poder, do amor e do equilíbrio.
Há dois anos tenho trabalhado com duas causas que correspondem à dois
obstáculos muito prementes para o bem-estar das mulheres: o combate ao
câncer de mama e o enfrentamento à violência contra a mulher. Tenho
aprendido, ao longo desta jornada, que a igreja e a comunidade cristã podem
ser um refúgio poderoso para aquelas que representam 52% da população e
que são mães da outra metade.
Quando nosso Mestre esteve neste mundo, ele nos deu muitos exemplos
neste sentido respeitando, reconhecendo e acolhendo as mulheres, o que não
era a norma naquele tempo. Mas com amor infinito, Jesus nos mostrou que aos
olhos de Deus “não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há
homem nem mulher” (Gal. 3:28); porque todos somos um em Cristo Jesus.
Como herdeiros desta chama do dom do amor, aproveitemos esta data
simbólica para reconhecer e celebrar a dignidade da mulher, bem como suas
conquistas e inestimáveis contribuições em todos os aspectos da vida e por
meio de todos os papéis que desempenham: como mães, esposas, cientistas e
empreendedoras, entre tantos.
Como herdeiros do espírito de poder, exercitemos nossa coragem para
enfrentar as diferentes formas de violência contra a mulher, neste país em que
503 mulheres são vítimas de violência física a cada uma hora.
Como herdeiros do espírito de equilíbrio, recrutemos ao mesmo tempo a
coragem e empatia para que o exemplo do Mestre seja a nossa prática de vida,
muito além do Dia Internacional da Mulher.
Daniela Grelin

Diretora Executiva do Instituto Avon
Membro da Igreja Presbiteriana de Moema

“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão”.

Salmo 127:3

Os filhos são herança de Deus. Uma herança é algo que recebemos e não aquilo que
trabalhamos para granjear. Os filhos são presentes de Deus. São dádivas da graça. Uma herança
é recebida para ser cuidada e cultivada. Não podemos desperdiçar uma herança recebida. Os
filhos precisam receber nosso mais extremado cuidado.
Os pais carregam os filhos no coração, nos braços, no bolso e nos sonhos. Os pais devem
ensinar os filhos no caminho, sendo-lhes exemplo na jornada da vida.
Devem amar a Deus e inculcar neles a verdade. Devem criá-los na disciplina e na admoestação
do Senhor, buscando ganhá-los para Cristo.
Os pais devem ser convertidos aos filhos, tendo tempo para eles e orando com eles e por eles.
Os pais devem cuidar da vida física, emocional e espiritual dos filhos, sabendo que este é o
melhor dos investimentos e sabendo ainda que seus filhos são o melhor dos seus tesouros.
Nenhum sucesso compensa o fracasso dos filhos. Nenhuma riqueza é mais preciosa do que os
filhos.
Os filhos são presente de Deus, herança de Deus, galardão de Deus, motivo de alegria dos pais.

“Senhor Deus, muitos olham para os próprios filhos como obstáculos para concretização de
sonhos. Mas eles são presentes vindo de Ti. Louvado sejas por eles! Em nome de Jesus. Amém”.

Rev. Hernandes Dias Lopes
(Cada Dia Especial Família)

Este sétimo aniversário da Igreja Presbiteriana de Moema tem para nós, seus
membros, um significado extremamente auspicioso, como se fosse um marco
de vitória. Aliás, é um marco de vitória que assinala a superação de percalços,
solução de problemas e realização de projetos, sempre com sucesso, não
importando as dificuldades enfrentadas. Mas o recado do Senhor, docemente
nos chegava sempre:”Não temas.Eu estou contigo”.
É gostoso relembrar. Os nossos anos de Congregação – antes de sermos
Igreja – foram muito especiais. Cada um de nós levava em seu coração uma
sensação de Missão a Cumprir. Éramos poucos: uma média de dezesseis
membros a cada culto. Mas às 17:00 dos domingos, estávamos lá firmes,
congregando. O espaço não era fixo, só nosso. Quando o Hotel (que não era
este) precisava dele, éramos acomodados em outro lugar, um dos quais, aliás,
era um terraço, cuja lateral era um vão aberto protegido por um toldo.Quando
chovia, nós nos posicionávamos distante dele para nos protegermos dos
pingos que o vento fazia chegar ao interior do terraço, apesar do toldo.
Nunca esquecerei daquele Domingo em que tivemos vinte e cinco pessoas
presentes no culto. Foi uma tal alegria, como se aquele número significasse
“Estamos conseguindo”. E estávamos.
Olhando hoje a Igreja cheia, não raro precisando que os diáconos
providenciem mais cadeiras, vendo a correr crianças que foram batizadas aqui,
vendo o entusiasmo da Juventude, participando do Louvor tão animado, um
pensamento edificante se apodera de nós:Somos uma Igreja. Sentimos Deus
Conosco.
A cada Domingo transformamos o nosso espaço em um Templo e nos
sentimos pilares desse Templo.
É uma responsabilidade. Mas Deus está conosco!

Yedda Borges Falzoni

Seguindo a série de exposições que temos feito sobre os benefícios de
nos reunirmos em grupos pequenos durante a semana, não podemos deixar de
abordar um último aspecto: a oportunidade ímpar que temos de evangelizar
vizinhos, amigos e familiares.
Cristo nos deixou uma grande missão: pregar o evangelho a toda
criatura (Mc 16.15), ser testemunha em todos os lugares (At 1.8) e fazer
discípulos para o crescimento do Reino (Mt 28.19). Já cumprimos uma parte
desse desafio ao investirmos em missões, ao pregarmos a palavra de Deus
frequentemente em nossa comunidade e ao vivermos uma vida transformada,
seguindo os princípios da Palavra de Deus. Mas a Bíblia mostra que podemos
ir além.
No livro de Atos, vemos que os primeiros cristãos eram marcados não só
pela oração, pelo estudo da Palavra em conjunto e pela comunhão, mas
também pela evangelização e pelo testemunho fiel. A igreja crescia e se
multiplicava cada vez mais, sempre orientada pela ação do Espírito Santo (At
2.42-47) enquanto os cristãos “davam testemunho da ressurreição do Senhor
Jesus, e em todos eles havia abundante graça” (At 4.33).
A dinâmica de grupos pequenos envolve o encontro em um ambiente
caseiro, acolhedor, onde os participantes não só ouvirão a palavra de Deus,
mas também poderão compartilhar o que Cristo tem feito em sua vida. Em
outras palavras, o grupo pequeno será um lugar para se testemunhar
pessoalmente da graça de Deus. Isso levará nossos irmãos a fortalecer sua fé.
Já aqueles que ainda não o receberam terão, com isso, a oportunidade de
querer conhecer a Cristo de maneira íntima e pessoal.
Além disso, os visitantes poderão também apresentar suas dúvidas,
anseios e aflições, e o grupo poderá orar por eles. Essa é uma grande
oportunidade da igreja exercer sua missão, demonstrando amor, cuidado e
acompanhamento a todos aqueles que se achegam à nossa comunidade.
Como consequência, os grupos pequenos gerarão crescimento espiritual e
expansão numérica de nossa igreja. Queremos seguir, nesse aspecto, o
exemplo da Igreja Primitiva, que “edificando-se e caminhando no temor do
Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número” (At 9.31).
Um novo tempo e novos desafios estão chegando. Mais uma vez,
portanto, deixamos o nosso incentivo: ore, contribua, envolva-se e participe de
um dos grupos pequenos que terão início no próximo mês. Faça parte da
história da Igreja Presbiteriana de Moema.

Rev. Carlos Henrique Scherrer de Oliveira
Pastor Auxiliar da IP Moema

Neste mês, em nosso boletim, estamos abordando a importância de uma
vivência ainda mais próxima entre os membros da igreja. Isso porque, a partir
de março, teremos a oportunidade de nos encontrarmos durante a semana em
pequenos grupos.
Já vimos que esses encontros nos ajudarão a praticarmos os princípios
de mutualidade ensinados na Palavra de Deus (aqueles mandamentos
seguidos pela expressão “uns aos outros”). Além disso, eles nos
proporcionarão um estudo comunitário das Escrituras, trazendo consolo e
encorajamento a todos os participantes.
Não podemos deixar de pensar em mais um benefício: a oração mútua.
Sabemos que a oração é fundamental para a vida do cristão. Ela é o meio que
Deus escolheu para que a Sua vontade seja realizada no mundo. Os primeiros
cristãos eram conhecidos por perseverarem nas orações (At 2.42), e em sua
Palavra, Deus nos orienta a orar uns pelos outros (Tg 5.16).
Ao fazermos parte de uma família da fé, podemos conhecer nossos
irmãos, suas lutas, dificuldades, vitórias e também compartilhar as nossas. Que
oportunidade de ouro Deus nos dá, quando vamos além da nossa esfera
dominical e nos encontramos durante a semana para orarmos uns pelos
outros!
O pastor metodista americano Edward M. Bounds (1835-1913) reforça
que a oração mútua é fundamental para a evangelização e a pregação da
Palavra. Ele escreve: “Falar aos homens a respeito de Deus é uma grande
coisa; mas falar a Deus a favor dos homens é ainda maior. Quem não
aprendeu a falar com Deus em favor dos homens, não pode falar bem e com
real sucesso aos homens sobre Deus”.
Queremos que nossa comunidade cresça espiritualmente. Almejamos
uma igreja que seja comprometida com o estudo da Palavra de Deus e
alicerçada na oração comunitária e mútua. Por isso, mais uma vez
incentivamos o seu envolvimento com os pequenos grupos. Disponha-se a
participar dos encontros semanais. Ore e comprometa-se a buscar mais a
Deus, individual e conjuntamente e, então, veja o que Deus pode fazer em e
através da sua vida em 2018.

Rev. Carlos Henrique Scherrer de Oliveira
Pastor Auxiliar da IP Moema

No último boletim, vimos que a Igreja Primitiva, por diversos motivos, se
reunia em casas (At 2.42-47; Rm 16.5). Da mesma forma, uma nova dinâmica
será implementada em nossa igreja a partir de março: os grupos familiares,
pequenos grupos que se encontrarão durante a semana para orar, estudar a
Palavra e evangelizar.
O primeiro e principal alvo que queremos alcançar é o crescimento
espiritual de nossa comunidade. E ele só começa quando voltamos nossa
atenção para ouvir o que Deus tem a nos dizer através da sua Palavra. Se
somos chamados a examinar as Escrituras, o encontro semanal nas casas
proporcionará a cada um de nós a leitura e o estudo da Palavra de Deus em
conjunto.
O Apóstolo Paulo escreve à igreja de Roma algo que nos esclarece
quanto à importância do estudo da Palavra de Deus. Na Bíblia, “tudo quanto foi
escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência [ou
perseverança] e pela consolação `{`ou encorajamento`}` das Escrituras, tenhamos
esperança” (Rm 15.4). Quantos de nós passamos por momentos de tribulação
ou perseguição; por aflições e sofrimentos! A Bíblia nos mostra diversos
exemplos de pessoas que estiveram em situações semelhantes, e, com o
auxílio divino e através da obra de Jesus, adquiriram paciência e consolação,
perseverança e encorajamento, elementos essenciais para atravessarmos as
tormentas da vida.
E como Paulo também mostra neste versículo, o fruto do encorajamento
e da perseverança que a Palavra de Deus produz em nós é a esperança
(confira em Romanos 5.5-11 como essa esperança nos é garantida). Lendo e
estudando a Palavra de Deus, portanto, nós adquirimos perseverança, consolo
e encorajamento. Se isso é uma verdade para o nosso estudo individual da
Bíblia, imagine os benefícios do seu estudo em grupo!
A própria Escritura nos chama a encorajarmos e edificarmos uns aos
outros (Rm 14.19; 15.14; Hb 10.24; Cl 3.16; 1Ts 4.18; 5.11). Reunidos
semanalmente em nossos lares, temos a oportunidade de compartilharmos
aquilo que Deus tem nos ensinado em nossos momentos devocionais, e
também testemunharmos do seu amor e de sua ação em nosso cotidiano.

Por isso, nosso desafio hoje é que você procure se envolver com os
pequenos grupos. Disponha-se a participar dos encontros semanais. Ore e
comprometa-se a buscar mais a Deus neste ano, individual e conjuntamente.
Dessa forma, prepare-se para ver o que Deus pode fazer em e através da sua
vida em 2018!

Rev. Carlos Henrique Scherrer de Oliveira
Pastor Auxiliar da IP Moema

“Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres”. Sl 126:3

A partir do próximo domingo, iniciaremos as celebrações do 7º aniversário da nossa querida Igreja Presbiteriana de Moema. O texto bíblico acima resume e traduz muito bem o sentimento que reina em nossos corações diante de tantas manifestações da bondade e do amor de Deus para conosco. Sim, estamos alegres! Mas queremos que a alegria do Senhor continue sendo uma das marcas da nossa comunidade. Como identificar então os sinais de uma igreja alegre?

Uma igreja alegre é simpática, atraente, contagiante, convidativa. Vemos essas características na vida da igreja primitiva: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo” (At 2:46-47). Ao comentar esses versos, o Rev. John Stott afirma: “Sem dúvida aquela era uma igreja alegre. A palavra grega agalliasis no versículo 46 denota uma exuberante manifestação de alegria, pois o fruto do Espírito é alegria, e às vezes uma alegria mais desinibida que aquela que nossas tradições eclesiásticas encorajam”. Esse renomado estudioso das Escrituras complementa: “O Cristianismo é uma religião alegre, e toda reunião ou culto deveria ser uma celebração de alegria” (A Bíblia Toda, p. 310).

Uma igreja alegre é também uma igreja que evangeliza, pois o evangelho que ela vive e proclama “são boas novas de alegria para todo o povo” (Lc 2:10). Por isso, ela não se intimida, não se acovarda, mas anuncia a tempo e fora de tempo a única mensagem que pode trazer ao homem pecador a verdadeira alegria da salvação, a saber, a reconciliação com Deus mediante a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Podemos ainda identificar uma igreja alegre pela sua capacidade de acolher, de receber bem as pessoas, independentemente de suas diferenças (Rm 15:7). Ela não se fecha em si mesma, mas abre-se para os de fora, proporcionando um clima agradável e acolhedor a todos quantos vão se achegando a ela.

Por último, uma igreja alegre é uma igreja solidária, uma igreja que sabe não apenas se “alegrar com os que se alegram”, mas também “chorar com os que choram” (Rm 12:15). Uma igreja que se dispõe a orar, a interceder pelos que sofrem (Tg 5:13). Nesse sentido, ela é um lugar de cura, um lugar de ajuda, um lugar de refúgio para aqueles que foram machucados pela vida e que se encontram feridos espiritual e emocionalmente.

Possa a Igreja Presbiteriana de Moema, sob a bênção e a unção de Deus, ser esta igreja alegre no meio de uma cidade entristecida, atraindo muitos por sua simpatia, palavra, acolhimento, solidariedade e fé.

Rev. José Roberto Silveira

A vida é como uma cadeia de montanhas e vales. Às vezes, estamos no pico
da montanha; outras vezes, encontramo-nos no mais profundo abismo. Há
momentos em que o caminho está iluminado e, em seguida, tudo parece
escuridão.
Jairo passava por aquelas ocasiões em que tudo parece tristeza. Foi ao
encontro de Jesus e disse: “A minha filha está morrendo!”(Marcos 5:23). Ele
estava vendo a filha morrer, mas não podia fazer nada. Aquele era um trecho
da sua vida pelo qual ele não queria passar.
Desesperado, insiste com Jesus: “Venha comigo e ponha as mãos sobre ela
para que sare e viva!” (Marcos 5:23). Este era um momento de esperança para
o pai. Ele sabia que ainda não era o fim. Acreditava que ainda havia muita
estrada pela frente. Sabia que só Jesus poderia ajudá-lo naquela situação.
Para Jairo, a esperança foi mais forte do que o desespero. É possível que
você esteja passando por um trecho difícil na sua vida. Talvez, você esteja
tateando pelo caminho. Se este for o seu caso, olhe para o exemplo de Jairo:
ele caminhou cheio de esperança ao encontro de Jesus.
Em certas ocasiões da vida, aprendemos que Deus não prometeu céu sempre
azul. Não prometeu caminhos sempre floridos. Mas prometeu força para cada
dia; luz para o caminho.
Se caminharmos sem Jesus, somos como um peixe fora da água. Somos
como um pássaro sem asas. Se caminhamos com Jesus, saciamos a sede
espiritual; encontramos forças para prosseguir na caminhada; aprendemos que
o importante é continuar andando. As forças para tal tarefa, Deus vai nos dar.
Oração:
Senhor, perdoa-me quando não caminho contigo. Fica do meu lado na tristeza e
na alegria. Ensina-me que, longe de ti, não me realizo como pessoa e que, junto de ti,
minha alma encontra descanso e meu corpo encontra forças.
Em nome de Jesus. Amém!

Extraído de Castelo Forte – Meditações Diárias

Todos deveriam passar pelo menos uma vez por ano por um check-up, uma bateria
de exames para saber como vai a saúde. As empresas fecham uma vez por ano para
balanço, e creio que na vida espiritual não deveria ser diferente.
Precisamos de constante autoexame espiritual, ou seja, analisar nossa vida à luz da
Palavra de Deus.
O ser humano é perito em examinar a vida alheia, gosta de investigar a vida do outro,
reparando nos erros e defeitos do próximo. Alguns sabem tudo do seu próximo e não
têm tempo para arrumar a própria vida. Vejamos o que a Bíblia diz sobre o assunto.
Em 2 Coríntios 13:5 está registrado: “Examinem-se para ver se vocês estão na fé;
provem-se a si mesmos”.
Entendo à luz do texto bíblico que a tarefa individual é fazer um check-up da sua vida
com Deus, do seu relacionamento com Ele. O rei Davi traz no Salmo 51 fortes
declarações sobre sua vida, mostrando que fizera um autoexame e que estava
disposto a mudar. Ao descobrir como estava, ele mostra arrependimento e volta para
Deus. No verso 4 ele reconhece que havia pecado contra Deus e feito mal perante o
Senhor, a ponto de no verso 7 clamar pela purificação: “Purifica-me com hissopo, e
ficarei puro; lava-me, e mais branco que a neve serei”.
Davi sabia que o pecado traz tristeza, e esta era a sua condição. No verso 12 ele
clama a Deus para recuperar a alegria da salvação. Após examinar a si mesmo, o rei
Davi mudou de atitude, revelando ser homem segundo o coração de Deus (1 Sm
13:14).
Desafio a todos nós a realizarmos um check-up espiritual e a colocarmos em ordem a
nossa vida com Deus. Não fiquemos examinando os outros, mas examinemos a nós
mesmos. Deixo 3 conselhos:
1º – Manter uma vida de oração diária;
2º – Estudar constantemente a Palavra de Deus;
3º – Viver o dia a dia de modo a apresentar Cristo aos outros.
Que o nosso Deus renove a nossa força para tanto.

(Extraído do Pão Diário: o livro das leituras devocionais diárias, nº 15, São Paulo,
Rádio Transmundial)

Senhor, nosso Pai! Tu nos dizes hoje como ontem; amanhã dirás como hoje fizeste: que sempre
os amaste e que por isso nos levaste para junto de ti por tua bondade.
Nós te escutamos, mas faze com que escutemos corretamente! Acreditamos em ti, mas ajuda a
nossa descrença! Queremos obedecer-te, Senhor, mas te pedimos que elimines tudo aquilo em
nós que é demasiadamente fraco e demasiadamente forte para que possamos realmente te ouvir
bem!
Confiamos em ti, mas pedimos que expulses todos os fantasmas de nossos corações e
mentes, para que possamos confiar em ti com alegria e de forma plena! Fugimos a ti, Senhor,
mas permite que deixemos para trás o que deve ser deixado pra trás e que possamos olhar para
frente e seguir adiante, serenos e tranquilos.
Ajuda, Senhor, a todos os que estão nesta casa – e também aos que se afastaram do bom
caminho, aos aflitos, aos amargurados, aos que perderam a esperança nesta cidade e em todo o
mundo – também aos detenos – aos pacientes hospitalizados – também aos que na política têm
voz ativa e detêm o poder – assim como aos povos que clamam por pão, justiça e liberdade e
que, de forma sensata ou insensata, lutam para tal fim – também aos professores e educadores e
aos jovens e às crianças sob sua responsabilidade – também às igrejas de todos os tipos e
orientações: que guardem e proclamem a límpida luz da tua Palavra.

Vemos tantas coisas ao nosso redor e em locais distantes que nos entristecem e desanimam,
mas também nos podem deixar enfurecidos ou indiferentes. Em ti, contudo, há ordem, paz,
liberdade, alegria em plenitude.
No ano que passou, foste a esperança para o mundo e para todos nós; continuarás sendo
também no ano vindouro. Erguemos nossos corações – não, ergue Tu os nossos corações a ti! A
ti, Pai, Filho e Espírito Santo, seja a honra: hoje como ontem, amanhã como hoje e para todo o
sempre. Amém!

Oração de Karl Barth para o Fim de Ano

Pensando aqui enquanto termino de organizar meus armários…rs…gosto de
deixar tudo em ordem para o ano que chega!!! Mania antiga…rss. Separo
roupas para doação, organizo as prateleiras, as gavetas e enquanto vou
fazendo isso vou organizando minhas próprias “gavetas”…as do meu coração e
da minha alma!
Penso no que sonhei e realizei no ano que está findando, penso no que sonhei
e continua como sonho para o próximo ano, penso no que sonhei e adiei sem
saber se um dia realizarei… e nesse “pensar solitário” em meio a roupas e
papéis fico refletindo sobre minha vida e minhas escolhas.
Penso nas pessoas que passaram por minha vida nesse ano… nas que
permaneceram e ganharam um novo status, ou seja, se transformaram em
amigos, como penso também naquelas que aparentemente eram amigos, mas
que no final das contas eram somente pessoas que passaram por mim…e
naquelas que sei que posso contar sempre, mesmo que a vida
momentaneamente nos deixe distantes.
Penso se sorri mais ou se chorei muito, penso se dei amor suficientemente,
penso se retribui com gratidão a tudo que recebi, se consegui transformar o
meu “pedacinho de mundo” num lugar melhor…tanta coisa!
Acho que esse tempo de Natal, nada mais é do que uma nova oportunidade de
se deixar moldar por Jesus, de permitir que Ele mexa em toda a nossa
estrutura, nos faça repensar nossos valores, sonhos e objetivos.
Se alguma área de nossa vida não estiver bem, refaçamos a rota, mudemos a
direção, adequemos nosso GPS interno em busca do que nos fará felizes!
Que saibamos nos reinventar quando o “projeto em uso” não estiver nos
fazendo bem ou felizes!
Tempo de Natal, vai muito além de comida, bebida, correria e presentes!
Tempo de Natal é tempo de gratidão, reflexão, arrependimento e perdão! A
passagem de um ano para outro traz esperança, esperança de fazer diferente,
de procurar consertar o que precisa ser consertado, de começar de novo se
preciso for!
Que nosso coração seja como aquela “manjedoura” que acolheu aquele
menininho que veio ao mundo tão frágil e ao mesmo tempo tão forte, que ele
acolha com amor todos aqueles que de nós se aproximem no próximo ano.
Que possamos buscar a cada novo dia, ser mais semelhantes a Jesus que é o
verdadeiro sentido do Natal. Que Ele possa nascer no coração daqueles que
ainda não O receberam como Salvador, e possa continuar sendo o Centro da
vida dos que já professam o Seu nome.
Faltam alguns dias ainda para a comemoração do Natal de Jesus, limpe suas
gavetas, arrume seus armários, descarte tudo aquilo que você não quer mais

pra sua vida, organize seu coração e permita que a Luz de Cristo brilhe cada
vez mais intensa em você e através de você!

Maria Ângela A. C. Lima

Como o tempo voa! Chegamos novamente àquele momento do ano em que estamos ansiosos por celebrar as tradições do Natal – ceias, compras, festas, decoração, admirar as luzes em vitrines de lojas e casas e, quem sabe, até fazer uma viagem em família.

E alguém poderia esquecer a tradição mais valorizada da época – a troca de presentes? Ela traz à memória a correria dos últimos preparativos e das compras até no último minuto, a indecisão sobre que presente dar aos pais, familiares etc. e a impaciência no desembrulhar o pacote recebido.

Contudo, por vezes, todo o brilho do Natal pode nos provocar um certo vazio interior. Todas as festividades e compras podem nos deixar mais cansados do que satisfeitos. Quando toda essa celebração passa e os presentes já foram abertos, podemos questionar: “O Natal é apenas isso ou há algo mais”?

Dentro dessa experiência, você já se perguntou: “Há algo melhor para mim neste Natal?”

Não seria maravilhoso se cada um de nós pudéssemos receber um presente que nos deixasse completamente satisfeitos? De fato, é o que realmente desejamos na vida. Algo que pudesse satisfazer nossas necessidades e resolver nossos problemas, que trouxesse o verdadeiro conforto e alegria à medida que enfrentássemos as lutas da vida. Certamente, esse seria o maior e melhor presente de Natal de todos.

A boa notícia é que esse presente realmente existe. Foi elaborado para você e concedido por alguém que sabe exatamente quem você é e o que enfrenta no dia a dia. Esse presente tem o seu nome, e sempre esteve à sua espera para ser aberto. Quer saber que presente é esse?

Um dos versículos mais conhecidos da Bíblia é a resposta para a pergunta acima: Porque Deus tanto amou ao mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16 NVI).

Neste Natal, lembre-se de que Deus ama a cada uma de Suas criaturas, incluindo você, e o ama tanto que lhe oferece o melhor Presente possível, seu Filho Jesus Cristo!

Extraído e adaptado do Devocional Pão Diário

“A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra;
estes frutificam com perseverança”. Lucas 8:15
O versículo de Lucas acima, é parte da parábola do semeador, onde a semente
cai sobre quatro tipos de terreno, mas só frutifica perfeitamente quando cai em boa
terra. O verso indica também o modo como ocorre a frutificação: “com
perseverança”.
Neste domingo, comemoramos mais um Dia da Bíblia, e é um bom momento para
recordarmos das verdades que o Senhor Jesus ensina, na obra do primeiro tradutor
das Escrituras, das línguas originais para o português: João Ferreira de Almeida.
Vivendo em condições adversas no sudeste asiático, Almeida não se deixou
desanimar pela oposição da Inquisição católica, pelas dificuldades do clima e das
doenças tropicais, dos poucos recursos e conforto, da situação política (ele era um
português vivendo numa colônia recém-conquistada pelos holandeses) e da
oposição do próprio clero reformado à sua tradução: a permissão para a publicação
dela fora negada ou convenientemente esquecida algumas vezes.

Isto nunca arrefeceu sua determinação de entregar uma versão das Escrituras
àqueles que falavam português. Ele morreu em campo, quando traduzia Ezequiel
48.21 (Akker, um colaborador, terminou sua tradução), depois de já ter traduzido
todo o Novo Testamento.
Um lema típico de Almeida era “Quem persevera, alcança”: Hoje, somos
testemunhas desta semente que frutificou com perseverança: sua versão é a mais
conhecida entre os falantes de português nos vários continentes.

Jairo Cavalcante

A partir deste domingo, começamos a celebrar o Advento (vinda, chegada) de
Jesus. Este período litúrgico é constituído pelos quatro domingos que antecedem o
Natal. É, sobretudo, um tempo de preparação espiritual, visando a restauração do
sentido bíblico do Natal.
Tal preparo ajuda-nos também a não nos deixarmos levar pelo espírito consumista
da época e nem pelo superficialismo que tem sido a tônica dos festejos natalinos de
grande parte da humanidade.
Guiados pelas Escrituras Sagradas, compreendemos que a verdadeira
comemoração do Advento nos conduz ao encontro salvador e transformador com
Jesus de Nazaré, o Messias Prometido, o Príncipe da Paz.
Quando esse Messias é crido e aceito, temos a reconciliação entre o ser humano
e Deus, bem como a reconciliação de cada pessoa consigo mesma, com o próximo
e com tudo ao seu redor.
De modo prático, temos a reconciliação do marido com a esposa, dos pais com os
filhos, de irmãos com irmãos e assim por diante.

Nossa oração é que este “tempo de Advento” não seja simplesmente mais um Natal
na vida de cada um de nós, mas a realização do verdadeiro Natal de Jesus, na
beleza de sua humildade e mansidão.
Que Jesus Cristo encontre lugar em cada um de nós, a fim de que, como Messias
e Senhor, governe e dirija nossas vidas, dia após dia.Que nossos corações se
abram para recebê-Lo. Que nossos lares O acolham como o Príncipe da Paz. E
que a nossa igreja O adore com todo entusiasmo, alegria, reverência e gratidão.

Rev. José Roberto Silveira

No episódio conhecido como a “cura dos dez leprosos” (Lucas 17:11-19), percebemos um certo desapontamento por parte de Jesus diante do evidente e escandaloso contraste entre o único que voltou para agradecer e os outros nove que não voltaram.

Se dez leprosos vieram pedir a cura e os dez foram curados, porque apenas um voltou para manifestar sua gratidão e louvor a Deus? Não que Deus precise de nossa gratidão, mas certamente Ele espera, se alegra e tem prazer quando somos agradecidos. Na verdade, somos convidados (não obrigados) a reconhecer, com profunda gratidão, a bondade de Deus que permeia nossa existência, nossa história.

A gratidão é uma virtude rara. Nós não somos naturalmente gratos. Como alguém já afirmou, “a ingratidão é uma espécie de epidemia que se espalha silenciosamente em nossos dias”.

Por isso, mais do que nunca, precisamos cultivar o espírito de gratidão. E, um dos modos de aprendermos a fazer isso é voltarmos mais para agradecer. Não deixar para depois. Para amanhã. Não procrastinar. Se os homens não agradecem rapidamente, nunca chegarão a fazê-lo. O que acontece quando voltamos para agradecer?

Nossa vida de fé é enriquecida: A vida de fé é enriquecida quando unida à gratidão. Todos os dez leprosos tiveram fé, não duvidaram. A cura não foi imediata. Ela se deu enquanto eles se dirigiam ao sacerdote. Porém, só um uniu à sua fé, a gratidão. E, esse alguém foi o “samaritano”. De quem menos se poderia esperar, desse mesmo é que Jesus recebeu a demonstração de gratidão.

Recebemos mais bênçãos: Aquele que voltou não só recebeu a bênção da cura do corpo, física, mas também a bênção da cura da alma, a salvação eterna, pois ouviu do próprio Senhor Jesus: “a tua fé te salvou”. A lepra é o símbolo da condição de pecado, da miséria humana, da situação de distanciamento de Deus.

Jesus tinha coisa melhor para todos eles. Deus tem coisas melhores para nós, que só descobriremos quando tivermos corações mais agradecidos. Ser grato aumenta em nós a capacidade de receber as bênçãos de Deus.

Pergunta final: estarei entre os nove ou serei aquele que voltou para agradecer?

Rev. José Roberto Silveira

Uma das comemorações mais bonitas da cristandade, com certeza, é o Natal. Nesta época,
existem tradições pelo mundo inteiro que nos encantam. Arrumar a árvore, luzinhas, músicas
alegres, comidas cheirosas, reuniões em família.
Nossas igrejas falam e cantam o Natal. Certamente a história do nascimento de Cristo é
contada e recontada. Passamos a relembrar detalhes do nascimento de nosso Senhor Jesus
Cristo, o porquê da vinda dele e somos toca – dos pelo grande amor de Deus para conosco,
entregando Seu único Filho.
Entrega! Esta é uma palavra comovente e, porque não dizer, envolvente.
Somos lembrados que o Natal é um gesto de amor e que devemos também praticar esse gesto
de amor. Neste contexto, envolvidos em praticar o amor ao próximo, os jovens de nossa igreja
tiveram a ideia de praticar um Natal solidário.
No próprio dia de Natal, 25 de dezembro à noite, sairão espalhando aos moradores de rua
palavras de conforto, esperança e fé nos cuidados de Deus. Juntamente com essa ação,
levarão marmitas com uma comidinha bem gostosa para dividirem com eles o muito que Deus
tem nos dado.
Como somos igreja e como corpo bem ajustado, os jovens querem envolver a igreja nesse
projeto. Sua ajuda pode vir de várias maneiras:
– Orações (pelos necessitados que serão alvo desse encontro e também pela proteção aos
nossos jovens que estarão entre eles).
– Doações de alguns alimentos (para a preparação da comida)
– Doações em dinheiro (para compra de descartáveis, por exemplo.
– Ou sua participação direta indo com eles para presenciar a ação bíblica de ajudar as almas
que precisam entender o amor incondicional de Cristo.
Em todas as marmitas teremos mensagens escritas numa linguagem bem simples, mas bem
impactante. Frases que os fazem saber: “Deus te ama”, “Deus cuida de você” ou “ Deus ouve
suas orações”.
Enfim, nesse movimento social e cristão, há um lucro para todos os lados:
1. Os jovens e adultos que forem nesse dia serão abençoados em estar em contato com a
nossa triste realidade brasileira, levando palavras de fé e cuidado do nosso Deus sempre
presente.
2. A igreja estará também envolvida nesse projeto de amor.
3. Em fazer um Natal alegre para outras pessoas.
Seja um colaborador de um Natal diferente!!!
Susana e Débora Salles

Creio em Deus e no Seu grande poder,
se vejo a sementinha germinando.
E como não continuar a crer
vendo um botão em flor se transformando?

Creio se a vida me é um céu enluarado,
se subo, livre, ao alto da colina.
Creio se estou no mar encapelado,
se é sol a pino ou se o dia declina.

Creio se vai um dos meus mais queridos
morar eternamente entre os remidos,
lugar para onde um dia eu irei.
Quando eu morrer, continuarei a crer,
pois só assim face a face hei de ver
meu Deus, com quem pra sempre viverei.

Dra. Jesi Pereira Cardoso

“Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.”

1 Coríntios 15:16

A medicina luta contra a morte. A busca pela cura de doenças intensifica-se a cada dia. Milhões
e milhões são gastos em pesquisas, e diversas doenças, que antigamente matavam, já têm cura.
Deus deu inteligência ao homem para que usufrua dela e a use em benefício da humanidade,
criando boas condições de vida.
Ainda assim, a morte continua sendo o grande desafio. Pessoas morrem e não há nada que se
possa fazer. Mas também existem doenças tão agressivas que deixam o paciente com a
aparência de quem já morreu, embora ainda esteja vivo. Podemos continuar falando de morte,
mas e quanto à ressurreição, você acredita nela?
Talvez essa tivesse sido a pergunta mais difícil que os cristãos de Corinto teriam feito ao
apóstolo Paulo. Afinal, falar em ressurreição parecia mais conversa de gente sem formação
cultural. Todavia, o tema da ressurreição tem tudo a ver com o cristianismo. Sem esse conceito,
o Evangelho não faz sentido.
A Bíblia insiste na ressurreição de Cristo e de toda a humanidade. O argumento de Paulo é que,
se Cristo não ressuscitou, somos merecedores da compaixão de todos os homens, pois cremos
em algo que jamais aconteceu ou acontecerá conosco.
Talvez até hoje você tenha pensado no Evangelho como mero elemento religioso, mas ele é
muito mais que isso. O Evangelho anuncia o poder de Deus sobre a morte. Por isso mesmo
Evangelho significa “boas novas”.
É certo que os cristãos também morrem, mas não eternamente. Os que confiam em Jesus
Cristo e crêem de fato em sua ressurreição, ressuscitarão para a vida eterna.
Quando você ouvir aquele velho argumento de que, na vida, tudo tem jeito, menos a morte,
responda imediatamente: “A solução para a morte está na ressurreição de Jesus. Porque Ele
vive, eu também viverei”.

PÃO DIÁRIO: O Livro de Devocionais Diárias

Martinho Lutero promoveu grandes mudanças na igreja. Umas delas foi na área da música. Lutero era
também músico e para ele a música era “um presente de Deus a ser nutrido e usado pelos homens para
seu deleite e edificação, como um meio de dar louvor ao Criador, e como veículo para a proclamação da
palavra do Senhor” (Luther IN Schalk, 2001).
O monge alemão introduziu o canto congregacional nos cultos porque acreditava que as pessoas não
deveriam apenas estar presentes nas igrejas como ouvintes, mas que elas deveriam também confessar
sua fé através de seus lábios, seu arrependimento, seu louvor a Deus através do canto (Schalk, 2001).
Portanto, o canto gregoriano e a música polifônica deram lugar ao canto congregacional, ao coral
luterano. Os corais luteranos tinham um caráter popular, eram de entonação fácil (com melodia na voz
superior) e as frases eram curtas, com cadências marcadas (Vignal, 1997).
Muitas dessas músicas eram originalmente canções populares, cujas letras eram modificadas por Lutero
e por seus amigos músicos e poetas. Eles organizaram um novo material para ser usado nos cultos.
A primeira coletânea de corais foi publicada em 1524 por Johann Walter, com prefácio de Lutero. Depois
da morte do reformador, outros livros de corais e hinos continuaram a ser publicados. O coral mais famoso
que Lutero escreveu foi “Einfeste Burg ist unser Gott” (Castelo Forte é o nosso Deus).

A melodia e o texto do coral de Lutero foram usados por Bach na Cantata BWM 80, por Mendelssohn na
Sinfonia n. 5, por Meyerbeer em Os huguenotes e por Stravinsky na História do Soldado. Essa prática do
canto congregacional continua até hoje e se expandiu pelas igrejas do mundo – através de nossos hinos e
cânticos.
Que ótima ideia teve Martinho Lutero. Que bela herança para o nosso cantar! Cantar para adorar a Deus;
para render louvores ao Seu nome; quando estamos sós; quando estamos com nossos irmãos; quando
estamos alegres; quando estamos tristes; quando queremos agradecer; quando estamos ansiosos e
desanimados; cantar para evangelizar; cantar orando…
Meu convite é que você cante! Respire! Adore e louve o nosso Deus! Coloque nas mãos d’Ele a sua vida!

Josani K. Pimenta

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos

5:1

Apesar das tentativas do ser humano e das religiões, não tem outro jeito. Só por meio de Jeus
Cristo!
O apóstolo Paulo fala sobre a libertação da lei, a remissão dos pecados, a justificação do
pecador, a graça de Deus, a fé dos filhos de Deus, a vida eterna dos justificados, e relaciona tudo
à pessoa e à obra de Jesus Cristo.
Para explicar esta centralidade de Jesus Cristo no processo da justificação, por graça e fé,
Lutero emprega três expressões latinas muito apropriadas.
Extra nos, “fora de nós”: não cumprimos a lei, não somos salvos por nossas obras ou
iniciativas, não fomos nós que pagamos os nossos pecados. Nada de dentro para fora. Mas tudo
foi feito por Cristo, fora de nós, além de nós, apesar de nós. Somos considerados e vistos como
justos diante de Deus por causa de Cristo.
Pro nobis, “para nós”: o extra nos, agora, transforma-se em pro nobis, em favor de nós. Não foi
em favor de si mesmo. Tudo em favor de nós. Nós somos justificados. Deus é o justificador,
através de Cristo.
In nobis, “em nós”: tudo que Cristo realizou fora de nós e em favor de nós, Ele também operou
em nós, dentro de nós – individualmente e universalmente. É o que confirma o nome de Cristo:
“Senhor Justiça Nossa”.
Só por meio de Jesus Cristo!
Esta é a boa nova que Deus revelou a Paulo. É a mensagem central da Epístola de Paulo aos
Romanos. É o Evangelho que Lutero descobriu, creu, ensinou e confessou como doutrina
fundamental da Reforma, iniciada em 1517. É o diferencial doutrinário das igrejas oriundas da
Reforma: Jesus Cristo!

Castelo Forte: Meditações Diárias

Ambas! Quem escolhe essa profissão tem, de fato, uma tremenda missão. A missão de “ensinar o caminho em que
deve andar”; fornecer, desde a mais tenra idade, bases e informações para as crianças, adolescentes, jovens e até
adultos sobre diversas temáticas que os auxiliam na tomada de decisões, seja na escolha de uma profissão, seja no
processo de aperfeiçoamento de suas funções.
Alguém afirmou que a profissão de professor é “a mãe de todas as profissões”, haja vista que é necessário alguém
ensinar e outro aprender.
É obvio que alguém, para ensinar potenciação, geometria, sinédoque (lembra disso?), história geral, geografia
brasileira, física, química, filosofia, precisa conhecer do assunto; mais do que isso, possuir didática para transmitir o
conteúdo.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida como Cora Coralina, escreveu: “Feliz aquele que transfere
o que sabe e aprende o que ensina”.
Na sua sabedoria, o Professor Jurandy Mendes sempre me dizia que quem mais aprende é o professor, quando se
prepara bem uma aula.Portanto, cabe a esses profissionais: professoras e professores, a responsabilidade do ensino
dos futuros profissionais de qualquer nação.
Entretanto cabe ressaltar que nem sempre eles são valorizados como deveriam ser. Não somente a questão de
ordem monetária, mas também a prática do respeito. Algo que a sociedade (e não somente os agentes políticos)
deve discutir, avaliar e estabelecer normas de conduta e relacionamento.
Está no “DNA” do cristão o ato de ensinar. Ou deveria estar, pois é uma ordem do Nosso Senhor Jesus Cristo:
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28: 19-20).

Podemos concluir que todos nós cristãos temos essa missão? Estamos preparados para o exercício dessa
profissão? Oportunidade de aprender já temos com os cultos e com a Escola Dominical. Desafio a que coloquem em
prática a essência da evangelização: transmitir as boas novas através do ensino e do nosso testemunho.
Beto Guedes compôs em sua música Sol de Primavera que “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.
Registro minha homenagem e gratidão a todas as professoras e a todos os professores que escolheram essa
profissão e missão, e em especial aos que atuam ou atuaram voluntariamente na Escola Dominical.
Prof. Orlando Silva França Jr. Professor da Escola Dominical da Igreja Presbiteriana de Moema

Desde o primeiro semestre, nosso seminarista Carlos está fazendo uma série de sermões
expondo toda a carta de Paulo aos Romanos. Meu objetivo neste breve texto é auxiliar você na
sua leitura e meditação nesta epístola.
Paulo escreve essa carta endereçada à igreja em Roma, que era composta por cristãos de
origem judia e gentílica. Os romanos provavelmente se reuniam em domicílios, e como Paulo
não havia plantado aquela igreja nem a conhecia, ele escrevera para, também, pedir auxílio
para sua viagem para a Espanha. Dentro desse quadro, temos uma tensão em questões sobre
a Lei e os gentios, dividindo assim a igreja. Deveriam eles acatar as práticas judaicas sobre a
Lei? Paulo vai ao âmago dessa questão, construindo, nessa carta, o alicerce do entendimento
do evangelho de Cristo.
A epístola aos Romanos, mesmo sendo um alicerce, não é de fácil leitura. A profundidade da
carta é tremenda e seu conteúdo teológico é denso. Mas isso não quer dizer que devemos
deixar de lê-la. Alguns passos simples podem ajudar a ler toda a carta, entender seu sentido e,
acima de tudo, deixar que ela transforme sua vida.
Primeiro, não se prenda a cada detalhe da carta. Tente entendê-la como um todo. Bons
comentários são muitos úteis nesse aspecto, tanto para o entendimento como um todo, quanto
para as questões ali apresentadas. Segundo, é bom entender o estilo que Paulo usa para
escrever a carta. Ele se baseia em um modelo antigo de retórica em que se tenta persuadir o
leitor através de um diálogo imaginário, normalmente por perguntas e respostas. O interlocutor
inicial é um judeu e depois é um gentil, no contexto da carta, mas as afirmações do autor
devem ser entendidas no contexto inteiro e não para cada grupo individualmente. Por fim,
deve-se entender que Paulo usa de uma ordem lógica de argumentação, e essa ordem deve
ser vista como um todo, e não como partes. É como se ele apresentasse cada vagão de uma
locomotiva e sua função individualmente e em ordem, mas ela só exerce seu papel de fato
(transportar pessoas e cargas) como um todo – e é assim que devemos entender e ver a
argumentação de Paulo.

Analisado o contexto como um todo e a sua importância, agora se pode adentrar a carta em si
e dividi-la em partes menores – separar os vagões, permitindo uma melhor leitura. Paulo
começa com uma introdução (1.1-17) e depois parte para uma seção teológica (1.18-11.36)
onde desenvolve seu raciocínio, apresentando o evangelho de Cristo. Numa terceira parte, ele
desenvolve as consequências práticas de toda verdade apresentada anteriormente (12.1-
15.13) e, por fim, a sua conclusão (15.14-16.27).
Romanos, como já foi dito, é o alicerce do entendimento do evangelho de Cristo. Esse é o
cerne de tudo aquilo que Paulo fala. Sempre tenha o foco em Cristo – se esse foco se perde,
toda a argumentação do autor se torna ilógica. Acompanhe os sermões e leia a carta em sua
casa, aos poucos. Não se esqueça que toda a Palavra de Deus é acessível a você. Boa leitura!

Seminarista Daniel Sales

Iniciamos o mês de outubro com a apresentação do musical “Jonas e a baleia”. Essa é uma boa oportunidade de lermos o livro de Jonas e observarmos alguns dos aspectos de sua mensagem.

Jonas foi um profeta que atuou durante o reinado de Jeroboão II em Israel, o reino do Norte. Em nossa Bíblia, a primeira referência ao profeta aparece em 2Reis 14.25. Seu livro, diferentemente de outros profetas, não é uma coleção de profecias, mas sim uma narrativa sobre a compaixão de Deus por Nínive, uma cidade odiada por Israel. A história nos mostra que Nínive era tão detestada que o próprio profeta dá indícios que, inicialmente, não queria envolvimento na missão que Deus deu a ele.

Algo que está em questão em toda a história é a aliança que Deus fez com Abraão (Gn 12.3). Deus é cheio de compaixão e misericórdia por tudo o que ele criou, e foi sempre o plano dele, desde o início, abençoar as nações por meio de seu povo. Por isso, Deus estava dando uma oportunidade de arrependimento à Assíria. Embora o arrependimento não fosse uma conversão propriamente dita, já era uma resposta suficiente para que Deus retivesse suas punições contra aquele povo.

Portanto, ao ler o livro de Jonas, não deixe de notar os seguintes elementos: no primeiro capítulo, veja como Deus é soberano e demonstra uma atitude receptiva aos marinheiros pagãos; no segundo, observe a repetição da ordem aflição-resgate-testemunho; no terceiro, note que o arrependimento de Nínive se concentra no rei, que dá o exemplo e chama todo o povo para que se afaste de seus maus caminhos e da violência (v. 7,8), o que faz com que Deus mude de ideia quanto ao juízo sobre aquela cidade; no quarto capítulo, o ponto crucial de toda a história, observe que Jonas está furioso com Deus porque ele é fiel à sua própria natureza (confira Êx 34.4-6) e, para ensiná-lo, Deus envia a planta para dar sombra, a lagarta e o vento quente, e só então o profeta entende. A compaixão de Jonas pela planta mais do que justifica a compaixão de Deus pelo povo e pelos animais de Nínive. Assim, nós, leitores, somos convidados a responder pessoalmente à pergunta de Deus: Qual é a nossa atitude para com nossos inimigos?

Por fim, lembre-se também que todos os livros do Antigo Testamento apontam para Jesus Cristo. Inclusive o livro de Jonas! Observe que o profeta propõe ser atirado ao mar, para sofrer a ira de Deus e livrar os marinheiros pagãos do juízo divino. Ao ser engolido pelo grande peixe, Jonas “morre” e volta à vida três dias depois, descendo, nesse período, às profundezas do mar. Então, o profeta prega arrependimento às nações, mostrando que a graça e a misericórdia de Deus se estendem além da nação de Israel.

O livro de Jonas, portanto, continua a história bíblica do Deus Criador e Redentor, que tem compaixão não só daqueles que são seus, mas de todos aqueles que ele criou; o Deus da Bíblia ama seus próprios inimigos – e também ama os nossos. Boa leitura!

Seminarista Carlos Scherrer

Poema baseado no Salmo 19

OS CÉUS PROCLAMAM A GLÓRIA DE DEUS…
DAS SUAS OBRAS, “FALA” O FIRMAMENTO.
DISCURSAM PARA CRENTES E ATEUS
O SOL, A LUA E A TERRRA EM MOVIMENTO.
DO CRIADOR E SUA CRIAÇÃO,
DIAS E NOITES TRANSMITEM A VERDADE:
“FALAM” DE VIDA, DE AMOR, DE PERDÃO…
QUE SE RENOVAM PARA A HUMANIDADE.
A PERFEIÇÃO DA OBRA DO SENHOR
PERPASSA SUA PALAVRA E SUA LEI
APONTAM PRA JESUS, O SALVADOR,
TAMBÉM PROFETA, SACERDOTE E REI.
O TESTEMUNHO DE DEUS É FIEL
E DÁ AOS SIMPLES A SABEDORIA;
PRECEITOS RETOS QUAIS FAVOS DE MEL
ENCHEM SEUS CORAÇÕES DE ALEGRIA.

OS JUIZOS DE DEUS SÃO COBIÇADOS
MAIS DO QUE O OURO PURO E RELUZENTE
COMPENSADORES QUANDO SÃO GUARDADOS
PRA DISCERNIR PECADOS RECORRENTES
QUE AS PALAVRAS, AS FRASES PROFERIDAS
E O MEDITAR DO NOSSO CORAÇÃO
AGRADEM AO CRIADOR QUE NOS DEU VIDA,
A NOSSA ROCHA E NOSSA REDENÇÃO.

Lêda Rejane Accioly Sellaro

Hoje, no terceiro domingo do mês de setembro, comemora-se o dia da Escola Bíblica Dominical.

Um breve histórico da EBD: fundada em 1780 pelo jovem inglês Robert Raikes, com o objetivo social de ensinar a crianças de 6 a 14 anos a ler e escrever através de lições bíblicas. No Brasil a EBD foi introduzida pelo casal Robert e Sarah Kalley em 1855, Petrópolis. A primeira EBD na Igreja Presbiteriana no Brasil foi iniciada pelo jovem Rev. Ashbel Green Simonton no Rio de Janeiro no ano de 1861.

Com o propósito de proclamar a Salvação, instruir, educar e capacitar o povo de Deus, a EBD, através de atividades didáticas com base nas Escrituras, tem levado seus alunos ao conhecimento do Filho de Deus, possibilitando o crescimento espiritual e preparo para a vida prática. Ef.4:12-15, II Pe. 3:14-17

A EBD tem sido o meio mais eficaz de educação cristã, não só das crianças como também dos adultos. Adequando sua metodologia e técnicas de ensino com a atualidade, a EBD tem sido relevante instrumento na transformação de vidas. Nela, crianças, adolescentes, jovens e adultos têm conhecido a Cristo como Salvador, crescendo no conhecimento da Palavra de Deus, desfrutando, assim, de uma vida cristã autêntica.

Aqui na IPMoema temos alguns exemplos de pessoas que tiveram sua formação espiritual cristã iniciada na EBD: oficiais, missionários, pastores, seminaristas, docentes seculares e na EBD, além de profissionais de várias áreas, que se tornaram verdadeiros seguidores/discípulos do nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo.

Uma escola sem igual, que faz bem a toda gente! Não há limite de idade nem distinção de pessoas.

No Departamento Infantil o ensino da Palavra de Deus é ministrado de acordo com cada faixa etária e o material didático utilizado, visa potencializar o processo de ensino-aprendizagem contando com a participação das famílias no decorrer da semana, para fixação das lições e crescimento no conhecimento da Palavra de Deus.

Nas classes de adolescentes, jovens e adultos, os temas são escolhidos de acordo com os seus interesses. Ainda há a classe de novos membros.

Venha, participe, traga seus filhos, seus netos, seus amigos, seus vizinhos para usufruir desta Escola abençoada por Deus!

“Vamos todos crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!” A Ele seja a Glória, tanto agora como no dia eterno. II Pe 3:18

Ahiram Gonçalves França
Professora da EBD desde 1973

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”. Romanos 1:17

Muitas pessoas vivem a seguinte contradição: se envergonham de coisas das quais não deveriam se envergonhar, e não se envergonham de coisas das quais deveriam se envergonhar.

Essa contradição não encontramos no apóstolo Paulo. Desde o dia em que seus olhos foram abertos para compreender e receber o evangelho da graça do Senhor Jesus, a boa nova do próprio Deus para este mundo perdido, ele jamais veio a se envergonhar do evangelho. Não que ele não fosse tentado a fazê-lo. Como afirmou certo comentarista bíblico, “não há sentido algum em afirmar que não se tem vergonha de alguma coisa a não ser que se tenha sido tentado a envergonhar-se dela”. Paulo conhecia essa tentação. Ele escreveu aos coríntios dizendo que fora até eles “em fraqueza, temor e com muito tremor”. Ele sabia que a mensagem da cruz era “loucura” para alguns e “escândalo” para outros porque ela nocauteia nossa justiça própria e fere nosso orgulho próprio. Sabia que aos olhos do mundo, o evangelho é desprezível.

E, quanto a nós? Muitos de nós hoje teríamos de confessar, com honestidade, que em alguns lugares, em determinadas situações, já nos envergonhamos do evangelho, talvez por medo de sermos desprezados ou taxados de fanáticos, ignorantes e alienados.

De acordo com Paulo, podemos superar a tentação de nos envergonharmos do evangelho ao trazermos à nossa lembrança que essa mesma mensagem que algumas pessoas desprezam em virtude de ela parecer uma loucura ou um escândalo é, na verdade, de onde emana o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. O poder de Deus é poder para salvação.

Como sabemos disso? Sabemos disso por experiência própria, porque experimentamos seu poder salvador em nossas próprias vidas. Se Deus já nos reconciliou consigo através de Cristo, se perdoou os nossos pecados, fez-nos filhos seus, deu-nos o Espírito Santo, começou a transformar-nos e nos tornou parte de sua igreja, então como é que podemos envergonhar-nos do Evangelho?

O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: o evangelho é para todos; sua extensão é universal. O evangelho requer fé. Somente para os que creem é ele o poder de Deus. “O evangelho não pode ser assimilado, apropriado pela análise intelectual, por deduções lógicas ou por elucubrações indutivas ou ainda, por convicção intuitiva; nem por sugestão, por exposição, por ensino ou exemplo, mas unicamente pela fé” (Karl Barth).

Rev. José Roberto Silveira

Qual a essência do Primeiro Mandamento (Ex 20:3)? Lutero responde, em seu Catecismo: “Ter um Deus significa ter alguma coisa na qual o coração confia totalmente”. Um Deus é aquilo que se torna nossa fonte de confiança e pelo que demonstramos maior zelo. Seu Deus é aquele a quem você serve (Fp 3:19).

Nossa sociedade é repleta de deuses seculares. Apenas mudaram de nome. Eles continuam seduzindo e drenando a energia das pessoas. Nós estamos cercados de deuses, os quais a Bíblia chama de falsos deuses. Eles podem se chamar: Saúde, Beleza, Segurança, Felicidade, Prosperidade, Dinheiro, Prazer, Sexo, Bens, Poder, Capital, Trabalho, Fama, etc.

O coração humano pode usufruir e encontrar satisfação em muitas fontes. Entretanto, algumas dessas coisas acabam se tornando essenciais, fundamentais, sem as quais você não consegue viver. Você elege algo finito no lugar de Deus. Quando isso acontece, o caminho para sua destruição estará pronto. Depositar a sua confiança e todo sentido da sua vida em algo ou em alguém que não é Deus. Sim, elevar as coisas criadas à categoria última de Deus, é a nossa destruição.

Deus adverte: Não entregue sua lealdade e devoção a deuses que na realidade não são deuses. Não conceda um lugar supremo na sua vida a algo ou alguém que, no fim, só irá desapontá-lo e machucá-lo.

John Stott afirma: “Não precisamos adorar o sol, a lua e as estrelas para infringir o primeiro mandamento. Nós o infringimos sempre que damos o primeiro lugar em nossas vidas a qualquer pessoa ou coisa e não a Deus. Em vez disso, devemos amá-lo com todas as nossas forças e fazer de sua vontade nosso prazer e de sua glória nosso alvo”.

O Primeiro Mandamento chama a nossa atenção para a necessidade de relativização de todas as exigências pessoais e coletivas impostas ao ser humano. Para Jesus, até mesmo os laços humanos (pai, mãe, esposa e até a própria vida) devem ser colocados em segundo lugar (Lc 14.26), pois, Deus deve estar em primeiro lugar: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas….”.

Rev. José Roberto Silveira

Afinal, Deus criou ou não todas as coisas? Como cristão, eu não tenho dúvida que todas as coisas são obras das Suas mãos. Mas como um cientista, o que eu poderia dizer?

A resposta a essa pergunta tem sido a essência de um debate que tem se arrastado mais intensamente nesses últimos 150 anos e que geralmente aparece erroneamente no formato Ciência X Religião. Esse tema não é complexo. Apenas é mal entendido. Falta esclarecimento.

Façamos uma análise rápida do problema, quanto a Deus ter criado o mundo ou não. Honestamente, a Ciência não pode dizer nem “sim” nem “não” a essa questão.

Precisamos entender que a Ciência não possui ferramentas para provar a existência ou a inexistência de Deus. Alguns crêem na existência de um Ser Supremo (esses são chamados religiosos). Outros crêem que não existe nenhum Ser Superior (esses são chamados ateus). Lembre-se que dizer que Deus existe ou dizer que Ele não existe não é uma questão científica, mas única e tão somente de fé. Não é possível provar empiricamente que Deus existe! Como também não é possível provar empiricamente que Deus não existe! Assim sendo, tanto os cientistas religiosos quanto os cientistas ateus fazem as suas afirmações baseadas em suas crenças pessoais e não em evidências científicas. Dessa forma, a questão de Deus ter criado o mundo ou não, não diz respeito à Ciência, mas à Teologia.

A pergunta correta deveria ser: “O mundo foi criado ou teria surgido espontaneamente por meio de processos puramente naturais e leis da natureza?” Essa pergunta a Ciência pode e deve responder.

Vejamos um simples exemplo: Se você ao andar por uma praia deserta visse um castelo de areia muito bonito, com traços de beleza e arquitetura que o impressionasse, você diria que ele teria vindo a existência por meio da ação das ondas do mar ou que ele teria sido esculpido por alguma pessoa talentosa? Obviamente você diria que uma pessoa talentosa o teria esculpido. O que o levou a pensar que esse castelo de areia não teria surgido por ação das ondas do mar? Intuição apenas? Obviamente não!

A Ciência consegue distinguir entre algo que teria sido produzido por uma inteligência e algo que teria sido produzido por processos naturais e leis da natureza. Em outras palavras, a Ciência pode determinar se algo foi criado ou não. Podemos afirmar seguramente que tanto o universo quanto a vida foram criados. E podemos fazer isso graças à Ciência. No entanto, a Ciência com todo o seu conhecimento acumulado somente pode afirmar que a natureza foi criada. Aqui termina a sua capacidade.

Para se conhecer o Criador da natureza, seria necessário que Ele se revelasse à Sua criação. Aqui começa a relevância das Escrituras Sagradas: a Bíblia!

Dr. Adauto J.B. Lourenço

“chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos…” Jó 1:5

Jó era um homem muito rico. Inobstante, seus filhos eram alvo de suas orações toda madrugada.

Jó sabia que sucesso financeiro sem vida com Deus é fracasso consumado. Jó entendia que riqueza sem salvação é pobreza. John Rockfeller, o primeiro bilionário do mundo, disse que o homem mais pobre que conhecia era o indivíduo que só tinha dinheiro.

Os filhos de Jó eram ricos, mas isso não era tudo. Eles precisavam da graça de Deus.

Ainda hoje nós precisamos de pais que encontrem tempo para orar pelos filhos. Pais convertidos aos filhos.

Pais que não provoquem seus filhos à ira nem os deixem desanimados. Mas pais que criem seus filhos na disciplina e na admoestação do Senhor.

Precisamos de pais que ensinem seus filhos no caminho em que devem andar e não apenas o caminho.

Pais que amem a Deus e inculquem as verdades eternas na mente de seus filhos.

Precisamos de pais que sejam reparadores de brechas, intercessores fervorosos, que não abram mão de seus filhos.

Pais que orem pelos filhos e sejam exemplos para eles, cultivem a amizade entre os filhos e os apresentem a Deus.

Ó Deus bendito, que tu moldes homens mais comprometidos com a vida espiritual de sua família e mais interessados com a proclamação da tua glória infinita! Em nome de Jesus. Amém.

Rev. Hernandes Dias Lopes

No último domingo, uma das questões marcantes na mensagem trazida pelo pastor, foi, ao meu ver, o fato de que a Bíblia nos mostra que o Reino de Deus é um reino de inversão, e seus valores também são opostos aos que o mundo tenta incutir em nossas mentes. Tema presente a todo momento na Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, as inversões são pontos intrigantes. Desde “amar o seu inimigo”, “servir e não ser servido”, “salvar-se pela graça e não por mérito”, as Escrituras nos mostram uma série delas. Tome como exemplo o texto de Marcos 10.13-45:

Primeiramente, no episódio em que Jesus recebe as crianças. Segundo alguns comentaristas, nos escritos da época, as crianças eram apresentadas como exemplo de comportamento insensato ou como objetos a serem disciplinados. Mas nos versos 13 a 16, os valores são invertidos: elas são levadas a sério como pessoas e desfrutam de um relacionamento com Jesus e com o Reino. Por isso, “quem não receber o Reino de Deus como uma criança [sem intenção de poder ou status] de maneira nenhuma entrará nele” (v. 15).

Em seguida, um diálogo é estabelecido entre Jesus e o jovem rico, e logo depois há um ensino do Mestre sobre o perigo da confiança nas riquezas. Mais do que estabelecendo um parâmetro socioeconômico, Jesus ensina que, ainda que em alguns livros sapienciais a riqueza e a prosperidade fossem considerados sinais da bênção divina, a confiança nas riquezas era inútil para a salvação (lembrando os ensinos de Sl 49.5-7; 62.10 e Jr 17.11). Curioso é o ensinamento final (versos 28-30): quem deixa, ganha ainda mais – não só vantagens, mas também perseguição. E, logo depois, a inversão “muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros” (10.31).

Após prever o sofrimento do Messias (o que representa mais uma inversão, afinal, para os judeus, o Emanuel viria como um rei, com poder e suntuosidade), Jesus ensina a seus discípulos que, na comunidade que ele estava fundando, “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos (v.43-44). Enfim, o Reino de Deus rege-se por princípios opostos ao do mundo.

Nosso desafio, portanto, é demonstrar uma vida transformada pelos valores da Palavra de Deus. É necessário renúncia e abnegação daquilo que temos e somos, para que, agindo em nós, entre nós e através de nós, o próprio Deus seja glorificado acima de tudo. É preciso determinação, intrepidez e fé para deixarmos a inércia, o egocentrismo e o apego aos valores do mundo (1Jo 2.16), mas temos a promessa de que aquele que começou boa obra em nós, há de completá-la (Fp 1.6).

Finalmente, reconheço que ao mesmo tempo em que fico maravilhado com as inversões que a Bíblia nos traz, também fico intrigado com esse assunto. Tantas vezes me questiono se esses paradoxos não são sinais de que tudo isso que pregamos e tentamos viver é uma loucura. Mas a Bíblia também me dá uma resposta fantástica para esta pergunta, invertendo a minha lógica: “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são” (1Co 1.27-28).

Seminarista Carlos Scherrer

“Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça”. (1Pd 5:5)

Por que a graça é para os humildes? Humildes são aqueles que se esvaziam. Sim, se esvaziam de si mesmos, de sua vaidade, seu orgulho, autossuficiência, prepotência, arrogância.

A verdadeira humildade é quando imitamos Jesus: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobree por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos (2Co 8:9). Paulo escreveu: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. A si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou (Fp 2:5, 7-8).

Quanto mais vazios de nós mesmos, mais cheios de Deus seremos.

Vejo as pessoas tão cheias de si: cheias de vaidade pessoal, cheias de vontade própria, cheias de títulos, de cargos e posições, de posses, de bens, guarda-roupas cheios, despensas cheias, casas cheias de móveis caríssimos, mentes tão cheias de pensamentos maus e sujos, mãos cheias de sangue inocente, olhos cheios de inveja e adultério.

Vejo templos e catedrais cheios de pessoas, mas tão vazios de espiritualidade e temor a Deus.

Que bom seria se nos esvaziássemos de nós mesmos, abríssemos mão do lixo dentro de nós, e deixássemos que Deus nos enchesse com o Espírito Santo, com o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio (Gl 5:22-23).

Sim, isto pode acontecer quando formos humildes de coração. A Palavra ensina que Deus concede graça aos humildes (Pv 3:34).

A graça é um presente de Deus, não a merecemos, mas ela nos é acessível em Jesus Cristo.

Rev. Messias Anacleto Rosa

Texto extraído do livro: Pela Graça, pg.71