Arquivo – Editorial

“Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós” (Filipenses

1:3)

Uma das lembranças mais calorosas que tenho da minha infância, é do amor
com que fui tratada pelos membros de uma igreja interiorana na qual
congregava. Por muito tempo senti falta da sensação de acolhimento que
aquela pequena igreja oferecia, pq ela me fazia sentir parte de uma família,
coisa que não encontrei nas demais igrejas por onde passei ao longo da vida.
Quando chegamos em São Paulo, em julho/2014, estava meio desanimada,
porque nos quatro anos anteriores tivemos muita dificuldade de encontrar uma
igreja que fosse piedosa e fiel a Bíblia. Lembro de orar ao Senhor pedindo que
nos levasse até uma igreja verdadeira, onde nos sentíssemos acolhidos, e ELE
nos levou até vocês.
Sou imensamente grata a Deus por ter conduzido nossos passos até a Igreja
Presbiteriana de Moema e pelo amor com que vocês nos receberam. Muito
obrigado por todo o carinho, dedicação e acolhimento, isso realmente fez
diferença em minha vida.
Rogo a Deus que mantenha esse amor aquecido no coração de vocês, e que
os mantenha sempre firmes na sã doutrina. Em um mundo tão caótico, manter
os olhos fixos em Cristo, e o coração firmado em Sua Palavra, é o maior ato de
amor que podemos oferecer às pessoas.
Lívia Carmo, membro da IP Moema, esposa de Abraão Isvi, e mãe da Elisa.
Atualmente, a família reside na cidade de Wroclaw (o nome traduzido para o
português é Breslávia), Polônia.

O mordomo é aquele que administra uma casa que não lhe pertence, mas que lhe foi
confiada. É preciso lembrar que administrar é mais do que cuidar, também é
desenvolver, bem como utilizar para sustento próprio e do nosso próximo, sempre
debaixo das determinações do dono da casa, agindo com fidelidade e zelo para com
este.
Assim, o termo Mordomia Cristã nos leva a reconhecer, em primeiro lugar, que tudo
pertence à Deus. Os bens materiais que estão em nossa posse – “Eis que os céus e os
céus dos céus são do Senhor, teu Deus, a terra e tudo o que nela há” (Dt 10:14 ), e
também nossa vida, nossos dons, nossos talentos, nosso corpo, nossa salvação –
“Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no
vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” (I Co. 6:19,20).
Em segundo lugar, outro conceito intimamente ligado com Mordomia Cristã é que
quando colocamos nossas vidas nas mãos de Deus e aceitamos Jesus como único e
suficiente Salvador, passamos a viver pela sua graça. Isto significa dizer que das
mãos dEle recebemos tudo o que precisamos, como podemos verificar das leituras do
Salmo 127:2 e de Mateus 6:31-34.
Ora, se o que recebemos não é por mérito nosso, mas pela graça do Pai, e se o que
temos na verdade não é nosso, mas Ele nos entregou para cuidarmos, não pode ser
outro o nosso sentimento que não o de uma plena e constante gratidão e alegria.
É exatamente este espírito de gratidão e alegria que deve nos mover a
devolver à igreja na qual congregamos parte do que está sob nossos
cuidaddos, na forma de participação nos seus diversos ministérios e também
entregando nossos dízimos e ofertas.
Olhando para a nossa comunidade, temos grandes desafios à frente. Para mantê-la
aberta e trabalhando de sorte a fazermos nossa parte na obra de Deus, é necessário
que todos participem desta devolução, colocando à disposição da mesma parte de seu
tempo, dons, talentos e recursos. Mas é fundamental que isto seja feito como o
Apóstolo Paulo escreve na segunda carta aos Coríntios, em seu capítulo 9, verso 7:
“Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por
necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.”
Que Deus nos abençoe, nos dê sabedoria e nos ajude a sermos fieis em nossa
missão como Mordomos dEle!

Presbítero Márcio Álvaro Moreira Caruso

(Mateus,28; Marcos,16; Lucas, 24; e João,20)

É cansativa e longa a caminhada,
Na escuridão daquela noite fria,
De três mulheres que, na madrugada,
Anseiam pela luz do novo dia.
Pela última vez desejam ver,
De Jesus Cristo, o tão querido rosto;
Com lágrimas e aromas envolver
Seu corpo, que na tumba fora posto.
Maria, Salomé e Madalena
Ao avistarem, ao longe, a sepultura
Põem-se a pensar na dolorosa cena
Tomadas de tristeza e de amargura.
Mas ao chegarem, a pedra removida
Deixa ver que o sepulcro está vazio.
Não teriam sequer uma despedida
Que consolasse o amanhã sombrio!
Tomadas de alegria, veem Jesus!
Ele lhes fala e aos outros vão contar:
– Jesus venceu a morte lá na cruz!
Na Galiléia, vai conosco estar!
E no divino encontro ali marcado,
Em meio a sentimentos de vitória,
Os discípulos são desafiados
Pelo IDE, que muda a nossa história

Firmados na promessa de Jesus
– De estar com eles, de dar-lhes poder –
Espalhariam do Evangelho, a luz,
Com ousadia e sem esmorecer.

Jesus ressuscitou! Eis a mensagem,
Que permanece viva e eficaz;
Que faz da morte uma simples passagem
Pra a vida eterna, de alegria e paz!

Lêda Rejane Accioly Sellaro

“No dia seguinte, a numerosa multidão que viera à festa…tomou ramos de palmeiras e saiu ao seu
encontro, clamando: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor e que é Rei de Israel”
(João 19:12-13)
Milagres impressionam. A promessa ou a expectativa de curas, milagres e benefícios
conseguem mobilizar verdadeiras multidões. Alguns arranjam força e dinheiro para fazer longas
viagens em busca de santuários e lugares pretensamente milagrosos. Outros se deixam ludibriar
e buscam novas maneiras de se relacionar com Deus, tentanto trocar dinheiro por bênçãos. Tudo
na esperança de conseguir alguma vantagem pessoal, cura, prosperidade e sucesso. Todos
agem com grande entusiasmo e ostensivas demonstrações de fé. A exemplo do texto bíblico
acima, todos saem ao encontro de Jesus com ramos de palmeiras, gritando: “Glória a Deus!”
O contexto também deixa claro que a motivação de tanto entusiasmo era o fato de Jesus ter
feito um milagre (ressurreição de Lázaro) e a expectativa de novos milagres. À medida que as
coisas foram mudando, também foi mudando a atitude para com Jesus. Quando os milagres não
aconteceram mais, os aplausos diminuíram; quando Jesus deixou claro que seu objetivo era
diferente do que o povo queria, os aplausos silenciaram. E quando Jesus, para cumprir sua
missão, deixou-se prender e julgar, o povo se revoltou. As vozes que clamavam “glória a Deus!”
agora urravam “morra! crucifique!” (João 19:15).

Estamos iniciando a Semana da Paixão. Precisamos lembrar que a paixão e a morte foram a
principal – senão única – missão de Jesus. Os milagres, embora importantes, foram
circunstanciais. O sofrimento e a morte de Jesus foram essenciais para nossa salvação.

Oração: Faze, Senhor, com que confiemos em ti ao pedir ajuda para nosso bem-estar: saúde,
emprego, vida digna. Mas faze também com que, mesmo na angústia, nunca deixemos de
agradecer por teu perdão, graça e amor. Amém!

Extraído Castelo Forte – Meditações Diárias

“Por essa razão, torno a lembrar-lhe que mantenha viva a chama do dom de Deus
que está em você mediante a imposição das minhas mãos. Pois Deus não nos deu

espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”.

2 Tim. 1:6-7

O Dia Internacional da Mulher (08/03), para mim, é uma celebração do
espírito de poder, do amor e do equilíbrio.
Há dois anos tenho trabalhado com duas causas que correspondem à dois
obstáculos muito prementes para o bem-estar das mulheres: o combate ao
câncer de mama e o enfrentamento à violência contra a mulher. Tenho
aprendido, ao longo desta jornada, que a igreja e a comunidade cristã podem
ser um refúgio poderoso para aquelas que representam 52% da população e
que são mães da outra metade.
Quando nosso Mestre esteve neste mundo, ele nos deu muitos exemplos
neste sentido respeitando, reconhecendo e acolhendo as mulheres, o que não
era a norma naquele tempo. Mas com amor infinito, Jesus nos mostrou que aos
olhos de Deus “não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há
homem nem mulher” (Gal. 3:28); porque todos somos um em Cristo Jesus.
Como herdeiros desta chama do dom do amor, aproveitemos esta data
simbólica para reconhecer e celebrar a dignidade da mulher, bem como suas
conquistas e inestimáveis contribuições em todos os aspectos da vida e por
meio de todos os papéis que desempenham: como mães, esposas, cientistas e
empreendedoras, entre tantos.
Como herdeiros do espírito de poder, exercitemos nossa coragem para
enfrentar as diferentes formas de violência contra a mulher, neste país em que
503 mulheres são vítimas de violência física a cada uma hora.
Como herdeiros do espírito de equilíbrio, recrutemos ao mesmo tempo a
coragem e empatia para que o exemplo do Mestre seja a nossa prática de vida,
muito além do Dia Internacional da Mulher.
Daniela Grelin

Diretora Executiva do Instituto Avon
Membro da Igreja Presbiteriana de Moema

“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão”.

Salmo 127:3

Os filhos são herança de Deus. Uma herança é algo que recebemos e não aquilo que
trabalhamos para granjear. Os filhos são presentes de Deus. São dádivas da graça. Uma herança
é recebida para ser cuidada e cultivada. Não podemos desperdiçar uma herança recebida. Os
filhos precisam receber nosso mais extremado cuidado.
Os pais carregam os filhos no coração, nos braços, no bolso e nos sonhos. Os pais devem
ensinar os filhos no caminho, sendo-lhes exemplo na jornada da vida.
Devem amar a Deus e inculcar neles a verdade. Devem criá-los na disciplina e na admoestação
do Senhor, buscando ganhá-los para Cristo.
Os pais devem ser convertidos aos filhos, tendo tempo para eles e orando com eles e por eles.
Os pais devem cuidar da vida física, emocional e espiritual dos filhos, sabendo que este é o
melhor dos investimentos e sabendo ainda que seus filhos são o melhor dos seus tesouros.
Nenhum sucesso compensa o fracasso dos filhos. Nenhuma riqueza é mais preciosa do que os
filhos.
Os filhos são presente de Deus, herança de Deus, galardão de Deus, motivo de alegria dos pais.

“Senhor Deus, muitos olham para os próprios filhos como obstáculos para concretização de
sonhos. Mas eles são presentes vindo de Ti. Louvado sejas por eles! Em nome de Jesus. Amém”.

Rev. Hernandes Dias Lopes
(Cada Dia Especial Família)

Este sétimo aniversário da Igreja Presbiteriana de Moema tem para nós, seus
membros, um significado extremamente auspicioso, como se fosse um marco
de vitória. Aliás, é um marco de vitória que assinala a superação de percalços,
solução de problemas e realização de projetos, sempre com sucesso, não
importando as dificuldades enfrentadas. Mas o recado do Senhor, docemente
nos chegava sempre:”Não temas.Eu estou contigo”.
É gostoso relembrar. Os nossos anos de Congregação – antes de sermos
Igreja – foram muito especiais. Cada um de nós levava em seu coração uma
sensação de Missão a Cumprir. Éramos poucos: uma média de dezesseis
membros a cada culto. Mas às 17:00 dos domingos, estávamos lá firmes,
congregando. O espaço não era fixo, só nosso. Quando o Hotel (que não era
este) precisava dele, éramos acomodados em outro lugar, um dos quais, aliás,
era um terraço, cuja lateral era um vão aberto protegido por um toldo.Quando
chovia, nós nos posicionávamos distante dele para nos protegermos dos
pingos que o vento fazia chegar ao interior do terraço, apesar do toldo.
Nunca esquecerei daquele Domingo em que tivemos vinte e cinco pessoas
presentes no culto. Foi uma tal alegria, como se aquele número significasse
“Estamos conseguindo”. E estávamos.
Olhando hoje a Igreja cheia, não raro precisando que os diáconos
providenciem mais cadeiras, vendo a correr crianças que foram batizadas aqui,
vendo o entusiasmo da Juventude, participando do Louvor tão animado, um
pensamento edificante se apodera de nós:Somos uma Igreja. Sentimos Deus
Conosco.
A cada Domingo transformamos o nosso espaço em um Templo e nos
sentimos pilares desse Templo.
É uma responsabilidade. Mas Deus está conosco!

Yedda Borges Falzoni

Seguindo a série de exposições que temos feito sobre os benefícios de
nos reunirmos em grupos pequenos durante a semana, não podemos deixar de
abordar um último aspecto: a oportunidade ímpar que temos de evangelizar
vizinhos, amigos e familiares.
Cristo nos deixou uma grande missão: pregar o evangelho a toda
criatura (Mc 16.15), ser testemunha em todos os lugares (At 1.8) e fazer
discípulos para o crescimento do Reino (Mt 28.19). Já cumprimos uma parte
desse desafio ao investirmos em missões, ao pregarmos a palavra de Deus
frequentemente em nossa comunidade e ao vivermos uma vida transformada,
seguindo os princípios da Palavra de Deus. Mas a Bíblia mostra que podemos
ir além.
No livro de Atos, vemos que os primeiros cristãos eram marcados não só
pela oração, pelo estudo da Palavra em conjunto e pela comunhão, mas
também pela evangelização e pelo testemunho fiel. A igreja crescia e se
multiplicava cada vez mais, sempre orientada pela ação do Espírito Santo (At
2.42-47) enquanto os cristãos “davam testemunho da ressurreição do Senhor
Jesus, e em todos eles havia abundante graça” (At 4.33).
A dinâmica de grupos pequenos envolve o encontro em um ambiente
caseiro, acolhedor, onde os participantes não só ouvirão a palavra de Deus,
mas também poderão compartilhar o que Cristo tem feito em sua vida. Em
outras palavras, o grupo pequeno será um lugar para se testemunhar
pessoalmente da graça de Deus. Isso levará nossos irmãos a fortalecer sua fé.
Já aqueles que ainda não o receberam terão, com isso, a oportunidade de
querer conhecer a Cristo de maneira íntima e pessoal.
Além disso, os visitantes poderão também apresentar suas dúvidas,
anseios e aflições, e o grupo poderá orar por eles. Essa é uma grande
oportunidade da igreja exercer sua missão, demonstrando amor, cuidado e
acompanhamento a todos aqueles que se achegam à nossa comunidade.
Como consequência, os grupos pequenos gerarão crescimento espiritual e
expansão numérica de nossa igreja. Queremos seguir, nesse aspecto, o
exemplo da Igreja Primitiva, que “edificando-se e caminhando no temor do
Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número” (At 9.31).
Um novo tempo e novos desafios estão chegando. Mais uma vez,
portanto, deixamos o nosso incentivo: ore, contribua, envolva-se e participe de
um dos grupos pequenos que terão início no próximo mês. Faça parte da
história da Igreja Presbiteriana de Moema.

Rev. Carlos Henrique Scherrer de Oliveira
Pastor Auxiliar da IP Moema

Neste mês, em nosso boletim, estamos abordando a importância de uma
vivência ainda mais próxima entre os membros da igreja. Isso porque, a partir
de março, teremos a oportunidade de nos encontrarmos durante a semana em
pequenos grupos.
Já vimos que esses encontros nos ajudarão a praticarmos os princípios
de mutualidade ensinados na Palavra de Deus (aqueles mandamentos
seguidos pela expressão “uns aos outros”). Além disso, eles nos
proporcionarão um estudo comunitário das Escrituras, trazendo consolo e
encorajamento a todos os participantes.
Não podemos deixar de pensar em mais um benefício: a oração mútua.
Sabemos que a oração é fundamental para a vida do cristão. Ela é o meio que
Deus escolheu para que a Sua vontade seja realizada no mundo. Os primeiros
cristãos eram conhecidos por perseverarem nas orações (At 2.42), e em sua
Palavra, Deus nos orienta a orar uns pelos outros (Tg 5.16).
Ao fazermos parte de uma família da fé, podemos conhecer nossos
irmãos, suas lutas, dificuldades, vitórias e também compartilhar as nossas. Que
oportunidade de ouro Deus nos dá, quando vamos além da nossa esfera
dominical e nos encontramos durante a semana para orarmos uns pelos
outros!
O pastor metodista americano Edward M. Bounds (1835-1913) reforça
que a oração mútua é fundamental para a evangelização e a pregação da
Palavra. Ele escreve: “Falar aos homens a respeito de Deus é uma grande
coisa; mas falar a Deus a favor dos homens é ainda maior. Quem não
aprendeu a falar com Deus em favor dos homens, não pode falar bem e com
real sucesso aos homens sobre Deus”.
Queremos que nossa comunidade cresça espiritualmente. Almejamos
uma igreja que seja comprometida com o estudo da Palavra de Deus e
alicerçada na oração comunitária e mútua. Por isso, mais uma vez
incentivamos o seu envolvimento com os pequenos grupos. Disponha-se a
participar dos encontros semanais. Ore e comprometa-se a buscar mais a
Deus, individual e conjuntamente e, então, veja o que Deus pode fazer em e
através da sua vida em 2018.

Rev. Carlos Henrique Scherrer de Oliveira
Pastor Auxiliar da IP Moema

No último boletim, vimos que a Igreja Primitiva, por diversos motivos, se
reunia em casas (At 2.42-47; Rm 16.5). Da mesma forma, uma nova dinâmica
será implementada em nossa igreja a partir de março: os grupos familiares,
pequenos grupos que se encontrarão durante a semana para orar, estudar a
Palavra e evangelizar.
O primeiro e principal alvo que queremos alcançar é o crescimento
espiritual de nossa comunidade. E ele só começa quando voltamos nossa
atenção para ouvir o que Deus tem a nos dizer através da sua Palavra. Se
somos chamados a examinar as Escrituras, o encontro semanal nas casas
proporcionará a cada um de nós a leitura e o estudo da Palavra de Deus em
conjunto.
O Apóstolo Paulo escreve à igreja de Roma algo que nos esclarece
quanto à importância do estudo da Palavra de Deus. Na Bíblia, “tudo quanto foi
escrito, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência [ou
perseverança] e pela consolação `{`ou encorajamento`}` das Escrituras, tenhamos
esperança” (Rm 15.4). Quantos de nós passamos por momentos de tribulação
ou perseguição; por aflições e sofrimentos! A Bíblia nos mostra diversos
exemplos de pessoas que estiveram em situações semelhantes, e, com o
auxílio divino e através da obra de Jesus, adquiriram paciência e consolação,
perseverança e encorajamento, elementos essenciais para atravessarmos as
tormentas da vida.
E como Paulo também mostra neste versículo, o fruto do encorajamento
e da perseverança que a Palavra de Deus produz em nós é a esperança
(confira em Romanos 5.5-11 como essa esperança nos é garantida). Lendo e
estudando a Palavra de Deus, portanto, nós adquirimos perseverança, consolo
e encorajamento. Se isso é uma verdade para o nosso estudo individual da
Bíblia, imagine os benefícios do seu estudo em grupo!
A própria Escritura nos chama a encorajarmos e edificarmos uns aos
outros (Rm 14.19; 15.14; Hb 10.24; Cl 3.16; 1Ts 4.18; 5.11). Reunidos
semanalmente em nossos lares, temos a oportunidade de compartilharmos
aquilo que Deus tem nos ensinado em nossos momentos devocionais, e
também testemunharmos do seu amor e de sua ação em nosso cotidiano.

Por isso, nosso desafio hoje é que você procure se envolver com os
pequenos grupos. Disponha-se a participar dos encontros semanais. Ore e
comprometa-se a buscar mais a Deus neste ano, individual e conjuntamente.
Dessa forma, prepare-se para ver o que Deus pode fazer em e através da sua
vida em 2018!

Rev. Carlos Henrique Scherrer de Oliveira
Pastor Auxiliar da IP Moema

“Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres”. Sl 126:3

A partir do próximo domingo, iniciaremos as celebrações do 7º aniversário da nossa querida Igreja Presbiteriana de Moema. O texto bíblico acima resume e traduz muito bem o sentimento que reina em nossos corações diante de tantas manifestações da bondade e do amor de Deus para conosco. Sim, estamos alegres! Mas queremos que a alegria do Senhor continue sendo uma das marcas da nossa comunidade. Como identificar então os sinais de uma igreja alegre?

Uma igreja alegre é simpática, atraente, contagiante, convidativa. Vemos essas características na vida da igreja primitiva: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo” (At 2:46-47). Ao comentar esses versos, o Rev. John Stott afirma: “Sem dúvida aquela era uma igreja alegre. A palavra grega agalliasis no versículo 46 denota uma exuberante manifestação de alegria, pois o fruto do Espírito é alegria, e às vezes uma alegria mais desinibida que aquela que nossas tradições eclesiásticas encorajam”. Esse renomado estudioso das Escrituras complementa: “O Cristianismo é uma religião alegre, e toda reunião ou culto deveria ser uma celebração de alegria” (A Bíblia Toda, p. 310).

Uma igreja alegre é também uma igreja que evangeliza, pois o evangelho que ela vive e proclama “são boas novas de alegria para todo o povo” (Lc 2:10). Por isso, ela não se intimida, não se acovarda, mas anuncia a tempo e fora de tempo a única mensagem que pode trazer ao homem pecador a verdadeira alegria da salvação, a saber, a reconciliação com Deus mediante a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Podemos ainda identificar uma igreja alegre pela sua capacidade de acolher, de receber bem as pessoas, independentemente de suas diferenças (Rm 15:7). Ela não se fecha em si mesma, mas abre-se para os de fora, proporcionando um clima agradável e acolhedor a todos quantos vão se achegando a ela.

Por último, uma igreja alegre é uma igreja solidária, uma igreja que sabe não apenas se “alegrar com os que se alegram”, mas também “chorar com os que choram” (Rm 12:15). Uma igreja que se dispõe a orar, a interceder pelos que sofrem (Tg 5:13). Nesse sentido, ela é um lugar de cura, um lugar de ajuda, um lugar de refúgio para aqueles que foram machucados pela vida e que se encontram feridos espiritual e emocionalmente.

Possa a Igreja Presbiteriana de Moema, sob a bênção e a unção de Deus, ser esta igreja alegre no meio de uma cidade entristecida, atraindo muitos por sua simpatia, palavra, acolhimento, solidariedade e fé.

Rev. José Roberto Silveira

A vida é como uma cadeia de montanhas e vales. Às vezes, estamos no pico
da montanha; outras vezes, encontramo-nos no mais profundo abismo. Há
momentos em que o caminho está iluminado e, em seguida, tudo parece
escuridão.
Jairo passava por aquelas ocasiões em que tudo parece tristeza. Foi ao
encontro de Jesus e disse: “A minha filha está morrendo!”(Marcos 5:23). Ele
estava vendo a filha morrer, mas não podia fazer nada. Aquele era um trecho
da sua vida pelo qual ele não queria passar.
Desesperado, insiste com Jesus: “Venha comigo e ponha as mãos sobre ela
para que sare e viva!” (Marcos 5:23). Este era um momento de esperança para
o pai. Ele sabia que ainda não era o fim. Acreditava que ainda havia muita
estrada pela frente. Sabia que só Jesus poderia ajudá-lo naquela situação.
Para Jairo, a esperança foi mais forte do que o desespero. É possível que
você esteja passando por um trecho difícil na sua vida. Talvez, você esteja
tateando pelo caminho. Se este for o seu caso, olhe para o exemplo de Jairo:
ele caminhou cheio de esperança ao encontro de Jesus.
Em certas ocasiões da vida, aprendemos que Deus não prometeu céu sempre
azul. Não prometeu caminhos sempre floridos. Mas prometeu força para cada
dia; luz para o caminho.
Se caminharmos sem Jesus, somos como um peixe fora da água. Somos
como um pássaro sem asas. Se caminhamos com Jesus, saciamos a sede
espiritual; encontramos forças para prosseguir na caminhada; aprendemos que
o importante é continuar andando. As forças para tal tarefa, Deus vai nos dar.
Oração:
Senhor, perdoa-me quando não caminho contigo. Fica do meu lado na tristeza e
na alegria. Ensina-me que, longe de ti, não me realizo como pessoa e que, junto de ti,
minha alma encontra descanso e meu corpo encontra forças.
Em nome de Jesus. Amém!

Extraído de Castelo Forte – Meditações Diárias

Todos deveriam passar pelo menos uma vez por ano por um check-up, uma bateria
de exames para saber como vai a saúde. As empresas fecham uma vez por ano para
balanço, e creio que na vida espiritual não deveria ser diferente.
Precisamos de constante autoexame espiritual, ou seja, analisar nossa vida à luz da
Palavra de Deus.
O ser humano é perito em examinar a vida alheia, gosta de investigar a vida do outro,
reparando nos erros e defeitos do próximo. Alguns sabem tudo do seu próximo e não
têm tempo para arrumar a própria vida. Vejamos o que a Bíblia diz sobre o assunto.
Em 2 Coríntios 13:5 está registrado: “Examinem-se para ver se vocês estão na fé;
provem-se a si mesmos”.
Entendo à luz do texto bíblico que a tarefa individual é fazer um check-up da sua vida
com Deus, do seu relacionamento com Ele. O rei Davi traz no Salmo 51 fortes
declarações sobre sua vida, mostrando que fizera um autoexame e que estava
disposto a mudar. Ao descobrir como estava, ele mostra arrependimento e volta para
Deus. No verso 4 ele reconhece que havia pecado contra Deus e feito mal perante o
Senhor, a ponto de no verso 7 clamar pela purificação: “Purifica-me com hissopo, e
ficarei puro; lava-me, e mais branco que a neve serei”.
Davi sabia que o pecado traz tristeza, e esta era a sua condição. No verso 12 ele
clama a Deus para recuperar a alegria da salvação. Após examinar a si mesmo, o rei
Davi mudou de atitude, revelando ser homem segundo o coração de Deus (1 Sm
13:14).
Desafio a todos nós a realizarmos um check-up espiritual e a colocarmos em ordem a
nossa vida com Deus. Não fiquemos examinando os outros, mas examinemos a nós
mesmos. Deixo 3 conselhos:
1º – Manter uma vida de oração diária;
2º – Estudar constantemente a Palavra de Deus;
3º – Viver o dia a dia de modo a apresentar Cristo aos outros.
Que o nosso Deus renove a nossa força para tanto.

(Extraído do Pão Diário: o livro das leituras devocionais diárias, nº 15, São Paulo,
Rádio Transmundial)

Senhor, nosso Pai! Tu nos dizes hoje como ontem; amanhã dirás como hoje fizeste: que sempre
os amaste e que por isso nos levaste para junto de ti por tua bondade.
Nós te escutamos, mas faze com que escutemos corretamente! Acreditamos em ti, mas ajuda a
nossa descrença! Queremos obedecer-te, Senhor, mas te pedimos que elimines tudo aquilo em
nós que é demasiadamente fraco e demasiadamente forte para que possamos realmente te ouvir
bem!
Confiamos em ti, mas pedimos que expulses todos os fantasmas de nossos corações e
mentes, para que possamos confiar em ti com alegria e de forma plena! Fugimos a ti, Senhor,
mas permite que deixemos para trás o que deve ser deixado pra trás e que possamos olhar para
frente e seguir adiante, serenos e tranquilos.
Ajuda, Senhor, a todos os que estão nesta casa – e também aos que se afastaram do bom
caminho, aos aflitos, aos amargurados, aos que perderam a esperança nesta cidade e em todo o
mundo – também aos detenos – aos pacientes hospitalizados – também aos que na política têm
voz ativa e detêm o poder – assim como aos povos que clamam por pão, justiça e liberdade e
que, de forma sensata ou insensata, lutam para tal fim – também aos professores e educadores e
aos jovens e às crianças sob sua responsabilidade – também às igrejas de todos os tipos e
orientações: que guardem e proclamem a límpida luz da tua Palavra.

Vemos tantas coisas ao nosso redor e em locais distantes que nos entristecem e desanimam,
mas também nos podem deixar enfurecidos ou indiferentes. Em ti, contudo, há ordem, paz,
liberdade, alegria em plenitude.
No ano que passou, foste a esperança para o mundo e para todos nós; continuarás sendo
também no ano vindouro. Erguemos nossos corações – não, ergue Tu os nossos corações a ti! A
ti, Pai, Filho e Espírito Santo, seja a honra: hoje como ontem, amanhã como hoje e para todo o
sempre. Amém!

Oração de Karl Barth para o Fim de Ano

Pensando aqui enquanto termino de organizar meus armários…rs…gosto de
deixar tudo em ordem para o ano que chega!!! Mania antiga…rss. Separo
roupas para doação, organizo as prateleiras, as gavetas e enquanto vou
fazendo isso vou organizando minhas próprias “gavetas”…as do meu coração e
da minha alma!
Penso no que sonhei e realizei no ano que está findando, penso no que sonhei
e continua como sonho para o próximo ano, penso no que sonhei e adiei sem
saber se um dia realizarei… e nesse “pensar solitário” em meio a roupas e
papéis fico refletindo sobre minha vida e minhas escolhas.
Penso nas pessoas que passaram por minha vida nesse ano… nas que
permaneceram e ganharam um novo status, ou seja, se transformaram em
amigos, como penso também naquelas que aparentemente eram amigos, mas
que no final das contas eram somente pessoas que passaram por mim…e
naquelas que sei que posso contar sempre, mesmo que a vida
momentaneamente nos deixe distantes.
Penso se sorri mais ou se chorei muito, penso se dei amor suficientemente,
penso se retribui com gratidão a tudo que recebi, se consegui transformar o
meu “pedacinho de mundo” num lugar melhor…tanta coisa!
Acho que esse tempo de Natal, nada mais é do que uma nova oportunidade de
se deixar moldar por Jesus, de permitir que Ele mexa em toda a nossa
estrutura, nos faça repensar nossos valores, sonhos e objetivos.
Se alguma área de nossa vida não estiver bem, refaçamos a rota, mudemos a
direção, adequemos nosso GPS interno em busca do que nos fará felizes!
Que saibamos nos reinventar quando o “projeto em uso” não estiver nos
fazendo bem ou felizes!
Tempo de Natal, vai muito além de comida, bebida, correria e presentes!
Tempo de Natal é tempo de gratidão, reflexão, arrependimento e perdão! A
passagem de um ano para outro traz esperança, esperança de fazer diferente,
de procurar consertar o que precisa ser consertado, de começar de novo se
preciso for!
Que nosso coração seja como aquela “manjedoura” que acolheu aquele
menininho que veio ao mundo tão frágil e ao mesmo tempo tão forte, que ele
acolha com amor todos aqueles que de nós se aproximem no próximo ano.
Que possamos buscar a cada novo dia, ser mais semelhantes a Jesus que é o
verdadeiro sentido do Natal. Que Ele possa nascer no coração daqueles que
ainda não O receberam como Salvador, e possa continuar sendo o Centro da
vida dos que já professam o Seu nome.
Faltam alguns dias ainda para a comemoração do Natal de Jesus, limpe suas
gavetas, arrume seus armários, descarte tudo aquilo que você não quer mais

pra sua vida, organize seu coração e permita que a Luz de Cristo brilhe cada
vez mais intensa em você e através de você!

Maria Ângela A. C. Lima

Como o tempo voa! Chegamos novamente àquele momento do ano em que estamos ansiosos por celebrar as tradições do Natal – ceias, compras, festas, decoração, admirar as luzes em vitrines de lojas e casas e, quem sabe, até fazer uma viagem em família.

E alguém poderia esquecer a tradição mais valorizada da época – a troca de presentes? Ela traz à memória a correria dos últimos preparativos e das compras até no último minuto, a indecisão sobre que presente dar aos pais, familiares etc. e a impaciência no desembrulhar o pacote recebido.

Contudo, por vezes, todo o brilho do Natal pode nos provocar um certo vazio interior. Todas as festividades e compras podem nos deixar mais cansados do que satisfeitos. Quando toda essa celebração passa e os presentes já foram abertos, podemos questionar: “O Natal é apenas isso ou há algo mais”?

Dentro dessa experiência, você já se perguntou: “Há algo melhor para mim neste Natal?”

Não seria maravilhoso se cada um de nós pudéssemos receber um presente que nos deixasse completamente satisfeitos? De fato, é o que realmente desejamos na vida. Algo que pudesse satisfazer nossas necessidades e resolver nossos problemas, que trouxesse o verdadeiro conforto e alegria à medida que enfrentássemos as lutas da vida. Certamente, esse seria o maior e melhor presente de Natal de todos.

A boa notícia é que esse presente realmente existe. Foi elaborado para você e concedido por alguém que sabe exatamente quem você é e o que enfrenta no dia a dia. Esse presente tem o seu nome, e sempre esteve à sua espera para ser aberto. Quer saber que presente é esse?

Um dos versículos mais conhecidos da Bíblia é a resposta para a pergunta acima: Porque Deus tanto amou ao mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16 NVI).

Neste Natal, lembre-se de que Deus ama a cada uma de Suas criaturas, incluindo você, e o ama tanto que lhe oferece o melhor Presente possível, seu Filho Jesus Cristo!

Extraído e adaptado do Devocional Pão Diário

“A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra;
estes frutificam com perseverança”. Lucas 8:15
O versículo de Lucas acima, é parte da parábola do semeador, onde a semente
cai sobre quatro tipos de terreno, mas só frutifica perfeitamente quando cai em boa
terra. O verso indica também o modo como ocorre a frutificação: “com
perseverança”.
Neste domingo, comemoramos mais um Dia da Bíblia, e é um bom momento para
recordarmos das verdades que o Senhor Jesus ensina, na obra do primeiro tradutor
das Escrituras, das línguas originais para o português: João Ferreira de Almeida.
Vivendo em condições adversas no sudeste asiático, Almeida não se deixou
desanimar pela oposição da Inquisição católica, pelas dificuldades do clima e das
doenças tropicais, dos poucos recursos e conforto, da situação política (ele era um
português vivendo numa colônia recém-conquistada pelos holandeses) e da
oposição do próprio clero reformado à sua tradução: a permissão para a publicação
dela fora negada ou convenientemente esquecida algumas vezes.

Isto nunca arrefeceu sua determinação de entregar uma versão das Escrituras
àqueles que falavam português. Ele morreu em campo, quando traduzia Ezequiel
48.21 (Akker, um colaborador, terminou sua tradução), depois de já ter traduzido
todo o Novo Testamento.
Um lema típico de Almeida era “Quem persevera, alcança”: Hoje, somos
testemunhas desta semente que frutificou com perseverança: sua versão é a mais
conhecida entre os falantes de português nos vários continentes.

Jairo Cavalcante

A partir deste domingo, começamos a celebrar o Advento (vinda, chegada) de
Jesus. Este período litúrgico é constituído pelos quatro domingos que antecedem o
Natal. É, sobretudo, um tempo de preparação espiritual, visando a restauração do
sentido bíblico do Natal.
Tal preparo ajuda-nos também a não nos deixarmos levar pelo espírito consumista
da época e nem pelo superficialismo que tem sido a tônica dos festejos natalinos de
grande parte da humanidade.
Guiados pelas Escrituras Sagradas, compreendemos que a verdadeira
comemoração do Advento nos conduz ao encontro salvador e transformador com
Jesus de Nazaré, o Messias Prometido, o Príncipe da Paz.
Quando esse Messias é crido e aceito, temos a reconciliação entre o ser humano
e Deus, bem como a reconciliação de cada pessoa consigo mesma, com o próximo
e com tudo ao seu redor.
De modo prático, temos a reconciliação do marido com a esposa, dos pais com os
filhos, de irmãos com irmãos e assim por diante.

Nossa oração é que este “tempo de Advento” não seja simplesmente mais um Natal
na vida de cada um de nós, mas a realização do verdadeiro Natal de Jesus, na
beleza de sua humildade e mansidão.
Que Jesus Cristo encontre lugar em cada um de nós, a fim de que, como Messias
e Senhor, governe e dirija nossas vidas, dia após dia.Que nossos corações se
abram para recebê-Lo. Que nossos lares O acolham como o Príncipe da Paz. E
que a nossa igreja O adore com todo entusiasmo, alegria, reverência e gratidão.

Rev. José Roberto Silveira

No episódio conhecido como a “cura dos dez leprosos” (Lucas 17:11-19), percebemos um certo desapontamento por parte de Jesus diante do evidente e escandaloso contraste entre o único que voltou para agradecer e os outros nove que não voltaram.

Se dez leprosos vieram pedir a cura e os dez foram curados, porque apenas um voltou para manifestar sua gratidão e louvor a Deus? Não que Deus precise de nossa gratidão, mas certamente Ele espera, se alegra e tem prazer quando somos agradecidos. Na verdade, somos convidados (não obrigados) a reconhecer, com profunda gratidão, a bondade de Deus que permeia nossa existência, nossa história.

A gratidão é uma virtude rara. Nós não somos naturalmente gratos. Como alguém já afirmou, “a ingratidão é uma espécie de epidemia que se espalha silenciosamente em nossos dias”.

Por isso, mais do que nunca, precisamos cultivar o espírito de gratidão. E, um dos modos de aprendermos a fazer isso é voltarmos mais para agradecer. Não deixar para depois. Para amanhã. Não procrastinar. Se os homens não agradecem rapidamente, nunca chegarão a fazê-lo. O que acontece quando voltamos para agradecer?

Nossa vida de fé é enriquecida: A vida de fé é enriquecida quando unida à gratidão. Todos os dez leprosos tiveram fé, não duvidaram. A cura não foi imediata. Ela se deu enquanto eles se dirigiam ao sacerdote. Porém, só um uniu à sua fé, a gratidão. E, esse alguém foi o “samaritano”. De quem menos se poderia esperar, desse mesmo é que Jesus recebeu a demonstração de gratidão.

Recebemos mais bênçãos: Aquele que voltou não só recebeu a bênção da cura do corpo, física, mas também a bênção da cura da alma, a salvação eterna, pois ouviu do próprio Senhor Jesus: “a tua fé te salvou”. A lepra é o símbolo da condição de pecado, da miséria humana, da situação de distanciamento de Deus.

Jesus tinha coisa melhor para todos eles. Deus tem coisas melhores para nós, que só descobriremos quando tivermos corações mais agradecidos. Ser grato aumenta em nós a capacidade de receber as bênçãos de Deus.

Pergunta final: estarei entre os nove ou serei aquele que voltou para agradecer?

Rev. José Roberto Silveira

Uma das comemorações mais bonitas da cristandade, com certeza, é o Natal. Nesta época,
existem tradições pelo mundo inteiro que nos encantam. Arrumar a árvore, luzinhas, músicas
alegres, comidas cheirosas, reuniões em família.
Nossas igrejas falam e cantam o Natal. Certamente a história do nascimento de Cristo é
contada e recontada. Passamos a relembrar detalhes do nascimento de nosso Senhor Jesus
Cristo, o porquê da vinda dele e somos toca – dos pelo grande amor de Deus para conosco,
entregando Seu único Filho.
Entrega! Esta é uma palavra comovente e, porque não dizer, envolvente.
Somos lembrados que o Natal é um gesto de amor e que devemos também praticar esse gesto
de amor. Neste contexto, envolvidos em praticar o amor ao próximo, os jovens de nossa igreja
tiveram a ideia de praticar um Natal solidário.
No próprio dia de Natal, 25 de dezembro à noite, sairão espalhando aos moradores de rua
palavras de conforto, esperança e fé nos cuidados de Deus. Juntamente com essa ação,
levarão marmitas com uma comidinha bem gostosa para dividirem com eles o muito que Deus
tem nos dado.
Como somos igreja e como corpo bem ajustado, os jovens querem envolver a igreja nesse
projeto. Sua ajuda pode vir de várias maneiras:
– Orações (pelos necessitados que serão alvo desse encontro e também pela proteção aos
nossos jovens que estarão entre eles).
– Doações de alguns alimentos (para a preparação da comida)
– Doações em dinheiro (para compra de descartáveis, por exemplo.
– Ou sua participação direta indo com eles para presenciar a ação bíblica de ajudar as almas
que precisam entender o amor incondicional de Cristo.
Em todas as marmitas teremos mensagens escritas numa linguagem bem simples, mas bem
impactante. Frases que os fazem saber: “Deus te ama”, “Deus cuida de você” ou “ Deus ouve
suas orações”.
Enfim, nesse movimento social e cristão, há um lucro para todos os lados:
1. Os jovens e adultos que forem nesse dia serão abençoados em estar em contato com a
nossa triste realidade brasileira, levando palavras de fé e cuidado do nosso Deus sempre
presente.
2. A igreja estará também envolvida nesse projeto de amor.
3. Em fazer um Natal alegre para outras pessoas.
Seja um colaborador de um Natal diferente!!!
Susana e Débora Salles

Creio em Deus e no Seu grande poder,
se vejo a sementinha germinando.
E como não continuar a crer
vendo um botão em flor se transformando?

Creio se a vida me é um céu enluarado,
se subo, livre, ao alto da colina.
Creio se estou no mar encapelado,
se é sol a pino ou se o dia declina.

Creio se vai um dos meus mais queridos
morar eternamente entre os remidos,
lugar para onde um dia eu irei.
Quando eu morrer, continuarei a crer,
pois só assim face a face hei de ver
meu Deus, com quem pra sempre viverei.

Dra. Jesi Pereira Cardoso

“Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.”

1 Coríntios 15:16

A medicina luta contra a morte. A busca pela cura de doenças intensifica-se a cada dia. Milhões
e milhões são gastos em pesquisas, e diversas doenças, que antigamente matavam, já têm cura.
Deus deu inteligência ao homem para que usufrua dela e a use em benefício da humanidade,
criando boas condições de vida.
Ainda assim, a morte continua sendo o grande desafio. Pessoas morrem e não há nada que se
possa fazer. Mas também existem doenças tão agressivas que deixam o paciente com a
aparência de quem já morreu, embora ainda esteja vivo. Podemos continuar falando de morte,
mas e quanto à ressurreição, você acredita nela?
Talvez essa tivesse sido a pergunta mais difícil que os cristãos de Corinto teriam feito ao
apóstolo Paulo. Afinal, falar em ressurreição parecia mais conversa de gente sem formação
cultural. Todavia, o tema da ressurreição tem tudo a ver com o cristianismo. Sem esse conceito,
o Evangelho não faz sentido.
A Bíblia insiste na ressurreição de Cristo e de toda a humanidade. O argumento de Paulo é que,
se Cristo não ressuscitou, somos merecedores da compaixão de todos os homens, pois cremos
em algo que jamais aconteceu ou acontecerá conosco.
Talvez até hoje você tenha pensado no Evangelho como mero elemento religioso, mas ele é
muito mais que isso. O Evangelho anuncia o poder de Deus sobre a morte. Por isso mesmo
Evangelho significa “boas novas”.
É certo que os cristãos também morrem, mas não eternamente. Os que confiam em Jesus
Cristo e crêem de fato em sua ressurreição, ressuscitarão para a vida eterna.
Quando você ouvir aquele velho argumento de que, na vida, tudo tem jeito, menos a morte,
responda imediatamente: “A solução para a morte está na ressurreição de Jesus. Porque Ele
vive, eu também viverei”.

PÃO DIÁRIO: O Livro de Devocionais Diárias

Martinho Lutero promoveu grandes mudanças na igreja. Umas delas foi na área da música. Lutero era
também músico e para ele a música era “um presente de Deus a ser nutrido e usado pelos homens para
seu deleite e edificação, como um meio de dar louvor ao Criador, e como veículo para a proclamação da
palavra do Senhor” (Luther IN Schalk, 2001).
O monge alemão introduziu o canto congregacional nos cultos porque acreditava que as pessoas não
deveriam apenas estar presentes nas igrejas como ouvintes, mas que elas deveriam também confessar
sua fé através de seus lábios, seu arrependimento, seu louvor a Deus através do canto (Schalk, 2001).
Portanto, o canto gregoriano e a música polifônica deram lugar ao canto congregacional, ao coral
luterano. Os corais luteranos tinham um caráter popular, eram de entonação fácil (com melodia na voz
superior) e as frases eram curtas, com cadências marcadas (Vignal, 1997).
Muitas dessas músicas eram originalmente canções populares, cujas letras eram modificadas por Lutero
e por seus amigos músicos e poetas. Eles organizaram um novo material para ser usado nos cultos.
A primeira coletânea de corais foi publicada em 1524 por Johann Walter, com prefácio de Lutero. Depois
da morte do reformador, outros livros de corais e hinos continuaram a ser publicados. O coral mais famoso
que Lutero escreveu foi “Einfeste Burg ist unser Gott” (Castelo Forte é o nosso Deus).

A melodia e o texto do coral de Lutero foram usados por Bach na Cantata BWM 80, por Mendelssohn na
Sinfonia n. 5, por Meyerbeer em Os huguenotes e por Stravinsky na História do Soldado. Essa prática do
canto congregacional continua até hoje e se expandiu pelas igrejas do mundo – através de nossos hinos e
cânticos.
Que ótima ideia teve Martinho Lutero. Que bela herança para o nosso cantar! Cantar para adorar a Deus;
para render louvores ao Seu nome; quando estamos sós; quando estamos com nossos irmãos; quando
estamos alegres; quando estamos tristes; quando queremos agradecer; quando estamos ansiosos e
desanimados; cantar para evangelizar; cantar orando…
Meu convite é que você cante! Respire! Adore e louve o nosso Deus! Coloque nas mãos d’Ele a sua vida!

Josani K. Pimenta

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos

5:1

Apesar das tentativas do ser humano e das religiões, não tem outro jeito. Só por meio de Jeus
Cristo!
O apóstolo Paulo fala sobre a libertação da lei, a remissão dos pecados, a justificação do
pecador, a graça de Deus, a fé dos filhos de Deus, a vida eterna dos justificados, e relaciona tudo
à pessoa e à obra de Jesus Cristo.
Para explicar esta centralidade de Jesus Cristo no processo da justificação, por graça e fé,
Lutero emprega três expressões latinas muito apropriadas.
Extra nos, “fora de nós”: não cumprimos a lei, não somos salvos por nossas obras ou
iniciativas, não fomos nós que pagamos os nossos pecados. Nada de dentro para fora. Mas tudo
foi feito por Cristo, fora de nós, além de nós, apesar de nós. Somos considerados e vistos como
justos diante de Deus por causa de Cristo.
Pro nobis, “para nós”: o extra nos, agora, transforma-se em pro nobis, em favor de nós. Não foi
em favor de si mesmo. Tudo em favor de nós. Nós somos justificados. Deus é o justificador,
através de Cristo.
In nobis, “em nós”: tudo que Cristo realizou fora de nós e em favor de nós, Ele também operou
em nós, dentro de nós – individualmente e universalmente. É o que confirma o nome de Cristo:
“Senhor Justiça Nossa”.
Só por meio de Jesus Cristo!
Esta é a boa nova que Deus revelou a Paulo. É a mensagem central da Epístola de Paulo aos
Romanos. É o Evangelho que Lutero descobriu, creu, ensinou e confessou como doutrina
fundamental da Reforma, iniciada em 1517. É o diferencial doutrinário das igrejas oriundas da
Reforma: Jesus Cristo!

Castelo Forte: Meditações Diárias

Ambas! Quem escolhe essa profissão tem, de fato, uma tremenda missão. A missão de “ensinar o caminho em que
deve andar”; fornecer, desde a mais tenra idade, bases e informações para as crianças, adolescentes, jovens e até
adultos sobre diversas temáticas que os auxiliam na tomada de decisões, seja na escolha de uma profissão, seja no
processo de aperfeiçoamento de suas funções.
Alguém afirmou que a profissão de professor é “a mãe de todas as profissões”, haja vista que é necessário alguém
ensinar e outro aprender.
É obvio que alguém, para ensinar potenciação, geometria, sinédoque (lembra disso?), história geral, geografia
brasileira, física, química, filosofia, precisa conhecer do assunto; mais do que isso, possuir didática para transmitir o
conteúdo.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida como Cora Coralina, escreveu: “Feliz aquele que transfere
o que sabe e aprende o que ensina”.
Na sua sabedoria, o Professor Jurandy Mendes sempre me dizia que quem mais aprende é o professor, quando se
prepara bem uma aula.Portanto, cabe a esses profissionais: professoras e professores, a responsabilidade do ensino
dos futuros profissionais de qualquer nação.
Entretanto cabe ressaltar que nem sempre eles são valorizados como deveriam ser. Não somente a questão de
ordem monetária, mas também a prática do respeito. Algo que a sociedade (e não somente os agentes políticos)
deve discutir, avaliar e estabelecer normas de conduta e relacionamento.
Está no “DNA” do cristão o ato de ensinar. Ou deveria estar, pois é uma ordem do Nosso Senhor Jesus Cristo:
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28: 19-20).

Podemos concluir que todos nós cristãos temos essa missão? Estamos preparados para o exercício dessa
profissão? Oportunidade de aprender já temos com os cultos e com a Escola Dominical. Desafio a que coloquem em
prática a essência da evangelização: transmitir as boas novas através do ensino e do nosso testemunho.
Beto Guedes compôs em sua música Sol de Primavera que “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.
Registro minha homenagem e gratidão a todas as professoras e a todos os professores que escolheram essa
profissão e missão, e em especial aos que atuam ou atuaram voluntariamente na Escola Dominical.
Prof. Orlando Silva França Jr. Professor da Escola Dominical da Igreja Presbiteriana de Moema

Desde o primeiro semestre, nosso seminarista Carlos está fazendo uma série de sermões
expondo toda a carta de Paulo aos Romanos. Meu objetivo neste breve texto é auxiliar você na
sua leitura e meditação nesta epístola.
Paulo escreve essa carta endereçada à igreja em Roma, que era composta por cristãos de
origem judia e gentílica. Os romanos provavelmente se reuniam em domicílios, e como Paulo
não havia plantado aquela igreja nem a conhecia, ele escrevera para, também, pedir auxílio
para sua viagem para a Espanha. Dentro desse quadro, temos uma tensão em questões sobre
a Lei e os gentios, dividindo assim a igreja. Deveriam eles acatar as práticas judaicas sobre a
Lei? Paulo vai ao âmago dessa questão, construindo, nessa carta, o alicerce do entendimento
do evangelho de Cristo.
A epístola aos Romanos, mesmo sendo um alicerce, não é de fácil leitura. A profundidade da
carta é tremenda e seu conteúdo teológico é denso. Mas isso não quer dizer que devemos
deixar de lê-la. Alguns passos simples podem ajudar a ler toda a carta, entender seu sentido e,
acima de tudo, deixar que ela transforme sua vida.
Primeiro, não se prenda a cada detalhe da carta. Tente entendê-la como um todo. Bons
comentários são muitos úteis nesse aspecto, tanto para o entendimento como um todo, quanto
para as questões ali apresentadas. Segundo, é bom entender o estilo que Paulo usa para
escrever a carta. Ele se baseia em um modelo antigo de retórica em que se tenta persuadir o
leitor através de um diálogo imaginário, normalmente por perguntas e respostas. O interlocutor
inicial é um judeu e depois é um gentil, no contexto da carta, mas as afirmações do autor
devem ser entendidas no contexto inteiro e não para cada grupo individualmente. Por fim,
deve-se entender que Paulo usa de uma ordem lógica de argumentação, e essa ordem deve
ser vista como um todo, e não como partes. É como se ele apresentasse cada vagão de uma
locomotiva e sua função individualmente e em ordem, mas ela só exerce seu papel de fato
(transportar pessoas e cargas) como um todo – e é assim que devemos entender e ver a
argumentação de Paulo.

Analisado o contexto como um todo e a sua importância, agora se pode adentrar a carta em si
e dividi-la em partes menores – separar os vagões, permitindo uma melhor leitura. Paulo
começa com uma introdução (1.1-17) e depois parte para uma seção teológica (1.18-11.36)
onde desenvolve seu raciocínio, apresentando o evangelho de Cristo. Numa terceira parte, ele
desenvolve as consequências práticas de toda verdade apresentada anteriormente (12.1-
15.13) e, por fim, a sua conclusão (15.14-16.27).
Romanos, como já foi dito, é o alicerce do entendimento do evangelho de Cristo. Esse é o
cerne de tudo aquilo que Paulo fala. Sempre tenha o foco em Cristo – se esse foco se perde,
toda a argumentação do autor se torna ilógica. Acompanhe os sermões e leia a carta em sua
casa, aos poucos. Não se esqueça que toda a Palavra de Deus é acessível a você. Boa leitura!

Seminarista Daniel Sales

Iniciamos o mês de outubro com a apresentação do musical “Jonas e a baleia”. Essa é uma boa oportunidade de lermos o livro de Jonas e observarmos alguns dos aspectos de sua mensagem.

Jonas foi um profeta que atuou durante o reinado de Jeroboão II em Israel, o reino do Norte. Em nossa Bíblia, a primeira referência ao profeta aparece em 2Reis 14.25. Seu livro, diferentemente de outros profetas, não é uma coleção de profecias, mas sim uma narrativa sobre a compaixão de Deus por Nínive, uma cidade odiada por Israel. A história nos mostra que Nínive era tão detestada que o próprio profeta dá indícios que, inicialmente, não queria envolvimento na missão que Deus deu a ele.

Algo que está em questão em toda a história é a aliança que Deus fez com Abraão (Gn 12.3). Deus é cheio de compaixão e misericórdia por tudo o que ele criou, e foi sempre o plano dele, desde o início, abençoar as nações por meio de seu povo. Por isso, Deus estava dando uma oportunidade de arrependimento à Assíria. Embora o arrependimento não fosse uma conversão propriamente dita, já era uma resposta suficiente para que Deus retivesse suas punições contra aquele povo.

Portanto, ao ler o livro de Jonas, não deixe de notar os seguintes elementos: no primeiro capítulo, veja como Deus é soberano e demonstra uma atitude receptiva aos marinheiros pagãos; no segundo, observe a repetição da ordem aflição-resgate-testemunho; no terceiro, note que o arrependimento de Nínive se concentra no rei, que dá o exemplo e chama todo o povo para que se afaste de seus maus caminhos e da violência (v. 7,8), o que faz com que Deus mude de ideia quanto ao juízo sobre aquela cidade; no quarto capítulo, o ponto crucial de toda a história, observe que Jonas está furioso com Deus porque ele é fiel à sua própria natureza (confira Êx 34.4-6) e, para ensiná-lo, Deus envia a planta para dar sombra, a lagarta e o vento quente, e só então o profeta entende. A compaixão de Jonas pela planta mais do que justifica a compaixão de Deus pelo povo e pelos animais de Nínive. Assim, nós, leitores, somos convidados a responder pessoalmente à pergunta de Deus: Qual é a nossa atitude para com nossos inimigos?

Por fim, lembre-se também que todos os livros do Antigo Testamento apontam para Jesus Cristo. Inclusive o livro de Jonas! Observe que o profeta propõe ser atirado ao mar, para sofrer a ira de Deus e livrar os marinheiros pagãos do juízo divino. Ao ser engolido pelo grande peixe, Jonas “morre” e volta à vida três dias depois, descendo, nesse período, às profundezas do mar. Então, o profeta prega arrependimento às nações, mostrando que a graça e a misericórdia de Deus se estendem além da nação de Israel.

O livro de Jonas, portanto, continua a história bíblica do Deus Criador e Redentor, que tem compaixão não só daqueles que são seus, mas de todos aqueles que ele criou; o Deus da Bíblia ama seus próprios inimigos – e também ama os nossos. Boa leitura!

Seminarista Carlos Scherrer

Poema baseado no Salmo 19

OS CÉUS PROCLAMAM A GLÓRIA DE DEUS…
DAS SUAS OBRAS, “FALA” O FIRMAMENTO.
DISCURSAM PARA CRENTES E ATEUS
O SOL, A LUA E A TERRRA EM MOVIMENTO.
DO CRIADOR E SUA CRIAÇÃO,
DIAS E NOITES TRANSMITEM A VERDADE:
“FALAM” DE VIDA, DE AMOR, DE PERDÃO…
QUE SE RENOVAM PARA A HUMANIDADE.
A PERFEIÇÃO DA OBRA DO SENHOR
PERPASSA SUA PALAVRA E SUA LEI
APONTAM PRA JESUS, O SALVADOR,
TAMBÉM PROFETA, SACERDOTE E REI.
O TESTEMUNHO DE DEUS É FIEL
E DÁ AOS SIMPLES A SABEDORIA;
PRECEITOS RETOS QUAIS FAVOS DE MEL
ENCHEM SEUS CORAÇÕES DE ALEGRIA.

OS JUIZOS DE DEUS SÃO COBIÇADOS
MAIS DO QUE O OURO PURO E RELUZENTE
COMPENSADORES QUANDO SÃO GUARDADOS
PRA DISCERNIR PECADOS RECORRENTES
QUE AS PALAVRAS, AS FRASES PROFERIDAS
E O MEDITAR DO NOSSO CORAÇÃO
AGRADEM AO CRIADOR QUE NOS DEU VIDA,
A NOSSA ROCHA E NOSSA REDENÇÃO.

Lêda Rejane Accioly Sellaro

Hoje, no terceiro domingo do mês de setembro, comemora-se o dia da Escola Bíblica Dominical.

Um breve histórico da EBD: fundada em 1780 pelo jovem inglês Robert Raikes, com o objetivo social de ensinar a crianças de 6 a 14 anos a ler e escrever através de lições bíblicas. No Brasil a EBD foi introduzida pelo casal Robert e Sarah Kalley em 1855, Petrópolis. A primeira EBD na Igreja Presbiteriana no Brasil foi iniciada pelo jovem Rev. Ashbel Green Simonton no Rio de Janeiro no ano de 1861.

Com o propósito de proclamar a Salvação, instruir, educar e capacitar o povo de Deus, a EBD, através de atividades didáticas com base nas Escrituras, tem levado seus alunos ao conhecimento do Filho de Deus, possibilitando o crescimento espiritual e preparo para a vida prática. Ef.4:12-15, II Pe. 3:14-17

A EBD tem sido o meio mais eficaz de educação cristã, não só das crianças como também dos adultos. Adequando sua metodologia e técnicas de ensino com a atualidade, a EBD tem sido relevante instrumento na transformação de vidas. Nela, crianças, adolescentes, jovens e adultos têm conhecido a Cristo como Salvador, crescendo no conhecimento da Palavra de Deus, desfrutando, assim, de uma vida cristã autêntica.

Aqui na IPMoema temos alguns exemplos de pessoas que tiveram sua formação espiritual cristã iniciada na EBD: oficiais, missionários, pastores, seminaristas, docentes seculares e na EBD, além de profissionais de várias áreas, que se tornaram verdadeiros seguidores/discípulos do nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo.

Uma escola sem igual, que faz bem a toda gente! Não há limite de idade nem distinção de pessoas.

No Departamento Infantil o ensino da Palavra de Deus é ministrado de acordo com cada faixa etária e o material didático utilizado, visa potencializar o processo de ensino-aprendizagem contando com a participação das famílias no decorrer da semana, para fixação das lições e crescimento no conhecimento da Palavra de Deus.

Nas classes de adolescentes, jovens e adultos, os temas são escolhidos de acordo com os seus interesses. Ainda há a classe de novos membros.

Venha, participe, traga seus filhos, seus netos, seus amigos, seus vizinhos para usufruir desta Escola abençoada por Deus!

“Vamos todos crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!” A Ele seja a Glória, tanto agora como no dia eterno. II Pe 3:18

Ahiram Gonçalves França
Professora da EBD desde 1973

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”. Romanos 1:17

Muitas pessoas vivem a seguinte contradição: se envergonham de coisas das quais não deveriam se envergonhar, e não se envergonham de coisas das quais deveriam se envergonhar.

Essa contradição não encontramos no apóstolo Paulo. Desde o dia em que seus olhos foram abertos para compreender e receber o evangelho da graça do Senhor Jesus, a boa nova do próprio Deus para este mundo perdido, ele jamais veio a se envergonhar do evangelho. Não que ele não fosse tentado a fazê-lo. Como afirmou certo comentarista bíblico, “não há sentido algum em afirmar que não se tem vergonha de alguma coisa a não ser que se tenha sido tentado a envergonhar-se dela”. Paulo conhecia essa tentação. Ele escreveu aos coríntios dizendo que fora até eles “em fraqueza, temor e com muito tremor”. Ele sabia que a mensagem da cruz era “loucura” para alguns e “escândalo” para outros porque ela nocauteia nossa justiça própria e fere nosso orgulho próprio. Sabia que aos olhos do mundo, o evangelho é desprezível.

E, quanto a nós? Muitos de nós hoje teríamos de confessar, com honestidade, que em alguns lugares, em determinadas situações, já nos envergonhamos do evangelho, talvez por medo de sermos desprezados ou taxados de fanáticos, ignorantes e alienados.

De acordo com Paulo, podemos superar a tentação de nos envergonharmos do evangelho ao trazermos à nossa lembrança que essa mesma mensagem que algumas pessoas desprezam em virtude de ela parecer uma loucura ou um escândalo é, na verdade, de onde emana o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. O poder de Deus é poder para salvação.

Como sabemos disso? Sabemos disso por experiência própria, porque experimentamos seu poder salvador em nossas próprias vidas. Se Deus já nos reconciliou consigo através de Cristo, se perdoou os nossos pecados, fez-nos filhos seus, deu-nos o Espírito Santo, começou a transformar-nos e nos tornou parte de sua igreja, então como é que podemos envergonhar-nos do Evangelho?

O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: o evangelho é para todos; sua extensão é universal. O evangelho requer fé. Somente para os que creem é ele o poder de Deus. “O evangelho não pode ser assimilado, apropriado pela análise intelectual, por deduções lógicas ou por elucubrações indutivas ou ainda, por convicção intuitiva; nem por sugestão, por exposição, por ensino ou exemplo, mas unicamente pela fé” (Karl Barth).

Rev. José Roberto Silveira

Qual a essência do Primeiro Mandamento (Ex 20:3)? Lutero responde, em seu Catecismo: “Ter um Deus significa ter alguma coisa na qual o coração confia totalmente”. Um Deus é aquilo que se torna nossa fonte de confiança e pelo que demonstramos maior zelo. Seu Deus é aquele a quem você serve (Fp 3:19).

Nossa sociedade é repleta de deuses seculares. Apenas mudaram de nome. Eles continuam seduzindo e drenando a energia das pessoas. Nós estamos cercados de deuses, os quais a Bíblia chama de falsos deuses. Eles podem se chamar: Saúde, Beleza, Segurança, Felicidade, Prosperidade, Dinheiro, Prazer, Sexo, Bens, Poder, Capital, Trabalho, Fama, etc.

O coração humano pode usufruir e encontrar satisfação em muitas fontes. Entretanto, algumas dessas coisas acabam se tornando essenciais, fundamentais, sem as quais você não consegue viver. Você elege algo finito no lugar de Deus. Quando isso acontece, o caminho para sua destruição estará pronto. Depositar a sua confiança e todo sentido da sua vida em algo ou em alguém que não é Deus. Sim, elevar as coisas criadas à categoria última de Deus, é a nossa destruição.

Deus adverte: Não entregue sua lealdade e devoção a deuses que na realidade não são deuses. Não conceda um lugar supremo na sua vida a algo ou alguém que, no fim, só irá desapontá-lo e machucá-lo.

John Stott afirma: “Não precisamos adorar o sol, a lua e as estrelas para infringir o primeiro mandamento. Nós o infringimos sempre que damos o primeiro lugar em nossas vidas a qualquer pessoa ou coisa e não a Deus. Em vez disso, devemos amá-lo com todas as nossas forças e fazer de sua vontade nosso prazer e de sua glória nosso alvo”.

O Primeiro Mandamento chama a nossa atenção para a necessidade de relativização de todas as exigências pessoais e coletivas impostas ao ser humano. Para Jesus, até mesmo os laços humanos (pai, mãe, esposa e até a própria vida) devem ser colocados em segundo lugar (Lc 14.26), pois, Deus deve estar em primeiro lugar: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas….”.

Rev. José Roberto Silveira

Afinal, Deus criou ou não todas as coisas? Como cristão, eu não tenho dúvida que todas as coisas são obras das Suas mãos. Mas como um cientista, o que eu poderia dizer?

A resposta a essa pergunta tem sido a essência de um debate que tem se arrastado mais intensamente nesses últimos 150 anos e que geralmente aparece erroneamente no formato Ciência X Religião. Esse tema não é complexo. Apenas é mal entendido. Falta esclarecimento.

Façamos uma análise rápida do problema, quanto a Deus ter criado o mundo ou não. Honestamente, a Ciência não pode dizer nem “sim” nem “não” a essa questão.

Precisamos entender que a Ciência não possui ferramentas para provar a existência ou a inexistência de Deus. Alguns crêem na existência de um Ser Supremo (esses são chamados religiosos). Outros crêem que não existe nenhum Ser Superior (esses são chamados ateus). Lembre-se que dizer que Deus existe ou dizer que Ele não existe não é uma questão científica, mas única e tão somente de fé. Não é possível provar empiricamente que Deus existe! Como também não é possível provar empiricamente que Deus não existe! Assim sendo, tanto os cientistas religiosos quanto os cientistas ateus fazem as suas afirmações baseadas em suas crenças pessoais e não em evidências científicas. Dessa forma, a questão de Deus ter criado o mundo ou não, não diz respeito à Ciência, mas à Teologia.

A pergunta correta deveria ser: “O mundo foi criado ou teria surgido espontaneamente por meio de processos puramente naturais e leis da natureza?” Essa pergunta a Ciência pode e deve responder.

Vejamos um simples exemplo: Se você ao andar por uma praia deserta visse um castelo de areia muito bonito, com traços de beleza e arquitetura que o impressionasse, você diria que ele teria vindo a existência por meio da ação das ondas do mar ou que ele teria sido esculpido por alguma pessoa talentosa? Obviamente você diria que uma pessoa talentosa o teria esculpido. O que o levou a pensar que esse castelo de areia não teria surgido por ação das ondas do mar? Intuição apenas? Obviamente não!

A Ciência consegue distinguir entre algo que teria sido produzido por uma inteligência e algo que teria sido produzido por processos naturais e leis da natureza. Em outras palavras, a Ciência pode determinar se algo foi criado ou não. Podemos afirmar seguramente que tanto o universo quanto a vida foram criados. E podemos fazer isso graças à Ciência. No entanto, a Ciência com todo o seu conhecimento acumulado somente pode afirmar que a natureza foi criada. Aqui termina a sua capacidade.

Para se conhecer o Criador da natureza, seria necessário que Ele se revelasse à Sua criação. Aqui começa a relevância das Escrituras Sagradas: a Bíblia!

Dr. Adauto J.B. Lourenço

“chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos…” Jó 1:5

Jó era um homem muito rico. Inobstante, seus filhos eram alvo de suas orações toda madrugada.

Jó sabia que sucesso financeiro sem vida com Deus é fracasso consumado. Jó entendia que riqueza sem salvação é pobreza. John Rockfeller, o primeiro bilionário do mundo, disse que o homem mais pobre que conhecia era o indivíduo que só tinha dinheiro.

Os filhos de Jó eram ricos, mas isso não era tudo. Eles precisavam da graça de Deus.

Ainda hoje nós precisamos de pais que encontrem tempo para orar pelos filhos. Pais convertidos aos filhos.

Pais que não provoquem seus filhos à ira nem os deixem desanimados. Mas pais que criem seus filhos na disciplina e na admoestação do Senhor.

Precisamos de pais que ensinem seus filhos no caminho em que devem andar e não apenas o caminho.

Pais que amem a Deus e inculquem as verdades eternas na mente de seus filhos.

Precisamos de pais que sejam reparadores de brechas, intercessores fervorosos, que não abram mão de seus filhos.

Pais que orem pelos filhos e sejam exemplos para eles, cultivem a amizade entre os filhos e os apresentem a Deus.

Ó Deus bendito, que tu moldes homens mais comprometidos com a vida espiritual de sua família e mais interessados com a proclamação da tua glória infinita! Em nome de Jesus. Amém.

Rev. Hernandes Dias Lopes

No último domingo, uma das questões marcantes na mensagem trazida pelo pastor, foi, ao meu ver, o fato de que a Bíblia nos mostra que o Reino de Deus é um reino de inversão, e seus valores também são opostos aos que o mundo tenta incutir em nossas mentes. Tema presente a todo momento na Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, as inversões são pontos intrigantes. Desde “amar o seu inimigo”, “servir e não ser servido”, “salvar-se pela graça e não por mérito”, as Escrituras nos mostram uma série delas. Tome como exemplo o texto de Marcos 10.13-45:

Primeiramente, no episódio em que Jesus recebe as crianças. Segundo alguns comentaristas, nos escritos da época, as crianças eram apresentadas como exemplo de comportamento insensato ou como objetos a serem disciplinados. Mas nos versos 13 a 16, os valores são invertidos: elas são levadas a sério como pessoas e desfrutam de um relacionamento com Jesus e com o Reino. Por isso, “quem não receber o Reino de Deus como uma criança [sem intenção de poder ou status] de maneira nenhuma entrará nele” (v. 15).

Em seguida, um diálogo é estabelecido entre Jesus e o jovem rico, e logo depois há um ensino do Mestre sobre o perigo da confiança nas riquezas. Mais do que estabelecendo um parâmetro socioeconômico, Jesus ensina que, ainda que em alguns livros sapienciais a riqueza e a prosperidade fossem considerados sinais da bênção divina, a confiança nas riquezas era inútil para a salvação (lembrando os ensinos de Sl 49.5-7; 62.10 e Jr 17.11). Curioso é o ensinamento final (versos 28-30): quem deixa, ganha ainda mais – não só vantagens, mas também perseguição. E, logo depois, a inversão “muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros” (10.31).

Após prever o sofrimento do Messias (o que representa mais uma inversão, afinal, para os judeus, o Emanuel viria como um rei, com poder e suntuosidade), Jesus ensina a seus discípulos que, na comunidade que ele estava fundando, “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos (v.43-44). Enfim, o Reino de Deus rege-se por princípios opostos ao do mundo.

Nosso desafio, portanto, é demonstrar uma vida transformada pelos valores da Palavra de Deus. É necessário renúncia e abnegação daquilo que temos e somos, para que, agindo em nós, entre nós e através de nós, o próprio Deus seja glorificado acima de tudo. É preciso determinação, intrepidez e fé para deixarmos a inércia, o egocentrismo e o apego aos valores do mundo (1Jo 2.16), mas temos a promessa de que aquele que começou boa obra em nós, há de completá-la (Fp 1.6).

Finalmente, reconheço que ao mesmo tempo em que fico maravilhado com as inversões que a Bíblia nos traz, também fico intrigado com esse assunto. Tantas vezes me questiono se esses paradoxos não são sinais de que tudo isso que pregamos e tentamos viver é uma loucura. Mas a Bíblia também me dá uma resposta fantástica para esta pergunta, invertendo a minha lógica: “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são” (1Co 1.27-28).

Seminarista Carlos Scherrer

“Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça”. (1Pd 5:5)

Por que a graça é para os humildes? Humildes são aqueles que se esvaziam. Sim, se esvaziam de si mesmos, de sua vaidade, seu orgulho, autossuficiência, prepotência, arrogância.

A verdadeira humildade é quando imitamos Jesus: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobree por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos (2Co 8:9). Paulo escreveu: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. A si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou (Fp 2:5, 7-8).

Quanto mais vazios de nós mesmos, mais cheios de Deus seremos.

Vejo as pessoas tão cheias de si: cheias de vaidade pessoal, cheias de vontade própria, cheias de títulos, de cargos e posições, de posses, de bens, guarda-roupas cheios, despensas cheias, casas cheias de móveis caríssimos, mentes tão cheias de pensamentos maus e sujos, mãos cheias de sangue inocente, olhos cheios de inveja e adultério.

Vejo templos e catedrais cheios de pessoas, mas tão vazios de espiritualidade e temor a Deus.

Que bom seria se nos esvaziássemos de nós mesmos, abríssemos mão do lixo dentro de nós, e deixássemos que Deus nos enchesse com o Espírito Santo, com o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio (Gl 5:22-23).

Sim, isto pode acontecer quando formos humildes de coração. A Palavra ensina que Deus concede graça aos humildes (Pv 3:34).

A graça é um presente de Deus, não a merecemos, mas ela nos é acessível em Jesus Cristo.

Rev. Messias Anacleto Rosa

Texto extraído do livro: Pela Graça, pg.71