Arquivo – Editorial

Creio em Deus e no Seu grande poder,
se vejo a sementinha germinando.
E como não continuar a crer
vendo um botão em flor se transformando?

Creio se a vida me é um céu enluarado,
se subo, livre, ao alto da colina.
Creio se estou no mar encapelado,
se é sol a pino ou se o dia declina.

Creio se vai um dos meus mais queridos
morar eternamente entre os remidos,
lugar para onde um dia eu irei.
Quando eu morrer, continuarei a crer,
pois só assim face a face hei de ver
meu Deus, com quem pra sempre viverei.

Dra. Jesi Pereira Cardoso

“Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.”

1 Coríntios 15:16

A medicina luta contra a morte. A busca pela cura de doenças intensifica-se a cada dia. Milhões
e milhões são gastos em pesquisas, e diversas doenças, que antigamente matavam, já têm cura.
Deus deu inteligência ao homem para que usufrua dela e a use em benefício da humanidade,
criando boas condições de vida.
Ainda assim, a morte continua sendo o grande desafio. Pessoas morrem e não há nada que se
possa fazer. Mas também existem doenças tão agressivas que deixam o paciente com a
aparência de quem já morreu, embora ainda esteja vivo. Podemos continuar falando de morte,
mas e quanto à ressurreição, você acredita nela?
Talvez essa tivesse sido a pergunta mais difícil que os cristãos de Corinto teriam feito ao
apóstolo Paulo. Afinal, falar em ressurreição parecia mais conversa de gente sem formação
cultural. Todavia, o tema da ressurreição tem tudo a ver com o cristianismo. Sem esse conceito,
o Evangelho não faz sentido.
A Bíblia insiste na ressurreição de Cristo e de toda a humanidade. O argumento de Paulo é que,
se Cristo não ressuscitou, somos merecedores da compaixão de todos os homens, pois cremos
em algo que jamais aconteceu ou acontecerá conosco.
Talvez até hoje você tenha pensado no Evangelho como mero elemento religioso, mas ele é
muito mais que isso. O Evangelho anuncia o poder de Deus sobre a morte. Por isso mesmo
Evangelho significa “boas novas”.
É certo que os cristãos também morrem, mas não eternamente. Os que confiam em Jesus
Cristo e crêem de fato em sua ressurreição, ressuscitarão para a vida eterna.
Quando você ouvir aquele velho argumento de que, na vida, tudo tem jeito, menos a morte,
responda imediatamente: “A solução para a morte está na ressurreição de Jesus. Porque Ele
vive, eu também viverei”.

PÃO DIÁRIO: O Livro de Devocionais Diárias

Martinho Lutero promoveu grandes mudanças na igreja. Umas delas foi na área da música. Lutero era
também músico e para ele a música era “um presente de Deus a ser nutrido e usado pelos homens para
seu deleite e edificação, como um meio de dar louvor ao Criador, e como veículo para a proclamação da
palavra do Senhor” (Luther IN Schalk, 2001).
O monge alemão introduziu o canto congregacional nos cultos porque acreditava que as pessoas não
deveriam apenas estar presentes nas igrejas como ouvintes, mas que elas deveriam também confessar
sua fé através de seus lábios, seu arrependimento, seu louvor a Deus através do canto (Schalk, 2001).
Portanto, o canto gregoriano e a música polifônica deram lugar ao canto congregacional, ao coral
luterano. Os corais luteranos tinham um caráter popular, eram de entonação fácil (com melodia na voz
superior) e as frases eram curtas, com cadências marcadas (Vignal, 1997).
Muitas dessas músicas eram originalmente canções populares, cujas letras eram modificadas por Lutero
e por seus amigos músicos e poetas. Eles organizaram um novo material para ser usado nos cultos.
A primeira coletânea de corais foi publicada em 1524 por Johann Walter, com prefácio de Lutero. Depois
da morte do reformador, outros livros de corais e hinos continuaram a ser publicados. O coral mais famoso
que Lutero escreveu foi “Einfeste Burg ist unser Gott” (Castelo Forte é o nosso Deus).

A melodia e o texto do coral de Lutero foram usados por Bach na Cantata BWM 80, por Mendelssohn na
Sinfonia n. 5, por Meyerbeer em Os huguenotes e por Stravinsky na História do Soldado. Essa prática do
canto congregacional continua até hoje e se expandiu pelas igrejas do mundo – através de nossos hinos e
cânticos.
Que ótima ideia teve Martinho Lutero. Que bela herança para o nosso cantar! Cantar para adorar a Deus;
para render louvores ao Seu nome; quando estamos sós; quando estamos com nossos irmãos; quando
estamos alegres; quando estamos tristes; quando queremos agradecer; quando estamos ansiosos e
desanimados; cantar para evangelizar; cantar orando…
Meu convite é que você cante! Respire! Adore e louve o nosso Deus! Coloque nas mãos d’Ele a sua vida!

Josani K. Pimenta

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos

5:1

Apesar das tentativas do ser humano e das religiões, não tem outro jeito. Só por meio de Jeus
Cristo!
O apóstolo Paulo fala sobre a libertação da lei, a remissão dos pecados, a justificação do
pecador, a graça de Deus, a fé dos filhos de Deus, a vida eterna dos justificados, e relaciona tudo
à pessoa e à obra de Jesus Cristo.
Para explicar esta centralidade de Jesus Cristo no processo da justificação, por graça e fé,
Lutero emprega três expressões latinas muito apropriadas.
Extra nos, “fora de nós”: não cumprimos a lei, não somos salvos por nossas obras ou
iniciativas, não fomos nós que pagamos os nossos pecados. Nada de dentro para fora. Mas tudo
foi feito por Cristo, fora de nós, além de nós, apesar de nós. Somos considerados e vistos como
justos diante de Deus por causa de Cristo.
Pro nobis, “para nós”: o extra nos, agora, transforma-se em pro nobis, em favor de nós. Não foi
em favor de si mesmo. Tudo em favor de nós. Nós somos justificados. Deus é o justificador,
através de Cristo.
In nobis, “em nós”: tudo que Cristo realizou fora de nós e em favor de nós, Ele também operou
em nós, dentro de nós – individualmente e universalmente. É o que confirma o nome de Cristo:
“Senhor Justiça Nossa”.
Só por meio de Jesus Cristo!
Esta é a boa nova que Deus revelou a Paulo. É a mensagem central da Epístola de Paulo aos
Romanos. É o Evangelho que Lutero descobriu, creu, ensinou e confessou como doutrina
fundamental da Reforma, iniciada em 1517. É o diferencial doutrinário das igrejas oriundas da
Reforma: Jesus Cristo!

Castelo Forte: Meditações Diárias

Ambas! Quem escolhe essa profissão tem, de fato, uma tremenda missão. A missão de “ensinar o caminho em que
deve andar”; fornecer, desde a mais tenra idade, bases e informações para as crianças, adolescentes, jovens e até
adultos sobre diversas temáticas que os auxiliam na tomada de decisões, seja na escolha de uma profissão, seja no
processo de aperfeiçoamento de suas funções.
Alguém afirmou que a profissão de professor é “a mãe de todas as profissões”, haja vista que é necessário alguém
ensinar e outro aprender.
É obvio que alguém, para ensinar potenciação, geometria, sinédoque (lembra disso?), história geral, geografia
brasileira, física, química, filosofia, precisa conhecer do assunto; mais do que isso, possuir didática para transmitir o
conteúdo.
Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mais conhecida como Cora Coralina, escreveu: “Feliz aquele que transfere
o que sabe e aprende o que ensina”.
Na sua sabedoria, o Professor Jurandy Mendes sempre me dizia que quem mais aprende é o professor, quando se
prepara bem uma aula.Portanto, cabe a esses profissionais: professoras e professores, a responsabilidade do ensino
dos futuros profissionais de qualquer nação.
Entretanto cabe ressaltar que nem sempre eles são valorizados como deveriam ser. Não somente a questão de
ordem monetária, mas também a prática do respeito. Algo que a sociedade (e não somente os agentes políticos)
deve discutir, avaliar e estabelecer normas de conduta e relacionamento.
Está no “DNA” do cristão o ato de ensinar. Ou deveria estar, pois é uma ordem do Nosso Senhor Jesus Cristo:
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” (Mt 28: 19-20).

Podemos concluir que todos nós cristãos temos essa missão? Estamos preparados para o exercício dessa
profissão? Oportunidade de aprender já temos com os cultos e com a Escola Dominical. Desafio a que coloquem em
prática a essência da evangelização: transmitir as boas novas através do ensino e do nosso testemunho.
Beto Guedes compôs em sua música Sol de Primavera que “A lição sabemos de cor, só nos resta aprender”.
Registro minha homenagem e gratidão a todas as professoras e a todos os professores que escolheram essa
profissão e missão, e em especial aos que atuam ou atuaram voluntariamente na Escola Dominical.
Prof. Orlando Silva França Jr. Professor da Escola Dominical da Igreja Presbiteriana de Moema

Desde o primeiro semestre, nosso seminarista Carlos está fazendo uma série de sermões
expondo toda a carta de Paulo aos Romanos. Meu objetivo neste breve texto é auxiliar você na
sua leitura e meditação nesta epístola.
Paulo escreve essa carta endereçada à igreja em Roma, que era composta por cristãos de
origem judia e gentílica. Os romanos provavelmente se reuniam em domicílios, e como Paulo
não havia plantado aquela igreja nem a conhecia, ele escrevera para, também, pedir auxílio
para sua viagem para a Espanha. Dentro desse quadro, temos uma tensão em questões sobre
a Lei e os gentios, dividindo assim a igreja. Deveriam eles acatar as práticas judaicas sobre a
Lei? Paulo vai ao âmago dessa questão, construindo, nessa carta, o alicerce do entendimento
do evangelho de Cristo.
A epístola aos Romanos, mesmo sendo um alicerce, não é de fácil leitura. A profundidade da
carta é tremenda e seu conteúdo teológico é denso. Mas isso não quer dizer que devemos
deixar de lê-la. Alguns passos simples podem ajudar a ler toda a carta, entender seu sentido e,
acima de tudo, deixar que ela transforme sua vida.
Primeiro, não se prenda a cada detalhe da carta. Tente entendê-la como um todo. Bons
comentários são muitos úteis nesse aspecto, tanto para o entendimento como um todo, quanto
para as questões ali apresentadas. Segundo, é bom entender o estilo que Paulo usa para
escrever a carta. Ele se baseia em um modelo antigo de retórica em que se tenta persuadir o
leitor através de um diálogo imaginário, normalmente por perguntas e respostas. O interlocutor
inicial é um judeu e depois é um gentil, no contexto da carta, mas as afirmações do autor
devem ser entendidas no contexto inteiro e não para cada grupo individualmente. Por fim,
deve-se entender que Paulo usa de uma ordem lógica de argumentação, e essa ordem deve
ser vista como um todo, e não como partes. É como se ele apresentasse cada vagão de uma
locomotiva e sua função individualmente e em ordem, mas ela só exerce seu papel de fato
(transportar pessoas e cargas) como um todo – e é assim que devemos entender e ver a
argumentação de Paulo.

Analisado o contexto como um todo e a sua importância, agora se pode adentrar a carta em si
e dividi-la em partes menores – separar os vagões, permitindo uma melhor leitura. Paulo
começa com uma introdução (1.1-17) e depois parte para uma seção teológica (1.18-11.36)
onde desenvolve seu raciocínio, apresentando o evangelho de Cristo. Numa terceira parte, ele
desenvolve as consequências práticas de toda verdade apresentada anteriormente (12.1-
15.13) e, por fim, a sua conclusão (15.14-16.27).
Romanos, como já foi dito, é o alicerce do entendimento do evangelho de Cristo. Esse é o
cerne de tudo aquilo que Paulo fala. Sempre tenha o foco em Cristo – se esse foco se perde,
toda a argumentação do autor se torna ilógica. Acompanhe os sermões e leia a carta em sua
casa, aos poucos. Não se esqueça que toda a Palavra de Deus é acessível a você. Boa leitura!

Seminarista Daniel Sales

Iniciamos o mês de outubro com a apresentação do musical “Jonas e a baleia”. Essa é uma boa oportunidade de lermos o livro de Jonas e observarmos alguns dos aspectos de sua mensagem.

Jonas foi um profeta que atuou durante o reinado de Jeroboão II em Israel, o reino do Norte. Em nossa Bíblia, a primeira referência ao profeta aparece em 2Reis 14.25. Seu livro, diferentemente de outros profetas, não é uma coleção de profecias, mas sim uma narrativa sobre a compaixão de Deus por Nínive, uma cidade odiada por Israel. A história nos mostra que Nínive era tão detestada que o próprio profeta dá indícios que, inicialmente, não queria envolvimento na missão que Deus deu a ele.

Algo que está em questão em toda a história é a aliança que Deus fez com Abraão (Gn 12.3). Deus é cheio de compaixão e misericórdia por tudo o que ele criou, e foi sempre o plano dele, desde o início, abençoar as nações por meio de seu povo. Por isso, Deus estava dando uma oportunidade de arrependimento à Assíria. Embora o arrependimento não fosse uma conversão propriamente dita, já era uma resposta suficiente para que Deus retivesse suas punições contra aquele povo.

Portanto, ao ler o livro de Jonas, não deixe de notar os seguintes elementos: no primeiro capítulo, veja como Deus é soberano e demonstra uma atitude receptiva aos marinheiros pagãos; no segundo, observe a repetição da ordem aflição-resgate-testemunho; no terceiro, note que o arrependimento de Nínive se concentra no rei, que dá o exemplo e chama todo o povo para que se afaste de seus maus caminhos e da violência (v. 7,8), o que faz com que Deus mude de ideia quanto ao juízo sobre aquela cidade; no quarto capítulo, o ponto crucial de toda a história, observe que Jonas está furioso com Deus porque ele é fiel à sua própria natureza (confira Êx 34.4-6) e, para ensiná-lo, Deus envia a planta para dar sombra, a lagarta e o vento quente, e só então o profeta entende. A compaixão de Jonas pela planta mais do que justifica a compaixão de Deus pelo povo e pelos animais de Nínive. Assim, nós, leitores, somos convidados a responder pessoalmente à pergunta de Deus: Qual é a nossa atitude para com nossos inimigos?

Por fim, lembre-se também que todos os livros do Antigo Testamento apontam para Jesus Cristo. Inclusive o livro de Jonas! Observe que o profeta propõe ser atirado ao mar, para sofrer a ira de Deus e livrar os marinheiros pagãos do juízo divino. Ao ser engolido pelo grande peixe, Jonas “morre” e volta à vida três dias depois, descendo, nesse período, às profundezas do mar. Então, o profeta prega arrependimento às nações, mostrando que a graça e a misericórdia de Deus se estendem além da nação de Israel.

O livro de Jonas, portanto, continua a história bíblica do Deus Criador e Redentor, que tem compaixão não só daqueles que são seus, mas de todos aqueles que ele criou; o Deus da Bíblia ama seus próprios inimigos – e também ama os nossos. Boa leitura!

Seminarista Carlos Scherrer

Poema baseado no Salmo 19

OS CÉUS PROCLAMAM A GLÓRIA DE DEUS…
DAS SUAS OBRAS, “FALA” O FIRMAMENTO.
DISCURSAM PARA CRENTES E ATEUS
O SOL, A LUA E A TERRRA EM MOVIMENTO.
DO CRIADOR E SUA CRIAÇÃO,
DIAS E NOITES TRANSMITEM A VERDADE:
“FALAM” DE VIDA, DE AMOR, DE PERDÃO…
QUE SE RENOVAM PARA A HUMANIDADE.
A PERFEIÇÃO DA OBRA DO SENHOR
PERPASSA SUA PALAVRA E SUA LEI
APONTAM PRA JESUS, O SALVADOR,
TAMBÉM PROFETA, SACERDOTE E REI.
O TESTEMUNHO DE DEUS É FIEL
E DÁ AOS SIMPLES A SABEDORIA;
PRECEITOS RETOS QUAIS FAVOS DE MEL
ENCHEM SEUS CORAÇÕES DE ALEGRIA.

OS JUIZOS DE DEUS SÃO COBIÇADOS
MAIS DO QUE O OURO PURO E RELUZENTE
COMPENSADORES QUANDO SÃO GUARDADOS
PRA DISCERNIR PECADOS RECORRENTES
QUE AS PALAVRAS, AS FRASES PROFERIDAS
E O MEDITAR DO NOSSO CORAÇÃO
AGRADEM AO CRIADOR QUE NOS DEU VIDA,
A NOSSA ROCHA E NOSSA REDENÇÃO.

Lêda Rejane Accioly Sellaro

Hoje, no terceiro domingo do mês de setembro, comemora-se o dia da Escola Bíblica Dominical.

Um breve histórico da EBD: fundada em 1780 pelo jovem inglês Robert Raikes, com o objetivo social de ensinar a crianças de 6 a 14 anos a ler e escrever através de lições bíblicas. No Brasil a EBD foi introduzida pelo casal Robert e Sarah Kalley em 1855, Petrópolis. A primeira EBD na Igreja Presbiteriana no Brasil foi iniciada pelo jovem Rev. Ashbel Green Simonton no Rio de Janeiro no ano de 1861.

Com o propósito de proclamar a Salvação, instruir, educar e capacitar o povo de Deus, a EBD, através de atividades didáticas com base nas Escrituras, tem levado seus alunos ao conhecimento do Filho de Deus, possibilitando o crescimento espiritual e preparo para a vida prática. Ef.4:12-15, II Pe. 3:14-17

A EBD tem sido o meio mais eficaz de educação cristã, não só das crianças como também dos adultos. Adequando sua metodologia e técnicas de ensino com a atualidade, a EBD tem sido relevante instrumento na transformação de vidas. Nela, crianças, adolescentes, jovens e adultos têm conhecido a Cristo como Salvador, crescendo no conhecimento da Palavra de Deus, desfrutando, assim, de uma vida cristã autêntica.

Aqui na IPMoema temos alguns exemplos de pessoas que tiveram sua formação espiritual cristã iniciada na EBD: oficiais, missionários, pastores, seminaristas, docentes seculares e na EBD, além de profissionais de várias áreas, que se tornaram verdadeiros seguidores/discípulos do nosso Mestre e Salvador Jesus Cristo.

Uma escola sem igual, que faz bem a toda gente! Não há limite de idade nem distinção de pessoas.

No Departamento Infantil o ensino da Palavra de Deus é ministrado de acordo com cada faixa etária e o material didático utilizado, visa potencializar o processo de ensino-aprendizagem contando com a participação das famílias no decorrer da semana, para fixação das lições e crescimento no conhecimento da Palavra de Deus.

Nas classes de adolescentes, jovens e adultos, os temas são escolhidos de acordo com os seus interesses. Ainda há a classe de novos membros.

Venha, participe, traga seus filhos, seus netos, seus amigos, seus vizinhos para usufruir desta Escola abençoada por Deus!

“Vamos todos crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!” A Ele seja a Glória, tanto agora como no dia eterno. II Pe 3:18

Ahiram Gonçalves França
Professora da EBD desde 1973

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”. Romanos 1:17

Muitas pessoas vivem a seguinte contradição: se envergonham de coisas das quais não deveriam se envergonhar, e não se envergonham de coisas das quais deveriam se envergonhar.

Essa contradição não encontramos no apóstolo Paulo. Desde o dia em que seus olhos foram abertos para compreender e receber o evangelho da graça do Senhor Jesus, a boa nova do próprio Deus para este mundo perdido, ele jamais veio a se envergonhar do evangelho. Não que ele não fosse tentado a fazê-lo. Como afirmou certo comentarista bíblico, “não há sentido algum em afirmar que não se tem vergonha de alguma coisa a não ser que se tenha sido tentado a envergonhar-se dela”. Paulo conhecia essa tentação. Ele escreveu aos coríntios dizendo que fora até eles “em fraqueza, temor e com muito tremor”. Ele sabia que a mensagem da cruz era “loucura” para alguns e “escândalo” para outros porque ela nocauteia nossa justiça própria e fere nosso orgulho próprio. Sabia que aos olhos do mundo, o evangelho é desprezível.

E, quanto a nós? Muitos de nós hoje teríamos de confessar, com honestidade, que em alguns lugares, em determinadas situações, já nos envergonhamos do evangelho, talvez por medo de sermos desprezados ou taxados de fanáticos, ignorantes e alienados.

De acordo com Paulo, podemos superar a tentação de nos envergonharmos do evangelho ao trazermos à nossa lembrança que essa mesma mensagem que algumas pessoas desprezam em virtude de ela parecer uma loucura ou um escândalo é, na verdade, de onde emana o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. O poder de Deus é poder para salvação.

Como sabemos disso? Sabemos disso por experiência própria, porque experimentamos seu poder salvador em nossas próprias vidas. Se Deus já nos reconciliou consigo através de Cristo, se perdoou os nossos pecados, fez-nos filhos seus, deu-nos o Espírito Santo, começou a transformar-nos e nos tornou parte de sua igreja, então como é que podemos envergonhar-nos do Evangelho?

O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: o evangelho é para todos; sua extensão é universal. O evangelho requer fé. Somente para os que creem é ele o poder de Deus. “O evangelho não pode ser assimilado, apropriado pela análise intelectual, por deduções lógicas ou por elucubrações indutivas ou ainda, por convicção intuitiva; nem por sugestão, por exposição, por ensino ou exemplo, mas unicamente pela fé” (Karl Barth).

Rev. José Roberto Silveira

Qual a essência do Primeiro Mandamento (Ex 20:3)? Lutero responde, em seu Catecismo: “Ter um Deus significa ter alguma coisa na qual o coração confia totalmente”. Um Deus é aquilo que se torna nossa fonte de confiança e pelo que demonstramos maior zelo. Seu Deus é aquele a quem você serve (Fp 3:19).

Nossa sociedade é repleta de deuses seculares. Apenas mudaram de nome. Eles continuam seduzindo e drenando a energia das pessoas. Nós estamos cercados de deuses, os quais a Bíblia chama de falsos deuses. Eles podem se chamar: Saúde, Beleza, Segurança, Felicidade, Prosperidade, Dinheiro, Prazer, Sexo, Bens, Poder, Capital, Trabalho, Fama, etc.

O coração humano pode usufruir e encontrar satisfação em muitas fontes. Entretanto, algumas dessas coisas acabam se tornando essenciais, fundamentais, sem as quais você não consegue viver. Você elege algo finito no lugar de Deus. Quando isso acontece, o caminho para sua destruição estará pronto. Depositar a sua confiança e todo sentido da sua vida em algo ou em alguém que não é Deus. Sim, elevar as coisas criadas à categoria última de Deus, é a nossa destruição.

Deus adverte: Não entregue sua lealdade e devoção a deuses que na realidade não são deuses. Não conceda um lugar supremo na sua vida a algo ou alguém que, no fim, só irá desapontá-lo e machucá-lo.

John Stott afirma: “Não precisamos adorar o sol, a lua e as estrelas para infringir o primeiro mandamento. Nós o infringimos sempre que damos o primeiro lugar em nossas vidas a qualquer pessoa ou coisa e não a Deus. Em vez disso, devemos amá-lo com todas as nossas forças e fazer de sua vontade nosso prazer e de sua glória nosso alvo”.

O Primeiro Mandamento chama a nossa atenção para a necessidade de relativização de todas as exigências pessoais e coletivas impostas ao ser humano. Para Jesus, até mesmo os laços humanos (pai, mãe, esposa e até a própria vida) devem ser colocados em segundo lugar (Lc 14.26), pois, Deus deve estar em primeiro lugar: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas….”.

Rev. José Roberto Silveira

Afinal, Deus criou ou não todas as coisas? Como cristão, eu não tenho dúvida que todas as coisas são obras das Suas mãos. Mas como um cientista, o que eu poderia dizer?

A resposta a essa pergunta tem sido a essência de um debate que tem se arrastado mais intensamente nesses últimos 150 anos e que geralmente aparece erroneamente no formato Ciência X Religião. Esse tema não é complexo. Apenas é mal entendido. Falta esclarecimento.

Façamos uma análise rápida do problema, quanto a Deus ter criado o mundo ou não. Honestamente, a Ciência não pode dizer nem “sim” nem “não” a essa questão.

Precisamos entender que a Ciência não possui ferramentas para provar a existência ou a inexistência de Deus. Alguns crêem na existência de um Ser Supremo (esses são chamados religiosos). Outros crêem que não existe nenhum Ser Superior (esses são chamados ateus). Lembre-se que dizer que Deus existe ou dizer que Ele não existe não é uma questão científica, mas única e tão somente de fé. Não é possível provar empiricamente que Deus existe! Como também não é possível provar empiricamente que Deus não existe! Assim sendo, tanto os cientistas religiosos quanto os cientistas ateus fazem as suas afirmações baseadas em suas crenças pessoais e não em evidências científicas. Dessa forma, a questão de Deus ter criado o mundo ou não, não diz respeito à Ciência, mas à Teologia.

A pergunta correta deveria ser: “O mundo foi criado ou teria surgido espontaneamente por meio de processos puramente naturais e leis da natureza?” Essa pergunta a Ciência pode e deve responder.

Vejamos um simples exemplo: Se você ao andar por uma praia deserta visse um castelo de areia muito bonito, com traços de beleza e arquitetura que o impressionasse, você diria que ele teria vindo a existência por meio da ação das ondas do mar ou que ele teria sido esculpido por alguma pessoa talentosa? Obviamente você diria que uma pessoa talentosa o teria esculpido. O que o levou a pensar que esse castelo de areia não teria surgido por ação das ondas do mar? Intuição apenas? Obviamente não!

A Ciência consegue distinguir entre algo que teria sido produzido por uma inteligência e algo que teria sido produzido por processos naturais e leis da natureza. Em outras palavras, a Ciência pode determinar se algo foi criado ou não. Podemos afirmar seguramente que tanto o universo quanto a vida foram criados. E podemos fazer isso graças à Ciência. No entanto, a Ciência com todo o seu conhecimento acumulado somente pode afirmar que a natureza foi criada. Aqui termina a sua capacidade.

Para se conhecer o Criador da natureza, seria necessário que Ele se revelasse à Sua criação. Aqui começa a relevância das Escrituras Sagradas: a Bíblia!

Dr. Adauto J.B. Lourenço

“chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos…” Jó 1:5

Jó era um homem muito rico. Inobstante, seus filhos eram alvo de suas orações toda madrugada.

Jó sabia que sucesso financeiro sem vida com Deus é fracasso consumado. Jó entendia que riqueza sem salvação é pobreza. John Rockfeller, o primeiro bilionário do mundo, disse que o homem mais pobre que conhecia era o indivíduo que só tinha dinheiro.

Os filhos de Jó eram ricos, mas isso não era tudo. Eles precisavam da graça de Deus.

Ainda hoje nós precisamos de pais que encontrem tempo para orar pelos filhos. Pais convertidos aos filhos.

Pais que não provoquem seus filhos à ira nem os deixem desanimados. Mas pais que criem seus filhos na disciplina e na admoestação do Senhor.

Precisamos de pais que ensinem seus filhos no caminho em que devem andar e não apenas o caminho.

Pais que amem a Deus e inculquem as verdades eternas na mente de seus filhos.

Precisamos de pais que sejam reparadores de brechas, intercessores fervorosos, que não abram mão de seus filhos.

Pais que orem pelos filhos e sejam exemplos para eles, cultivem a amizade entre os filhos e os apresentem a Deus.

Ó Deus bendito, que tu moldes homens mais comprometidos com a vida espiritual de sua família e mais interessados com a proclamação da tua glória infinita! Em nome de Jesus. Amém.

Rev. Hernandes Dias Lopes

No último domingo, uma das questões marcantes na mensagem trazida pelo pastor, foi, ao meu ver, o fato de que a Bíblia nos mostra que o Reino de Deus é um reino de inversão, e seus valores também são opostos aos que o mundo tenta incutir em nossas mentes. Tema presente a todo momento na Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, as inversões são pontos intrigantes. Desde “amar o seu inimigo”, “servir e não ser servido”, “salvar-se pela graça e não por mérito”, as Escrituras nos mostram uma série delas. Tome como exemplo o texto de Marcos 10.13-45:

Primeiramente, no episódio em que Jesus recebe as crianças. Segundo alguns comentaristas, nos escritos da época, as crianças eram apresentadas como exemplo de comportamento insensato ou como objetos a serem disciplinados. Mas nos versos 13 a 16, os valores são invertidos: elas são levadas a sério como pessoas e desfrutam de um relacionamento com Jesus e com o Reino. Por isso, “quem não receber o Reino de Deus como uma criança [sem intenção de poder ou status] de maneira nenhuma entrará nele” (v. 15).

Em seguida, um diálogo é estabelecido entre Jesus e o jovem rico, e logo depois há um ensino do Mestre sobre o perigo da confiança nas riquezas. Mais do que estabelecendo um parâmetro socioeconômico, Jesus ensina que, ainda que em alguns livros sapienciais a riqueza e a prosperidade fossem considerados sinais da bênção divina, a confiança nas riquezas era inútil para a salvação (lembrando os ensinos de Sl 49.5-7; 62.10 e Jr 17.11). Curioso é o ensinamento final (versos 28-30): quem deixa, ganha ainda mais – não só vantagens, mas também perseguição. E, logo depois, a inversão “muitos primeiros serão últimos; e os últimos, primeiros” (10.31).

Após prever o sofrimento do Messias (o que representa mais uma inversão, afinal, para os judeus, o Emanuel viria como um rei, com poder e suntuosidade), Jesus ensina a seus discípulos que, na comunidade que ele estava fundando, “quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será servo de todos (v.43-44). Enfim, o Reino de Deus rege-se por princípios opostos ao do mundo.

Nosso desafio, portanto, é demonstrar uma vida transformada pelos valores da Palavra de Deus. É necessário renúncia e abnegação daquilo que temos e somos, para que, agindo em nós, entre nós e através de nós, o próprio Deus seja glorificado acima de tudo. É preciso determinação, intrepidez e fé para deixarmos a inércia, o egocentrismo e o apego aos valores do mundo (1Jo 2.16), mas temos a promessa de que aquele que começou boa obra em nós, há de completá-la (Fp 1.6).

Finalmente, reconheço que ao mesmo tempo em que fico maravilhado com as inversões que a Bíblia nos traz, também fico intrigado com esse assunto. Tantas vezes me questiono se esses paradoxos não são sinais de que tudo isso que pregamos e tentamos viver é uma loucura. Mas a Bíblia também me dá uma resposta fantástica para esta pergunta, invertendo a minha lógica: “Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são” (1Co 1.27-28).

Seminarista Carlos Scherrer

“Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça”. (1Pd 5:5)

Por que a graça é para os humildes? Humildes são aqueles que se esvaziam. Sim, se esvaziam de si mesmos, de sua vaidade, seu orgulho, autossuficiência, prepotência, arrogância.

A verdadeira humildade é quando imitamos Jesus: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobree por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos (2Co 8:9). Paulo escreveu: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. A si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou (Fp 2:5, 7-8).

Quanto mais vazios de nós mesmos, mais cheios de Deus seremos.

Vejo as pessoas tão cheias de si: cheias de vaidade pessoal, cheias de vontade própria, cheias de títulos, de cargos e posições, de posses, de bens, guarda-roupas cheios, despensas cheias, casas cheias de móveis caríssimos, mentes tão cheias de pensamentos maus e sujos, mãos cheias de sangue inocente, olhos cheios de inveja e adultério.

Vejo templos e catedrais cheios de pessoas, mas tão vazios de espiritualidade e temor a Deus.

Que bom seria se nos esvaziássemos de nós mesmos, abríssemos mão do lixo dentro de nós, e deixássemos que Deus nos enchesse com o Espírito Santo, com o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio (Gl 5:22-23).

Sim, isto pode acontecer quando formos humildes de coração. A Palavra ensina que Deus concede graça aos humildes (Pv 3:34).

A graça é um presente de Deus, não a merecemos, mas ela nos é acessível em Jesus Cristo.

Rev. Messias Anacleto Rosa

Texto extraído do livro: Pela Graça, pg.71